V. ARAŞTIRMA ÜZERİNE YAPILAN ÇALIŞMALAR
2.6. FURUʽUN USULE İNFAKI
2.6.1. Usule İnfakın Vâcip Olmasının Şartları
As vantagens de uma empresa ter todos os seus processos integrados parecem óbvias, porém há diversas questões controversas na implantação de um ERP. Muitos questionam se o investimento realmente compensa, sobre as mudanças que provoca na organização, sobre os tempos de implantação e o custo. Diversas outras questões entram em debate quando se pensa os benefícios e desvantagens dos ERPs.
O que pode ser justificativa para que uma determinada empresa implante um ERP talvez não tenha nenhuma relevância para a outra. O que hoje é motivação para investir em
M R P I I M R P E R P D e p a r t a m e n t o E m p r e s a C o r p o r a ç ã o Produção Finanças Estratégia
um sistema integrado de gestão, amanhã talvez deixe de ser (por exemplo o bug do Milênio). Colangelo Filho (2001) apresenta os seguintes fatores favoráveis para a implantação de um ERP:
• interesse em diferenciar-se da concorrência, por meio da adoção de melhores práticas de negócios. Muitas vezes, os sistemas que a empresa possui não dão suporte a essa diferenciação e o ERP se torna uma solução;
• a busca por maior competitividade no plano global. A uniformização dos sistemas de informação permitem maior facilidade de gerenciamento e uniformização dos processos;
• a preparação para o crescimento. O interesse em aumentar o volume de operações pode exigir uma adequação dos sistemas existentes a novos padrões, oferecidos por sistemas ERPs e que muitas vezes não são encontrados nos sistemas que a empresa possui;
• flexibilidade. Os ERPs são sistemas abertos a reconfigurações. Cobrem amplo espectro funcional e podem ser modificados quando da alteração de processos empresariais;
• a falta de integração entre os sistemas existentes, causa de grande ineficiência e transtornos como redundâncias desnecessárias. Os ERPs são uma opção para excluir, ou diminuir, esses problemas;
• o elevado número de fornecedores de sistemas. Apresentam como dificuldade natural a integração entre os mesmos e a sua administração. Uma arquitetura única e o produto de um único fornecedor pode solucionar esse problema;
• a legislação. Dificuldades com alterações na legislação sobre sistemas de pagamento e tesouraria (SPB, Sistema de Pagamentos do Brasil) no mercado financeiro e legislação específica de outros países, podem ser solucionadas por
36 um sistema integrado. Empresas multinacionais muitas vezes precisam mudar seus processos por causa de alterações na legislação, o que é facilitado com os ERPs.
• obsolescência de equipamentos ou dos sistemas de hardware e software. Com o passar do tempo, a manutenção de muitos sistemas se torna cara eles perdem eficiência. Às vezes, a manutenção de equipamentos antigos, com sua limitação de recursos pode ser fonte de grandes perdas. Exemplo claro disso é o "bug do milênio";
• exigências tecnológicas de parceiros de negócio. A integração crescente da cadeia de suprimentos, o e-business, as facilidades de negociação via Internet e a definição de padrões de negociação podem ser grandes motivadores para adotar sistemas compatíveis.
Além dos fatores apresentados por Colangelo Filho (2001), pode-se ressaltar que outras razões levaram a um grande crescimento da opção por ERPs no Brasil.
A mudança da conjuntura financeira nacional foi um desses fatores. No Brasil, com a mudança cultural promovida e forçada pelo Plano Real, se tornou necessário dar mais atenção aos processos produtivos da empresa para que os preços finais de produtos e serviços estivessem de acordo com o padrão do mercado. Com a estabilidade financeira, os clientes tomaram consciência mais exata do preço dos bens e produtos. Com a mudança, tornou-se possível perceber o preço razoável para cada produto ou serviço. As empresas foram obrigadas a tornar seus preços compatíveis com outros produtos semelhantes, muitas vezes importados. Grandes lucros, aproveitando a desorientação do comprador, se tornaram inadequados ou impossíveis. Para Jucá, "Na época da cultura inflacionária a
desregularização dos preços proporcionava flexibilidade aos fornecedores na hora de avaliar os custos de suas mercadorias e definir o valor das mesmas no mercado".(JUCÁ, 1998:20)
Até mesmo na economia inflacionária, onde é possível embutir no preço das mercadorias os custos das deficiências no gerenciamento dos negócios, é importante se preocupar com produtividade e eficiência. Isso é muito mais necessário para uma economia de estabilidade.
Com as transformações trazidas pelo Plano Real e a abertura dos mercados, a maioria das empresas foi obrigada a preocupar-se de forma mais sistemática com o aumento da produtividade e da eficiência. Com maior estabilidade financeira, cresceu a consciência e a noção de preços, tornando impossível embutir os custos de imperfeições no gerenciamento dos negócios nos preços dos produtos. Ao mesmo tempo, a entrada de produtos estrangeiros com preços baixos no mercado nacional aumentou a competição. Fez-se necessário diminuir perdas e ganhar em lucratividade. Muitas empresas, para continuar sendo competitivas ou para se tornarem competitivas, investiram na modernização e otimização de processos. Essa função, para muitas organizações, tornou-se mais fácil graças aos ERPs.
Ao auxiliar na tarefa de administrar todas as etapas envolvidas na produção e/ ou prestação de serviços, os sistemas de gestão integrados ou ERPs (Enterprise Resource Planning) permitem que as empresas racionalizem seus processos para tornarem-se mais eficientes e competitivas. (JUCÁ, 1998:21)
As mudanças na economia facilitaram a implementação do ERP e foram motivadoras para que houvesse maior adesão aos sistemas e uma preocupação maior com a racionalização dos processos em busca de competitividade em um mercado em constante mudança.
Com a estabilização financeira e dos preços, acabou a flexibilidade na precificação dos produtos e as empresas foram obrigadas a controlar rigorosamente todos os processos empresariais para diminuir custos e aumentar a produtividade. Gerenciando eficientemente os processos de trabalho de todos os setores, desde os administrativos e comerciais aos
38 industriais, as empresas têm como se atualizar rapidamente em caso de necessidade ou oportunidade de mercado.
Controlando os custos dos seus processos e aproveitando de forma eficiente todos os recursos disponíveis as organizações podem ganhar pela eficiência e qualidade dos serviços e saber exatamente o valor do produto que oferecem ao mercado. Referindo-se à informação do custo exato da produção, temos as seguintes palavras de Eduardo Montalto, diretor administrativo e financeiro da Montalto (empresa que implementou um ERP da empresa sueca IFS). “Hoje sabemos exatamente quanto custa cada uma das etapas de produção e
temos pleno controle do tempo que cada tarefa consome.” (JUCÁ, 1998:21)
O controle sobre a empresa e a eficiência dos processos são as grandes motivações e justificativas que levaram muitas empresas a implantar um ERP. Muitas organizações, mais do que preocupar-se com o aumento de produção, desejam controlar melhor o funcionamento das suas atividades.