8. TÜRKİYE’DE TARIMSAL ÜRETİCİ ÖRGÜTLENMESİ
8.4 Tarımsal üretici örgütlerinin karşılaştırılması
8.4.1 Tarımsal üretici örgütlerinin Uluslararası Kooperatifçilik İlkelerine göre karşılaştırılması
A descrição a seguir apresenta o perfil dos idosos entrevistados que subsidiará a discussão dos demais resultados que dizem respeito aos mesmos, ou seja, pretende-se aqui identificar de quem se fala, para posteriormente tratarmos dos assuntos mais específicos relativos aos modos de vida.
Dos entrevistados 61,9% em Piranga e 59,3% em São Miguel do Anta eram idosas (Figura 26).
43 A idade média dos idosos piranguenses foi de 73,10 anos, sendo a idade mínima encontrada de 60 anos e a máxima, de 92 anos. Dos entrevistados saomiguelenses a média de idade ficou em torno de 70,56 anos, com a mínima de 55 anos e a máximo de 86 anos (Quadro 3).
QUADRO 3 – Média de Idade dos entrevistados em Piranga e São Miguel do Anta, MG.
MUNICÍPIO VARIÁVEL N MÍNIMO MÁXIMO MÉDIA DESVIO PADRÃO
Piranga Idade 63 60 92 73,10 12,475
São Miguel do
Anta Idade 54 55 86 70,56 8,661
Fonte: A aposentadoria rural e as mudanças nos modos de vida dos idosos (2013).
Quanto à caracterização dos entrevistados, têm-se que em Piranga, 50,8% eram casados, 44,4% viúvos (as) e 4,8% solteiros (as). No que diz respeito à composição familiar, 20,6% eram constituídas pelo casal de idosos morando sozinho e 19% com o casal de filho e um ou mais filhos solteiros que permanecem na residência. O número de membros morando por casa foi em média de 3,11, com mínimo de 1 e máximo de 8.
Com relação ao estado civil dos entrevistados em São Miguel do Anta têm-se que 66% dos eram casados, 27,8% viúvos e 3,8% divorciados. O tipo de composição familiar mais encontrada dentre os entrevistados foi a do casal de idosos com filhos solteiros que correspondeu a 35,2%, seguido do casal de idosos morando sozinhos: 29,6%. Quanto ao número de membros por família, a média foi de 3,11, com mínimo de 1 e máximo de 8 pessoas.
Os dados apresentados evidenciam a existência de casais idosos morando sozinhos, em virtude dos filhos terem migrado e não residirem mais com os pais. Nas palavras de Arrigada (1997) apud Camarano (2003) tais casais se assemelham a “ninhos vazios”. Essa expressão poderia, também, caracterizar a viuvez. Em Piranga, do total de viúvos (as), 10,71% eram idosos e 89,30% idosas viúvas. Em São Miguel do Anta, o total de viúvos correspondia a 20% dos idosos e 80% das idosas. Percebe-se, assim, o fenômeno de feminização da velhice (CAMARANO, 2002; SALGADO, 2002; NICODEMO E GODOI, 2010) . De acordo com as perspectivas demográficas, quanto mais envelhecida uma determinada população maior as chances da população idosa ser predominantemente feminina, isso devido a diferença de expectativa de vida entre o homem e a mulher. As mulheres vivem em média 7 anos a mais que os homens
Outro dado que sobressalta na composição familiar é o número de filhos solteiros que ainda permanecem na casa dos pais idosos. De acordo com a Tabela 14 em
44 Piranga 25,8% dos entrevistados têm pelo menos um filho (a) solteiro morando em casa e, em São Miguel do Anta, 42,6%. Entre os filhos solteiros, ressalta-se o expressivo número de homens solteiros tanto em Piranga como em São Miguel do Anta correspondendo a 55% e 75% , respectivamente, nas duas cidades (Tabela 14) o que aponta para o processo de masculinização do campo.
Tabela 14: Número de famílias de idosos com filhos solteiros em Piranga e São Miguel do Anta, MG.
MUNICÍPIO
IDOSOS COM FILHOS (AS) SOLTEIROS (AS) MORANDO EM
CASA NÚMERO DE FILHOS SOLTEIROS NÚMERO DE FILHOS SOLTEIROS FREQUÊNCIA % Piranga 16 25,8 11 (55%) 9 (45%)
São Miguel do Anta 23 42,6 24 (75%) 8 (25%)
Fonte: A aposentadoria rural e as mudanças nos modos de vida dos idosos (2013).
Para Camarano e Abramavay (1998) a masculinização do campo vem acontecendo principalmente pela migração de jovens e mulheres para as cidades e grandes centros em busca de trabalhos. Corroborando com os autores, Bourdieu (2004) discorre sobre essa realidade no campo Frânces, a migração feminina fica cada vez mais acentuada em busca de trabalho e oportunidades educacionais e permance no campo um contigente maior de homens.
Bercovich (1993) fala da masculinização do campo ligada ao envelhecimento. Os dados encontrados pela autora apontaram o aumento da razão de masculinidade rural, principalmente para a população idosa, fato que está diretamente relacionada com a questão da migração, que é seletiva por faixa etária e sexo e afeta, consideravelmente, a estrutura etária regional. Os dados indicaram que o sudeste tinha a maior proporção de idosos na cidade e o nordeste com maior proporção de idosos no campo, corroborando com a discussão apresentada por Camarano e Abramovay (1998) nas discussões sobre o processo de migração.
Nos estudos sobre a masculinização do campo na região sul do Brasil os autores Anjos e Caldas (2005) e Costa et al.(2013) reforçaram a intensificação desse processo, ou seja, “a novidade é que o espaço rural está se convertendo num ambiente fortemente masculinizado e envelhecido” (ANJOS e CALDAS, 2005, p.689).
Durante a entrevista a pesquisadora observou que os filhos solteiros dos idosos estavam com idade avançada e outros já idosos. Verificou-se também que 4,8% dos idosos eram solteiros e em São Miguel do Anta: 1,9%.
45 Compondo, ainda, o perfil socioeconômico da população traz-se os dados relativos à religião. Na cidade de Piranga, 96,8% da população era católica e 3,2% Evangélica. Em São Miguel do Anta, a religião dos entrevistados foi para a maior parte, a católica com 98,1% e os demais 1,9 % Evangélicos. Quanto à escolaridade dos idosos, em Piranga, 95,2% tinha o ensino fundamental incompleto; 1,6% o ensino fundamental completo e 3,2% eram analfabetos. Em São Miguel do Anta, 90,7% dos idosos tinham o ensino fundamental incompleto e 9,3% eram analfabetos.
A variável escolaridade representa um dos indicadores que apontam para modos de vida rural, segundo Rambaud (1973), já que devido as dificuldades de infraestrutura, recursos financeiros e falta de valorização do estudo, os rurais não viam a necessidade de estudar e se profissionalizar, estudando, assim, em média 4 anos ou menos. Esse processo de mudança de mentalidade acontece sob a influência da cidade. Assim, os rurais passaram a querer que seus filhos estudassem e alcançassem uma profissão que seja característica dos modos de vida urbano. Uma das entrevistadas em São Miguel do Anta destacou que não pôde estudar nem três anos, mas com o dinheiro da aposentadoria pôde pagar a faculdade para um dos filhos.
Segundo a pesquisa com os idosos aposentados de Igarapé- Açu, PA, Schwarzer (2000) destacou que a baixa escolaridade dos idosos pode ser explicada principalmente pela deficiência em infraestrura no período em que os idosos estavam em idade escolar. Essa afirmação é corroborada por Aquino e Souza (2007), em relação ao estudo desenvolvido junto aos idosos de XX, que relatam as mesmas dificuldades apresentadas por Schwarzer (2000).