2.2 OLAĞANÜSTÜ DÖNEMDE YAŞAM HAKKININ KORUNMASI
2.2.5 Avrupa İnsan Hakları Sözleşmesi'nin Coğrafi Uygulanma Alanı
Nest e t ipo de r epr esent ação, a for m a, configuração e o t am anho dos elem ent os da paisagem , são const ruídos para cada m ancha da paisagem , que por sua vez ilust ram t em at icam ent e um conj unt o de células cont inuas de m esm o valor ou at ribut o. Est a análise é int eiram ent e com pat ível com os pr odut os de sensor es rem ot os fornecedor es fr equent es de inform ações t em porais de alt erações na paisagem .
No prim eiro inst ant e, avaliar a dinâm ica espaço- t em poral da m esm a região circunj acent e aos m esm os cam pos de dunas at ivos pod e causar cert a redundância ou desconfort o desnecessário. Ent r et ant o, nest e cam po de pesquisa, probabilidades que configuram alt erações dos at ribut os do m eio am bient e at rav és do t er rit ório geográfico podem auxiliar o ent endim ent o de com o os sist em as geoam bi ent ais ev oluem a luz dos prom issor es m odelos com put acionais. Por est a razão os produt os t em át icos m at riciais gerados a part ir da classificação supervisionada das fot ografias, além de m inim izar as incert ezas pr oduzidas pela vet orização de int erpr et ação pessoal, igualm ent e pode gerar inform ações pert inent es quant o ár ea super ficial dos cam pos de dunas m óveis dent r o do m osaico de cobert ura do solo. Diant e de r esult ados gerados por duas t écnicas de int erpr et ação difer ent es será possível t est ar se a hipót ese do t rabalho é válida ( ou não) .
Observ a- se que de fat o exist em ext rapolações geradas pelo pr ocessam ent o de dados que não condiz com a r ealidade nat ural, devido obviam ent e, as lim it ações dos program as e im precisões causadas pela inapt idão de usuários que alim en t am o program a. Um a das com plicações encont radas nest a análise foi em prim eiro lugar vinculada à het erogeneidade espacial que lim it ou a definição dos lim it es t opológicos
62
______________________________________________________________________
Dissertação de mestrado PPGG- Fernandes, L. R.(2011)
Capítulo 5
Análise dos padrões espaço-temporais: Resultados
( visivelm ent e not ada nos t em as m apeados) . Por ex em plo, a cobert ura área urbana corr esponde e predom inou espacialm ent e onde classificada, no ent ant o, dent r o cam po de duna m óv el ( onde era pra exist ir apenas sedim ent os de areia) encont rou- se pequ enas m anchas de ár ea urbana, cert am ent e u m a relat iva im precisão. A segunda lim it ação est ev e em separar a unidade oceano/ rec. hídricos da classe lagoas. Por est e m ot ivo, foi adm it ido que, a cat egoria recur sos hídricos englobaria a cobert ura oceano e águas cont inent ais. Mesm o assim , principalm ent e em função da r espost a espect ral da areia realçada nas dunas, a classificação supervisionada do tipo “MaxVer”, viabilizou a produção de cartas temáticas represent at ivas das t rês regiões. As lim it ações dos m ét odos perm it em sugerir que os r esult ados gerados quando discut idos, podem ser con siderados com plem ent ares, ou sej a, um a análise não invalida a out ra e sim cont ribui para fechar lacunas.
5.4.1.1. TOUROS:
Na década de 70, a cobert ura do solo no ent orno dest e cam po de du na é m arcada por um a paisagem com post a pr edom inant em ent e por duas cat egorias; duna m óvel e rest inga. Junt as, com 11 km ² , elas dom inam m ais de 50% do m osaico. Em cont ra part ida, percebe- se que a t ransição para 2006 produziu um m osaico onde o ar ranj o espacial dest as unidades geoam bient ais é bem m ais com plexo ( fig. 5.12; t ab. 5.3) .
Ár ea urbana r epr esent ou cerca de 1 km ² de área ocupada, dispost as em pequenas m anchas ent re o cont at o duna m óv el e r est inga. Apesar de não haver um aglom erado de con cent ração urbana r est rit o a um lugar especifico, as form as regulares ( em im agens de sat élit e est radas que se cruzam form ando r et ângulos bem definidos) foram pot encialm ent e classificadas e reconhecidas com o t em a Área urbana. Os dados quant it at ivos perm it em verificar que ocor reu cr escim ent o urbano, em t orno de 0,5 km ² , qualit at ivam ent e, o aum ent o concent rou - se a sudest e do m apa, a barlavent o do cam po de duna m óvel ( fig. 5.12) .
Necessariam ent e, a classe duna m óvel, foi cat egoria que t eve o ar r anj o espacial m ais alt erado, ant es era um a cobert ura uniform e, t opologicam ent e bem definida, at ravessando os lim it es da paisagem de pont a a pont a. Em 2 006; t ornou - se um r esquício de duna geom orfologicam ent e não preservada quant o a form a original. Boa part e do que era sedim ent o aren oso cedeu lugar as dunas veget adas e rest inga, est a em algum as r egiões do ent orno perm aneceu inalt erada, t odavia a perda de dois quilôm et ros quadrados em ár ea suger e que a veget ação apresent a- se fragm ent ada ou em processo de fragm ent ação ( fig. 5.12) .
A cobert ura qu e cor r esponde aos recur sos hídricos ( em 1970) apr esent ou um a inesperada respost a equivocada. Den t ro dos lim it es que logicam ent e corr espondem à região subm ersa ( ocean o) u m consideráv el polígono v erde foi classificado com o rest inga, em condições nor m ais est a ocorr ência não é com um . Efet ivam ent e, a falha consist e nas lim it ações do soft w ar e de processam ent o que neste caso “entendeu” uma pluma de sedimentos arenosos presentes no mar como veget ação rest inga. Adm it e- se o err o quant it at ivo de aproxim adam ent e 747 m ² que dev em ser ret irados do t ot al da cobert ura r est inga e som ados aos valores de recur sos hídricos. Mesm o após r et ificação adm it e- se que os valores super est im aram
______________________________________________________________________
Dissertação de mestrado PPGG- Fernandes, L. R.(2011)
a ev olução dos recur sos hídricos que não dev eriam t er sido t ão discr epant es ( fig. 5.12) .
5.4.1.2. ZUMBI:
O ordenam ent o t er rit orial nas adj acências da duna m óvel da praia de Zum bi perm it e verificar que no decor r er da ev olução t em poral o ar ranj o espacial do cam po de duna t ende a perm anecer, enquant o a disposição das dem ais unidades geoam bient ais sofr em fort es m odificações. Ár ea urbana apresent a t endência a cr escim ent o. Ela evolui em t orno de 800 m ² passando a ocupar um a zona cont inua ao longo da linha de cost a, onde a m esm a est á visivelm ent e localizada na porção lest e ( nort e a sul) . I nt er essant e perceber que a t ransição de ár ea urbana pode est ar fort em ent e corr elacionada com alt erações na dinâm ica do cam po de duna m óv el. Not a- se qu e o ext enso cordão dunar adj acent e a linha de cost a em 1970 foi t ot alm ent e t om ado pelo avanço urban o e presença das dunas v eget adas ( fig. 5.12; t ab. 5.3) .
O cenário apresent ado em Maracaj aú m er ece especial at enção, por represent ar a r egião que sofreu o m aior im pact o negat ivo em função da dim inuição em ár ea superficial e pot encial int errupção do aport e sedim ent ar for necidos pelas dunas front ais, conect adas à praia. Decorridos 36 anos, not a- se per feit am ent e alt erações nas bordas do cam po de duna na sua porção dist al ( sent ido cont inent e adent ro – noroeste do mosaico). Em 1970, representavam “setas agudas” indicadoras da cont inua m igração prom ovidas pela deposição de areia na face de avalanche da duna, por ém em 2006 , est as feições sedim ent ares são inexist ent es, foram r ecort adas da paisagem , perm an ecendo ret ilíneas. Em t erm os quant it at ivos, est a r egr essão im plica em dois quilôm et ros e seiscent os m et r os quadr ados de ár ea perdida ou subst it uída. Tant o nos m apas quant o nas fot ografias aér eas é nít ida a perda super ficial, os valores num éricos apenas com plem ent am os r esult ados de um a análise int uit iva e visual ( fig. 5.12; t ab. 5.3) .
A duna veget ada cresceu em t orno de 1 km ² , em sua m aior part e subst it uindo o qu e era sedim ent o aren oso oriund o do cam po de duna. A princípio, a veget ação r est inga, parece não influenciar a dinâm ica t em poral dest e m osaico. Ela perm aneceu sit uada nos m esm os lim it es próxim os a porção front al da duna ( sot av ent o) , m esm o qu e fragm ent ada ( fig. 5.12) .
No que se r efere a r ecur sos hídricos adm it e- se que os valor es quant ificados foram super est im ados. Prim eiram ent e, pela pr esença de um polígono cat egorizado com o área urbana, den t ro do oceano. Em segu ndo, porque não exist em evidencias suficient es para afirm ar que algum as áreas baixas classificadas como corpos d’água aflorant es são de fat o pequenas lagoas. Em t erm os quant it at ivos t eriam que ser ret irados da ár ea urbana cerca de 460 m ² e acr escent ados a classe recur sos hídricos.
5.4.1.3. MARACAJAÚ:
Nest a localidade a t endência da evolução dos cenários no m osaico da paisagem cost eira é bem parecida com a dinâm ica dos cam pos de dunas ant eriores. A área urbana t endeu ao cr escim ent o desordenado ocupando sit uado ao longo da
64
______________________________________________________________________
Dissertação de mestrado PPGG- Fernandes, L. R.(2011)
Capítulo 5
Análise dos padrões espaço-temporais: Resultados
linha de cost a, subst it uindo as dunas fr ont ais. As diferenças ent re 1970 e 2006 dem onst ram cr escim ent o em t orno de 130 m ² . Nest e caso, as lim it ações e er r os pot encias da classificação, perm it e adm it ir que par a ár eas urbanas, os valores da quant ificação est ão super est im ados. De fat o, m anchas de área u rbana inseri das na unidade recur sos hídricos e r est inga, fazem part e do que t em at icam ent e é represent at ivo de oceano e r est inga ( fig. 5.12; t ab. 5.3) .
A faixa lit orânea que conect ava o cam po de duna ao longo da linha de cost a foi subst it uída pelas ocupações urbanas. A evolução t em poral im plicou na perda de 1,5 km ² de est oque sedim ent ar que fazia part e da cobert ura inicial ( fig.5.12) .
Geom orfologicam ent e, em 2006, o cam po de duna livre ainda preser va for m a t ípica de um a feição eólica parabólica, ent ret ant o, exist em lacu nas que pot encialm ent e em função do r ebaixam ent o ( superfícies cavadas) podem ser int erpr et adas com o bacias de deflação pr esent es n os espaços int erdunares que se desenvolveram a m edida que o est oqu e sedim ent ar dim inuía. I m port ant e perceber que a form a alongada, est r eit a em relação a 1970, perm it e inferir que est e cam po de duna cont inua dinâm ico m igrando at ivam ent e no cont inent e. Evidencia confirm ada pelo posicionam ent o da face de avalanche a sot av ent o da duna, que em 2006 est á localizada bem m ais adent ro do cont inent e do que na década de 70 ( fig. 5.12) .
Em r elação à cobert u ra Rest inga, a t ransição im plica em sut is m odificações quant o à disposição dest a cobert ura n o m osaico cost eiro. Par a Maracaj aú, a ev olução t em poral do alvo exerce m ínim a influência nos arr anj os espaciais e nas alt erações dos padr ões da paisagem em quest ão. Os valor es quant it at ivos dem onst ram um acr éscim o de área em t orn o dos 460 m ² . Espacialm ent e ela predom ina dent ro do m esm o lim it e t opológico, m as apr esent a- se fr agm ent ada na porção nordest e, sendo basicam ent e subst it uída pela classe duna veget ada. Com o nos out ros casos est e dado foi super est im ado. É evident e que não deve haver rest inga m ergulhada do oceano, est e r esíduo ( polígono) ou er ro adm it ido, foi o m esm o ocor rido com a região de Tou ros para o ano de 1970, onde u m a plum a de sedim ent os cost eiros foi int erpret ada com o veget ação do t ipo rest inga ( fig. 5.12) .
Cer ca de 520 m ² da cat egoria rest inga quando som ados ao cor r espondent e t em a recur sos hídricos, im plica na progr essão da r est inga ser ia em apenas 60 m ² e o avanço em ár ea dos recursos hídricos igual a 230 m ² . Feit o isso, not a- se qu e t ant o rest inga quant o recur sos hídricos perm anecem prat icam ent e const ant es sem alt erações quant it at ivas e qualit at ivas expr essivas para o m osaico dest a paisagem . I m port ant e lem brar que na região sudoest e ( cant o inferior direit o) para os dois anos da análise, os produt os t em át icos gerados pela classificação super visionada, foi suficient e para recon hecer algum a porção de água present e no cont inent e com o duas feições r epr esent at ivas de lagoas ( t ab. 5. 3) .