• Sonuç bulunamadı

Türkiye’nin Özgüllüğü ve Hegemonik Projeler

O consumo de energia bruta (kcal/kg0,75/dia) por ovinos recebendo silagens de capim Andropogon gayanus realizadas em diferentes idade de corte não variou (P>0,05) (Tabela 9). Já os consumos de energia digestível e metabolizável (kcal/kg0,75/dia) reduziram de forma linear (P<0,05) com o aumento da idade de corte do capim. Os consumos de energia líquida

(kcal/kg0,75/dia) das silagens avaliadas também reduziram de forma linear (P<0,05) com o aumento da maturidade da planta. A redução do consumo de energia com o aumento da idade de corte levou a redução linear (P<0,05) da energia retida (kcal/kg0,75/dia) por ovinos, chegando a ser negativa para a silagem realizada com a planta aos 112 dias de rebrote.

Consumos de energia bruta (kcal/kg0,75/dia) (CEB) semelhantes eram esperados uma vez que o consumo de MS (g/kg0,75/dia) e os teores de energia bruta das silagens não variaram. O consumo de energia bruta (kcal/kg0,75/dia) apresentou correlação alta e positiva com o consumo de MS (g/kg0,75/dia) (r CMS x CEB = 0,99; P<0,0001). Já o consumo de energia digestível (CED), que não é determinado apenas pelo consumo de matéria seca (CMS) e a densidade energética do alimento, mas também pela extensão da perda de energia nas fezes não apresentou correlação tão alta com o consumo de matéria seca (r CMS x CED = 0,70; P<0,001). Entretanto o consumo de matéria seca digestível, que considera as perdas de MS nas fezes, apresentou alta correlação com o CED (r CMSD x CED= 0,95; P<0,0001).

De acordo com NRC (1985) a exigência de energia digestível para ovinos em mantença é de 146,5 kcal/kg0,75/dia, pode-se obsevar que apenas a silagem produzida com a planta mais jovem (56 dias) foi capaz de suprir (CED = 150,0 kcal/kg0,75/dia). Entretanto, os animais alimentados com a silagem produzida aos 84 dias de rebrote com um CED de 110,4 kcal/kg0,75/dia apresentaram retenção de energia positiva o que indica que a demanda de energia digestível para mantença dos animais deste experimento pode ter sido mais baixa que a descrita pelo NRC (1985).

Tabela 9. Consumo e retenção de energia por ovinos alimentados com silagens de capim Andropogon gayanus colhido aos 56, 84 e 112 dias de rebrote.

Item Idade de corte (dias) EPM Regressão linear§ R2 P

56 84 112

Consumo

Energia bruta (kcal/kg0,75/dia) 255,8 229,0 241,9 11,50 - - 0,41 Energia digestível (kcal/kg0,75/dia) 150,0a 110,4b 104,2b 8,05 y = 190,197 - 0,817x 84,86 <0,01 Energia metabolizável (kcal/kg0,75/dia) 131,2a 98,3b 91,5b 8,91 y = 166,563 - 0,709x 87,55 <0,01 Energia líquida (kcal/kg0,75/dia) 108,3 80,0 74,4 11,55 y = 138,487 - 0,606x 84,43 0,04 Energia retida (kcal/kg0,75/dia)* 37,2a 5,9b -0,1b 9,41 y = 70,318 - 0,666x 86,73 <0,01 Médias seguidas por letras minúsculas distintas, na mesma linha, indicam diferença estatística (P<0,05). EPM = erro padrão da média; R2 = coeficiente de determinação; P = nível de significância (probabilidade de efeito linear); §y =

parâmetro avaliado, x = idade de corte (em dias); *Energia retida = Consumo de energia metabolizável - produção de calor do animal.

A correlação entre CED e digestibilidade aparente da MS (r CED x DAMS = 0,76; P<0,0002), indica que qualquer fator que afete a digestibilidade aparente da MS irá influenciar o CED. Assim, como observado para digestibilidade aparente da MS um maior consumo de PB digestível também poderá melhorar o CED. Isto pode ser comprovado pela alta correlação encontrada entre consumo de PB digestível e CED (r CPBD x CED = 0,92; P<0,0001). O consumo de energia digestível também apresentou correlação positiva com a digestibilidade da FDN (r CED x DFDN = 0,81; P<0,0001) e da FDA (r CED x DFDA = 0,82; P<0,0001). Estas correlações foram mais altas do que a existente entre CED e a digestibilidade aparente da MS. Este fato demonstra a importância de se melhorar a digestibilidade da fração fibrosa para conseguir um melhor consumo e aproveitamento da energia pelos animais alimentados com estas silagens. Além disso, indica que o consumo de energia foi provavelmente limitado pela capacidade física do rúmen, ou seja, à medida que a digistibilidade da fração fibrosa aumenta o CED aumenta.

O consumo de energia metabolizável (CEM) acompanhou a tendência do CED como pode ser observado pela elevada correlação encontrada entre estas variáveis (r CEM x CED = 0,99; P<0,0001). O CEM reduziu de forma linear (P<0,05) de 131,2 para 91,3 kcal/kg0,75/dia para as silagens realizadas com a planta aos 56 e 112 dias respectivamente. Ramirez (2011) avaliando fenos de Brachiaria decumbens também observou redução do CEM com o aumento da idade de corte do capim, os valores encontrados variaram de 135,0 a 97,1 kcal/kg0,75/dia para os fenos produzidos aos 56 e 112 dias de rebrote do capim respectivamente. Valores próximos aos descritos no presente trabalho. Machado (2010) avaliando silagens de diferentes híbridos de sorgo e em diferentes estádios de maturação também encontrou CEM próximos ao deste trabalho, os valores obtidos variaram de 89,7 Kcal/UTM/dia a 125,5 kcal/kg0,75/dia.

De acordo com NRC (2007) e o CSIRO (2007) a exigência de energia líquida para mantença de ovinos é de 62 e 66 kcal/kg0,75/dia, respectivamente. O consumo de energia líquida (CEL) das silagens foi superior a estes valores nas três idades avaliadas, com valores variando de 74,4 a 108,3 kcal/kg0,75/dia. Entretanto, foi observado balanço de energia negativo nos animais alimentados com a silagem produzida aos 112 dias de rebrote do capim. Isto indica que as exigência de energia para mantença dos animais deste experimento ficou entre 74,4 e 80,0 kcal/kg0,75/dia, valores estes que foram superiores ao recomendado pelo NRC (2007) e o CSIRO (2007). Essa variação pode acontecer porque vários fatores podem afetar o

metabolismo de jejum e, consequentemente, as exigências de mantença. Dentre estes fatores pode-se citar raça, idade e peso do animal (NRC, 2007).

A redução da energia retida com o aumento da idade de corte da planta também foi observada por Ramirez (2011) avaliando feno de capim Brachiaria decumbens, entretanto não foi encontrada por Carvalho (2012), Faria Jr (2012) e Teixeira (2013) ao trabalharem com feno e silagem de Tifton-85 e capim-elefante verde, respectivamente.

Foram observados valores decrescentes para as correlações entre o consumo de matéria seca e os consumos de energia bruta (r CMS x CEB= 0,99; P<0,0001), energia digestível (r CMS x CED= 0,70; P<0,0001) e metabolizável (r CMS x CEM= 0,68; P<0,004), sendo que não foi observada correlação com o consumo de energia líquida (r CMS x CEL= 0,37; P=0,16). Dessa forma pode- se observar que, à medida que as perdas de energia na forma de fezes, urina, metano e incremento calórico vão sendo consideradas, a quantidade de energia disponível reduz sua dependência da quantidade de alimento consumida, sendo mais influenciada pela eficiência do fluxo de energia no animal.