KUVVET SPORLARI İÇİN ÖZEL UZMANLIK ROLLERİ (Ağırlık kaldırma)
2.2.2.12 Uygun Davranışların Geliştirilmesi: Fair Play (Adil Oyun ve Centilmenlik) Kültürü
A origem da discussão sobre cooperação em Organização Industrial advém de Edward Chamberlin, que introduziu o conceito de colusão tácita como um comportamento racional de firmas que interagem em um oligopólio:
“If each seller seeks his maximum profit rationally and intelligently, he will realize that when there are only two or a few sellers his own move has a considerable effect upon his competitors, and that makes it idle to suppose that they will accept without retaliation the losses he forces upon them. Since the result of a cut by any one is inevitably to decrease his own profit, no one will cut, and although the sellers are entirely independent, the equilibrium result is the same as though there were a monopolistic agreement.” (CHAMBERLIN, 1933:22)
A colusão tácita é uma conduta de mercado que permite às firmas obterem lucros supra- normais, no qual lucro normal seria aquele resultante do mercado com rivalidade individual. Esse tipo de conduta concertada ocorre quando as firmas interagem repetidamente em um mercado e passam a reconhecer a interdependência de suas ações, fazendo com que uma revisão estratégica surja em direção à maximização conjunta de lucros. Como a coordenação entre as empresas busca sempre alguma forma de cooperação no sentido de aumentar os lucros conjuntos do mercado, os resultados dessa interação se aproximam dos resultados de monopólio, ou seja, causam elevação dos preços e redução das quantidades ofertadas. Segundo Richard Posner “the ultimate issue in reviewing a merger under the antitrust laws is whether the challenged acquisition is likely to hurt consumers, as by making it easier for the firms in the market to collude, expressly or tacitly, and thereby forces prices above or farther above the competitive level” (POSNER, 1989:54).
A colusão, seja ela tácita ou explícita, passa por um esforço conjunto entre as firmas, que, em primeiro lugar, se inicia com o estabelecimento de um acordo ou consenso que precisa ser alcançado. Este acordo fixa um determinado preço a ser praticado por todas as empresas e que está acima daquele que é considerado competitivo. O problema é que as firmas têm um incentivo à trapaça, ou desvio do acordo. Isto porque desviar do acordo e reduzir o preço praticado, mesmo que irrisoriamente, aumenta significativamente as vendas da empresa „traidora‟. Em segundo lugar, para que o acordo persista, é preciso haver métodos de monitoramento da conduta concertada e da detecção do desvio. Detectar o desvio de forma mais rápida significa ter prejuízos por menos tempo. E em terceiro lugar, uma vez detectada a trapaça, uma punição aos agentes que desviaram do acordo deve ser crível e aplicada para que a traição não se suceda novamente e o conluio possa ser restabelecido (STIGLER, 1964; JACQUEMIN e SLADE, 1989).
O paradigma CDP (Consenso-Detecção-Punição), então permite que as empresas mantenham maiores preços ao estabelecer, informalmente, que qualquer desvio do consenso estabelecido irá disparar um conjunto de ações de punição, como a redução do preço ao nível competitivo, que fará com que os lucram caiam. Esta retaliação se refere à reação das empresas a um desvio do acordo de coordenação sobre preços ou quantidades. Para ser sustentável, a ameaça de punição precisa ser crível e custosa para compensar os benefícios de curto prazo trazidos pelo desvio ao acordo, isto é deve implicar uma significante perda de lucratividade para a firma traidora, comparada com a possibilidade de lucro caso mantivesse a colusão (STIGLER, 1964).
Esta retaliação pode significar uma guerra de preço apenas temporária, provocando a queda do lucro abaixo do padrão normal por algum período, ou mais duradoura, como ocorreu no mercado de transporte de cargas e passageiros de trens nos EUA nos anos de 1880 (SCHERER e ROSS, 1980). Destarte, a característica comum aos mecanismos de punição é que eles precisam ser efetivos na prevenção à traição, o que acarreta em duas condições: i) a perda de lucratividade imposta para a firma que desviou do acordo como retaliação deve ser suficientemente grande para prevenir traições; e ii) precisa ser do maior interesse das firmas sustentar a retaliação a partir do momento em que um desvio tenha ocorrido;
Portanto, como dito, para que a colusão seja possível, as firmas participantes do acordo devem estar aptas a alcançarem três objetivos. O primeiro é alcançar um consenso sobre o tipo de acomodação (aumentar preços diretamente, alocar consumidores ou reduzir capacidades) e sobre a coordenação da produção (quanto aumentar os preços, quais consumidores serão alocados para quais firmas e em quanto a capacidade será restringida). Para que isto seja viável, as firmas precisam ter incentivos comuns, relacionados a custos e capacidades. Este último ponto é o de maior problema: quanto maior for a assimetria entre as firmas no mercado, mais difícil é de se alcançar o consenso. Isto se deve pelo incentivo ao desvio: firmas com menores custos ou menores participações de mercado têm menos a perder. Então, o segundo requisito para a coordenação é que as firmas participantes do conluio sejam capazes de detectar estes desvios. Se a trapaça de uma firma não puder ser detectada, o incentivo unilateral para trapacear não é punível. O monitoramento do mercado é fundamental. Finalmente, se existe consenso e os desvios podem ser detectados, é preciso que haja um método viável e crível de punição, já que se o desvio não for punido, o incentivo de trapacear prevalecerá e o acordo não poderá ser restabelecido. A punição é somente crível se
for do interesse unilateral da firma utilizá-la como reprimenda à trapaça. Com a punição crível, passa a ser do interesse unilateral da firma sustentar o acordo.