• Sonuç bulunamadı

Taşıma Faaliyeti ile İlgili Bulgular a) Taşıt Sayıları

A STUDY ON THE TURKİSH TEXTİLE INDUSTRY

6. ARAŞTIRMA

6.3. Araştırma Bulguları

6.3.2. Taşıma Faaliyeti ile İlgili Bulgular a) Taşıt Sayıları

A fim de compreender como os alunos engajam-se discursivamente em jogos de linguagem mais complexos conforme o conhecimento do objeto lingüístico em constituição, isto é, da própria LE aumenta e as tarefas propostas no jogo tornam-se, conseqüentemente, mais elaboradas, consideramos fundamental delimitar uma categoria de análise que nos permitisse classificar os jogos de linguagem encontrados no nosso corpus.

Para tal, buscamos fundamentos em dois pressupostos teóricos básicos:

a) na concepção de jogos de linguagem proposta por Wittgenstein (1953) e sua aplicação em estudos sobre o processo de constituição de LM por Bruner (1975), Lier (1985) e Rojo (1999a, 1999b e 2001);

b) na noção de capacidades de linguagem postulada por Dolz e Schneuwly (1996) em sua proposta de agrupamentos de gêneros para o ensino de LM.

Acreditamos que essas duas concepções, discutidas detalhadamente no Capítulo 1, além de coerentes com a perspectiva sócio-histórica da linguagem e do processo de ensino-aprendizagem privilegiada na presente pesquisa, são mutuamente complementares na medida em que a primeira aponta os aspectos tipológicos do jogo de linguagem e a segunda especifica as funções sociais da linguagem dominantes em cada um desses aspectos.

Dessa forma, a classificação dos jogos de linguagem em jogos de nomear, relatar, expor, argumentar, inferir, descrever e narrar pretende apontar as capacidades de linguagem em constituição nas interações, conforme ilustrado no quadro abaixo:

Jogo de linguagem (Aspecto tipológico) Capacidade de linguagem dominante

Exemplo Estruturas lingüísticas características

NOMEAR Nomeação de objetos lingüísticos variados na LE.

Le: Eu pergunto”‘What’s your name?”’ Da: My name’s Melissa Melborne. Le: What do you do?

Da: I’m a medical doctor.

♦ interrogativas e declarativas formatadas para pedir e dar informações sobre nome, endereço, profissão e telefone;

♦ léxico e numerais necessários para fornecer essas informações. RELATAR Relato de experiência

vivida.

El: My father used to work while my mother…

Fa: To clean the house.

El: cleaned the house. Como é que eu falo prá minha avó?

♦ declaratives no passado simples; ♦ used to;

♦ superlativo.

EXPOR Exposição oral de vários tipos de saberes.

Da (Lendo): “The formula of magazines like Caras or Contigo is made of death, sickness, divorce or crime.” É… it has been stated that the formula of magazines like Caras or Contigo is made of death, divorce…

♦ declarativas no presente, passado e passado perfeito;

♦ superlativo.

ARGUMENTAR Exposição, sustentação e refutação de opiniões.

Thi: Unless the readers of these these magazines choose better the... their magazines, é… we will have é… terrible things to read.

Ce: Good, good! Very good! Comment. Da: Yes, if they don’t say which topics they want to read, it will always be the same.

♦ conjunções unless e if para expressar condições; ♦ declarativas no presente; ♦ formas modalizadas diversas.

INFERIR

Inferência sobre

pessoas, fatos, situações, etc.

Da: The curator is a possible é… suspect because he is the responsible for that area, for the security.

♦ declarativas no presente; ♦ modais (can, must, etc.).

Jogos de Linguagem 26% 8% 4% 21% 12% nomear relatar expor argumentar inferir descrever narrar

DESCREVER Descrição de pessoas e objetos.

Ma:Hum... what are you like? Pri: I’m ge…

Ce: I’m generous.

Pri: generous. What are you like?

♦ interrogativas e declarativas formatadas (Básico 1) ou

modalizadas (Interm. 4) para pedir e dar descrições;

♦ qualificativos diversos. De ações: rotina,

necessidade, etc.

Pri: Então pode ser what do you do on weekdays?

Le: I’m work in a big company.

♦ interrogativas e declarativas no presente.

De instruções e prescrições diversas.

Ra: To get good paying jobs people have have to…

Ce: People are supposed to…

♦ estruturas modalizadas para expressar necessidade e prescrição de ações.

NARRAR Narrativa de Enigma.

Ce: (…) (Reading) “It’s a Sunday morning. The telephone rings at the lieutenant office. At the same time, other telephones are ringing: the reporter’s, the…, in this case, the spy’s and the detective’s “.

♦ declarativas no presente e passado.

♦ discurso indireto.

Quadro 5 – Jogos de linguagem: aspectos tipológicos, capacidades de linguagem + estruturas lingüísticas

O quadro sugere que as sete atividades que estamos analisando são constituídas por sete capacidades de linguagem dominantes que, por sua vez, implicam o uso da LE para a realização de diferentes funções e, portanto, para a construção e negociação de significados variados na língua- alvo. Determinado aspecto como nomear, descrever, inferir, vai predominar no jogo de acordo com o propósito do professor ao preparar a atividade, com o conhecimento por parte do aprendiz do objeto lingüístico em constituição e, logicamente, com a situação proposta na atividade para a utilização da LE.

A combinação dos fatores mencionados acima permite que um único jogo seja constituído por jogos de linguagem diversos, levando à constituição de várias das capacidades de linguagem descritas no quadro. O levantamento dos diferentes jogos de linguagem presentes no nosso corpus deu origem ao gráfico abaixo.

Jogos de Linguagem - Básico 1

81% 19%

nomear descrever

Esse gráfico foi gerado a partir do levantamento do número de interações durante os jogos nas quais a capacidade de linguagem dominante46 fosse a nomeação de objetos lingüísticos variados na LE, o relato de experiências vividas, a apresentação, sustentação e refutação de opiniões e argumentos, entre outras. Observa-se que os jogos de nomear e descrever são os predominantes no corpus, seguidos pelos jogos de argumentar, expor, narrar, relatar e inferir. Vale salientar que, embora ocupem uma porção significativa do gráfico – 15%, os jogos de narrar, referentes à narrativa de enigma no Role Playing Game jogado no Intermediário 4, estão presentes apenas nos enunciados do professor que narra a história da qual cada aluno participa como um personagem específico.

Apesar da nomeação, conforme sugere o primeiro gráfico, ocupar uma parcela bastante significativa no total dos jogos de linguagem presentes no corpus, chegamos a porcentagens consideravelmente diferentes se, ao invés de considerarmos os jogos de linguagem decorrentes dos sete jogos, gerarmos gráficos diferentes para cada um dos estágios em que os jogos foram realizados.

Figura 2: Porcentagem dos jogos de linguagem Bas.1 Figura 3: Porcentagem dos jogos de linguagem Bas.3

46 Dado o fato de que a linguagem é utilizada para desempenhar as mais diversas funções em uma única atividade, as capacidades

de linguagem não são estanques umas em relação às outras, o que torna impossível classificá-las de maneira absoluta. Nesse sentido, utilizamos a concepção de capacidade de linguagem dominante para levantar as funções lingüísticas em foco na interação para que, comparativamente, pudéssemos estabelecer inter-relações sobre a constituição e o desenvolvimento de cada uma das capacidades nos três diferentes estágios do processo de ensino-aprendizagem da LE para os quais os jogos foram propostos.

Jogos de Linguagem - Básico 3

31% 54% 15% relatar expor argumentar

Jogos de Linguagem Intermediário IV 1% 7% 13% 24% 7% 27% 21% nomear relatar expor argumentar inferir descrever

narrar Figura 4: Porcentagem dos jogos de linguagem Interm. 4

Ao relacionarmos o percentual total dos jogos de nomear no corpus ilustrado no primeiro gráfico com o gráfico referente somente aos jogos de linguagem decorrentes dos dois jogos do Básico 1, fica claro que as interações em que os alunos estão nomeando objetos lingüísticos variados na língua- alvo, como nome, endereço, telefone e profissão, ocorrem em sua grande maioria no estágio inicial de ensino-aprendizagem da LE. Contrastando os três gráficos acima no que se refere aos jogos de nomear, nota-se que tais jogos de linguagem não ocorrem em nenhum dos jogos do Básico 3 e representam apenas 1% do total dos jogos de linguagem observados no Intermediário 4.

Além da nomeação de objetos lingüísticos diversos, o gráfico referente ao Básico 1 sugere que, embora em proporção consideravelmente menor, a descrição também constitui um aspecto característico dos jogos de linguagem observados nesse estágio. A fatia maior do gráfico referente aos jogos de nomear, 81%, em contraste com aquela bem mais tímida dos jogos de descrever, 19%, pode ser interpretada como um indicativo de que os jogos propostos nesse estágio tiveram a nomeação como seu foco central, não propiciando oportunidades para que outras capacidades de linguagem fossem construídas na LE.

Já nos dois jogos jogados pelos alunos do Básico 3, a fatia maior do gráfico representa as interações em que os alunos estão expondo saberes diversos na LE – 54%, contra 31% de interações caracterizadas pelo relato de experiências vividas e 15% de interações que apresentam indícios de argumentação47. Além de sugerir um equilíbrio relativo no que se refere aos jogos de expor e relatar,

essas porcentagens apontam o início da construção de capacidades relacionadas ao processo argumentativo, como a apresentação, sustentação e refutação de opiniões na LE.

O último gráfico, por sua vez, aponta para uma variedade significativamente maior de jogos de linguagem nas interações decorrentes dos jogos propostos no Intermediário 4 na medida em que sete capacidades de linguagem dominantes puderam ser identificadas em tais interações: a nomeação, o relato de experiências vividas, a exposição de saberes, a argumentação, a realização de inferências, a descrição e a narração48.

A identificação de sete jogos de linguagem no Intermediário 4, contra três no Básico 3 e dois no Básico 1, revela um aumento crescente no número de capacidades de linguagem em constituição nos jogos nos diferentes estágios de ensino-aprendizagem enfocados na presente pesquisa, sugerindo que a interação passa a ser caracterizada pela construção e negociação de significados mais variados à medida que o domínio pelo aprendiz do objeto lingüístico em constituição – a própria LE – aumenta.

No entanto, acreditamos que a demonstração nos gráficos de uma maior variedade de jogos de linguagem nos diferentes estágios não pode em si ser interpretada como progressão, isto é, desenvolvimento de capacidades lingüísticas mais complexas, sem que os significados experenciais, interpessoais e textuais co-construídos na interação sejam discutidos a partir da sua materialidade lingüística.

Nesse sentido, após a discussão realizada acima, cujo propósito foi apresentar e exemplificar as categorias utilizadas para caracterizar os jogos de linguagem e fornecer um panorama da distribuição das sete categorias levantadas, as questões que se nos colocam como fundamentais são: quais significados estão sendo constituídos nos jogos de linguagem identificados, que relações esses significados estabelecem entre os interagentes, de que forma esses significados se diferenciam e/ou se assemelham nos diferentes jogos de linguagem (nomear, relatar, etc.) e naqueles que aparecem em mais de um estágio (nomear e descrever, no Básico 1 e Intermediário 4, e relatar, expor e argumentar, no Básico 3 e Intermediário 4).

As sessões que se seguem buscam respostas para essas questões na análise de recortes de interação decorrentes dos sete jogos que compõem o nosso corpus.

48 Conforme mencionado anteriormente, a narração constitui um aspecto lingüístico observado exclusivamente nos enunciados do