Ç-ESERİN TAMAMLANMIŞ OLUP OLMAMASI
B- SÖZLEŞMENİN TASFİYESİ 1) Taraflarõn Borçlarõnõn Durumu
2) Taraflarõn İade Borçlarõ Açõsõndan Durum
A ETA 1 encontra-se no entorno do açude Gavião (FIGURA 14), o qual é localizado em Pacatuba/Itaitinga no estado do Ceará. O açude Gavião foi construído para complementar a rede de abastecimento de água potável para a cidade de Fortaleza, sua construção foi concluída em 1973. A barragem deste açude, cujas características técnicas podem ser observadas na tabela 7, barra as águas do rio Cocó, bem como dos seguintes riachos afluentes do rio Cocó: Água Fria, Alegrete, do Gavião, Pacatuba, Salgado.
Figura 14- Posição das ETAs e do açude Gavião em relação à cidade de Fortaleza.
Tabela 7- Características Técnicas do Açude Gavião.
Localização
Município Pacatuba
Sistema Metropolitana
Rio/Riacho Barrado Rio Cocó
Hidrologia Bacia Hidrográfica (km2) 97 Capacidade (m3) 32.900.000 Vazão Regularizada (m3/s) 0,62 Barragem Comprimento do Coroamento (m) 845,56 Largura do Coroamento (m) 5,08 Altura Máxima (m) 14,63 Cota (m) 39 Sangradouro Cota (m) 36 Largura (m) 20 Tomada D'água
Tipo Galeria de concreto armado e tubulação
de aço de carbono
Comprimento (m) 29,05
Diâmetro -
Fonte: COGERH (2017).
Ainda de acordo com COGERH (2018), o manancial encontra-se em estado trófico classificado com eutrófico (TABELA 8), segundo a metodologia desenvolvida por Lamparelli (2004).
Tabela 8- Dados utilizados para calcular o grau de trofia do açude Gavião.
Açude Gavião Ponto GAV-05 Data 01/12/2018 Nitrogênio total(mg.L-1) 1,77 Fósforo total(mg.L-1) 0,09 Clorofila total(µg.L-1) 65,03 Densidade de cianobactérias (cél.ml-1) 151.628 Transparência(m) 0,70 Classe eutrófico Fonte: COGERH (2016).
A estação foi criada em setembro de 1981, e abastece a cidade de Fortaleza e quase toda a região metropolitana. A planta tem a finalidade de tratar a água captada na
natureza e potabilizá-la para distribuir para a população uma água de qualidade para o consumo humano, em concordância com os critérios do ministério da saúde. No ano de 1989 a ETA-Gavião adicionou ao sistema de tratamento a fluoretação, elemento que combate à cárie e a perca de esmalte dos dentes (CAGECE, 2017).
Inicialmente a ETA 1 foi projetada para tratar a água por tecnologia do tipo convencional, com capacidade de 3,0m3/s. E, posteriormente em 1995, passou a operar através da filtração direta descendente que é a tecnologia de tratamento, onde se pode ter as etapas de mistura rápida, floculação e filtração, esta última ocorrendo no sentido descendente. A companhia afirma que essa modificação proporcionou um aumento de 25% em sua área filtrante. Desde de junho de 2007, a Estação possui uma capacidade de tratamento de 10,0 m3/s, correspondendo a uma capacidade máxima de 36.000 m3.h-1.
A ETA 2 fica situada a 22,5 Km do açude Gavião (FIGURA 14), de onde recebe a água bruta, no município de Caucaia e foi inaugurada no final de 2012. De acordo com a CAGECE (2017), atualmente, a estação é operada por tecnologia de dupla filtração ascendente-descendente.
5.3.2 Coleta e quantificação de cianobactérias
Todas as amostras foram coletadas de acordo com as exigências da portaria MS 2914/2011. Foram tomadas amostragens em duplicatas para a água bruta e cada subsequente operação unitária de ambas estações de tratamento, como pode ser observado detalhadamente na Tabela 9
Tabela 9- Pontos de amostragem nas ETAs estudadas.
ETA Operação 1 Água bruta Coagulação/Preoxidação Filtração descendente Desinfecção 2 Água bruta Filtração ascendente Filtração descendente Desinfecção
Fonte: Autor (2018).
Na ETA 1, as amostragens foram realizadas entre agosto e dezembro de 2015, totalizando 5 amostragens. A água bruta foi coletada próxima ao ponto de captação da ETA. Já para a ETA 2, as amostragens foram realizadas entre novembro de 2015 e dezembro de 2016, também totalizando 5 amostragens.
Para a análise quantitativa foram coletados 1000mL de água bruta em frascos de vidro âmbar, contendo 5mL de lugol acético, para a fixação in loco. Os organismos coletados devem ser fixados para que não ocorra deterioração ou reprodução, o que resultaria em erros analíticos. Posteriormente as amostras foram conservadas em isopor contenho gelo e encaminhadas para o laboratório, onde ficaram protegidas da luz até o processamento.
A densidade celular foi estimada utilizando câmara de Sedgewick-Rafter (FIGURA 15) e microscópio ótico invertido, calibrado conforme APHA et al (2005) e CETESB (1978). As contagens foram feitas por faixas ou campos, segundo a distribuição de Poisson, da qual foi obtida distribuição com intervalo de confiança de 95% ± 20%. Os resultados foram expressos em células.mL-1.
Figura 15- Câmara de Sedgewick-Rafter.
Fonte: Autor (2018).
Antes das análises, as amostras foram concentradas por sedimentação em proveta de 1000mL, durante 24 horas, conforme JARDIM (2002). Aproximadamente 1 ml da amostra fixada era capturada por pipeta de Pasteur, transferida para a câmara de Sedgwick-Rafter, e daí feita a analise quantitativa. Para a contagem de organismos filamentosos foram aplicadas duas metodologias. Quando a amostra ambiental apresentava filamentos de comprimento uniforme, contavam-se primeiramente as células dos primeiros trinta filamentos, calculava-se a média de células por filamento para cada espécie, contavam-se os filamentos e posteriormente multiplicava-se o número de
filamentos contados pela média de células por filamento. No caso de amostras com filamentos de comprimento muito variáveis, contava-se o número de células por quadrado do retículo de Whiple (400 µm2) e então multiplicou-se pelo número de retículos preenchidos com filamentos.
Foi realizada, também, a medição das cianobactérias presentes na água bruta de ambas as ETAs. Essas medições foram realizadas com o auxílio de microscopia ótica e oculares munidas de régua micro metrada. Preparou-se lâminas contendo água bruta das estações de tratamento e realizou-se medições de 30 organismo aleatórios encontrados na lâmina, para que se encontrasse um valor de comprimento médio para casa organismos presente.
5.3.3 Coleta de dados de qualidade da água e parâmetros de tratamento de água
Os dados referentes a qualidade de água como cor, oxigênio dissolvido, pH e turbidez foram acessados do banco de dados dos laboratórios das próprias estações de tratamento. As metodologias utilizadas pela CAGECE podem ser vistas na tabela 10. Os valores dos parâmetros de tratamento de água como dosagem de coagulante, polímeros e oxidantes, além dos parâmetros hidráulicos de vazão, taxa de aplicação superficial e carreira de filtração, foram obtidos, para cada coleta, com o próprio operados de cada planta de tratamento.
Tabela 10- Metodologias analíticas utilizadas pela CAGECE.
Parâmetro Método
Cor Comparação visual
Oxigênio consumido Sensor
pH Potenciometria
Turbidez Nefelometria
Cloro residual OT/Colorimetria
Fonte: Autor (2018).