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2.1 Varlıkların Değerlemesi

2.1.3 Maddi Duran Varlıkların Değerlemesi

2.1.3.5 Maddi Duran Varlıklarda Amortisman

2.1.3.5.1 TMS’ye Göre Amortisman Uygulaması ve

Neste capítulo fazemos uma avaliação do modelo utilizado para a feitura da pesquisa, elencamos as ocorrências mais importantes advindas da análise e por fim fazemos as considerações finais sobre a pesquisa e possíveis desdobramentos.

4.1. O método de Tyler e Evans

Os autores de The semantics of english prepositions - spatial scenes, embodied meaning and cognition (2003), ao se proporem a desenvolver critérios para determinar qual é o sentido primário e como os outros sentidos se originam, conseguem estabelecer uma metodologia que pode ser aplicada ao estudo de preposições em outras línguas, além do inglês. Parecem conseguir sanar os problemas encontrados em trabalhos de outros teóricos, cujas metodologias acabavam sendo muito intuitivas e geravam um número exagerado de sentidos para a rede semântica (full-specification). Outro mérito da pesquisa de Tyler e Evans, foi o de encontrar uma forma de explicar mudanças lexicais que foge do padrão das pesquisas em LC, que se utiliza geralmente da metáfora para explicar essas mudanças.

Há, no entanto, uma ressalva sobre o método de Tyler e Evans. Ao nos deparar com o segundo critério de definição do sentido primário, de predominância da configuração espacial na rede semântica, surge uma contradição, pois é um critério concebido para encontrar o sentido primário, porém sua fundamentação está em um elemento do qual ainda não dispomos, ou seja, não podemos saber da predominância de um sentido na rede semântica se precisamos inicialmente achar o sentido primário para criar esta rede. Enfim, como pode ser possível utilizar-se de um critério que postula o uso de algo que é totalmente dependente

daquilo que precisamos encontrar com este critério? Assim, o segundo critério acaba sendo ou um critério baseado em suposições, ou um critério de conferência, usado para depois de se ter encontrado o sentido primário, com os outros critérios, e ter-se formado a rede. Dessa forma, ao estabelecermos o sentido primário de über, não pudemos nos basear no segundo critério, de predominância na rede. Utilizamos os outros quatro critérios e apenas depois da rede semântica formada, usamos o segundo critério para confirmar o sentido primário.

4.2. Evidências da análise

Como o modelo de Tyler e Evans é de mínima especificação, nos permite observar os sentidos da preposição estudada de forma enxuta sem fornecer um número excessivo de sentidos para ocorrências de significados muito próximos. Por exemplo, o sentido (2.A) do- outro-lado-de nos mostra que independentemente de ter uma trajetória, ou não, o interlocutor compreende o que é inferido a partir dos elementos da frase. E este sentido é compreendido desvinculado do uso do acusativo ou dativo. Dessa maneira conseguimos nos aproximar do interlocutor real que, provavelmente, não compreende esta trajetória como tendo inúmeras possibilidades, mas apenas a de situar algo do outro lado de algo.

Na análise, pudemos averiguar que a preposição serve como ponto de acesso para uma parte da compreensão de uma frase. Porém, todos os elementos de uma frase mais a interpretação, auxiliada pelo conhecimento enciclopédico, é que são responsáveis pelo entendimento completo da frase.

Para a noção de excesso associada a über, que pode ser observada nos sentidos (2.B) acima-e-além (excesso I) e (4.A.1) sobre-e-em-cima (excesso II), levantamos como hipótese que este uso ainda sofre mudanças. Construções como über schön podem futuramente se fixar

na memória dos falantes e ampliar o uso de über, ocupando um espaço que sehr parece não preencher mais. O emprego de über dessa forma é o único ainda não atestado por dicionários. No entanto, esta ocorrência é um exemplo do constante processo de mudança que os itens gramaticais também sofrem.

Pudemos ainda observar que o sentido (3.B) valor-exato, que em gramáticas e dicionários aparece somente ligado ao uso de montante monetário, também pode ser utilizado para descrever um percurso já percorrido. Atestamos que apenas uma gramática (ZIFONUN et al. 1997, 2129) relaciona über a esse uso e, por outro lado, averiguamos várias entradas no corpus com esse uso.

Achamos na rede semântica dois sentidos que evidenciam a gramaticalização da preposição über. Atentamos para isso quando über é a preposição exigida pelo verbo, o que ocorre, por exemplo, nos sentidos temática e causal, porque, nestes usos a preposição não pode ser permutada, indicando um aumento na função gramatical.

O autor Markus Hundt (2001), em artigo sobre a gramaticalização do objeto preposicionado na língua alemã, aponta que, embora a gramaticalização sofrida pelo objeto preposicionado não seja prototípica, ela ocorre e pode ser analisada. Esta análise está além do escopo deste trabalho, porém, acreditamos que o uso de über denotando temática e, em alguns casos o sentido causal, nos quais funciona como a preposição exigida pelo verbo, não ocorra aleatoriamente, mas que com o passar do tempo, a preposição über foi selecionada por esses verbos e através da força pragmática se fixou na rede semântica desta preposição.

Além disso, com relação ao sentido (3.C) temática, encontramos, nas entradas do corpus, construções que não necessitariam da preposição über e, por isso, cremos que über está ampliando o seu campo sintático e pode passar a ser utilizada em substituição a outras preposições, porque a ideia de temática está intimamente associada a über.

4.3. Considerações finais

Neste trabalho, buscamos uma rede semântica para a preposição über. Para tanto, utilizamo-nos dos preceitos da Semântica Cognitiva e do modelo de Polissemia Sistemática, desenvolvido por Andrea Tyler e Vyvyan Evans.

Ao utilizarmos um corpus jornalístico, de falantes nativos de língua alemã, pudemos nos deparar com contextos reais de uso da língua, o que nos possibilitou compreender a estrutura polissêmica de über e seus possíveis desdobramentos futuros. Para realizar a pesquisa, foi constituído um corpus que permitiu ter um panorama bastante representativo dos usos da preposição über, já que não se baseia nem em um uso artificial da língua alemã, nem foi sujeito à intuição, quando da análise da rede semântica.

Esta pesquisa deixa questões em aberto que podem servir para estudos futuros sobre a preposição über e que também são válidas para a análise de outras preposições. A primeira questão é se o uso de über como objeto preposicionado é aleatório ou não, o que requereria uma pesquisa diacrônica. Outra questão é sobre a real motivação para o sentido causal de über, isto é, se é um sentido ligado a uma razão emocional, ou se implica uma causa, propriamente dita. Por fim, o estudo das expressões idiomáticas poderia trazer mais evidências sobre a fixação dos sentidos de über na memória dos falantes.

Acreditamos que este tipo de estudo poderia auxiliar na elaboração de manuais didáticos sobre preposições, a fim de reforçar usos próprios de cada preposição, pois o material que existe à disposição de alunos de alemão como língua estrangeira, muitas vezes, elenca poucos usos das preposições, o que dificulta o aprendizado desta classe gramatical aplicada em situações reais de uso.