KERKÜK’TE TÜRKMENLERİN SİYASİ TARİHİ (1921-1990) 2.1 KRALLIK DÖNEMİ
2.2. CUMHURİYET DÖNEMİ
2.2.3. Abdurrahman Arif döneminde Kerkük’te Türkmenler
Goulart (1993) utilizou-se dos dados da cidade de Florianópolis e, através de metodologias, foram obtidas informações sobre temperatura de projeto (pelo método da ASHRAE), dias típicos de projeto de verão e inverno, ano climático de referência, graus-dia e graus-hora. Os métodos foram discutidos e avaliados de acordo com os resultados alcançados.
Conforme Goulart (1993), a ASHRAE identifica duas fontes de ano climático desenvolvidas para cálculos de energia utilizados no Estados Unidos: o Test Reference Year (TRY), preparado pelo National Climatic Center e o Tipical
Meteorological Year (TMY) preparado pelo Sandia Laboratories na cidade de
Albuquerque, Estado do Novo México, EUA.
De acordo com Libos (2007), o Test Reference Year (TRY) representa um ano real de dados referentes a um período de registro disponível de 10 anos ou mais. A mais recente geração de sistemas informatizados para simulação de desempenho térmico de edificações adota como dados de entrada, representando o clima local, informações horárias de um período anual. Exemplos desses sistemas são DOE, ESP, COMFIE e mais recentemente o DesignBuilder 1.2 (EnergyPlus), que utilizam os dados climáticos horários de um ano típico, para cálculo do consumo de energia e avaliação de desempenho térmico em edifícios.
Ainda segundo Libos (2007), a vantagem em se adotar um arquivo climático com dados horários de um ano inteiro ao invés de aplicar a prática usual de apenas o dia típico de verão e inverno encontra-se no fato de que os resultados obtidos nas simulações com dados horários anuais representam com mais fidedignidade as variações sazonais de um ciclo anual. Um arquivo climático de um ano de dados permite uma visão integral das variações, que podem incidir na simulação, e garantem o equilíbrio do método dinâmico de interações nos cálculos de simulação térmica em regime momentâneo, para qualquer estação, mês, dia ou hora do ano que se queira simular.
Akutsu et al. (1995) esclarece que o dia típico é empregado para representação climática em simulações de desempenho térmico nos métodos usados pelo IPT. Contudo, nessa prática, não se pondera as variações ocorridas no clima durante os dias precedentes ao dia típico, o que é relevante quando se trata de edificações com certa inércia térmica.
O Test Reference Year (TRY) consiste em dados climáticos horários apresentados em um formato padronizado, conforme necessário para simulação de desempenho térmico de edificações. No TRY, determinado pelo processo descrito por Stamper, apud Goulart (1993), constam as seguintes informações climáticas para as 8.760 horas do ano:
· mês, dia e hora; temperatura de bulbo seco (TBS);
· temperatura de bulbo úmido (TBU); umidade relativa (UR%); · direção de vento (DV); velocidade de vento (VV);
· pressão barométrica (PR); nebulosidade (TN); · radiação solar (estimada a partir da nebulosidade).
No presente estudo foi utilizado o arquivo climático TRY de Natal-RN, datado de 1954, disponibilizado pelo Laboratório de Eficiência Energética em Edificações – LABEEE, da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC.
2.5. SIMULAÇÕES
O processo de simulação é composto basicamente por três fases conectadas entre si. A primeira consiste na caracterização do edifício; a segunda na simulação propriamente dita e a terceira na análise dos resultados. Para a caracterização do edifício, é indispensável o fornecimento de dados do ponto de vista geométrico e construtivo, para que sejam geradas duas bases de dados, sendo uma referente às propriedades termofísicas de cada elemento primitivo, e outra
relativa às soluções construtivas das envolventes do edifício (paredes, cobertura, superfícies) e que são definidas a partir da combinação de tais elementos primitivos.
Ainda uma terceira base de dados é gerada a partir da caracterização dos ganhos internos de calor, ou seja, da definição das taxas de ocupação, de utilização de iluminação e equipamentos diversos (dados operativos).
Para a definição de um modelo computacional confiável, que represente o desempenho térmico e energético de determinado edifício avaliado, é essencial que esse modelo seja corretamente calibrado (WESTPHAL e LAMBERTS, 2005). Para isso, uma das opções é comparar dados obtidos por simulação com dados de medições no edifício.
Avaliar o impacto das variáveis de projeto em função da variável climática temperatura do ar interior, e identificar as variáveis de pior e melhor desempenho para modelagem dos casos extremos (pior caso e melhor caso), fazendo uma análise de sensibilidade no aplicativo em questão são os objetivos da série de simulações feitas com o DesignBuilder 1.2 no presente trabalho.
Combinou-se, então, inicialmente algumas orientações com alterações em elementos construtivos. Os diversos estudos sobre a influência do entorno, quanto à geometria do edifício no comportamento da ventilação, precisam considerar os diferentes padrões de distribuição das pressões nas superfícies do edifício (MOESEKE et al., 2005).
O protótipo foi modelado no DesignBuilder 1.2 (Figura 27) e nesta primeira modelagem, as proteções solares (beirais) não foram incluídas. O motivo da não inclusão dos beirais nesta primeira série foi constatar que as próximas simulações (modelagem seguindo o projeto – com beirais) apresentarão resultados diferentes, com melhor desempenho térmico do protótipo, já que as proteções das aberturas exercem no presente clima um importante papel no seu desempenho térmico.
Figura 27: Tela do protótipo modelado no DesignBuilder 1.2 sem as proteções das aberturas – primeira modelagem para arquivamento dos resultados, para posterior comparação com a
modelagem do projeto original (com proteções).
2.5.1. LIMITAÇÕES E SIMPLIFICAÇÕES DO APLICATIVO
De modo geral, qualquer que seja a opção de processamento, o aplicativo apresenta as seguintes limitações e simplificações:
1. Utilização de grande número de memória RAM, o que exige a utilização de microcomputadores de configuração elevada;
2. Limitação na variável de entrada “ventilação natural”. O programa não regula a velocidade dos ventos, configurando apenas as pressões de acordo com as aberturas. Dessa forma, impede que sejam feitas experiências com maior ou menor ventilação com precisão. É possível modelar a ventilação natural somente com a opção de janelas abertas, baseada no setpoint de temperatura do ar;
3. Limitações no processo de modelagem do protótipo. Mesmo no caso de um projeto simples como o da HIS (Habitação de Interesse Social) deste trabalho, ocorreram fases em que não se conseguiu representar com clareza alguns elementos construtivos, como o elemento madeira, presente nas janelas. O tutorial do aplicativo não se mostrou claro para este pesquisador neste momento;
4. A complexidade dos fenômenos envolvendo o comportamento térmico de edifícios implica em uma grande quantidade de dados de entrada nas simulações com o DesignBuilder, o que requer conhecimentos multidisciplinares dos usuários da ferramenta;
5. A pouca disponibilidade de estudos e informações relacionadas ao
DesignBuilder 1.2, por se tratar de um aplicativo bastante atual, apesar do
referido aplicativo estar sendo continuamente analisado e modificado.
2.5.2. SIMULAÇÃO DO PROTÓTIPO NAS CONDIÇÕES REAIS DE IMPLANTAÇÃO
O protótipo está na situação de implantação e sua fachada frontal se encontra voltada para o leste, permanecendo a oeste a cozinha, o banheiro e o quarto de casal (Figura 28).
Figura 28: Planta do protótipo em sua real implantação.
Tabela 02: Características dos materiais construtivos básicos do protótipo de HIS modelada no DesignBuilder 1.2.
As simulações realizadas utilizaram dados horários de 365 dias do ano, em 8.760 horas. Os dados oferecidos pelo DesignBuilder 1.2 foram exportados (em formato .csv) para uma tabela do Microsoft Excel, onde foram elaborados gráficos para melhor representação dos resultados.
Como já mencionado, iniciaram-se as simulações com uma modelagem sem proteções solares, a fim de se fazer uma análise de sensibilidade do aplicativo computacional. Os dados oferecidos são obtidos com freqüência de horas em temperatura de conforto térmico, que, como já citado no capítulo 02, parte de modelos de vários autores como Givoni, Humphreys e Nicol, Szokolay e Docherty.
Por motivos de segurança da aparelhagem instalada no protótipo no Campus Central da UFRN, as esquadrias (portas e janelas) permaneceram 45% das horas do dia totalmente abertas, durante a maior parte das horas de incidência solar, e foram fechadas em média às 19hs, de modo igual na modelagem.
De acordo com Papst e Lamberts (2001), o ganho térmico solar faz com que, em edificações naturalmente ventiladas, a temperatura média interna seja superior à temperatura média externa. Este calor excedente pode ser retirado pelo uso da ventilação, mas a temperatura interna nunca seria inferior a externa.