Obj et ivam ent e, o Sensoriam ent o ( obt er dados) Rem ot o ( dist ância) , perm it e obt er im agens e out ros t ipos de dados da superfície t err est r e, at rav és da capt ação da energia reflet ida ou em it ida pela Terra ( Flor enzano, 2 002) . Já no processam ent o digit al de im agens se m anipula as im agens dos sensor es at ivos e passivos com o fim de “extrair” ou realçar na imagem o alvo foco do estudo ( Cróst a, 1992) .
A form a de pr oduzir, int erpr et ar , adquiri e pr ocessar dados de sensoriam ent o r em ot o t em ev oluído rapidam ent e nos últ im os anos. Os avanços variam desde aquisição grat uit a, m elhorias nas r esoluções ( espacial; t em poral; radiom ét rica) at é m inim ização de im agens p roduzidas com ruídos ( defeit os das im agens que geram perda de inform ação espacial) . Além do aprim oram ent o dos Sist em as de I nform ações Geográficas ( SI Gs) e seus aplicat ivos, didat icam ent e desenvolvidos para m anipulação de dados v et oriais e rast er. Est es progressos im plicam em redução de gast os, principalm ent e para fins de m onit oram ent o em m udanças t em porais. O que cham a at enção no progresso é qu e prat icam ent e t oda engenharia m ecânica ( plat aform as dos sat élit es) e com put acional ( sensor es dos sat élit es) est ão fundam ent adas no ent endim ent o de conceit os geológicos, físicos, quím icos, am bient ais do sist em a Ter ra e, for am desenvolvidos a part ir da visão hum ana, da eficiência que o olho hum ano t em em capt ar, processar e gerar im agens ( Cróst a, 1992; Sulsofot , 2003b; Jensen, 1996) .
Nor m alm ent e, m apeam ent o para uso do solo e ev olução na perspect iva t em poral, t em at icam en t e ilust ram m odificações espaciais que ocor rer am a m uit os anos at rás ou no passado recent e. Event ualm ent e, avanços nas t écnicas de SR, desenvolvim ent o de soft w ar es aplicados à m odelagem viabilizam a const rução de cenários fut ur os, adm it indo obviam ent e, que são apenas t endên cias vinculadas a realidade cont em porânea ( Soar es- Filho, et al. 2002) . Nest e sent ido, o baixo cur so do rio Piranhas- Assu ( RN) foi m apeando quant o ao uso do solo e int erpr et ado t em poralm ent e com base n os conceit os e m et odologias dos aut ôm at os celulares. Est e m odelo perm it iu gerar sim ulações dos padrões espaciais para os anos 2009, 2014, 2019 e 2024 ( Grigio, et al., 2009) . As perspect ivas sim uladas, dem onst rar am que as preocupações quant o aos pr ej uízos am bient ais nada anim ador es são pert inent es e dev em ser consider ados pelos órgãos de gest ão do solo.
As iniciat ivas m ais ousadas em t erm os de previsões am bient ais est ão associadas às proj eções de cenários fut uros. A incert eza inerent e à previsibilidade condicionam sim ulações à m odelagem m at em át ica fort em ent e aj ust ada, ou sej a, para que o m odelo espacial sej a aceit o suas funções são rigor osam ent e r evisadas pela com unidade cient ífica, ant es de se t ornar em publicações oficiais. A m odelagem representa a “ponte de ligação” entre a subjetividade dos fenômenos ambientais/ ecológicos e a m at em át ica com o ciência exat a.
Modelo de r egr essão logíst ica em analises espaciais vem sendo cada vez m ais usados em SI G ( sist em as de inform ações geográficas) , est e m ét odo est uda a relação ent r e a variável respost a e um a ou m ais variáveis independent es. Um a das
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vant agens im plica na obt enção de pr obabilidades e padr ões que podem ser respect ivam ent e, especializados e visualizados, após aplicação de um filt ro. A dificuldade em obt er dados confiáveis e não viciados pode r epr esent ar um a desvant agem par a alim ent ação do m odelo espacial ( Vent icinque, 2007) .
Fom ent ando opinião sobre inovações m et odológicas, no processam ent o de im agens digit ais, aplicar a análise dos alvos em sist em as de int erpr et ação diferent es do RGB ( red, green, blue) , ev ent ualm ent e, m axim izam a qualidade do m apeam ent o. A cor pot encializa a capacidade do usuário em r econhecer feições ou super fícies de cobert ur a do solo, principalm ent e porque a cor dom ina o sist em a visual hum ano. Out r os sist em as de int erpr et ação de im agens podem r epr esent ar eficient es fer ram ent as com plem ent ar es à confecção de m apas que norm alm ent e são feit os. Manipular im agens n o espaço I HS, por exem plo, im plica na geração de im agens coloridas segu ndo as pr opriedades da cor; m at iz, sat uração e int ensidade ( hue, sat urat ion, int ensit y) , são at ribut os que vão além das caract eríst icas espect r ais propriam ent e dit as ( Tabosa, et al. 2007) . Na ár ea de est udo denom inada lim it es da Folha Tour os ( SB 25 VCI I ) , em Fer nandes e Am aral ( 2010) , foi gerado um novo pr odut o im agem com as m esm as diferenciações de cor es do RGB, no ent ant o, para o alvo de est udo, a grande vant agem de m anipular a im agem no espaço I HS foi o realce dos depósit os eólicos não veget ados, est e t rat am ent o perm it iu observar visualm ent e algum as diferenças geom or fológicas que ant es do t rat am ent o não eram n ot adas.
No pr ocessam ent o digit al de im agens é feit a a análise e a m anipulação das im agens digit ais, cuj a finalidade é ident ificar, ext rair inform ações e t ransform ar a im agem de t al m odo que a inform ação sej a m ais facilm ent e discer nível por um analist a ( Cróst a, 199 2) . Trat am ent o em função das cores ( RGB) e suas propriedades ( I HS) , au m ent o de cont rast e ( t r ansform adas) , aplicação de filt ros, analise por principais com pon ent es ( PCs) , classificação est at íst ica supervisionada ou não- super visionada, são pr ocedim ent os m et odológicos sist em át icos que auxiliam a ident ificação e r ealce do alvo. Espera- se que a ut ilização do conj unt o de t écnicas ou de pelo m enos u m a dest as, funcionem com o indicador es da qualidade do processam ent o. I m por t ant e not ar qu e o efeit o pot encial da qualidad e é com plet am ent e visual, o que é vist o na t ela do com put ador pelo usuário irá revelar se as im agens est ão pront as para confecção da represent ação t em át ica. Em algum as sit uações o pr ocessam ent o é t ão r efinado, que o pr odut o im agem gerado dispensa a pr odução do m apa ( cart a im agem ) .
Possivelm ent e pela fácil aplicação, um dos m ét odos m ais usados é a classificação supervisionada. De acordo com a respost a espect ral, par a cada valor num érico associado à r eflexão de um pixel são ident ificados os t ipos de cobert uras da superfície t er rest r e, que podem ilust rar de form a t em át ica a cobert ura v eget al, dunas de ar eia, solo, águas cont inent ais, rocha expost a, ent r e out r os. Consist e basicamente em “marcar” na paisagem os locais onde se pode definir regiões de int eresse, est e pr ocedim ent o diz respeit o a associar cada pixel ( níveis de cinza) de uma imagem a um “rótulo”. Com isso é possível caracterizar espectralmente cobert uras exist ent es na paisagem m ediant e os dados orbit ais ( Jensen, 1996; Sulsoft , 2003b) .
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Capítulo 3
Revisão
Quando a et apa do PDI é pr ecisa, r epr esen t at iva do real, um a opção segura de classificação é a supervisionada do t ipo Máxim a v er ossim ilhança - “maximum likelihood classification” (MLC), que leva em conta a ponderação das dist âncias m édias. Nessa classificação, os conj unt os de t r einam ent o dev em ser rigorosam ent e bem definidos em pont os r epr esent at ivos em t odas as cat egorias de cobert uras. Tam bém é necessário um núm er o razoav elm ent e elevado para cada conj unt o de t r einam ent o ou ROI ` s ( Regions of I nt er est ) , sendo o ideal aci m a de um a cent ena ( Cr óst a, 1992; Jensen, 1996) . Devido à nat ureza est at íst ica das classificações super visionadas, vale salient ar que o m ét odo MaxVer é passível de enganos.
Com obj et ivo de r eduzir im precisões Liu et al. ( 2011) , t est aram a m elhoria da classificação supervisionada Max Ver int roduzindo no m odelo as propriedades da método “Fuzzy Topology”. Segundo autores esta alteração implicou no aumento do grau de acurácia para m apeam ent o de cobert ura do solo. Janke ( 2002) em m apeam ent o de uso e ocupação do solo classificou im agens do sensor Landsat 5 TM pelo m ét odo MLC para os anos de 84 e 98 . A quant ificação e alt eração nos padr ões espaciais se deram pela analise dos ganhos e perdas da área cobert a pelo cam po de duna móvel do “Great Sand Dunes National Monument” (37°46.5´N, 105° 32.5´ W) . Mais um a vez os r esult ados explicam um a t endência a est abilização e perda significat iva em quant idade de sedim ent os de areia pr esent es no cam po de duna m óvel. Evident em ent e, pelas assinat uras espect rais especificas, veget ação e sedim ent os de areia quart zosa sobressaem em qualquer m osaico de paisagens het er ogêneas. Por est a razão, após pr ocessam ent o ( PDI ) , para est es dois alvos algum as m et odologias de classificação super visionada ou não- supervisionada geram produt os t em át icos sim ilares, confiáveis e pr ecisos do pont o de vist a do ordenam ent o t errit orial ( Belluco et al. 2006) .
Considerar a idéia de que um a cena de sat élit e pode ser vist a com o um a área het er ogên ea com post a por um a v ariedade de difer ent es unidades geoam bient ais ou com o agrupam ent o de ecossist em as de t ipos diferent es é incorporar o conceit o do m osaico da paisagem à analise espacial ( Odum e Barr et , 2007) .
Com o ciência recent e, na perspect iva de paisagem , a análise espacial visando a evolução t em poral apresent a- se basicam ent e de duas form as; a prim eira relacionada as unidades que com põem o m osaico, ou sej a, que unidades geológicas ou am bient ais com põem a paisagem de est udo? A segunda pode ser int erpr et ada pela m aneira que est as unidades ocupam o espaço, por ex em plo, com o os cam pos de dunas livres est ão conect ados e qual a causa dessa ligação. Segu ndo Met zger ( 2006) , os parâm et r os de com posição de um a im agem est im am quais unidades est ão pr esent es na paisagem , a riqueza dessas unidades e a ár ea ocupada por elas ( cobert ura qu e dom ina a paisagem ) em cont rapart ida, os parâm et ros de disposição quant ificam os ar ranj os espaciais dessas cobert uras ( unidades) que com põem o m osaico da paisagem .
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Ot t o et al. ( 2007) , avaliaram a paisagem cost eira das I lhas Canarias em 28 anos. O m osaico het er ogên eo da paisagem com post o por quat ro t ipos de uso do solo foi alt erado pelo cr escim ent o da urbanização e da cobert ura cult uras irrigadas. Nest e art igo fica dem onst rado pela fragm ent ação e dest ruição da veget ação nat ural ( 60% da v eget ação nat iva cost eira dest ruída) o papel do t urism o e das m odernas t écnicas de agricult ura irrigadas com o agent es m odificadores da paisagem cost eira.