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KERKÜK’TE TÜRKMENLERİN SOSYAL YAPISI 3.1 KERKÜK’ÜN NÜFUSU VE TÜRKMENLER

3.2 SOSYAL DOKUDA TÜRKMENLER

3.2.1. Türkmenlerin Aile ve Aşiret Yapısı

Da produção arquitetônica da cidade de João Pessoa nos anos 1970, a pesquisa no arquivo apontou que depois do tipo residencial unifamiliar, os projetos de edifícios residenciais de uso multifamiliar e os edifícios corporativos e empresariais foram os tipos mais construídos na cidade. Também podem ser encontrados ainda, projetos de agências bancárias, clínicas, concessionárias e galpões industriais, de armazenagem e abastecimento, como os do Ceasa em João Pessoa, projetados pela Hidroservice de São Paulo.

Dos edifícios multifamiliares duas experiências distintas marcam os anos 1970: o Edifício Aristeu Casado (Imagem 60), um dos primeiros grandes edifícios, de 12 pavimentos situados próximo ao mar da praia de Manaíra e o Edifício Passárgada (Imagem 61), o primeiro edifício residencial multifamiliar com unidades duplex na praia de Tambaú. Das edificações empresariais, destaque para o Edifício Lagoa Center (Imagem 62), situado no Centro da cidade, na esquina da Avenida Camilo de Holanda com o Parque Solon de Lucena, que aproveita o potencial paisagístico do lugar. De escala reduzida, dispõe de um pavimento térreo com lojas, um terraço panorâmico no segundo pavimento voltado para a Lagoa e quatro pavimentos-tipo destinados a salas e consultórios. Nitidamente influenciado pela expressão brutalista, pelo prisma elevado e uso do concreto aparente, a altura deste edifício compete com o ponto mais alto das copas das árvores do parque, integrando-o à paisagem sem agressão visual.

Dos edifícios corporativos destacam-se projetos desenvolvidos pelo escritório do arquiteto Sérgio Tepermman & Associados, particularmente os três edifícios de transmissão da extinta TELPA, Telecomunicações da Paraíba: edifícios de pequenas proporções, se comparados com outros edifícios corporativos construídos nas grandes cidades brasileiras no mesmo período, que se caracterizam pelo seu aspecto hermético, destinados aos terminais das linhas telefônicas, construídos em diferentes bairros – Centro (Imagem 63), Bairro dos Estados (Imagem 64) e Tambaú (Imagem 65) – localidades que conformam o principal eixo de crescimento da cidade nos anos 1970, ou seja, o sentido centro-praia.

É perceptível nas construções da época a experiência dominante do concreto armado, seja como solução construtiva ou como recurso para evidenciar a expressão do material bruto. Ainda associada à preocupação construtiva podemos

destacar certa preferência por materiais como casquilhos de tijolo aparente, revestimentos cerâmicos, texturas, uso da cor, do vidro fumê e dos caixilhos de alumino natural.

Imagem 60 – Edifício Aristeu Casado (multifamiliar), Mário Glauco

Di Láscio / 1978 Foto: Ricardo F. Araújo (2008)

Imagem 61 – Edifício Passárgada (multifamiliar/ apartamento duplex), Expedito Arruda / 1979

Foto: Ricardo F. Araújo (2008)

Imagem 62 – Edifício Lagoa Center (empresarial), J. A. Hawatt/ 1978 Foto: Ricardo F. Araújo (1988)

Imagem 63 – Edifício TELPA Centro, Sérgio Tepermman / 1978 Foto: Ricardo F. Araújo (1988)

Imagem 64 – Edifício TELPA Bairro dos Estados, Sérgio Tepermman/ 1978 Foto: Ricardo F. Araújo (1988)

Imagem 65 – Edifício TELPA Tambaú, Sérgio Tepermman/ 1978 Foto: Ricardo F. Araújo (1988)

Uma experiência marcante na produção arquitetônica de João Pessoa, que foi pouco conhecida e divulgada foi apresentação de idéias, através de cartas convite, para a construção do edifício-sede da Agência Cabo Branco da Caixa Econômica Federal. No arquivo da PMJP foram encontradas duas das três propostas apresentadas4: uma do arquiteto Mário Glauco Di Láscio (Imagem 66) e outra do

arquiteto gaúcho Jorge Decken Debiagi (Imagem 67). Foram encontrados os esquemas de implantação, as perspectivas e os documentos que apresentavam os partidos arquitetônicos adotados pelos dois arquitetos. A partir dos esquemas de implantação e das perspectivas, as propostas revelavam uma nítida influência das experiências modernas das décadas de 1940-60. A proposta do arquiteto Mário Glauco Di Láscio lembrava os grandes edifícios corporativos norte-americanos, enquanto a proposta do arquiteto Jorge Decken Debiagi tinha uma expressão muito mais próxima às experiências brasileiras modernas da década de 1960, especialmente as experiências observadas nos edifícios da Petrobrás, IBM e FIESP.

Imagem 66 – Proposta do arquiteto Mário Glauco Di Láscio / 1977-78 Fonte: Arquivo Central da PMJP

Imagem 67 – Proposta do arquiteto Jorge Decken Debiagi/ 1977-1978 Fonte: Arquivo Central da PMJP

No entanto, o escritório que realizou o projeto final foi o do arquiteto Jerônimo Pontual, sediado em Recife, que concluiu a construção no início dos anos 1980. A grande caixa suspensa sobre a estrutura de concreto aparente, as vigas longitudinais monumentais e o balanço voltado para a esquina da Rua 13 de Maio com a Via expressa Miguel Couto evidenciou a expressão do edifício aos moldes da “escola paulista” dos anos 1960 (Imagem 68).

Imagem 68 – Agência Cabo Branco CEF, Jerônimo Pontual / 1978-1980 Foto: Ricardo F. Araújo (1988)

É importante assinalar que essas experiências arquitetônicas do início dos anos 1970 foram marcadas por construções de grande porte, uma arquitetura comprometida o crescimento que modificava a imagem da cidade. Destaque para o Hotel Tambaú (Imagem 69), projetado por Sérgio Bernardes e inaugurado em 1971; para o Centro Administrativo Estadual (Imagem 70), de Tertuliano Dionísio, de 1973 e para o Estádio José Américo de Almeida (Imagem 71) – Almeidão. Em fins dos anos 1970, destaque para o projeto do Terminal Rodoviário da cidade (Imagem 72), da autoria do arquiteto Glauco Campelo, projeto de 1979 e nitidamente influenciado pelas lições do “brutalismo paulista” e o Espaço Cultural (Imagem 73), de Sérgio Bernardes, inaugurado no início dos anos 1980, marcado também pelas experiências do concreto armado e pela cobertura espacial em estrutura metálica.

Imagem 69 – Hotel Tambaú, Sérgio Bernardes/ 1969-71 Foto: Ricardo F. Araújo (1988)

Imagem 70 – Centro Administrativo Estadual, Tertuliano Dionísio/ 1973-75 Foto: Ricardo F. Araújo (1988)

Imagem 71 – Estádio Ministro José Américo de Almeida – Almeidão, arquiteto (?)/ 1975(?) Foto postal: Ambrosiana postais, São Paulo

Imagem 72 – Terminal Rodoviário de João Pessoa, Glauco Campelo/ 1979 Foto: Ricardo F. Araújo (1988)

Imagem 73 – Espaço Cultural, Sérgio Bernardes/ 1980 Foto: Ricardo F. Araújo (1988)

As obras viárias de intervenção sobre a malha urbana também foram importantes para reforçar a idéia de uma cidade que se renovava com a modernização de sua estrutura urbana e transformava sua paisagem: a construção do viaduto Damásio Franca, inaugurado em 1970 (Imagem 74), ligando a cidade baixa à cidade alta, e da Via expressa Miguel Couto (Imagem 75), em 1978, ligando a cidade alta à cidade baixa.

Imagem 74 – Viaduto Damásio Franca/ 1970 Foto postal: Edicard – Edições Culturais Ltda., São Paulo

Imagem 75 – Antigo Viaduto Dorgival Terceiro Neto (1978), atual Via Expressa Miguel Couto / 1978

Fonte: http://wwww.fotolog.com/ajor2004/58868032

4 ARQUITETURA RESIDENCIAL MODERNA EM JOÃO PESSOA NOS

ANOS 1970