• Sonuç bulunamadı

II. KAVRAMSAL ÇERÇEVE

2.2 Beden Eğitimi’nde Oyun ve Spor Öğretim

2.2.1 Oyun ve Spor Öğretiminde Doğrudan Öğretim Model

Em um estudo epidemiológico de uma intervenção em saneamento, faz-se importante avaliar mudanças nos hábitos de higiene associados a maior disponibilidade de água. Para tanto, neste estudo contabilizou-se a quantidade de água utilizada para atividades tipicamente relacionadas à higiene doméstica. Esta análise foi realizada nas duas fases da pesquisa através

Programa de Pós-graduação em Saneamento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos da UFMG 72 de um questionário específico. Porém, houve a dificuldade em investigar alguns hábitos pessoais de higiene, como lavagem das mãos com sabão e lavagem de alimentos. Estas informações foram obtidas através de um questionário e não houve a possiblidade de observações diretas com foco nestes comportamentos.

A quantidade de banhos diários foi tida neste estudo como um comportamento de higiene pessoal passível de análise através de questionário específico (Figura 5.10). Na comunidade controle, a média de banhos diários não apresentou mudanças significativas. Porém, na comunidade intervenção a média de banhos diários aumentou em 68,4%. A facilidade de acesso e a despreocupação em buscar água foram relatados pelos entrevistados como os principais fatores que contribuíram para este significativo aumento.

Figura 5.10 - Média de banhos diários por pessoa em Cristais e Complexo de Itapeim na primeira e segunda fase da pesquisa

Como principal forma de avaliar mudança nos hábitos de higiene, analisou-se a quantidade de água gasta em atividades de higiene doméstica, a saber: lavagem de comida e utensílios de cozinha, lavagem de roupas, lavagem da casa e banho. A comparação das médias de consumo entre as duas comunidades nas duas fases da pesquisa está representada na Figura 5.11. A mediana do consumo de água em Litros/domicílio.mês foi maior na comunidade controle nas duas etapas da pesquisa. Na primeira fase da pesquisa, a mediana do consumo foi de 2479,4 L/domicílio.mês. Na segunda fase verificou-se um aumento de 51,6% no consumo. Segundo relatos dos entrevistados no Complexo de Itapeim, após o período da primeira fase da pesquisa a qualidade da água distribuída melhorou e a intermitência do serviço diminuiu. Na primeira fase, 42,8% dos entrevistados relataram a falta de água por pelo menos algumas

1ª Etapa 2ª Etapa 1ª Etapa 2ª Etapa Complexo de Itapeim Cristais

3 3,1

1,9

Programa de Pós-graduação em Saneamento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos da UFMG 73 horas na semana, enquanto na segunda fase 32,1% dos entrevistados relataram falta de água em pelo menos alguns dias no mês.

Figura 5.11 - Médias de consumo das duas comunidades em ambas etapas da pesquisa

Na comunidade intervenção, a mediana de consumo na primeira etapa da pesquisa foi de 613 L/domicílio.mês, enquanto na segunda fase da pesquisa a esta mediana foi de 3000 L/domicílio.mês, um aumento de 389,3% (figura 5.11). Este aumento substancial no consumo médio da comunidade intervenção pode estar relacionado com a melhoria na infraestrutura hidráulica nos domicílios com a construção de banheiros individuais (Figura 5.12). Na primeira fase da pesquisa, nenhum dos domicílios da comunidade intervenção possuía pontos de água. Na segunda etapa, cada domicílio visitado possuía, em média, seis pontos de água incluindo chuveiro, descarga e torneira.

Programa de Pós-graduação em Saneamento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos da UFMG 74

Figura 5.12 - Banheiros individuais construídos nos domicílios de Cristais

O aumento do consumo per capita de água foi observado nas duas comunidades, porém, foi substancialmente maior na comunidade intervenção (Figura 5.11). A mediana do consumo

per capita na comunidade controle na primeira etapa foi de 20,6 L/dia, enquanto na segunda

etapa esta mediana chegou a 31,1 L/dia. Na comunidade intervenção, a mediana do consumo

per capita na primeira fase da pesquisa foi de 5,1 L/dia, enquanto na segunda fase a mediana

foi de 25 L/dia. Quando comparadas às médias de consumo de água com atividades de higiene pessoal e doméstica e os valores de referência definidos pela OMS, que é de 15 L per

capita ao dia, podemos verificar que este valor foi alcançado na comunidade controle nas

duas fases da pesquisa, mas que o consumo na comunidade intervenção na primeira fase da pesquisa estava muito abaixo do nível considerado ideal. Grande parte do impacto do abastecimento de água na saúde é mediada através do aumento da utilização da água na higiene. A participação ativa dos profissionais de saúde na promoção de hábitos de higiene e no saneamento é crucial para acelerar e consolidar o progresso para a saúde (PRÜSS-ÜSTÜN et al., 2008)

No primeiro mês de operação do SAA (janeiro de 2015) a média de consumo foi de 3000 L/domicilio. Em fevereiro, a média de consumo dobrou (Figura 5.13) e em março este aumento foi de 16,6%. O aumento de quase 340% no consumo de água entre a primeira fase da pesquisa e o primeiro mês de operação do SAA na comunidade intervenção pode ser

Programa de Pós-graduação em Saneamento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos da UFMG 75 associado à diferença no valor pago pela água. Durante a primeira fase da pesquisa, pagava-se em torno de R$ 20,00 por m³23 enquanto na segunda fase, a tarifa do SISAR é de R$1,20 por m³. Adicionalmente, assim como discutido por Brown et al. (2011) e relatado pelos entrevistados, a eliminação da necessidade de busca e redução da intermitência do abastecimento de água também foram fatores importantes no aumento do consumo, acabando com a preocupação de não ter mais água durante o dia. Na primeira fase da pesquisa, todos os entrevistados relataram a falta de água por pelo menos alguns dias na semana, enquanto na segunda fase apenas 3,5% dos entrevistados relataram falta de água alguns dias no mês.

Figura 5.13 - Medianas de consumo em Cristais nos meses de janeiro a março de 2015