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Neoliberalleşmenin Yükselişi Sürecinde Türkiye’de Ekoloji Tartışmaları

Não houve diferença significativa entre os tratamentos para os valores referentes às perdas da energia bruta nas fezes em kcal/kg0,75/dia (P>0,05) (Tabela 10). Contudo, quando expressos em % da energia bruta (EB) consumida, os valores de perda energética fecal aumentaram de forma linear (P<0,05) com o aumento da idade de corte do capim. A maior perda de energia nas fezes é consistente com a redução da digestibilidade aparente da MS encontrada com o aumento da idade de corte da planta, que pode ser confirmada pela correlação existente entre estas variáveis (r EFZ x DAMS = 0,92; P<0,0001). De acordo com Blaxter (1962) as perdas fecais variam de 10% a 70% da energia bruta do alimento ingerido, sendo a principal fonte de perda de energia pelo animal e determinante no valor nutritivo dos alimentos. Trabalhos desenvolvidos na Escola de Veterinária da UFMG com forrageiras tropicais em diferentes idades de corte observaram perdas de energia nas fezes variando de 34,0 a 42,0% da EB para a Brachiaria decumbens verde (Velasco, 2011), de 44,1 a 54,1% da EB para os fenos de Brachiaria decumbens (Ramirez, 2011), de 39,0 a 46,0% da EB para fenos de capim Tifton- 85 (Carvalho, 2012), de 45,5 a 54,5% da EB para silagens de capim Tifton-85 (Faria Jr., 2012) e de 29,9 a 43,0% da EB para o capim-elefante verde (Teixeira, 2013). Neste trabalho as perdas fecais de energia em % de EB variaram de 43,1 a 56,8%, confirmando a observação

feita por Blaxter (1962) e sendo próximo dos valores observados para outras forrageiras tropicais.

Tabela 10. Perdas de energia diárias nas fezes, urina, metano e incremento calórico por ovinos alimentados com silagens de capim Andropogon gayanus colhido aos 56, 84 e 112 dias de rebrote.

Item Idade de corte (dias) EPM Regressão linear§ R2 P

56 84 112

Fezes (kcal/kg0,75/dia) 110,3 118,6 137,7 8,79 y = 81,234 + 0,488x 95,12 0,03 Fezes (% da EB consumida) 43,1b 52,0a 56,8a 2,50 y = 30,078 + 0,245x 97,04 <0,01 Urina (kcal/kg0,75/dia) 6,1 4,6 3,9 0,74 y = 8,291 - 0,041x 96,55 0,03 Urina (% da EB consumida) 2,4 2,0 1,6 0,27 y = 3,253 - 0,015x 99,9 0,03 CH4 (kcal/kg0,75/dia) 9,3 7,4 9,9 1,98 - - 0,88 CH4 (% da EB consumida) 3,4 3,2 3,7 0,67 - - 0,74 Incremento calórico (kcal/kg0,75/dia) 22,8 18,3 17,1 7,61 - - 0,57 Incremento calórico (% da EB consumida) 8,3 8,1 7,1 2,77 - - 0,74 Médias seguidas por letras minúsculas distintas, na mesma linha, indicam diferença estatística (P<0,05). EPM = erro padrão da média; R2 = coeficiente de determinação; P = nível de significância (probabilidade de efeito linear);

§y = parâmetro avaliado, x = idade de corte (em dias); EB = energia bruta.

As perdas de energia na forma de urina (kcal/kg0,75/dia e % da EB ingerida) reduziram de forma linear (P<0,05) com o aumento da idade de corte do capim (Tabela 10). Este fato condiz com os resultados encontrados na Tabela 6 em que a perda de N na urina dos animais alimentados com as silagens diminui com o avanço da idade de corte da planta. Isto pode ser observado na correlação encontrada entre a perda de energia na urina (kcal/kg0,75/dia) e N urinário (g/dia) (r Euri x Nuri = 0,74; P<0,001). As maiores perdas de energia na urina com a silagem produzida com a planta mais nova parecem estar relacionadas ao maior teor de N amoniacal na silagem (Tabela 2) e ao maior consumo de PB digestível pelos animais (Tabela 5). As perdas de energia na forma de urina observadas em trabalhos com forrageiras tropicais realizados na Escola de Veterinária da UFMG variaram de 0,5 a 5,2% da EB consumida (Ramirez, 2011; Velasco, 2011; Faria Jr., 2012; Carvalho, 2012, Teixeira, 2013). As perdas de energia na urina em % da energia bruta no presente trabalho variaram de 2,4 a 1,6 %, sendo inferiores a media de 5% para bovinos e ovinos encontrada por Blaxter e Waimnman (1964), mas condizentes com os valores encontrados para forrageiras tropicais. Os baixos valores encontrados são um reflexo do baixo teor e consumo de PB neste trabalho (r Eurina x CPBUTM = 0,65; P<0,01).

As perdas de energia na forma de metano (kcal/kg0,75/dia e % da EB ingerida) pelos animais consumindo silagens de capim andropogon em diferentes idades de corte não diferiram

(P>0,05). O metano (CH4) é produzido principalmente quando o substrato é fermentado a acetato e butirato (Sarwar et al., 1992; Getachew et al., 1998), o que ocorre quando o alimento apresenta maior conteúdo de carboidratos fibrosos. Os resultados deste trabalho são consistentes com a composição química das silagens (Tabela 3), as quais apresentaram teores semelhantes de carboidratos fibrosos (FDN e FDA). A maturidade da planta nem sempre causa mudanças na composição da planta (Wilson, 1994; Kozloski et al., 2003) a ponto de alterar a produção de AGV’s, e assim, a produção de CH4. Pinares-Patiño et al. (2003) também não observaram efeito da maturidade da planta sobre a emissão de CH4 pelos animais. Trabalhos com forrageiras tropicais em diferentes idades de corte observaram perdas de energia na forma de CH4 variando de 3,7 a 8,2% da EB ingerida (Machado, 2010; Ramirez, 2011; Velasco, 2011; Faria Jr. 2012; Carvalho, 2012, Teixeira, 2013). No presente estudo a emissão de CH4 variou de 3,2 a 3,7% da EB ingerida, ficando dentro do intervalo de 2 a 12% da EB ingerida descrito por Johnson e Johnson (1995), quando são utilizadas câmaras respirométricas (calorimetria indireta) na determinação. Os baixos valores de perda de CH4 em % da EB observados estão provavelmente relacionados à baixa fermentação ruminal das forragens estudadas e as possíveis perdas durante o processo de ensilagem. Calculando as emissões de CH4 em animais em mantença a partir da fórmula proposta por Blaxter e Clapperton (1965) para forragens:

Cm = 4,67 + 0,047D

Em que Cm é produção de CH4 em % da EB ingerida ao nível de mantença, e D a digestibilidade aparente da energia bruta em porcentagem. A produção de CH4 encontrada seria 7,4, 6,9 e 6,7% da EB ingerida para as silagens realizadas com o capim cortado aos 56, 84 e 112 dias de rebrote, respectivamente. Comparando com os resultados encontrados neste trabalho através da determinação direta em câmaras respirométricas, esta fórmula estaria superestimando a produção de metano em 2,18, 2,16 e 1,81 vezes, respectivamente. Estes resultados mostram a importância de ser determinar as emissões de CH4 em câmaras respirométricas (Gold Standard) para que se possa, no futuro, desenvolver equações que se adaptem melhor as condições brasileiras (animais e alimentos). A partir destes resultados pode-se questionar se as emissões de CH4 pela pecuária brasileira (em sua maior parte mantida a base de forrageiras tropicais) não são menores do que se tem divulgado.

As perdas de energia na forma de incremento calórico (IC) em kcal/kg0,75/dia e em % da EB ingerida não diferiram (P>0,05) entre as silagens avaliadas. Os valores variaram de 7,1 a 8,3% da EB consumida. Compilando os dados de trabalhos com forrageiras tropicais realizados na Escola de Veterinária da UFMG observa-se que as perdas de energia na forma de IC variaram de 7 a 20% da EB consumida (Ramirez, 2011; Velasco, 2011; Faria Jr., 2012; Carvalho, 2012). De acordo com o trabalho de Blaxter e Wainman (1964) o IC de ovinos alimentados com de feno de forrageiras mistas (8,54 % PB) ao nível de mantença foi de 25% da EB consumida. Percebe-se, então, que os incrementos caloricos (IC) das dietas deste trabalho foram muito baixos. Duas hipóteses podem explicar estes menores valores IC: primeiro o calor de jejum dos animais deste experimento foi maior (81,9 kcal/kg0,75/dia) que o descrito por Blaxter e Wainman (1964) (57,2 kcal/kg0,75/dia), Aguilera et al. (1986) (65,0 kcal/kg0,75/dia) e Olthoff et al. (1989) (70,7 kcal/kg0,75/dia); e segundo, o calor produzido pelos animais alimentados no presente trabalho pode ter sido menor que nos outros trabalhos (menor fermentação ruminal). Se utilizarmos o calor de jejum descrito por Blaxter e Wainman (1964) nos cálculos deste trabalho o IC passaria para 18,2% da EB ingerida, ficando mais próximo do que seria esperado nas condições deste experimento.

A maior produção de calor em jejum observadas no presente experimento pode estar relacionada à mobilização de proteína tecidual como fonte de energia pelos animais em jejum. Isso porque as reservas de tecido adiposo podem não ter sido suficientes para atender a demanda energética dos animais em jejum. O catabolismo de aminoácidos para que os mesmos forneçam esqueletos de carbono para o metabolismo oxidativo envolve a liberação de grupos aminas, que precisam ser transformados em uréia. A formação e excreção de uréia representam custo energético para os animais, levando a maior produção de calor.