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4.3. Veri Toplama Araçları

4.3.5. İnternet Öz-Yeterlik Algısı Ölçeği

A Área de Estudo 04 é composta, majoritariamente, pelas mesorregiões Sul/Sudoeste de Mi- nas e Zona da Mata, e por uma pequena porção da mesorregião Campo das Vertentes. A e- xemplo dos outros recortes espaciais, esta Área de Estudo também apresenta suas especifici- dades histórico-culturais e econômicas. Parte dos aspectos históricos que contextualizam essas peculiaridades são relatados por Moura (2000). De acordo com este autor,

o que caracteriza a economia desenvolvida na região é a policultura, a diversificação da produção adotada na época colonial e mantida no período monárquico. Um estu- do do final do século XIX revela essa antiga tendência da agropecuária do Sul de Minas: os terrenos a leste da Mantiqueira, a começar pelo Mar de Espanha até o re- gistro da Bocaina da Aiuruoca, produzem com abundância café, cana-de-açúcar e ar- roz. Já os terrenos que partem do Rio Grande até os altos da Mantiqueira ao Sul a- bundam em milho e feijão. Trigo e batata inglesa aclimatam-se bem em Aiuruoca e Baependi. O chá da Índia aclimata-se bem em Jaguari, Pouso Alegre e em todo o Vale do Sapucaí até Jacuí. Algodão e cana-de-açúcar são produzidos em grande quantidade em todas as vertentes do Rio Grande, mas nenhum agricultor deixa de plantar milho, arroz, feijão e mandioca. Os políticos da região tiveram expressiva participação na ‘política dos governadores’ durante a República Velha, especialmen- te na chamada ‘política do café com leite’, o mais notável desdobramento da política dos governadores. Do lado paulista, tinha-se a intenção de privilegiar a monocultura do café e, do lado mineiro, tendia-se para a diversificação.

Em complementaridade à contextualização desse autor, Albino (1956) discorre sobre aspectos da inserção deste território diante do estado ao relatar que,

penetrando fundo no território mineiro, vamos ter o Sul de Minas sem ligações mui- to fortes com a parte extrema da Zona Metalúrgica, sobretudo a partir do ponto em que o Rio Grande, como acidente geográfico importante, as vai separar. Sua maior relação de identidade é com a região limítrofe do Estado do Rio, e pelo território paulista se expande em termos da civilização tradicional do Vale do Paraíba. Notan- do-se que a zona sul tem grande profundidade, vamos encontrar uma parte das ca- racterísticas intermediárias entre o extremo sul, com influência acentuada, e a Zona do Oeste. Também em razão mesmo dessa profundidade, os pontos centrais de irra- diação interna da zona sul têm importância, assim como vão criando outras áreas de ligação. E como já aí nos encontramos em região mais profunda do próprio território brasileiro, agora uma economia interiorana, de cores cada vez mais acentuadas, se vai definindo. Ora a força de irradiação econômica vem do produto, como o café, o leite, as frutas decorrentes do clima; ora da principal atividade, como as estâncias hidrominerais; ora se prende ao sentido de irradiação comercial mais acentuado. À proporção que se vai avançando no sentido do Sudoeste, as influências do Rio Gran- de vão substituindo as do Sapucaí que havia penetrado em profundidade a região e que deixara Varginha em ponto de especial destaque. E a reentrância do território mineiro acentua influências paulistas, porém muito diferentes das que se faziam sen- tir a Leste.

A soma destes relatos históricos contribui para parte do entendimento das faces econômicas que hoje predominam nessa Área de Estudo e como se dá sua relação com a porção central de Minas Gerais e os estados-limítrofes do Rio de Janeiro e São Paulo. Desse modo, as caracte- rísticas marcantes desta área de estudo, do ponto de vista sócio-econômico, são a policultura presente na agricultura (o que também contribuiu para determinar a extensão territorial dos municípios, notadamente a porção do estado com municípios de menor extensão neste senti- do), a expressiva produção de leite (a mesorregião Sul/Sudoeste é a maior bacia leiteira do

estado e considerada uma das maiores do país), de café, a identidade sócio-cultural desta área com o Vale do Paraíba / SP e com parte do Rio de Janeiro.

Além disso, o precoce processo de industrialização vivenciado por essa região, em função da cultura cafeeira, permitiu sua maior independência em relação ao centro econômico do estado, o que possibilitou o desenvolvimento de cidades de porte médio como referências na presta- ção de serviços, desenvolvimento industrial e infra-estrutura para esta região. Uma outra pe- culiaridade sobre esta Área de Estudo são as municipalidades que possuem sua economia ba- seada na atividade turística. Esses municípios são parte das estâncias hidrominerais que com- põem o Circuito das Águas, entre eles: São Lourenço, Caxambu, Cambuquira, Lambari, Bae- pendi. Outras municipalidades que se destacam neste mesmo sentido são Caldas, Carrancas, Poços de Caldas, Camanducaia, Itamonte e Passa Quatro.

O mapa de localização desta Área de Estudo — página 180 — contribui para a visualização de outros fatores que incidem sobre a oferta turística nesta Área de Estudo. Assim, é possível observar que as municipalidades com esta oferta turística coincidem com a área de influência do Parque Nacional da Serra da Canastra (unidade de conservação próxima dos números 92 e 93), do Parque Estadual da Serra do Papagaio (unidade de conservação próxima dos números 39 e 31), do Parque Estadual do Ibitipoca (unidade de conservação próxima dos números 19 e 20), do Parque Nacional Serra do Caparaó (unidade de conservação próxima dos números 1, 2 e 3), da delimitação do Circuito das Águas (correspondente aos números 32, 37, 38, 40), do Circuito das Malhas (correspondente aos números 68, 69 e 70), do Circuito Caminhos das Gerais (correspondente aos números 71, 72 e 73), da represa de Furnas, (correspondente aos números 74, 75, 76, 79, 80, 88, 89 e 89) e da Serra da Mantiqueira (correspondente à localiza- ção do número 55 até o ponto do número 16). Em suma, a partir desse elenco de condicionan- tes de oferta, é possível resumir que, em linhas gerais, de acordo com o mapa de localização, essa amostra turística está atrelada, de forma mais significativa, ao apelo das atrações turísti- cas baseadas em recursos naturais — serra da Mantiqueira, Unidades de Conservação e a re- presa de Furnas. De outra parte, essa oferta também se vincula à delimitação dos circuitos turísticos citados — das Águas, das Malhas, dos Caminhos Gerais — com destaque para o apelo turístico das estâncias hidrominerais. E, por fim, as estâncias climáticas como Caman- ducaia, Maria da Fé, Itamonte e Passa Quatro. Tais constatações incidem com diferenciada intensidade sobre a concentração e perfil da amostra turística em questão. Antes de prosseguir

com a interpretação dessas relações de causa e efeito em relação às atrações turísticas citadas — relações essas que favorecem a interpretação de parte da geografia do Turismo Rural na Área de Estudo Sul de Minas — são apresentadas, a seguir, as características gerais desta a- mostra de estabelecimentos.