2.3 KOLLUK YETKİSİ VE SİLAHLI ÇATIŞMALARIN SÜRDÜRÜLMESİ
2.3.2 Uygulanacak Rejimin Seçilmesini Gerektiren Durumlar
Enfat izando a part icipação da cat egoria recur sos hídricos e suas im plicações para evolução das praias de Tour os, Zum bi e Maracaj aú, no pr odut o cart ográfico gerado pela classificação supervisionada, esperava- se que não houvesse conflito e que o método “filtrasse” bem a região do oceano. Entretanto, ocor reu um a série r espost as ou padrões im precisos que nort eiam algum as incógnit as. Em Zum bi no ano de 2006, sur giram alguns círculos azuis sit uados na bacia de deflação dest a duna ( a barlavent o) classificados figu rat ivam ent e com o Recur sos Hídricos. Exist e grande pr obabilidade de que est es polígonos sej am pequenas lagoas int erm it ent es, cont udo, no ent orno dest e m esm o cam po de duna, na região front al da duna ( a noroest e) ( fig. 5.12 - m apa de cobert ura do solo) est as m anchas ( polígonos azuis) não repr esent am evidencias de superfície aquosa, m as de rest inga. Um a form a de m inim izar est as lim it ações est aria em recon siderar est as feições difíceis de filtrar como a categoria “cobertura não considerada”. Do mesmo m odo qu e foi feit o em Silva et al., ( 2004) ; Sout o, ( 2002) e Grigio, ( 2003) .
Com pr eender a paisagem cost eira sob o pon t o de vist a da ocupação e ordenam ent o do solo ( fig. 6.5 – fot o panorâm ica das cobert u ras do solo) , em u m dado int ervalo de t em po, necessit a do ent endim ent o da dinâm ica hist órica da ár ea em est udo. No caso do ent orn o dos cam pos de dunas de Tou r os, Zum bi e Maracaj aú, r ecort e espacial dest e t rabalho, const at ou - se pr incipalm ent e, cr escim ent o das especulações im obiliárias ( ocupações t radicionais e grandes em pr eendim ent os t u ríst icos) em det rim ent o das dunas front ais, assim com o desenvolvim ent o de ár eas agrícolas e crescim ent o das at ividades pecuárias.
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Capítulo 6
Discussão dos Resultados
Figur a 6.5 – Paisagem cost eir a sob o pont o de v ist a da cober t ur a do solo. Panor am a ger al das classes m apeadas: Dunas m óv eis ( a) , Dunas v eget adas ( b) , Lagoas t em por ár ias ( c) , Oceano ( d) , Ocupações ur banas ( e) ( coqueir os fazem par t e da ár ea de lazer de um a pousada par a t ur ist as) , ( f) r est inga. Fot o do aut or - 2009.
Os prim eiros r esult ados do cen so 2010 ( I BGE, 2011) dem onst ram qu e a população dest es dos m unicípios de Touros, Rio do Fogo e Maxaram guape desde 1991 segu em em cr escim ent o cont inuo. Com exceção de Maxaram guape que ent r e os an os de 1996 e 200 0 sofr eu declínio, de 14.000 habit ant es passou para 8.000 em 1991. Mesm o assim o panor am a dem ogr áfico geral para est es t rês m unicípios cost eiros indicam crescim ent o da população. Segundo Silva, ( 2009) as principais sedes m unicipais que cont ribuem significat ivam ent e para o cr escim ent o populacional são descrit as na Tabela 6.1.
Com o se t rat a de r egiões adj acent es aos cam pos de dunas, o crescim ent o desordenado, frequent em ent e, se expr essa na presença de unidades habit acionais dist ribuídas espacialm ent e em áreas pr óxim as à lin ha de cost a, especificam ent e, nas dunas front ais con ect adas diret am ent e com a praia e m ar.
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No est uário do rio Jaboat ão, o avanço da ocupação urbana durant e 33 anos aceler ou processos am bient ais reflet indo em sérios danos a fauna e a flora. Os im pact os negat ivos sob lit oral Pernam bucano ex em plificam que a progr essão da área urbana gradat ivam ent e suprim iu o que ant es corr espondia a veget ação dos m anguezais. Assim com o para as dunas t ransgr essivas do lit oral orient al do RN, por ser um am bient e de m últ iplos int eresses é de fundam ent al im port ância para com unidade local e t om ador es de decisões, m onit or ar a evolução t em poral dest es alvos com obj et ivo de viabilizar ações ou proj et os que visem m inim izar a pressão ex er cida pelo hom em frent e à ocupação das t er ras de m odo desr egrado. ( Silva, 2009) .
Por m eio da ut ilização de sensor es da série Landsat , na APA ( área de prot eção am bient al) de Jenipabu/ RN, segu ndo Pint o e Fernandes ( 2011) , a ev olução m ult it em poral dos cam pos de dunas at ivos, evidenciam com o principal t ransição ou m udanças dos padr ões espaciais, a pr ogr essão da cober t ura veget al em função de r egr essão das ár eas sedim ent ar es ocupadas pelas dunas livres. Os aut ores afirm am que as possíveis causas além do cr escim ent o das áreas urbanas est ão r elacionadas a influência da agricult ura e pecuária, com o principais agent es m odificadores da paisagem na APA.
Tabela 6.1 – Núm er o de habit ant es nas pr incipais localidades dos m unicípios de Touros, Rio do Fogo e Max ar anguape. Not ar população das sedes ur banas de Touros, Zum bi e Mar acaj aú. População das pr incipais sedes urbanas por m unicípio. Adapt ado Silv a ( 2009) .
Municípios Sede ur bana ( povoados)
Nº de habit ant es MAXARANGUAPE Maxar anguape - Cent r o 2.763
Car aúbas 1.560
Maracajaú 1.371
Tot al 5.694
Tot al I BGE ( 2010* ) = 10.441* RI O DO FOGO Rio do Fogo - Cent r o 2.968
Pit it inga 861
Zumbi ( povoado + sit iado) 1.656
Tot al 5.485
Tot al I BGE ( 2010* ) = 10.059* TOUROS Touros - Cent r o 6.397
Car naubinhas 1.213
Caj ueir o 2.619
Per obas 380
Tot al 10.609
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Na r egião de I rau çuba/ CE os m apas de u so e ocupação do solo baseados em series t em porais da fam ília Landsat 5 e 7 ( TM/ ETM+ ) exibem aum ent o da pressão ant rópica sobr e as ár eas nat urais, dados com pr ovados pelos r esult ados quant it at ivos. Dessa form a, visando u m a classificação precisa, um núm ero de aproxim adam ent e vint e am ost ras foi selecionado para cada conj unt o de alvos a serem r et irados da im agem ( Pint o et al., 2009) .
O pr ocessam ent o de im agens quando eficient e é capaz de gerar produt os t em át icos fiéis às feições de int eresse que se desej a m apear ( dest acar) . Sendo com um em pesquisas dest a nat ureza, opt ar pela classificação supervisionada com o ferram ent a m et odológica na confecção dos m apas t em porais. Nest a per spect iva, a ev olução dos t ipos de uso e ocupação das t erras, n o t rabalho de Per eira e Filho ( 2009) analisaram um a série hist órica de im agens Landsat TM ( 1986, 1 999 e 2005) por m eio da classificação est at íst ica ( Fernandes, et al. 2009) . Os aut or es afirm am que as im agens foram processadas em t rês et apas: geor r efer enciam ent o, classificação supervisionada e m arcação de pont os ( GPS) para v erificar coerên cia dos m apas de uso da t er ra com as infor m ações de cam po. Nos result ados adquiridos para o m apeam ent o de cobert ura do solo adj acent e aos cam pos de dunas de Tour os, Zu m bi e Maracaj aú, verificou - se a quant ificação de valor es super est im ados ( t ab. 5. 3) essencialm ent e devido algum as lim it ações do m ét odo de classificação super visionada. Todavia, em fun ção da r espost a espect ral dos grãos de ar eia, percebe- se que o r ealce dos cam pos de dunas at ivos assegura o m apeam ent o calibrado e a quant ificação efet iva da área cobert a pelas dunas. Port ant o, pode- se afirm ar que classificar dunas em im agens Landsat e fot ografias aér eas pot encialm ent e produzem m apas com acuidade de 85% ou 15% de err o ( Met zger , 2006) .
Na escala t em poral de 13 anos, Fernandes e Am aral ( 2010) , t am bém por m eio de produt os im agem Landsat , usaram a classificação MaxVer para quant ificar e avaliar a dinâm ica das dunas m óveis com m aior cobert u ra em ár ea, os aut ores per ceberam qu e as m esm as cont inuavam m igrando cont inent e adent ro. As im agens foram t rabalhadas em dois sist em as de t rat am ent o de im agem , no RGB e HSI . Est e últ im o sist em a de represent ação possibilit ou reconhecer as principais feições geológicas present es na paisagem , enquant o o prim eiro per m it iu ext rair inform ações pert inent es a t ext ur a e m orfologia dos cam pos de dunas at ivos. Nest e m esm o t rabalho os aut ores afirm am pela analise quant it at iva que as dunas cont inuam at ivas, m as sua cobert ura original dim inuiu cerca de 30% .
Segundo Nora et al ( 2009) , ár eas urbanizadas são bast ant e difíceis de serem m an ej adas pois, geralm ent e, são indicadores de im pact os am bient ais negat ivos relacionados com expansões urbanas, produção de resíduos e invasão da população em áreas pr ot egidas, a exem plo do que ocor r e com as dunas de areia e dunas veget adas. Análogo ao qu e acont ece com out ros ecossist em as nat urais, as dunas cost eiras, apesar de sensíveis, possuem capacidade de r eagir as pr essões ext ernas que condicionam m udanças no est ado de equilíbrio do sist em a, ou sej a, são elást icas as pr essões ant r ópicas e est ocást icas. A resiliência nest e caso apresent a- se at rav és de dois aspect os. Pela r esist ência aos im pact os pr oduzidos pela at ividade hum ana, que varia desde o desenv olvim ent o de ocupações perm an ent es at é a pr esença de est radas deixadas pelo t ráfego de carr os. Segundo
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aspect o faz referên cia aos pr ocessos nat urais: alt erações clim át icas, m udanças no nível do m ar e alt erações no r egim e de v ent os. Em sínt ese, os im pact os est ão em but idos em processos geológicos de ocor rên cia nat ural ou induzidos pelo hom em ( Rust e I llenberger, 1996) . Est es aut ores afirm am que a resiliência im plica diret am ent e na sensibilidade das dunas, onde as m esm as são m ais vulneráv eis aos im pact os das alt erações ant rópicas do que nat urais, principalm ent e porque os fat or es de ordem geológica agem sobre t odo sist em a dunar enquant o as ações hum anas at uam localm ent e em com part im ent os fundam ent ais r esponsáveis pela est rut ura dest es cam pos de dunas at ivos. Fat o coeren t e com result ados encont rados nest a dissert ação. As m odificações nos ar ranj os espaciais, na com posição da paisagem e, sobr et udo, na disposição dos cam pos de dunas at ivos ( fig. 5.12; fig. 5.13; fig. 6.6) , evidenciam for t em ent e, que na escala t em poral de dezenas de anos, o agent e pot encial m odificador dos padrões espaciais das dunas é a ação ant r ópica. Os episódios nat urais com o variações clim át icas e aum ent o do nível do m ar , cert am en t e, operam na dinâm ica t em poral de m udanças espaciais, ent ret ant o, na escala t em poral de 36 anos não foi possível det erm iná- los com o causa principal das t ransições ( Barr et o et al., 2004; Lim a et al., 2006) . Est es episódios cíclicos even t uais provav elm ent e seriam m ais facilm ent e not ados em out ra escala de t em po- espaço.
Figur a 6.6 – Ocupações ant rópicas sobr e dunas fr ont ais. Fot o r et ir ada dent r o da área de lazer de um a pousada na pr aia de Zum bi. Na fr ent e da pousada, ocupações t r adicionais ( c) casas de v er aneio sobre ( d) dunas front ais adj acent es a linha de cost a. Fot o do aut or - 2009.
Sob o m esm o panoram a da ação dos fenôm enos físicos- nat urais e suas im plicações na paisagem , dest aca- se a part icipação do vent o, qu e na porção
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orient al do lit oral pot iguar, predom inant em ent e, vem de sudest e. Sem duvidas a dinâm ica de m igração dos cam pos de dunas m óv eis est á int im am ent e at relada a com pet ência do v ent o em t ran sport ar sedim ent os ar enosos. Ent ret ant o, sem desconsiderar est a função, adm it iu- se no pr esent e est udo, qu e saber a direção do vent o pr edom inant e e velocidade m édia nos m eses de m aior at uação era suficient e para r ealização do m apeam ent o em series t em porais na escala espacial aqui definida. A velocidade m édia anual dos vent os chega a 4,3 m / s ( 15,5 Km / h) , com as m aior es m édias m ensais ocor rendo ent r e os m eses de agost o a nov em br o, e os m enores em m arço e abril ( Tinôco, 2011) . Os vent os m ais fort es com eçam a soprar no m ês de agost o, cuj a m édia é de 5,1 m / s e com m áxim as chegando a 7 ,6 m / s, est endendo- se at é out ubro, quando a m édia com eça a cair de 5,3 m / s para 5,0 m / s no m ês de n ov em br o e 4,8 m / s em dezem bro ( Tinôco, 2011) . A caract eríst ica dest es vent os qu e at ingem a porção Lest e do lit oral pot iguar favor ece ao fácil deslocam ent o de sedim ent os, principalm ent e os cost eiros de origem m arinha, que at uam diret am ent e nos pr ocessos m orfológicos de const rução e r econst rução do relev o local ( Tinôco, 20 11) .
Localm ent e, na t ent at iva de sist em at izar a dinâm ica espaço- t em por al no ent orn o dos cam pos de dunas das t rês r egiões pont uais ( TZM) pode- se inferir que as dunas cont inuam at ivas; r esult ado com pr ov ado pelo avanço da frent e de duna m igrando cont inent e adent ro. Em part icular a m igração evident e na duna de Maracaj aú ( fig. 5.12 e 5.13) , pode est ar em processo de est abilização; devido a dim inuição gradat iva do aport e de sedim ent os forn ecidos pela duna front al que foi aos poucos sendo subst it uída pelo avanço das áreas urbanas t radicionais at reladas as int ervenções ant r ópicas desordenadas ( fig. 6.7) . As figuras 6.8 e 6 .9 sint et izam a dinâm ica da ev olução t em poral em função da quant ificação, os gráficos ilust ram o cenário geral de cobert u ra da t er ra par a r egião de Tou ros, Zum bi e Mar acaj aú ent re 1970 e 2006 , em t odas as classes de ocupações pelos dois m ét odos de m apeam ent o t em át ico.
Figur a 6.7 – Paisagem cost eir a dunas front ais em Mar acaj aú/ Max ar am guape. Ocupação desor denada das dunas front ais. A esquerda da em bar cação pesqueir a, bar e rest aur ant e local. Fot o do aut or - 2010.