2.2 OLAĞANÜSTÜ DÖNEMDE YAŞAM HAKKININ KORUNMASI
2.2.4 Meşru Savaş Fiilleri
Dunas km ² % diferença km ² % 1988 25,51
100
88 - 93 6,0024
1993 19,5176
93 - 01 2,5510
2001 16,9666
01 - 07 4,7619
2007 12,2048
88 - 07 13,3152
Tot al 74,19-
perda
13,3152
As alt erações t em porais e espaciais dos cam pos de dunas são percebidas rapidam ent e após um a crit ica análise visual, a classificação supervisionada ilust ra bem a idéia da análise t em poral e a quant ificação, finalm ent e, calibra e fornece inform ação m enos subj et iva quant o a perda ou ganho em ár ea. As alt erações nos padrões espaciais podem ser m ais percebidas sob a per spect iva das diferen ças t em porais, ist o ocor r e quando são m apeados ár eas em processos de pr ogr essão em det rim ent o das r egiões em regressão de cob ert ura. Em 1988, a superfície não veget ada equivale a 25 km ² , depois de cinco an os h ouve um a perda aproxim ada de 6 km ² ( fig. 5.2; fig. 5.3) . Est a t endência pode ser obser vada com m ais det alhe conform e a figura ( 5.4) referent e ao r ecort e da área pilot o na r egião de Tou ros.
Ent re 1993 e 2001, em oit o anos, ocorr eu à m enor perda da superfície não veget ada ( dunas m óveis) , em algum as áreas ao longo de t odo lit oral, observa- se que houve at é crescim ent o de ár ea, qu e pode ser explicado pelo aport e posit ivo de sedim ent o dent r o dos cam pos de dunas m ais repr esent at ivos ( Touros, Zum bi, Maracaj aú) , em out ras palavras, apesar de t er ocor rido redução t ot al da área cobert a pelas dunas, houve sim ult aneam ent e acr éscim o dest a superfície não veget ada. Dos t r ês períodos de t em po est e foi o único que apresent ou um a progressão em ár ea de cobert ura efet ivam ent e r epr esent at iva. Ent re os dois int ervalos de t em po, est a nova inform ação pode j ust ificar a m enor diferença, ou sej a, a qu eda dos 19 km ² para 16 km ² , r esult ando em apenas 3 k m ² de ár ea perdida ( t ab. 5.1) . A figura ( 5.5) ilust ra a t endência quant o ao balanço ent re perdas e ganhos para área pilot o em Tou ros.
No t er ceiro int ervalo de t em po da análise m ult it em poral, ent e 2001 e 2007, a diferença em ár ea equivale a quase 5 km ² ( 4,7k m ² ) . Em 2001 a cobert ura da paisagem cam po de duna m óv el com pr eendia cerca de 16 km ² passando a 12 km ² ( t ab. 5.1) . Nest e caso com o ent r e 1993 e 2001 , t am bém houv e aum ent o da ár ea, t odavia, na escala de m apeam ent o ut ilizada, não foi represent at iv o. No ent ant o, para efeit o de cálculo, apesar de expressar um pequeno valor, foi cont abilizado nos result ados ( t ab. 5.1; fig. 5.3) .
Os ar ranj os espaciais apresent ados pelos cam pos de dunas m óveis em Zum bi evidenciaram um a perda abrupt a ent re os anos de 200 1 e 2007. Confor m e a fig.( 5.6) a porção fr ont al da duna, apresent ou grandes espaços vazios que foram considerados pela análise das diferenças com o ár ea perdida ( fig. 5.7) . A princípio pode t er sido causado pelas lim it ações da classificação super visionada. No ent ant o, foi nesse int ervalo de t em po que as t urbinas eólicas do parque eólico de Zum bi
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Dissertação de mestrado PPGG- Fernandes, L. R.(2011)
foram inst aladas. Apesar de não ser possível afirm ar com precisão a causa da redução de superfície na duna da área pilot o de Zum bi, são duas afirm ações qu e podem explicar a r egr essão em ár ea ocor rida.
Avaliando os acr éscim os e perdas, evident em ent e exist e um a com plexa dinâm ica orient ando os m ovim ent os das m assas de ar eia present es nas dunas m óv eis que por hora int roduzem sedim ent os e depois r et iram . De fat o, os dados gerados indicam que a quant idade de sedim ent o que est á sendo perdida não é depositada, a duna não é “retroalimentada” novamente pela fonte de areia que vem da cost a pela cont r ibuição do cordão de du nas fr ont ais paralelos à cost a.
Há det erm inadas hipót eses que t ent am explicar est e fenôm eno: o aport e sedim ent ar pelas dunas fr ont ais cont inua ocorr endo, ent r et ant o ele pode ser bloqueado pelas ocupações urbanas ant es de alcançar ou suprir a duna m óvel. Out ra explicação sugere qu e as condições clim át icas nat urai s ( direção das corr ent es, alt ura e fr equência de ondas, am plit ude de m ar és, et c) associadas ao aport e sedim ent ar de origem m arinha para dunas fr ont ais são insuficient es. Mesm o assim , a com pet ência do v ent o é efet iva para m ov er as part ículas sedim ent ares e o cam po cont inua at ivo m igrando cont inent e adent ro. A desest rut uração da duna front al pela ocorr ência de est radas e ocupação urbana sobr e a m esm a, provavelm ent e sej a a causa de m aior ocor r ência. Em sínt ese não exist e um fat or isolado, event ualm ent e est es im pact os podem agir em conj unt o afet ando diret am ent e a est rut u ra e m anut enção das dunas front ais. Em Maracaj aú a ev olução m ult it em poral da paisagem cost eira dem onst ra claram ent e que os cordões dunares fr ont ais est ão desapar ecendo ( fig. 5 .8; fig.5.9) . I st o i m plica da m esm a forma na redução dos “pontos de ligação sedimentares” existentes entre as dunas front ais dist ribuídas longit udinalm ent e em t oda cost a est udada ( fig. 5. 2; fig. 5.3) .
No int ervalo ent r e 1988 a 2007, parece t er hav ido um balanço sedim ent ar negat ivo. Os r esult ados suger em um a perda de ár ea inicial em 13 km ² quase 50 % da cobert u ra original em 1988, que era aproxim adam ent e 26 km ² .
50
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Dissertação de mestrado PPGG- Fernandes, L. R.(2011)
Capítulo 5
Análise dos padrões espaço-temporais: Resultados
Figur a 5.4 – Evolução m ult it em por al das dunas ent r e 1988 e 2007. Linha v er m elha: lim it e da Folha Tour os – Linhas verdes: ár ea pilot o Tour os.