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2.3 Okullar Arasında Başarı Farklılıklarının Nedenleri ve Türkiye’de Durum

2.3.1 Okulun İnsan Kaynakları

2.3.1.3 Türkiye’deki Öğretmenlerin Durumu Nedir?

Segundo Faria (2001, p. 178), a nova extensão universitária será cunhada entre dois modelos: o tradicional-assistencialista e o moderno-mercadológico, hoje abrigados no mesmo conceito. Esse embate reflete o próprio mundo contemporâneo, globalizado, que transita do modelo neoliberal para algum socialmente mais promotor de sociedades mais justas. A Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares (ITCP) é compatível com a evolução desse conceito e entendimento. Sua atividade contempla e atende às diretrizes propostas e também ajuda a pensar a extensão prospectivamente, conforme explicitado abaixo:

É um espaço em que se procura processar uma nova cultura de cidadania no país, alicerçada na liberdade responsável, contra a intolerância e a discriminação, auxiliando o cidadão a descobrir seus direitos e deveres. Contribui para o desenvolvimento sustentável em que o homem e o mundo são preservados. Quebra a lógica do imediato. Pensa o futuro a partir do homem no presente. Legitima a atividade de extensão na busca da melhoria de qualidade de vida de parcela significativa da população. Constitui práticas sociais que podem converter-se em fonte de conhecimento, um dos papéis enriquecedores da atividade acadêmica.(UFPR, 2002)

A característica interdisciplinar, multidisciplinar e transdisciplinar, bem como as trocas de experiências com outras universidades promovem avanços conceituais maiores do que se poderia obter isoladamente.' Como todas cooperativas da rede se interrelacionam com outras instituições (empresas, bancos, ONG´s), outras universidades, outras cooperativas e cooperados, dadas as abrangências e pluralidade delas, podem-se colocar continuamente em cheque seus entendimentos, sutilezas, adaptações, concepções e contradições, bem como suas formas de representação. Recria porque na sua implementação seguem-se comparações, interpretações e avaliações da sua prática, como por exemplo, os Encontros da Rede, para novas tentativas de superação de problemas encontrados e/ou de aperfeiçoamento da sua atuação. Acredita-se em cada experiência única como princípio metodológico, sem necessidade de generalizações das práticas.

Em documento interno, de discussão sobre a relação das ITCPs com a UNITRABALHO40, afirma-se que a Rede de ITCP´s constituiu-se como uma rede de grupos coesos de pesquisa e extensão acadêmica (CRUZ, 2002). O caráter de seu trabalho, predominantemente de extensão e, necessariamente, interdisciplinar permitiu às incubadoras superarem dificuldades que outros grupos semelhantes enfrentaram. Portanto as relações de rede,

eram e são facilitadas por esses fatores: de agregação, definida nos

nós, pequena extensão da rede, razoável consenso entre os

princípios básicos de ação, fundação sustentada por uma estrutura anteriormente construída e reconhecida. Construída e consolidada na prática (CRUZ, 2002).

Os problemas específicos, por outro lado, estariam na relação de troca incompleta entre as incubadoras e cada ITCP

tende a se concentrar em seus problemas internos e de ação enquanto a discussão efetiva em relação aos problemas metodológicos e de outras naturezas, comuns às incubadoras, é muito incipiente e isto, muitas vezes, acarretaria um certo isolamento, inclusive em relação a outros professores e pesquisadores do trabalho (como objeto científico) de suas próprias universidades, como até mesmo os núcleos da Unitrabalho. (CRUZ, 2002)

Assim, a participação da ITCP/UFPR nas redes nacional e interamericana reforça os impactos e efeitos apontados pelo programa de Intercooperación para las Américas41 pela sinergia universidade/cooperativa/desenvolvimento:

El desarrollo de la capacidad empresarial colectiva basado en reglas de equidad, de responsabilización y de democracia, centrado en las necesidades de las comunidades y en el objetivo de levantamiento del nivel de vida de las poblaciones más necesitadas es una estrategia de desarrollo sostenible a toda prueba. Cuando las reglas cooperativas están bien comprendidas e integradas en la vida organizacional, los resultados son muy positivos. (mimeo)

40

Documento elaborado por Antônio Cruz, à época, integrante da equipe da Incubadora da Universidade de Campinas, como contribuição às reflexões sobre o tema.

41

Programa de Intercooperación para Las Américas proposto em maio de 2000 pelas Universidades de Sherbrooke (Canadá), Federal Rural de Pernambuco (Brasil), de Chile (Chile), de Bogotá (Colômbia) e de Costa Rica (Costa Rica).

As particularidades de cada Incubadora da Rede de Cooperativas Populares estão presentes em inúmeros aspectos que as diferenciam e as identificam. Em outras palavras, as condições da criação e funcionamento de cada incubadora da rede guardam algumas semelhanças e muitas diferenças. Cada qual tem uma trajetória particular que, via de regra, compartilha com as demais para, juntas, superarem dificuldades comuns ou, buscarem alternativas criativas para os necessários saltos de qualidade na ampliação de horizontes. Quando aos aspectos que as diferenciam, destacam-se: a sua inserção institucional, os antecedentes de atividades desenvolvidas com comunidades que proporcionaram acúmulo facilitador à sua criação, as formas de implementação da metodologia proposta, a respectiva adequação às suas condições reais de funcionamento (montante e perfil dos recursos humanos, materiais financeiros e de infraestrutura). Vale ressaltar que esses aspectos não comprometem a identidade da rede. Acerca das características comuns ou convergentes, citam-se: objetivos, missões, público-alvo e referencial metodológico do processo de incubagem.

Ao garantir posturas coerentes com as concepções propostas, a assessoria da Universidade fica, até certo ponto, condicionada aos valores cooperativistas, como: da ética, da distribuição do trabalho e respectivos resultados e das relações de compromisso com a comunidade, entre outros. E, no caso de impasses que surgem no dia a dia, busca-se a conciliação entre as partes o que leva à reflexão acerca de práticas competitivas e solidárias, soluções individuais e coletivas, direitos e responsabilidades. Dessa reflexão, emergem os próprios códigos morais e éticos.