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As representações sociais construídas pelos licenciandos pesquisados, sobre o “ser professor”, permitem que os mesmos deem certa coerência à realidade na qual esse objeto está inserido, a partir da identificação de elementos julgados socialmente importantes, capazes de justificar as necessidades de uma maior valorização profissional. Essa função justificadora das RS fica evidente no discurso da acadêmica de 29 anos, que exerce atividades docentes na educação infantil há mais de três anos, ao afirmar que a profissão docente, por ser muito

importante na vida das pessoas, é pouco valorizada e reconhecida.

As considerações sobre a importância social do professor, capazes de justificar as necessidades de o mesmo ser mais valorizado, evidencia-se também na manifestação escrita de outros acadêmicos. Uma acadêmica de 20 anos, que não possui experiência como professora, afirma que: tendo em vista a importância deste profissional, entendo que há

muitas coisas que precisam mudar nessa profissão, em destaque, que lhe seja proporcionada maior remuneração. Essas justificativas se aprofundam com as pontuações da

acadêmica, com 28 anos e que possui mais de três anos de experiência docente no primeiro ciclo do ensino fundamental, ao acrescentar que o professor é o único que forma todos os

outros, e se compararmos a remuneração de um médico recém-formado com a do(a) professor(a) doutor(a), fica perceptível a diferença salarial, sendo que ambos nesse caso são doutores: um da área da Educação e outro da medicina . Cabe a ressalva de que esta

condição se configura por uma questão de tradição e não como um fato, pois os níveis acadêmicos de um e de outro são totalmente diferentes.

Como se pode verificar na Tabela 6, os licenciandos apresentam atitudes negativas e intensas frente à afirmação de que o professor é valorizado e reconhecido socialmente, sendo possível identificar nos seus discursos, produzidos em resposta à questão aberta do questionário, quais seriam as dimensões dessas necessidades de valorização. Embora a necessidade de uma valorização financeira seja a mais frequente nos discursos desses sujeitos, identifica-se também a existência de outros anseios, cujas dimensões se estendem muito além

do caráter objetivo dessas necessidades, perpassando os aspectos morais dessa desvalorização e falta de reconhecimento pelos papéis sociais assumidos, ampliando-se até encontrar a sua dimensão política.

É o que se pode perceber na manifestação da acadêmica de 38 anos, cuja experiência docente era de mais de três anos no segundo ciclo do ensino fundamental, ao identificar que

existe uma necessidade histórica de valorização moral e financeira na profissão docente.

Complementando essa ideia, a acadêmica de 24 anos, que não possui experiência como professora, afirma que essa necessidade de valorização não é apenas salarial, mas na

formação continuada e gratificada, na qualidade de vida, no acesso a materiais didáticos e tecnológicos.

A acadêmica que possui 39 anos e uma experiência como professora do segundo ciclo do ensino fundamental, que ultrapassa três anos, acrescenta que há uma necessidade de reconhecimento pelos diversos papéis assumidos socialmente pelo professor, atestando que as

vezes fazemos vários papéis de profissionais e não somos reconhecidos. Considerando a

dimensão política dessa desvalorização e falta de reconhecimento, a acadêmica de 56 anos, trabalhando como professora no primeiro ciclo do ensino fundamental há mais de dois anos, percebe que a classe docente é colocada de forma muitas vezes esquecida pelo poder público

e perante as classes sociais.

Diante desse esquecimento por parte do poder público, em relação aos trabalhos desempenhados pela classe docente, que é identificado pelos licenciandos como extremamente útil para a sociedade, a acadêmica de 58 anos, que exerce as funções docentes no primeiro ciclo do ensino fundamental há mais de três anos, verifica que o professor precisa

ser reconhecido, ser respeitado e ter uma remuneração que seja adequada ao seu trabalho.

A acadêmica de 33 anos que iniciou suas experiências, como professora do primeiro ciclo do ensino fundamental, há mais de três anos, identifica uma necessidade de valorização

específica para os docentes do campo, uma vez que essa categoria de professores, devido às

características precárias em que exercem suas atividades laborais, possivelmente é a que presencia, de uma maneira mais intensa, esse “esquecimento” por parte das políticas públicas.

Dentre as inúmeras necessidades de valorização, que são identificadas nos discursos dos sujeitos pesquisados, uma delas é a autonomia dos professores, limitada pelas políticas públicas e, principalmente pelos interesses partidários. A acadêmica de 52 anos, que possui mais de três anos de experiência como professora do primeiro ciclo do ensino fundamental, afirma acreditar que o professor precisa ter mais autonomia na sala de aula, infelizmente a

política partidária ainda interfere muito na nossa profissão. Nesse mesmo sentido, a

acadêmica de 32 anos, cuja experiência com a docência iniciou há mais de três anos, no primeiro ciclo do ensino fundamental, acrescenta que as Secretarias de Educação não

deveriam intervir tanto no trabalho do docente, deixar os mesmos terem autonomia de inovar suas metodologias. Pois muitas das vezes, a secretaria já entrega o pacote pronto na mão do professor.

Ampliando ainda mais essa perspectiva, a acadêmica de 38 anos, que possui mais de três anos de experiências no primeiro ciclo do ensino fundamental, indica ser necessária uma maior autonomia na sala de aula, como instrumento para o desenvolvimento das atividades,

e na escola, participação fundamental na construção dos Projetos Políticos Pedagógicos.

Sendo assim, a acadêmica de 24 anos e mais de três anos de experiência como professora no segundo ciclo do ensino fundamental, exige: mais oportunidades de nós escolhermos a nossa

grade curricular, afinal nós conhecemos os nossos alunos e sabemos suas necessidades e seus anseios. Concordando com essa mesma perspectiva o acadêmico de 36 anos e que possui

entre seis meses e um ano de experiência educacional com o primeiro ciclo do ensino fundamental, avalia que o professor precisa ser sujeito de mudanças no processo

educacional e deve propor ações políticas e alterações no próprio currículo.

A acadêmica com 24 anos, sem experiência como professora, acredita que é necessário

valorizar o docente nos espaços de decisão e planejamento da educação. O professor precisa ter liberdade para inovar, sem medo do currículo o reprimir. Essa autonomia e

liberdade de inovação nas aulas seriam mais úteis enquanto ferramentas educacionais, que poderiam proporcionar um desenvolvimento que vai além dos aspectos meramente quantitativos. Isso é o que afirma a acadêmica de 26 anos, que revelou possuir experiência docente, porém não mencionou o tempo dessa experiência, tampouco o nível educacional que atuava, indicando que é preciso dar mais autonomia ao professor, não querendo apenas

maquiagem para o IDEB.

O investimento insuficiente em políticas públicas, destinadas ao incentivo e à valorização do magistério são necessidades constantemente expostas nos discursos dos sujeitos pesquisados. Diante desses precários investimentos, alguns dos licenciandos pesquisados percebem a docência como uma profissão inferior às demais, pois como assegura acadêmica de 30 anos e com mais de três anos de experiência docente: no nosso país é a

profissão que é menos vista pelos governantes. Nessa mesma perspectiva de análise, a

que: os governos devem olhar com mais carinho essa prática social; pois possivelmente considera que o exercício dessa profissão seja importante e, ao mesmo tempo, necessária para o desenvolvimento da sociedade.

Essa necessidade de investimento em políticas públicas, visando o desenvolvimento social, apresenta-se de uma forma ainda mais emergente nas regiões afastadas dos grandes centros urbanos, tendo em vista que as pessoas que residem nesses locais vivem uma realidade diferente da vivida na cidade. Esse anseio pode ser percebido no discurso da acadêmica de 33 anos, com experiência docente de aproximadamente um ano, pois a mesma espera que o governo possa aplicar políticas públicas que tenham eficácia no campo, que

atenda a realidade dos alunos que estão inseridos nele, dessa forma o docente realizará melhor o seu trabalho.

Corroborando com essas ideias, a acadêmica de 26 anos e que possui mais de dois anos de experiência como professora na educação infantil, acrescenta que há uma necessidade de investimento em políticas educacionais mais amplas e voltadas para realidade do campo. Nesse mesmo sentido, o acadêmico de 25 anos e mais de três anos de experiência no primeiro ciclo do ensino fundamental, acrescenta a imprescindibilidade de políticas públicas voltadas

para o campo, assim como a acadêmica de 24 anos, cuja experiência docente no segundo

ciclo do ensino fundamental ultrapassa os três anos, acredita ser necessária a efetivação de

políticas públicas voltadas para o campo.

Nesses discursos permeiam as ideias de que há uma carência de políticas públicas educacionais específicas, que visem o atendimento da população residente no campo, pois o modelo hegemônico de educação atual é o que foi gestado e desenvolvido com o objetivo de atender às demandas de educação da população urbana. Seria esse um modelo de educação que não atende às necessidades específicas dos moradores de áreas distantes (física, material e simbolicamente) das cidades e que possuem carências e necessidades que lhes são específicas. Nesse sentido, a acadêmica de idade não identificada e que possui mais de três anos de experiência como educadora de jovens e adultos, afirma que é necessário que as políticas

públicas estejam engajadas nesse processo, para que tais ações possam chegar aos lugares mais distantes. Acrescenta ainda que: com relação à Educação do Campo, é preciso que haja um olhar mais dinâmico, pois ainda faltam políticas públicas ativas, que venham dar suporte para que o curso tenha seu valor.

Diante das necessidades específicas dos moradores do campo, a educação dos sujeitos residentes nesse espaço geográfico, carece de políticas públicas também específicas, assim

como de um investimento adequado na formação de professores capazes de desenvolver uma educação que atenda as expectativas desses sujeitos. A acadêmica de 32 anos, com experiências enquanto professora do primeiro ciclo do ensino fundamental, afirma que na

formação de professores para a educação do campo, é necessário haver um alto investimento em políticas públicas adequadas, que venham atender às necessidades dos sujeitos.

Considerando as necessidades específicas daqueles professores que desenvolvem suas atividades educacionais em regiões afastadas dos centros urbanos, os sujeitos pesquisados apontam diversas carências relacionadas à infraestrutura de trabalho. Verificam uma necessidade de maiores investimentos públicos nessas necessidades que dão o suporte ao trabalho docente, sendo as mesmas consideradas também como uma das valorizações para o seu trabalho. O acadêmico de 38 anos, há mais de três anos exercendo atividades educativas no primeiro ciclo do Ensino Fundamental, afirma que é preciso um maior investimento para oferecer condições adequadas de trabalho, pois como comprova a acadêmica com 33 anos de idade e que não possui experiência como professora: temos uma educação sucateada. Sendo essa infraestrutura de trabalho precária, o acadêmico que possui mais de dois anos de experiência como professor do segundo ciclo do Ensino Fundamental, de 29 anos, constata que é imprescindível uma melhor estrutura nas escolas, principalmente nas escolas do

campo, pois os espaços físicos e, especialmente do campo, tem que ser de qualidade

(Acadêmico sem experiência docente, de 42 anos).

Essas precárias condições de trabalho são consideradas inadequadas para o desenvolvimento de uma educação de qualidade, como afirma a acadêmica de 26 anos, há mais de três anos atuando como professora no segundo ciclo do Ensino Fundamental: o

governo precisa investir na educação, tanto como na qualidade de ensino como na infraestrutura, para que nós e as crianças possamos ter um local decente para aprender.

Verifica-se que, na opinião dessa licencianda, não são suficientes os investimentos em políticas públicas para melhorar a qualidade educacional, uma vez que não há a mesma preocupação de que se melhorem as condições infraestruturais de trabalho.

Corroborando com a ideia de que as escolas em geral e, em particular as escolas do campo, não fornecem uma estrutura adequada para o desenvolvimento do trabalho docente, fato esse que dificulta a aprendizagem dos alunos, o acadêmico de 25 anos, com mais de dois anos de experiência educacional no segundo ciclo do Ensino Fundamental, acredita que:

trabalho, principalmente dos professores que trabalham no campo. Essas condições

precárias de trabalho se transformam em fatores impeditivos para o desenvolvimento de uma educação de qualidade, uma vez que desmotivam o professor a envidar esforços no desenvolvimento de uma boa aula, sendo inclusive considerada como uma forma de desvalorização profissional.

A falta de recursos didáticos, considerados essenciais para o desenvolvimento de uma educação de qualidade, permeia a relação das carências estruturais apontadas pelos sujeitos da pesquisa. O acadêmico que atua como professor do primeiro ciclo do Ensino Fundamental há mais de três anos, que declarou possuir 33 anos, afirma que: para o interior, precisaria que

as escolas do campo estivessem equipadas com recursos didáticos, para que haja um melhor aproveitamento das aulas, assim nós teremos uma educação de qualidade. A

acadêmica com 20 anos, que declarou não possuir experiência como professora afirma serem necessários mais recursos para ministrar suas aulas.

Os recursos didáticos são considerados como uma espécie de apoio, que possibilitaria ao professor um desempenho diferenciado, proporcionando uma aprendizagem mais rica, contextualizada e significativa aos alunos, pois como afirma a acadêmica de 27 anos, que exerce atividades docentes há mais de três anos no primeiro ciclo do Ensino Fundamental: as

escolas também devem acompanhar as transformações da sociedade e dar suporte para que o professor possa desempenhar suas atividades de forma inovadora e contextualizada.

Nessa mesma perspectiva, a acadêmica que declarou possuir mais de dois anos de experiência educacional com o segundo ciclo do Ensino Fundamental, e se encontrava na faixa dos 29 anos, acrescenta que: os professores precisam de maior auxílio com materiais didáticos,

para enriquecerem suas práticas docentes.

Os sujeitos constatam também que não basta que sejam feitos investimentos quantitativos em materiais didáticos, desconsiderando-se o contexto educacional específico em que o mesmo seria utilizado. Dessa maneira, a qualidade desse material seria também importante, pois consideram que há uma necessidade estrutural de que sejam feitos maiores investimentos em material didático adequado e voltado para realidade do aluno (acadêmica de 23 anos, há mais de três anos exercendo o papel de professora). Trata-se de oferecer

melhores condições de trabalho, com materiais didáticos de qualidade e adequados à realidade (acadêmica de 28 anos, que declarou não possuir experiência docente).

É nesse mesmo sentido que a acadêmica de 34 anos, exercendo atividades docentes na Educação Infantil há mais de um ano, certifica-se de que os docentes precisam ter mais

acessibilidade a materiais didáticos, uma vez que há uma carência de recursos disponíveis para que os professores desenvolvam um bom trabalho, escolas adequadas para que o professor desenvolva bem seu trabalho, para que o aluno aprenda realmente (acadêmica

que possui mais de três anos de experiência no primeiro ciclo do Ensino Fundamental, com 32 anos). De acordo com a acadêmica de 41 anos, cuja experiência como professora no segundo ciclo do Ensino Fundamental se estende por mais de três anos, deve-se melhorar as condições

de recursos didáticos para as escolas.

Os sujeitos pesquisados identificam essa carência de material didático, bem como de estruturas adequadas para oferecer um suporte objetivo ao professor e aos alunos, no desenvolvimento do processo de ensino/aprendizagem, como fatores tornam a docência desafiadora, pesada e, sobretudo, desvalorizada. De acordo com o acadêmico de 25 anos, que afirma possuir mais de três anos de experiência como professor no segundo ciclo do Ensino Fundamental, o professor precisa ter condições de trabalho, como materiais didáticos e

estrutura como uma boa sala de aula.

Uma sala de aula adequada, na qual estariam disponibilizados os materiais didáticos necessários o desenvolvimento do processo educativo, não garantiriam ainda as condições objetivas ideais para o trabalho docente, uma vez que outros fatores são intervenientes. Uma das condições comprometedoras dos resultados desse processo, identificado pelos sujeitos pesquisados, é o excesso de alunos que são distribuídos por sala de aula nas escolas. Esse aspecto transparece no discurso da acadêmica que declarou ter mais de três anos de experiência como professora no primeiro ciclo do Ensino Fundamental e que possui 38 anos, pois a mesma acredita que: as salas de aula precisariam ter menos alunos para haver

melhor aprendizagem.

O excesso de alunos por sala de aula também é uma preocupação do acadêmico de 33 anos, cuja experiência como professor do segundo ciclo do Ensino Fundamental ultrapassa os três anos, ao pontuar que as condições determinantes para se ter uma boa sala de aula, incluem menos alunos em cada sala de aula. Essa parece ser uma realidade enfrentada diariamente pela maioria dos professores na atualidade, a qual pode vir a comprometer os resultados educacionais esperados.

Pode-se verificar também que essas necessidades estruturais se estendem para além do ambiente escolar, pois como afirma a acadêmica de 20 anos, que exerce o papel de educadora de jovens e adultos há mais de dois anos, identifica uma necessidade de assistência total aos

sobretudo o respeito do Ministério da Educação com os docentes atuantes no campo. Essa

seria uma maneira de assegurar os lugares de origem aos docentes, sendo que estes estão se

capacitando na formação voltada para o campo, como pontua a acadêmica de 48 anos de

idade, que declarou possuir mais de três anos de experiência com primeiro ciclo do Ensino Fundamental.

Há que se considerar o fato de que muitos dos professores que exercem suas atividades docentes em escolas do campo, não pertencem às comunidades em que atuam, sendo obrigados a se deslocar por grandes distâncias diariamente, utilizando transportes que nem sempre são os mais adequados. Outra parcela considerável desses professores se vê obrigado a mudar para a comunidade, passando residir precariamente na própria escola ou de favor, na casa de algum dos moradores locais. A questão relacionada à precariedade das instalações, disponíveis para a residência do professor no campo, emerge no discurso anterior em que se verifica a necessidade de uma habitação digna.

Aspectos relacionados com a formação (inicial e continuada) também se apresentam como influenciadores da atitude intensamente negativa dos sujeitos pesquisados, com relação à valorização e ao reconhecimento social da docência. A imagem representacional do professor, enquanto elemento mais importante no processo educativo é utilizada também para justificar essa necessidade permanente de formação. A acadêmica de 37 anos, que declarou possuir mais de dois anos de experiência como professora no primeiro ciclo do Ensino Fundamental afirma que: a formação ainda deixa a desejar, onde o professor que é a peça

principal do ensino aprendizagem e não consegue avançar nos seus estudos e na sua formação. Esse fragmento de discurso é esclarecedor da posição ocupada pelo professor, bem

como indica a existência de condições percebidas como impeditivas para o desenvolvimento da sua formação.

Verifica-se a consciência, por parte de alguns licenciandos pesquisados, de que somente a formação inicial não dá conta de instrumentalizar definitivamente o professor para desempenhar suas atividades. É nessa perspectiva que a acadêmica de 23 anos, que não possui experiência como professora, acredita numa formação contínua para poder se especializar. Corroborando com essa ideia, a acadêmica de 32 anos, exercendo atividades docentes no primeiro ciclo do Ensino Fundamental há mais de três anos, afirma que os professores

precisam ter maiores oportunidades para se qualificarem.

Essa necessidade de formação continuada, contudo, pode ser comprometida pelas dificuldades de acesso aos cursos de capacitação, principalmente por parte daqueles

professores que trabalham e regiões afastadas dos centros de formação. Nesse mesmo sentido, a acadêmica de 56 anos, com experiência docente de mais de dois anos no primeiro ciclo do Ensino Fundamental, aponta que o professor precisa de uma especialização continuada, pois

nós que trabalhamos no campo, muitas vezes não temos acesso a essa especialização.

Concordando com essas dificuldades, o acadêmico de 25 anos, exercendo o papel de professor há mais de dois anos, acredita ser necessário o governo oportunizar a formação desses