• Sonuç bulunamadı

ÜÇÜNCÜ YAŞ TURİSTLERE YÖNELİK BİR ARAŞTIRMA: ALANYA UYGULAMAS

3.5. Araştırma Bulguları

3.5.2. Tatil Özelliklerine İlişkin Bulgular

O contexto desta pesquisa corresponde ao momento de conclusão da formação do professor de LE, ou seja, o segundo semestre do último ano do curso de Licenciatura em Letras, em uma universidade pública do Estado de São Paulo. O curso, oferecido na modalidade licenciatura dupla – Língua Materna e Estrangeira – conta com quatro anos de disciplinas de Língua Inglesa, além das disciplinas de literaturas Norte-Americana e Inglesa, que são ministradas totalmente em LI. Os alunos têm aula de língua inglesa com a carga horária de seis horas-aula por semana no primeiro ano e quatro horas-aula por semana nos outros três anos, sendo que durante as aulas de língua inglesa prioriza-se a utilização da LE em sala de aula.

As aulas são ministradas em salas ambientes utilizadas apenas pelos alunos dos cursos de Letras e de Letras com Habilitação de Tradutor. As salas possuem equipamentos como computador, datashow, equipamento de áudio, retroprojetor, quadro branco, ar-condicionado e carteiras dispostas em semicírculo, caracterizando-se como um ambiente propício ao ensino comunicativo de LE.

No início do processo de geração de dados, a turma era composta de dezenove alunos, sendo três do sexo masculino e dezesseis do sexo feminino. Foram selecionados como participantes os alunos que se voluntariaram a todos os instrumentos desta pesquisa. Assim, onze participantes colaboraram com o estudo como voluntários, três homens e oito mulheres, que assinaram um contrato ético-pedagógico (Apêndice 2) e participaram do início da geração de dados respondendo ao questionário e participando dos simulados do FCE e IELTS no primeiro momento de aplicação.

No entanto, devido a um programa de intercâmbio entre a universidade paulista e uma universidade americana, três alunos, que participaram do primeiro momento de aplicação de simulados do FCE e IELTS deixaram a turma. Assim, a pesquisa passou a contar com dois alunos do sexo masculino e seis do sexo feminino. Ainda que alguns estudos apontem que homens e mulheres empregam estratégias diferentes em processos de cognição, este estudo adota a visão de Flores-Mendoza (2000) de que, tanto homens quanto mulheres apresentam a mesma capacidade de resolução de problemas. A autora observa, com base em uma revisão da literatura, que as diferenças não estão relacionadas à capacidade geral e sim a determinadas habilidades de lidar com informações de natureza diversa.

Além dessa visão, o critério para manter os alunos em questão foi também o de poder contar com um número que correspondesse ao dobro de participantes da Fase 1 para que fosse possível gerar mais dados a respeito do vocabulário nesse contexto, e que ainda, os participantes tivessem a disponibilidade para se submeterem à bateria de testes orais proposta pela pesquisa. Assim sendo, oito alunos são os participantes diretos da pesquisa (PC, AP, LG, JC, LN, GL, JN e FL), por terem realizado o questionário, as entrevistas, os simulados do FCE e IELTS e o TEPOLI. Ressalta-se que os alunos participantes tiveram seus nomes substituídos por abreviações. O quadro 4 apresenta os participantes que, no que diz respeito à aprendizagem de ILE, apresentam os seguintes perfis:

Quadro 4: Perfis dos participantes da pesquisa

Alunos Perfis

PC

Com 21 anos, já possuía conhecimentos de LI antes do Curso de Letras. Frequentou um curso de idiomas por um ano e meio, além de aulas de inglês no Ensino Médio. Avalia sua produção oral em LI nas aulas como boa, e de 0 a 5, atribui nota 3,5 a sua proficiência na LE. Atua como professora de inglês em escolas de idiomas e aulas particulares. Entretanto, considera-se competente para lecionar níveis mais básicos de LI. Considera a fluência como o elemento mais importante da língua e, para uma boa PO a habilidade da fala como a mais importante em LI.

AP

Com 21 anos, já possuía conhecimentos de LI antes do Curso de Letras, pois frequentou um curso de idiomas por cinco anos, além de aulas de inglês no Ensino Fundamental e Médio. Avalia sua produção oral em LI nas aulas como boa, e de 0 a 5, atribui nota 4,0 a sua proficiência na LE. Atua como professora de inglês em escolas de idiomas e aulas particulares. Afirma que a habilidade da fala é a mais importante em LI e considera o vocabulário e a fluência como os elementos mais importantes para uma boa PO.

JC

Com 23 anos, já possuía conhecimentos de LI antes do Curso de Letras, pois frequentou um curso de idiomas por seis anos, além de aulas de inglês no Ensino Fundamental e Médio. Avalia sua produção oral em LI nas aulas como boa, e de 0 a 5, atribui nota 3,5 a sua proficiência na LE. Atua como professora de inglês em escola pública de idiomas e aulas particulares. Considera a habilidade da fala como a mais importante em LI; e o vocabulário, a pronúncia e a fluência como os elementos mais importantes para uma boa PO.

FL

Com 23 anos, já possuía conhecimentos de LI antes do Curso de Letras, pois teve aulas particulares, aulas de inglês no Ensino Fundamental e Médio e contato com estrangeiros. Avalia sua produção oral em LI nas aulas como insuficiente, e de 0 a 5, atribui nota 2,5 a sua proficiência na LE. Não atua como professor de inglês, pois não se sente à vontade para ensinar a língua. Considera a habilidade da fala como a segunda mais importante em LI; e, os elementos mais importantes para uma boa PO são a gramática, o vocabulário e a fluência.

LG

Com 21 anos, já possuía conhecimentos de LI antes do Curso de Letras, pois frequentou um curso de idiomas por quatro anos e meio, além de aulas de inglês no Ensino Fundamental e Médio. Avalia sua produção oral em LI nas aulas como satisfatória, e de 0 a 5, atribui nota 3,0 a sua proficiência na LE. Não atua como professora de inglês por não sentir vontade para tanto. Considera a habilidade da fala como a mais importante em LI; e a pronúncia e a fluência como os elementos mais importantes para uma boa PO.

LN

Com 24 anos, já possuía conhecimentos de LI antes do Curso de Letras por meio de aulas de inglês no Ensino Fundamental e Médio. Há cinco meses cursa uma escola de idiomas. Avalia sua produção oral em LI nas aulas como satisfatória, e de 0 a 5, atribui nota 3,0 a sua proficiência na LE. Atua como professora de inglês em uma creche. Considera a habilidade da fala como a segunda mais importante em LI; e, para uma boa PO, considera a gramática, o vocabulário, a pronúncia e a fluência como os elementos mais importantes.

JN

Com 24 anos, não possuía conhecimentos de LI antes do Curso de Letras. Avalia sua produção oral em LI nas aulas como satisfatória, e de 0 a 5, atribui nota 2,5 a sua proficiência na LE. Atua como professora de inglês em escola de Educação Infantil. Considera a habilidade da fala como a menos importante em LI; e a gramática, o vocabulário, a pronúncia e a fluência como os elementos mais importantes para uma boa PO, embora afirme ter dificuldades com gramática e vocabulário.

GL

Com 22 anos, já possuía conhecimentos de LI antes do Curso de Letras, pois frequentou um curso de idiomas por um ano e meio, além de aulas de inglês no Ensino Fundamental e Médio. Avalia sua produção oral em LI nas aulas como satisfatória, e de 0 a 5, atribui nota 3,0 a sua proficiência na LE. Atua como professor de inglês para aulas particulares. Dentre as quatro habilidades, considera da fala como a terceira mais importante em LI; e a gramática, o vocabulário, a pronúncia e a fluência como os elementos mais importantes para uma boa PO.

Os dados contidos nos perfis apresentados no quadro 4 foram coletados por meio do questionário e confirmados pelas entrevistas semi-estruturadas. Dentre os oito participantes, apenas um afirma não ter tido contato com a LI antes da universidade, um participante afirma que nunca frequentou escolas de idiomas, sendo que os outros seis estudaram ou ainda frequentam algum curso de idiomas. No entanto, a maioria já atua como professores de LI em diferentes contextos e acredita que a fala é a habilidade mais importante da língua e, dentre os aspectos de PO, o vocabulário também é mencionado pela maioria dos alunos-formandos do contexto investigado.

Além do professor da disciplina (doravante P), da professora pesquisadora (doravante PP) que atuaram nas aulas ministradas a classe de formandos, a pesquisa contou com os examinadores dos testes orais. Participaram como examinadores dos simulados do FCE e

IELTS, duas profissionais que trabalham em escolas de idiomas autorizadas a aplicar os exames de Cambridge no Brasil, e que possuem uma vasta experiência com os referidos exames. Uma delas é formada em Tradução pela UNESP e trabalha em uma escola de idiomas localizada na mesma cidade que a universidade. Há sete anos ministra aulas para diversos níveis e possui cursos realizados na cidade de Cambridge, na Inglaterra. A outra, concluiu a graduação em Letras pela UNESP, trabalha na mesma escola há seis anos e também ministra aulas para diversos cursos e níveis; possui um ano de experiência nos EUA, tem os certificados dos exames de Cambridge, incluindo o FCE e CPE, nos quais obteve A, ou seja, o conceito máximo.

O TEPOLI foi aplicado pelo grupo de pesquisa que se dedica ao teste, sendo conduzido por examinadores selecionados pelo coordenador do projeto. Portanto, não houve a participação de P e de PP, uma vez estes que estavam envolvidos com as aulas ministradas aos alunos.

Dessa maneira, os simulados dos testes orais FCE e IELTS foram aplicados aos oito participantes da pesquisa, formandos do contexto denominado PUB1-FOR2007, sendo que os primeiros simulados (FCE 1 e IELTS 1), os quais correspondem ao primeiro momento de aplicação de testes, foram aplicados no início do segundo semestre de 2007. Já os simulados FCE 2 e IELTS 2 aplicados ao final do segundo semestre de 2007, bem como o TEPOLI correspondem ao segundo momento de aplicação de testes orais.

Além dos testes orais, os alunos apresentaram seminários individuais em LI, com duração de trinta e cinco minutos em média. Os seminários, sob o tema amplo de “Cultura”, deveriam envolver a participação dos demais alunos com o objetivo de se caracterizarem como aulas de LI, ministradas pelos próprios alunos em até quarenta minutos. Os detalhes dos seminários estão discutidos no capítulo de análise de dados. Assim como o teste TEPOLI, os seminários também fizeram parte da nota final da disciplina.

Esses instrumentos de avaliação merecem atenção nesta pesquisa e são abordados nas próximas seções. Assim, uma vez apresentados o contexto e os participantes desta investigação, a próxima seção visa esclarecer o desenho de pesquisa e o processo de coleta de dados deste estudo.