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Tarımsal amaçlı kooperatiflerde üst örgütlenme

8. TÜRKİYE’DE TARIMSAL ÜRETİCİ ÖRGÜTLENMESİ

8.1 Ekonomik ve Sosyal Amaçlı Örgütler

8.1.1 Tarımsal Amaçlı Kooperatifler

8.1.1.5 Tarımsal amaçlı kooperatiflerde üst örgütlenme

Em geral, os mapas são criados pelos cartógrafos com alguma intencionalidade, haja vista que o espaço representado possui um contexto cultural, social e político, que serve aos interesses de determinados indivíduos ou grupos. Desse modo, essa representação espacial por meio dos mapas nem sempre revela a realidade como ela é de fato47. A delimitação e os atributos dos objetos, fatos ou fenômenos, tecem um discurso territorial, pois dá existência para aquilo que se quer representar, conforme as relações sociais dominantes (Girardi, 2009).

Neste sentido, para Girardi (2009) a construção de significados e valores que escapam aos desejos dos usuários e criadores dos mapas revela que o processo de mapeamento é dotado de subjetividade e resulta de escolhas de escalas, de projeção, de

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Para Acselrad & Coli (2008), a disseminação social dos mapas pode se dar por meios democratizantes ou autoritários para fins de controle. Os mapas, a serviço dos interesses do Estado, no contexto de globalização, acirraram as disputas cartográficas como afirmação de autoridades. Os mapeamentos tornam-se objetos da ação política. Essa por sua vez, ocorre por meio da divisão do mundo social e da disputa entre as representações do espaço.

métricas. Todos esses elementos buscam traduzir uma realidade, bem como oferecer uma forma de ver para além do alcance da visão humana (visto na ortovisão), pois o desejo de ver tudo ao mesmo tempo, torna o mapa desejável. Sendo disponível pela disseminação tecnológica, que é um elemento da reprodução do capital, o mapa ―(...) vira objeto de desejo e, nesse ganho de autonomia, de coisa desejada, de fetiche, por sua vez, deseja-nos.‖ (GIRARDI, 2009, p.154).

Porém, ressaltamos que algumas formas de mapear foram (re)criadas em um novo contexto de pensamento e possibilitam outras compreensões da realidade social. Dentre estas podemos destacar as abordagens dos mapas mentais, mapas cognitivos, mapas participativos e da ‗cartografia da ação social‘. Conforme Ribeiro (2009), a Cartografia da Ação Social é construída por meio dos processos participativos, que envolvem os sujeitos e os pesquisadores, em que os mapas são, então, a espacialização da expressão e da cognição48 humana dos próprios sujeitos que vivenciam a realidade a ser mapeada. Assim, a Cartografia da Ação Social traz estratégias holísticas devido à busca pelo mapeamento das racionalidades alternativas, das regras do cotidiano, das transformações nas formas de sociabilidade, das mudanças nas motivações e nos objetos da ação social (RIBEIRO, 2009).

Em outras palavras, a cartografia liga os atores aos respectivos territórios por meio da ―(...) informação qualitativa, interpretada e comunicada através de leigos e especialistas de forma participativa (ACSELRAD, 2008, p.39).‖ Para Acselrad (2008), o mapeamento participativo surge para dar voz às comunidades desfavorecidas, cuja realização, em certos casos torna-se dependente da estrutura de poder na qual elas estão envolvidas. Assim, o autor traz o questionamento: ―Qual é a ação política a que o gesto cartográfico serve efetivamente de suporte?‖ (ACSELRAD, 2008, p.41). Nessa direção, Pereira et. al (2009), afirma que o mapeamento potencializa e articula os conhecimentos, por meio da construção cotidiana da diversidade das experiências, que pensa o conhecimento com base no diálogo de saberes, o que contribui para construir múltiplas identidades. Para essa autora pode-se espacializar, por exemplo, as expressões agroecológicas, bem como, o entrave ao desenvolvimento da Agroecologia (PEREIRA, 2009, p.7).

Partilhamos da ideia de que os mapas possuem um grande potencial para interpretar e visualizar o ambiente, por isso não é necessário que o mapa se enquadre no

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Por cognição, Serpa (2005) compreende que este conceito está relacionado ao ‗espaço de referencia‘ que não é apreendido de forma imediata, sendo necessário uma organização cognitiva para decodificar estes espaços, de forma a acionar a memória e as estruturas de representação, e ainda os objetos que não estão distantes de serem apreendidos de forma instantânea.

modelo normativo da Cartografia, ou seja, na demarcação ‗correta‘ do mapa, sujeito às regras de precisão, escala e projeção cartográfica (SEEMAN, 2003). Autores como Seeman (2003) definem o mapa no contexto de uma abordagem humanística: ―(...) neste sentido, devem ser lembrados não apenas os mapas no papel, mas também os pensamentos e expressões espaciais que podem ser ‗traduzidos‘ em linguagem (carto)gráfica‖ (SEEMAN, 2003, p.6,).

Além da sua natureza de representar a realidade sem ser a mesma realidade e de servir como metáfora, o mapa também possui uma outra característica: um alto potencial imaginário. O mapa precisa ser compreendido além do seu rigor científico. Freqüentemente, o mapa é apenas julgado pela sua precisão e sua verossimilhança sem deixar margem para a imaginação humana (SEEMAN, 2003, p. 8).

Seemann (2003 a, b) acrescenta que o poder de comunicação dos mapas se dá por meio das reflexões simbólicas. Assim o mapa pode ser um método alternativo para cartografar a realidade, como prática integrada às nossas ações cotidianas. ―O espaço não seria expresso pela fria geometria das distâncias físicas estabelecidas pela escala de um mapa, mas conforme fatores como tempo, decisões, preferências e outras visões subjetivas‖ (SEEMANN, 2003, p. 50). Para tal autor, esses mapas do espaço social são tanto cartográficos e geográficos quanto cognitivos e mentais, visto que podem revelar como as pessoas compreendem o sistema social no encontro do lugar no mundo.

Nesse sentido, quando se trata da compreensão de como se constrói a realidade, essa perspectiva de análise torna-se um grande aporte metodológico, já que a partir da exposição de uma linguagem cartográfica mental, é possível captar um mundo intersubjetivo, partilhado nas rotinas e na práxis cotidiana da unidade familiar. Para Berger & Luckmann (1990) na interação social, o conhecimento torna-se mais subjetivo à medida que se aproxima da realidade dos homens, nas rotinas do senso comum. Desse modo a representação da paisagem envolverá os conhecimentos do mundo subjetivo e do objetivo que são significativos para os estudantes e para as famílias. Cada símbolo detectado na paisagem representa emoções, simbologias, expressões de gêneros, gerações, meios de vida, enfim o que a visão e os sentidos revelarem.

Na relação dos mapas mentais com a paisagem, é importante o sentido da visão, sendo as paisagens representadas pelo mapa e os mapas ―concretos ou mentais‖ são resultados da paisagem de acordo com a intencionalidade daqueles que a representam. Para Seeman ―(...) o nosso mapa mental é apenas uma representação, a imagem de uma imagem (SEEMAN, 2012, p. 85)‖. Dessa forma, os mapas mentais fisicamente são meros desenhos no papel, porém, visualmente contêm objetos; expressam as emoções,

as visões, e as atitudes. Eles se aproximam do cotidiano e da história pessoal; servem como referências para a vida e para as práticas sociais dos sujeitos, ―(...) não como pontos finais, mas pontos de partida para pensar, representar e discutir o espaço (SEEMAN, 2013, p. 101,)‖. Portanto, os mapas mentais são construídos em um processo dinâmico. Eles não se resumem a m apenas uma representação no papel, mas contêm informações do criador, que estão sujeitas às mudanças cotidianas tantos nas percepções mentais como na paisagem, por isso não devem ser vistos como um produto estático (SEEMAN, 2012).

Mapas precisam ser compreendidos como mapeamentos conceituais, isto é, menos como um modelo linear e sequencial de como organizamos os nossos conhecimentos no nosso cérebro e mais como um processo espacial multidimensional e uma ferramenta instrutiva para a criança organizar os seus pensamentos: As crianças podem fazer mapas como se fossem desenhos, representando todas as informações espaciais que são emocionalmente importantes pra elas (SEEMAN, 2012, p. 89).

Para Seeman (2013), o caminho representativo do mapa e do mapeamento segue do mental ao material e do material ao mental. Nos mapas mentais encontraremos, então, elementos importantes para essa análise, já que buscamos apreender, sobretudo, o pensamento dos estudantes, das famílias e das práticas de ambos. Nesta cartografia multicultural, há diferentes maneiras de se compreender e de se representar o espaço (SEEMANN, 2001), nas quais as paisagens podem ganhar diferentes significados e simbolismos por aquele que a representa. Na proposta de se aplicar à paisagem, habilidades interpretativas, podemos compor o mundo externo em uma ‗cena‘, em uma relação da vida humana com a natureza (COSGROVE, 2004). Nesse sentido, as interpretações das paisagens contribuirão para a compreensão da realidade estudada junto aos mapas mentais.

Cosgrove (2004) afirma que a representação da paisagem ocorre por meio de palavras e de mapas, que são ferramentas - códigos simbólicos. De acordo com a escala de observação, obtemos mais conhecimento sobre o mundo que compartilhamos, pois as paisagens estão em constante mudança, tanto morfológicas quanto culturais. Isso parte do desejo de olhar a paisagem e de se interrogar livre de distorção consciente no contexto do tempo e espaço (COSGROVE, 2004). Conforme Cosgrove (2004) para se atribuir um sentido cultural à paisagem, é necessário entrar na consciência cultural dos outros.

Revelar os significados na paisagem cultural exige habilidade imaginativa de entrar no mundo dos outros de maneira autoconsciente e, então, re-presentar essa paisagem num nível no qual seus significados possam ser expostos e refletidos. Uma vantagem que temos ao tratar a paisagem desta maneira é que muitos de seus significados são ‗naturalmente‘ encontrados no sentido de que seu ponto de partida é algo comum a nossa experiência, na medida em que somos parte da natureza, por exemplo, quando associamos o prado na primavera com o aparecimento de vida nova, ou o pomar do outono com melancolia (COSGROVE, 2004, p. 103).

Deste modo, os significados da paisagem simbólica são plausíveis de decodificação geográfica. Assim, os caminhos são ―(...) o trabalho de campo e a elaboração e interpretação de mapas (COSGROVE, 2004, p. 109)‖, por meio da evidência que informe os significados contidos na paisagem para aqueles que a estabeleceram, modificaram, conheceram, entre outros movimentos. ―Neste sentido, devem ser lembrados não apenas os mapas no papel, mas também os pensamentos e expressões espaciais que podem ser ‗traduzidos‘ em linguagem (carto)gráfica (SEEMAN, 2003, p. 6).‖