• Sonuç bulunamadı

Televizyondan İnternete Çocuk-Medya Etkileşimleri

BÖLÜM 1: ÇOCUKLUK ÇALIŞMALARINDA DEĞİŞİMLER VE YENİ

1.6. Televizyondan İnternete Çocuk-Medya Etkileşimleri

18

De fato, entre outros campos culturais, como da música, da literatura, das artes figurativas, etc., o da arquitetura é o menos autônomo, não podendo eximir-se de responder a variáveis e demandas sociais e políticas contingentes.

19

Isso não significa que o papel da escola se limita à reprodução do campo e da profissão. A influência é recíproca e a intensidade da repercussão da escola sobre o campo como um todo depende de sua capacidade de produzir conhecimentos.

20

Além das condições objetivas, dadas pelos formatos atuais do currículo, que impõem restrições às possibilidades de acomodação da questão ambiental.

É no desempenho simultâneo das funções reprodutora (da profissão) e produtoras (de novos conhecimentos e valores) da escola que a questão ambiental conquista espaços e tempos não apenas disciplinares, mas no ambiente escolar em sua globalidade, do qual é preciso manter uma visão ecológica.

A expressão “ambiente escolar” é utilizada mais comumente para designar o conjunto dos aspectos contextuais que condicionam a aprendizagem, configurando o currículo oculto, tais como a organização do espaço físico; a dotação de infra-estrutura; a habilidade e a função pedagógica do professor – sujeitas à divisão das competências profissionais prevista pelo formato do currículo; a sociabilidade na sala de aula; e, por último, a dinâmica da própria instituição, com suas pautas de organização do tempo, do espaço e do pessoal (GIMENO, 2000). Entretanto, estenderei o conceito de “ambiente escolar” ao conjunto dos espaços e das oportunidades de aprendizagem/formação que a universidade oferece atualmente.

Vivemos em uma economia baseada no conhecimento, em uma sociedade do conhecimento (BELL, 1977; DRUCKER, 1993) ou da informação (CASTELLS, 2000), o que equivale a dizer que a fonte da produtividade reside na tecnologia da criação do conhecimento, do processamento da informação e da comunicação simbólica (ibid.).

Nesta nova ordem econômica e social, o conhecimento é um recurso em contínua expansão e mudança, e o sucesso de uma economia baseada no conhecimento reside não apenas no acesso à informação, mas também no grau em que se consegue processá-la. Conseqüentemente, à função da escola de preservação e transmissão do patrimônio cultural, flanqueia-se a missão de organizar e orientar o processo permanente e autônomo de formação e desenvolvimento individual (ALONSO, 1998; HARGREAVES, 2003).

Por outro lado, na sociedade do risco, a outra face da sociedade do conhecimento, a educação não diz respeito apenas à aprendizagem cognitiva, como também ao desenvolvimento de capacidades sociais e interpessoais que compreendem o sentido dos direitos e das responsabilidades, a construção da confiança e da identidade e a formação para a cidadania (BLACKMORE, 2000 apud HARGREAVES, op.cit., p. 75).

Assim, espera-se que a escola se torne, para os alunos e futuros profissionais, um espaço de produção e aplicação do conhecimento, no qual se favoreçam as atitudes de investigação e busca de informações a serem articuladas com experiências e vivências concretas, para a definição/equacionamento de problemas e a criação de produtos. Caberia ainda à escola, segundo Hargreaves (2003), contrabalançar os efeitos negativos da economia baseada no conhecimento, mediante o desenvolvimento do capital social dos alunos, isto é, de sua

capacidade de formar redes, constituir relações e contribuir para ampliar os recursos humanos da própria comunidade e da sociedade em geral.

Essas novas metas da educação e da escola encontram, segundo o autor, pesados obstáculos nas “práticas estandardizadas” e sua persecução requer, sobretudo, a flexibilização dos currículos em sua abrangência e seu formato, além de uma mudança no conceito e conteúdo do profissionalismo docente. De fato, propõem-se aos professores conteúdos diferentes daqueles que orientaram sua própria formação, carregados de novos significados epistemológicos, sociais e educativos, de maneira que “as fontes da segurança profissional” já não podem provir de respostas fixas (GIMENO, 2000, p. 95).

Por outro lado, a renovação da escola preconizada por Hargreaves exige a integração do ensino com a pesquisa e da teoria com a prática, que ainda se configura como um desafio nas universidades. Cunha (1997) detecta, de fato, entre os professores universitários uma idéia, se não equivocada, no mínimo questionável da indissociabilidade entre ensino e pesquisa: haveria indissociabilidade na medida em que o professor dedica-se ao ensino e, paralelamente, desenvolve projetos de pesquisa e extensão. Nessa perspectiva, “a idéia de indissociabilidade se concretizaria pelo trânsito de experiências e conhecimentos que o professor leva aos alunos, como resultado de suas vivências acadêmicas” (p. 32).

Essa concepção ignoraria um dos principais aportes da teoria pedagógica contemporânea que situa o aluno ao centro do processo de ensino-aprendizagem e a indissociabilidade entre ensino e pesquisa como intrínseca ao processo pedagógico (ibid.). Para a autora, prevalece nos cursos de graduação uma concepção positivista da ciência que nega a idéia do ensino com pesquisa, fundamentando-se na convicção de que o conhecimento é algo acabado e historicamente descontextualizado. Neles, a disciplina intelectual é tomada como reprodução das experiências do professor, valoriza-se a precisão e a segurança, e destaca-se o pensamento convergente e a resposta “única e verdadeira”. Com relação ao currículo, concebe-se a disciplina como espaço próprio de domínio do conhecimento que luta por quantidade de aulas para poder ter toda matéria dada; o professor como fonte principal da informação; e a pesquisa como atividade para iniciados:

Essa constatação leva à idéia de que o ensino só será indissociado da pesquisa quando for construído um novo paradigma de ensinar e aprender na universidade. Um ensino que seja realizado com pesquisa, isto é, incorporando os processos metodológicos dessa atividade, e tendo a dúvida como referência pedagógica. Nesse caso, o aluno deverá ser o ator principal da ação e é nele que deverá acontecer o processo indissociável. Certamente este será um ensino baseado em procedimentos que:

Enfocam o conhecimento a partir da localização histórica de sua produção e o percebem como provisório e relativo;

Estimulam a análise, a capacidade de compor e recompor dados, informações, argumentos e idéias;

Valorizam a curiosidade, o questionamento exigente e a incerteza; Percebem o conhecimento de forma interdisciplinar, [...];

Entendem a pesquisa como um instrumento do ensino e a extensão como ponto de partida e de chegada da apreensão da realidade (ibid., p. 32).

O ensino com pesquisa implica a diversificação dos espaços/oportunidades de formação, o envolvimento dos alunos em atividades e projetos de pesquisa interdisciplinares, e a integração dessas práticas no currículo que, assim constituído, passa a representar um novo desafio para as habilidades profissionais, desde que exige novos esquemas de direção, avaliação e controle. Ainda assim, isto é, com todas as dificuldades que sua gestão comporta, esses novos espaços de aprendizagem e formação representariam, nas circunstâncias expostas por Da Cunha, um caminho obrigatório para a inserção na formação profissional de questões contemporâneas que requerem uma abordagem contextualizada, multireferencial e interdisciplinar.

1.2.d A caracterização de um estudo ambientalizado como síntese de compreensões e