2.KURAMSAL VE KAVRAMSAL ÇERÇEVE 2.1 Dünya Hazır Giyim Sektörünün Yapısı
2.7 Teknik Tekstil
Há muito tempo se sabe da importância que o fato de saber ler, escrever e compreender informações, contribui para o desenvolvimento do ser humano, suas relações com o outro e ações diante da vida.
A escolaridade desempenha papel marcante ao se investigar inúmeras variáveis, tal como aponta o Censo Demográfico realizado pelo IBGE (2000), onde se afirma que a escolaridade e o rendimento das mulheres são determinantes para a redução tanto da fecundidade como da mortalidade infantil. Em 2000, a mortalidade infantil era de 40,2 mortes por mil crianças abaixo de um ano de idade, cujas mães tinham até 3 anos de instrução, mas caía para 16,7 por mil entre aquelas cujas mães tinham nível de instrução superior a 8 anos.
Muitas são as dificuldades encontradas por aqueles que não sabem ler; é fácil compreender esta situação quando, por exemplo, se abre um manual de instrução de algum aparelho eletrônico, sem nenhuma figura explicativa, escrito em qualquer língua desconhecida. Neste caso, fica impossível decifrá-lo e o risco de ligar o aparelho e estragá-lo no primeiro minuto é enorme.
Assim acontece com aqueles que não sabem ler, ou apresentam algum grau de dificuldade em compreender como fazer uma diálise peritoneal, como manipular uma cicladora. Aqui também há um risco, mas um risco mais grave, pois se trata da vida de um ser humano e, no caso dos cuidadores, geralmente da vida de seus filhos, o que pode causar ainda mais medo e apreensão, favorecendo o aparecimento de falhas e com estas, os problemas clínicos.
É importante que o cuidador tenha algum grau de instrução a fim de minimizar as intercorrências relacionadas ao cuidado com o paciente, assim como, para uma melhor compreensão das regras e orientações preconizadas, indispensáveis ao tratamento.
Embora não tenha significância estatística, há uma tendência de uma baixa escolaridade ser fator de risco para uma pior qualidade da técnica de diálise; a baixa escolaridade, no entanto, não interferiu na freqüência de peritonites e internações. Este fato possivelmente pode ser explicado não apenas pelo tamanho do universo estudado, composto por 30 pacientes, mas também pela presença de outros fatores relacionados a estas variáveis.
Normalmente se espera que, quanto maior a escolaridade, maior a chance de sucesso do tratamento; contudo, nem sempre a escolaridade representa sinal de eficácia para a aplicação da técnica de diálise ou qualquer outra terapia. Para o sucesso do tratamento é necessário um conjunto de fatores, como envolvimento, comprometimento, aceitação, responsabilidade e, sobretudo, a compreensão de sua importância.
A renda per capita das famílias estudadas foi menor que 1 salário mínimo por pessoa em 28 (93%) casos, apontando um perfil socioeconômico baixo na maioria absoluta dos pacientes assistidos pela Unidade de Nefrologia Pediátrica do HC/UFMG, portadores de DRC em tratamento dialítico.
Esta situação pode ser agravante para a qualidade de aplicação da técnica de diálise executada e suas possíveis implicações, como pode ser observado na tabela 4 pg 55, pelo valor de Odds Ratio, ainda que sem diferença estatística significativa.
Das casas visitadas, 13 (43%) estavam em acabamento e/ou construção; as condições dos domicílios são muitas vezes precárias e não estão preparadas para a inusitada situação de doença do paciente e necessidade de espaço domiciliar para seu tratamento, sendo obrigatória sua adequação.
Muitas famílias recorrem à assistência social para saber o que é possível fazer para adequar o ambiente ao tratamento dialítico no domicílio. A assistente social do serviço dispõe de orientações impressas (anexo 14) sobre a adequação do quarto de diálise; também realiza visita às casas dos pacientes, em conjunto com outros profissionais envolvidos com o atendimento, sobretudo com as enfermeiras, verificando as condições do ambiente, propondo as modificações necessárias, avaliando periodicamente a adequação proposta.
Além disso, a assistente social é quem fornece as informações às secretarias de saúde dos municípios sobre a necessidade de material indispensável à realização da diálise em casa, solicitando apoio financeiro para as
reformas desta quando a família não tem recursos financeiros para realizar as melhorias por conta própria.
Geralmente é feito um relatório elaborado pela assistente social do serviço, que consta basicamente:
• da história clínica do paciente e necessidade de tratamento no domicílio • da situação sócio-econômica familiar (número de moradores e renda) • a solicitação propriamente dita, de materiais de consumo para adequação
da casa, de medicamentos e inclusão do paciente em programas sociais do município.
A assistente social baseia-se nas seguintes leis e portaria (Coletânea de Leis, 2005):
• Lei 8.080/90, que institui o SUS – Sistema Único de Saúde, e a Resolução do Estado de Minas Gerais, nº366, publicada no dia 14/02/1992, no Estado de Minas Gerais que institui o processo de municipalização, no qual cada município se torna responsável pela manutenção do tratamento de saúde dos cidadãos que nele residem.
• Portaria nº82, de 03/02/2000, do Gabinete do ministro, item 3.2b, do anexo, que estabelece: “compete ao gestor local do SUS assegurar para o paciente em Diálise a disponibilidade dos medicamentos essenciais”.
• Lei 8.090/ e ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente que assegura os direitos universais à saúde da criança e do adolescente, apontando responsabilidades e punições.
fora do município de Belo Horizonte, endereça-se este ao prefeito, com cópia para a Secretaria de Saúde.
As secretarias dos municípios atendem, na maioria das vezes, satisfatoriamente, às solicitações; contudo, em Belo Horizonte, há uma maior dificuldade no atendimento a esses pedidos porque, segundo informações da Secretaria de Saúde, a população é muito maior e os recursos insuficientes para atender as demandas.
Para aqueles que não conseguem a ajuda das secretarias de saúde, são os parentes, vizinhos, amigos e algumas vezes, a comunidade local que fazem este papel, fornecendo não apenas um apoio financeiro e social, mas também psicológico, aos pacientes e suas famílias.