2.5. YEREL MEDYA VE REKLAM
2.6.3. Türkiye’de Yerel Yayıncılığın Gelişimi
2.4.1 As diversas vertentes da APO
De uma forma geral, sobre o início do conhecimento da Avaliação Pós-Ocupação (APO) no Brasil, é datado da década de 1940, sobretudo com os conjuntos habitacionais. Já na década de 1970 os estudos ganharam força, mas foi na década de 1990 que ganharam ênfase. Estudos de aplicação da APO podem ser verificados nas mais diversas áreas do conhecimento, destacando-se para esta pesquisa, a área das Ciências Sociais Aplicadas, na qual estão inseridos o design e a arquitetura (ORNSTEIN, 1992).
Villa e Ornstein (2013) dizem que os estudos sobre as relações entre o ambiente construído e o comportamento humano passaram a ter estabilidade a partir da aplicação da metodologia de APO. Elali e Veloso (2004), afirmam que seu emprego torna-se possível a partir do momento em que a edificação finaliza seu ciclo produtivo de projeto e execução, ou seja, quando passa a ter uso por seus usuários; quando adquire sua questão social.
A metodologia de APO apropria-se de algumas técnicas para aferir a satisfação dos usuários, com base em suas opiniões. Contribui para um feedback do processo projetual, pois identifica as causas das (in)satisfações de seus usuários ao avaliar o desempenho qualiquantitativo de determinado ambiente. Deste modo, valoriza o uso do espaço e consequentemente o modo de viver dos usuários. Complementa a visão dos técnicos e/ou profissionais envolvidos e, sobretudo, realimenta diretrizes para futuros projetos semelhantes (ORNSTEIN, 1992).
Ao constatar o desempenho dos ambientes construídos e o seu comportamento ao longo de suas vidas úteis, a APO visa contribuir com diretrizes e critérios de melhor desempenho para as edificações, bem como atender as expectativas e aferir os níveis de satisfação dos usuários. Além das variáveis de conforto ambiental, a APO permite avaliar, entre outros, os aspectos construtivos, de acessibilidade, de dimensionamento, bem como as variáveis ambientais que influenciam os ambientes, e o entorno da edificação (VILLA e ORNSTEIN, 2013).
Ornstein (2010) afirma que pela razão da metodologia de APO estar fundamentada nas relações entre o ambiente construído e o comportamento humano, é natural que os estudos sobre acessibilidade e o desenho universal, apliquem a metodologia de APO para fundamentar propostas de melhorias do ambiente construído (ORNSTEIN, 2010).
Reforça-se a isto a pequena quantidade de estudos nestas questões e/ou correlatas. Ornstein (2010) afirma que há poucos estudos de acessibilidade de um modo geral; um pouco menos sobre a acessibilidade no ambiente construído; menos ainda sobre APO e acessibilidade. E de forma mais remota, ínfimas pesquisas sobre APO e desenho universal. A autora ainda menciona que a acessibilidade aliada à APO condiciona a adaptações dos ambientes construídos e também estabelece uma relação entre o ambiente construído e o comportamento humano.
Nesta contextualização, a APO está intrinsecamente ligada à melhoria da qualidade de vida dos usuários, visto que avalia o desempenho do ambiente construído, sobre seus variados aspectos, sobretudo, considera o grau de satisfação dos usuários. Pode-se dizer que a APO é um mecanismo de avaliação sistemática dos ambientes construídos; cria procedimentos que estimulam o desenvolvimento de propostas que visem o bem-estar dos usuários (ORNSTEIN, 1992).
2.4.2 Avaliação do ambiente construído: satisfação dos usuários
No Brasil existe uma repetição contínua de produtos poucos satisfatórios aos usuários, sobretudo no que diz respeito às edificações públicas ou privadas. Não possuem controle efetivo da qualidade, bem como avaliações de desempenho, o que reduz a vida útil do ambiente construído e deteriora as relações humanas (ORNSTEIN, 1992).
No que diz respeito aos estudos de ambientes construídos, aliados à satisfação dos usuários, é imprescindível a preocupação com a forma de projetar os ambientes. Para isso, mecanismos de avaliação como a APO são muito apropriados para a aferição da satisfação dos usuários, pois relacionam “[...] aspectos do ambiente construído que são valorizados pelos seus usuários; qual o grau de satisfação com as características dos edifícios atualmente ocupados; e quais são seus anseios futuros ou, ainda, os não atendidos” (VITTORINO e ONO, 2013, p.186).
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Falcão e Soares (2011) dizem que ao passo que os profissionais das áreas de design, arquitetura e engenharia, consideram o envolvimento do usuário do ambiente no processo de projeto desde a sua fase inicial, a ergonomia passa a ser incorporada aos projetos de ambientes. Neste contexto, os autores mencionam que é importante uma abordagem multidisciplinar entre a ergonomia e as áreas de arquitetura e design.
Nesse sentido, há uma preocupação em aliar as necessidades dos usuários às suas percepções em relação ao espaço que utilizam. Para tanto é preciso uma avaliação mais profunda e completa, a partir de valores culturais, sóciodemográficos, psicológicos, etc. Mont’Alvão e Villarouco (2011) salientam que não é possível atingir uma arquitetura preocupada com seus usuários sem o entendimento dos seus desejos e anseios ambientais.
Com base nisto, as autoras ainda mencionam a ergonomia e sua relação com os ambientes construídos, ao frisar conceitos como a antropometria, percepção ambiental, ergonomia cognitiva, além do conforto ambiental de um modo geral.
Em relação à associação entre arquitetura e ergonomia (FREITAS, I. FREITAS, K., 2011), colocam que ambas procuram adaptar o espaço construído objetivando a complementação das necessidades humanas biopsicossociais e assim, colaborar com o desempenho, produtividade e satisfação dos usuários. Nesse sentido, os arquitetos e ergonomistas devem conhecer as reais necessidades dos usuários, ou seja, quais as tarefas, atividades que estes executam mediante o ambiente em que ocupam.
Já Bitencourt (2011) dispõe que a ergonomia aliada à arquitetura destaca-se na tentativa de adaptar o trabalho do ser humano, na composição do sistema homem – máquina – ambiente. E Villarouco (2001) apud Mont’alvão e Villarouco (2011) diz que a inter-relação entre a ergonomia e a arquitetura é fundamental, através da abordagem ergonômica em projetos arquitetônicos. Deve-se concentrar, pois no enfoque dos aspectos importantes da interface ambiente – usuário, visto que são cada vez menos considerados.
Ao juntar todas estas questões, é possível mencionar Carli (2010), a qual descreve que a satisfação do usuário final está altamente relacionada com o planejamento,
desempenho e qualidade da edificação. Muitas vezes a casa própria é adquirida com muito esforço e normalmente é o único bem de inúmeras famílias; entretanto, nem sempre fornece condições que atendam os usuários de forma plena.
Esta polêmica abrange, sobretudo, os conjuntos habitacionais, nos quais, as casas- tipo são projetadas sem ao mínimo considerarem as características do terreno, bem como do entorno. Este fato revela que os projetistas pouco se preocupam com os usuários finais destas habitações.
Em contrapartida, o PROMORE (programa de cunho social, cujas habitações são os estudos de caso desta pesquisa) emprega a individualização, ou seja, personaliza o projeto de acordo com a preferência dos usuários. Alia isto ao aproveitamento dimensional do projeto, em virtude da limitação da área construída, a qual ainda possui vantagem em relação aos inúmeros projetos arquitetônicos de interesse social implantados pelo país.
A partir do exposto, e ainda segundo Ornstein e Roméro (2003) a APO propõe um controle de qualidade para ambientes construídos. Tal qualidade aferida nos espaços construídos caracteriza-se pela satisfação das necessidades dos usuários em relação a determinado produto e/ou serviço, a partir de uma série de métodos e técnicas que diagnosticam fatores positivos e negativos do ambiente. São aferidos fatores em relação ao comportamento que o ambiente reproduz na qualidade de vida de seus usuários, avaliando com isso, a satisfação destes em habitar determinada edificação, ao longo do tempo, levando-se em consideração, sobretudo suas opiniões.
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REFERENCIAL TEÓRICO
HIS – Habitação de Interesse Social como objeto de estudo da ergonomia do ambiente construído
2.5 HIS – Habitação de Interesse Social como objeto de estudo da ergonomia