1. TERÖR VE TERÖRøZMøN EKONOMøK, SøYASAL VE SOSYO-
1.5. Terörün Türleri
Durante algum tempo, na área da alfabetização, a grande questão no processo de ensino e aprendizagem da língua oral e escrita sempre se resumia na questão do método, qual deste garantiria o sucesso nas práticas de ler e de escrever. Assim, a discussão acerca dos métodos deve-se às mudanças conceituais ocorridas no processo da alfabetização, já que tais técnicas passaram a ser vistas como tradicionais (SOARES, 2004). Dessa maneira, a autora explana que se o processo de aquisição da escrita possuir uma concepção associacionista, esta será marcada pelo método como fator principal para aprendizagem. Já para a teoria psicogenética o método acaba prejudicando a aprendizagem da criança, visto que, nessa
perspectiva, ela é um sujeito ativo que constrói suas hipóteses acerca da escrita e tenta resolver os problemas encontrados. Por isso, sempre, naquele período, tentavam buscar um método que seria eficaz no processo de alfabetização. Porém, com a chegada da teoria construtivista, no Brasil, os métodos passaram a ser questionados e criticados, pois, segundo alguns estudiosos, como Ferreiro (2001), o método nada mais era do que uma técnica mecânica para se adquirir a linguagem oral e escrita. Sendo assim, Ferreiro argumenta que tais técnicas de aquisição da escrita não possibilitavam a criança agir sobre a escrita, uma vez que era imposta, e emnada contribui para que o aluno exerça a função social da escrita. Desse modo,
A ênfase na reprodução de traçados reduz a escrita a um objeto “em si”, de natureza exclusivamente gráfica: insistir na correspondência fonema-grafema é apresentar a escrita como “espelho” dos aspectos sonoros da linguagem. Ela nem “reflete” apenas os fonemas e nem é um objeto “opaco”. É um produto de uma construção mental da humanidade, a partir de uma tomada de consciência das propriedades da linguagem. Como todo sistema simbólico, impõe regras de representação que têm sentido dentro do sistema [...] (FERREIRO, 2001, p. 62, grifo do autor).
A criança, nesse caso, não conseguirá colocar seus pensamentos de maneira coerente no papel, já que
O modelo tradicional associacionista da aquisição da linguagem é simples: existe na criança uma tendência à imitação (tendência que as diferentes posições associacionistas justificarão de maneira variada), e no meio social que a cerca (os adultos que a cuidam) existe uma tendência a reforçar seletivamente as emissões vocálicas da criança que correspondem a sons ou pautas sonoras complexas (palavras) da linguagem própria desse meio social (FERREIRO, 1991, p. 21). Se alfabetizar for apenas isso, a criança fica distante do uso mais sofisticado da escrita. Assim, não conhece nem produz as diferentes formas de discurso, ficando apensas no sentido restrito da alfabetização que se resume ao sistema alfabético. Desse modo, de que adianta apresentar as letras para os educandos, se não for apresentado a eles o uso social e significativo que a escrita possui “[...] para que se construa uma representação adequada da linguagem que se escreve e não destituí-la das funções que ela exerce na sociedade” (AZENHA, 1994. p. 94).
Caso o processo de alfabetização seja marcado, somente, pela questão dos métodos, sem dúvida, esse processo não será significativo para a criança, uma vez que o necessário é mostrar à criança que a linguagem está carregada de sentido e que se constituí pelas relações dialógicas. Normalmente, as técnicas do ensino de leitura e escrita são sempre cansativas e
mecânicas. Por este motivo, a criança não possui um tempo para pensar sobre o sistema alfabético e, assim, nem de elaborar suas hipóteses acerca do universo da escritura.
Segundo Weiz (2004, p. 2), “para saber o que pensa o aprendiz sobre o sistema de escrita é preciso solicitar-lhe que escreva textosque não lhe foram ensinados previamente e pedir-lhe para interpretá-los logo depois de grafar cada elemento, cada parte escrita”. Deve-se, primeiro, no processo de alfabetização, despertar, na criança, a consciência de que as palavras, as frases, os textos são sempre marcados de sentido, visto que carregam, em seu interior, um discurso social repleto de sentimentos, emoções, medos, dúvidas, autoridade, etc. Para Fiorin (2006, p. 19) “[...] toda palavra dialoga com outras palavras, constitui-se a partir de outras palavras, está rodeada de outras palavras”. O importante é salientar que a escrita sendo fruto social, nunca é acabada ou pronta, que sua utilização requer, claro, o conhecimento do código lingüístico, mas não de ficar juntando letras para formar sílabas, depois para formar palavras e, em seguida, formar frases, para que, só depois que saber claramente a distinção das letras e som, possa escrever um texto. Igualmente importante, sem dúvida, é que, por meio da escrita, a criança saiba mostrar sua emoção, seu ponto de vista, saiba relacionar e articular as informações fornecidas pelo meio em que vive. Enfim, que a utilize realmente como forma de interação social, já que as palavras, as frases, os textos se constituem pelo dialogismo.
Por outro lado, a grande contribuição dos métodos sintéticos, sobretudo o fônico e a silabação, é que permite formar a consciência fonêmica e fonológica, correspondência entre som e grafia, para que a criança consiga traduzir os sons em marcas formais e, assim, estabelecer a relação fonema /grafema. Já métodos analíticos contribuíram com a introdução do sentido no processo de alfabetização, prenunciando a emergência do fenômeno do letramento no processo de aquisição da língua escrita, quando elegeram-se o texto, ou, no mínimo, a porção de sentido, como objeto de ensino.
Não obstante a tais contribuições, por si sós, esses métodos não são suficientes, limitam-se no código, isto é, têm como objetivo somente apresentar à criança o código linguístico, sem mostrar-lhe a importância da escrita na sociedade e sua utilização como prática discursiva social. Para os professores que adotam a pedagogia tradicional de alfabetização, o necessário é ensinar o funcionamento do sistema alfabético, para que a criança aprenda a decifrar as letras e formar palavras. Assim, o ensino tradicional da escrita tem um sentido restrito, visto que os professores trabalham apenas a aquisição do sistema alfabético, ensinando a juntar letras em palavras, palavras em frases e frases em textos, cuja
prática pedagógica restringe-se a “treinar” o aluno e não lhe oferece nenhum significado social.
Ainda, hoje, há professores que ficam presos somente aos métodos da soletração e silabação, que não vão além da codificação, na escrita, e decodificação na leitura, sem estarem contextualizados em outras práticas.
Como foi aludido, esses métodos, isolados em si mesmos, não promovem o letramento da criança, pois só trabalham a língua escrita enquanto objeto e não a partir do seu uso social, desconsiderando, assim, sua variedade discursiva nos diferentes contextos, além de desconsiderar também a competência linguística que a criança tem ao ingressar no ensino sistemático das letras.
2 DA PRONTIDÃO PARA A ALFABETIZAÇÃO À PERSPECTIVA SÓCIO-