4. BÖLÜM GAYRİMENKUL HAKKINDA GENEL BİLGİLER
4.3 ULAŞIM BAĞLANTILARI
A pré-constituição de um órgão jurisdicional competente, ou seja, do juiz natural, no direito brasileiro, é uma garantia constitucional que vem sendo contemplada desde a Constituição Imperial de 1824, que dispunha em seu artigo 179, inciso XI, que "ninguém será sentenciado, senão pela autoridade competente, por virtude de Lei anterior, e na forma por ela prescrita56".
Em adição, o princípio do juiz natural foi observado também na Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada e proclamada pela resolução 217 A (III) da Assembleia Geral das Nações Unidas, em 10 de dezembro de 1948, como se verifica no dispositivo abaixo transcrito:
―Art. 10. Toda pessoa tem direito, em condições de plena igualdade, de ser ouvida publicamente e com justiça por um tribunal independente e imparcial, para a determinação de seus direitos e obrigações ou para o exame de qualquer acusação contra ela em matéria penal57
‖.
A mesma foi a orientação seguida pela Convenção Americana de Direitos Humanos, o chamado Pacto de São José da Costa Rica, adotada e aberta à assinatura em 1969 e ratificada pelo Brasil em 25 de setembro de 1992. A convenção prestigia o juiz natural em seu art. 8º, n. 1, transcrito abaixo:
55 Nesse sentido, citamos Humberto Theodoro Júnior:
―O devido processo legal, no Estado Democrático de Direito, jamais poderá ser visto como simples procedimento desenvolvido em juízo. Seu papel é o de atuar sobre os mecanismos procedimentais de modo a preparar e proporcionar provimento jurisdicional compatível com a supremacia da Constituição e a garantia de efetividade dos direitos fundamentais‖. (THEODORO JÚNIOR, Humberto. Processo justo e contraditório dinâmico, in
ASSIS, Araken de; MOLINARO, Carlos Alberto; GOMES JUNIOR, Luiz Manoel; MILHORANZA, Mariângela Guerreiro. “Processo Coletivo e outros temas de Direito Processual – Homenagem 50
anos de docência do Professor José Maria Rosa Tesheiner 30 anos de docência do Professor Sérgio Gilberto Porto”. Porto Alegre: Livraria do Advogado Editora, 2012, p. 265).
56 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constitui%C3%A7ao24.htm , Acesso em 05/06/2013
―Artigo 8º - Garantias judiciais
1. Toda pessoa terá o direito de ser ouvida, com as devidas garantias e dentro de um prazo razoável, por um juiz ou Tribunal competente, independente e
imparcial, estabelecido anteriormente por lei, na apuração de qualquer
acusação penal formulada contra ela, ou na determinação de seus direitos e obrigações de caráter civil, trabalhista, fiscal ou de qualquer outra natureza58‖. (grifos nossos)
Na Constituição Brasileira de 1988, o princípio do juiz natural está consagrado no artigo 5°, inserto no Título II, que trata dos direitos e garantias fundamentais dos indivíduos, conforme se verifica do excerto abaixo transcrito:
―Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
(...)
XXXVII - não haverá juízo ou tribunal de exceção; (...)
LIII - ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente;59
‖.
Nossa jurisprudência dominante sempre tratou o princípio do juiz natural como um verdadeiro postulado fundamental, como se pode verificar de mais um excerto de voto:
―É irrecusável, em nosso sistema de direito constitucional positivo – considerado o princípio do juiz natural –, que ninguém poderá ser privado de sua liberdade senão mediante julgamento pela autoridade judiciária competente. Nenhuma pessoa, em conseqüência, poderá ser subtraída ao seu juiz natural. A nova Constituição do Brasil, ao proclamar as liberdades públicas – que representam limitações expressivas aos poderes do Estado –, consagrou, de modo explícito, o postulado fundamental do juiz natural. O art. 5º, LIII, da Carta Política prescreve que ‗ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente 60
.‖
José Frederico Marques bem simplifica a abrangência do princípio do juiz natural:
58 http://www.pge.sp.gov.br/centrodeestudos/bibliotecavirtual/instrumentos/sanjose.htm, Acesso em 04/05/2013
59 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm, Acesso em 04/05/2013 60 Trecho do voto do Ministro Relator Celso de Mello no julgamento do HC 106.171 AM.
―A jurisdição pode ser exercida apenas por órgão previsto na Constituição da República: é o princípio do juiz natural ou juiz constitucional. Considera-se investido de funções jurisdicionais, tão-só, o juiz ou tribunal que se enquadrar em órgão judiciário previsto de modo expresso ou implícito, em norma jurídico- constitucional. Há previsão expressa quando a Constituição exaure a enumeração genérica dos órgãos a que está afeta determinada atividade jurisdicional. Há previsão implícita, ou condicionada, quando a Constituição deixa à lei ordinária a criação e estrutura de determinados órgãos61
.‖
Ada Pellegrini Grinover62 resume a garantia do juiz natural através de três afirmativas: “(...) só são órgãos jurisdicionais os instituídos pela Constituição; ninguém pode ser julgado por órgão constituído após a ocorrência do fato; entre os juízes pré-constituídos vigora uma ordem taxativa de competências, que exclui qualquer alternativa deferida à discricionariedade de quem quer que seja‖.
O Supremo Tribunal Federal, como já aludido acima, por diversas vezes ressaltou em sua jurisprudência o princípio do juiz natural como expressão de uma das mais importantes matrizes político-ideológicas que condicionam o desempenho, por parte do Poder Público, das funções de caráter penal-persecutório, como se verifica do excerto a seguir transcrito:
―A essencialidade do princípio do juiz natural impõe, ao Estado, o dever de respeitar essa garantia básica que predetermina, em abstrato, os órgãos judiciários investidos de competência funcional para a apreciação dos litígios penais.
Na realidade, o princípio do juiz natural reveste-se, em sua projeção político- jurídica, de dupla função instrumental, pois, enquanto garantia indisponível, tem, por titular, qualquer pessoa exposta, em juízo criminal, à ação persecutória do Estado, e, enquanto limitação insuperável, incide sobre os órgãos do poder incumbidos de promover, judicialmente, a repressão criminal.
Vê-se, desse modo, que o postulado da naturalidade do juízo, ao qualificar-se como prerrogativa individual (ex parte subjecti), tem, por destinatário específico, o réu, erigindo-se, em consequência, como direito público subjetivo inteiramente oponível ao próprio Estado. Esse mesmo princípio, contudo, se analisado em perspectiva diversa, ex parte principis, atua como fator de inquestionável restrição ao poder de persecução penal, submetendo, o Estado, a múltiplas limitações inibitórias de suas prerrogativas institucionais.
Isso significa que o postulado do juiz natural deriva de cláusula constitucional tipicamente bifronte, pois, dirigindo-se a dois destinatários distintos, ora
61 MARQUES, José Frederico. Manual de direito processual civil. São Paulo: Editora Saraiva, 1976, v.1, p. 74.
62 GRINOVER, Ada Pellegrini,
―O Processo em Sua Unidade – II‖, p. 39, item n. 6, Rio de Janeiro:
representa um direito do réu (eficácia positiva da garantia constitucional), ora traduz uma imposição ao Estado (eficácia negativa dessa mesma garantia constitucional).
O princípio da naturalidade do juízo, portanto, encerrando uma garantia constitucional, limita, de um lado, os poderes do Estado (impossibilitado, assim, de instituir juízos ―ad hoc‖ ou de criar tribunais de exceção) e assegura ao acusado, de outro, o direito ao processo perante autoridade competente, abstratamente designada na forma de lei anterior (vedados, em consequência, os juízos ―ex post facto‖)63.
Assim, o princípio do juiz natural, referendado pela Constituição de 1988 como direito fundamental que todo cidadão tem de não ser julgado por tribunal de exceção, mas sim por um juiz previamente previsto em lei, não pode ser excepcionado por discricionariedade de qualquer juízo ou tribunal, nem mesmo pelo Egrégio Supremo Tribunal Federal.
Dessarte, a competência originária do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar infrações penais comuns é direcionada expressamente àquelas pessoas descritas no artigo 102, inciso I, alíneas “b” e “c” da Constituição Federal, configurando uma violação à Constituição e à garantia do juiz natural, o julgamento de qualquer pessoa que não àquelas expressa e previamente previstas no referido dispositivo constitucional.
Nesse sentido, citamos recente jurisprudência do Egrégio Supremo Tribunal Federal:
―COMPETÊNCIA – PRERROGATIVA DE FUNÇÃO – DIREITO ESTRITO. A
competência do Supremo, presente a prerrogativa de função, é de direito estrito. Não a alteram normas processuais comuns, como são as da continência
e da conexão.
COMPETÊNCIA – JUÍZO NATURAL. O princípio do juiz natural surge com
envergadura maior. O cidadão comum não pode ficar prejudicado pelo fato de haver corréu detentor da prerrogativa de ser julgado por este ou aquele Tribunal‖. (AP 666 AgR, Relator: Min. MARCO AURÉLIO, Tribunal Pleno,
julgado em 13/12/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-107 DIVULG 06-06-2013 PUBLIC 07-06-2013). (grifos nossos)
63 Trecho do voto do Ministro Relator Celso de Mello no julgamento do HC 105.256 – Paraná, 2ª Turma, em 12.06.2012.
A jurisprudência acima citada reflete a realidade do Egrégio Supremo Tribunal Federal consolidada há décadas, como se observa da ementa abaixo transcrita, de 1992:
COMPETÊNCIA - CRIME DOLOSO CONTRA A VIDA - CO-AUTORIA - PRERROGATIVA DE FORO DE UM DOS ACUSADOS - INEXISTÊNCIA DE ATRAÇÃO - PREVALÊNCIA DO JUIZ NATURAL - TRIBUNAL DO JÚRI - SEPARAÇÃO DOS PROCESSOS. 1. A competência do tribunal do júri não é absoluta. afasta-a a própria Constituição Federal, no que prevê, em face da dignidade de certos cargos e da relevância destes para o Estado, a competência de tribunais - artigos 29, inciso VIII; 96, inciso III; 108, inciso I, alínea "a"; 105, inciso I, alínea "a" e 102, inciso I, alínea "b" e "c". 2. A conexão e a continência - artigos 76 e 77 do Código de Processo Penal - não consubstanciam formas de fixação da competência, mas de alteração, sendo que nem sempre resultam na unidade de julgamentos - artigos 79, incisos I, II e parágrafos 1º e 2º e 80 do Código de Processo Penal. 3. O envolvimento de corréus em crime doloso
contra a vida, havendo em relação a um deles a prerrogativa de foro como tal definida constitucionalmente, não afasta, quanto ao outro, o juiz natural revelado pela alínea "d" do inciso XXXVIII do artigo 5º da Carta Federal. A
continência, porque disciplinada mediante normas de índole instrumental comum, não é conducente, no caso, a reunião dos processos. A atuação de órgãos diversos integrantes do Judiciário, com duplicidade de julgamento, decorre do próprio texto constitucional, isto por não se lhe poder sobrepor preceito de natureza estritamente legal. 4. Envolvidos em crime doloso contra a vida conselheiro de tribunal de contas de município e cidadão comum, biparte-se a competência, processando e julgando o primeiro o Superior Tribunal de Justiça e o segundo o tribunal do júri. Conflito aparente entre as normas dos artigos 5º, inciso XXXVIII, alínea "d",105,inciso I, alínea "a" da Lei Básica Federal e 76, 77 e 78 do Código de Processo Penal. 5. A avocação do processo relativo ao
corréu despojado da prerrogativa de foro, elidindo o crivo do juiz natural que lhe é assegurado, implica constrangimento ilegal, corrigível na via do habeas-corpus. (HC 69325, Relator(a): Min. NÉRI DA SILVEIRA, Relator(a) p/
Acórdão: Min. MARCO AURÉLIO, Tribunal Pleno, julgado em 17/06/1992, DJ 04- 12-1992 PP-23058 EMENT VOL-01687-01 PP-00115 RTJ VOL-00143-03 PP- 00925). (grifos nossos)
A garantia do juiz natural, pelo exposto, é um princípio constitucional que não pode ser relativizado por questões práticas de administração judiciária e muito menos por mera discricionariedade do órgão julgador, sob pena de atentar ao próprio Estado Democrático de Direito64.
64
“O principio do juiz natural, enquanto postulado constitucional adotado pela maioria dos países
cultos, tem grande importância na garantia do Estado de Direito, bem como na manutenção dos preceitos básicos de imparcialidade do juiz na aplicação da atividade jurisdicional, atributo esse que presta à defesa e proteção do interesse social e do interesse público geral‖. (NERY JUNIOR, Nelson.
Além disso, um dos principais propósitos do postulado do juiz natural é a garantia da imparcialidade do juiz que procederá ao julgamento. Se for permitido ao juiz escolher as ações que irá julgar, principalmente na esfera criminal, não se pode garantir ao réu que seu julgamento será isento de pré-conceitos políticos, sociais, morais, ideológicos ou pessoais por parte daquele que escolheu ser seu julgador. Eis porque a competência tem que ser previamente definida por critérios objetivos legais. Sob esse aspecto, o princípio do juiz natural deriva não apenas do devido processo legal, mas também do princípio da segurança jurídica.
Com relação à importância da imparcialidade dos juízes e tribunais nos julgamentos criminais, o Supremo Tribunal Federal reiteradamente se manifestou no sentido de que “o princípio do Juízo - que traduz significativa conquista do processo penal liberal, essencialmente fundado em bases democráticas - atua como fator de limitação dos poderes persecutórios do Estado e representa importante garantia da imparcialidade dos juízes e tribunais65".
Segundo nossa melhor doutrina, representada por Fernando da Costa Tourinho Filho, a imparcialidade do juiz é condição para se salvaguardar a dignidade da administração da justiça:
"(...) o Juiz deve ser imparcial. Como órgão que proclama o Direito, não se poderia aceitar como justa a decisão proferida por Juiz não imparcial. Destarte, o juiz suspeito deve ser afastado imediatamente da direção do processo. Não apenas pelo risco que a parte corre em ser julgada por Juiz parcial, mas, também, como diz Alcalá-Zamora, para salvaguardar o prestígio profissional e a dignidade da administração da justiça"66.
Em outras palavras, a observância da imparcialidade nos julgamentos trata-se de um pressuposto da própria validade e regularidade da relação processual e de característica inerente ao princípio do juiz natural, como se extrai dos dizeres de Ada Pelegrini Grinover:
Princípios do Processo Civil na Constituição Federal. São Paulo: Editora Revista dos tribunais, 6ª edição,v.21, 2000, p. 65.)
65 STF - 1ª T. - HC n° 69.601/SP - Rel. Min. Celso de Mello, Diário da Justiça, Seção I, 18 dez. 1992, p. 24.377.
―A imparcialidade do juiz é pressuposto para que a relação processual se instaure validamente (...). A incapacidade subjetiva do juiz, que se origina da suspeita de sua imparcialidade, afeta profundamente a relação processual. Justamente para assegurar a imparcialidade do juiz, as constituições lhe estipulam garantias, prescrevem-lhe vedações e proíbem juízos e tribunais de exceção67
"·
Sem a garantia da imparcialidade do juiz, não se pode falar sequer em atividade jurisdicional, como ressalta Vicente Greco Filho, in verbis:
―(...) imparcialidade do Juiz é pressuposto de toda a atividade jurisdicional. A imparcialidade pode ser examinada sob um aspecto objetivo e um aspecto subjetivo. No aspecto objetivo, a imparcialidade se traduz na equidistância prática do juiz no desenvolvimento do processo, dando às partes igualdade de tratamento"68.
Não se pode negar, dessa forma, uma certa parcialidade por parte do Egrégio Supremo Tribunal Federal, ao usurpar do juiz natural de primeiro grau o julgamento de réus que não gozam da prerrogativa de função descrita no artigo 102, inciso I, alíneas “b” e “c” da Carta Magna.
Afinal, já demonstramos exaustivamente aqui que a jurisprudência dominante do Egrégio Tribunal Constitucional, desde a promulgação da Constituição de 1988, vem se consolidando no sentido de que sua competência originária, presente a prerrogativa de função, é de direito estrito, sendo-lhe vedada a avocação do processo relativo a corréu despojado da prerrogativa de foro, o que elidiria o crivo do juiz natural que lhe é assegurado.
Quais seriam os motivos para se negar uma garantia constitucional como a do juiz natural em apenas alguns julgamentos, enquanto que, na grande maioria dos casos essa garantia, ou melhor, esse postulado, é enfaticamente sublimado pela Corte Suprema?
67 GRINOVER, Ada Pelegrini. Teoria Geral do Processo, 20'Ed. São Paulo: Malheiros, 2004, p. 51/52. 68 GRECO FILHO, Vicente. Direito Processual Civil brasileiro. ValI, São Paulo, Saraiva, n. 3 • p. 22.
No julgamento da Ação Penal 470, por exemplo, de grande apelo midiático e político, é praticamente impossível pensar que a avocação irregular do julgamento de corréus que não gozavam de prerrogativa de foro tenha se dado por motivos que não subjetivos e, portanto, completamente parciais.
Para reflexão sobre essa intrigante questão, vale finalizar o presente tópico com um trecho de artigo publicado pelo jurista Luiz Flávio Gomes no site Consultor Jurídico em 25 de setembro de 2012:
―O julgamento do STF, ao ratificar com veemência vários valores republicanos de primeira linhagem — independência judicial, reprovação da corrupção, moralidade pública, desonestidade dos partidos políticos, retidão ética dos agentes públicos, financiamento ilícito de campanhas eleitorais etc.—, já conta com valor histórico suficiente para se dizer insuperável. Do ponto de vista procedimental e do respeito às regras do Estado de Direito, no entanto, o provincianismo e o autoritarismo do direito latino-americano, incluindo, especialmente, o do Brasil, apresentam-se como deploráveis.
No caso Las Palmeras a Corte Interamericana mandou processar novamente um determinado réu (na Colômbia) porque o juiz do processo era o mesmo que o tinha investigado anteriormente. Uma mesma pessoa não pode ocupar esses dois polos, ou seja, não pode ser investigador e julgador no mesmo processo. O Regimento Interno do STF, no entanto (artigo 230), distanciando-se do padrão civilizatório já conquistado pela jurisprudência internacional, determina exatamente isso. Joaquim Barbosa, no caso mensalão, presidiu a fase investigativa e, agora, embora psicologicamente comprometido com aquela etapa, está participando do julgamento. Aqui reside o primeiro vício procedimental que poderá dar ensejo a um novo julgamento a ser determinado pela Corte Interamericana69
‖.