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2.3 Okullar Arasında Başarı Farklılıklarının Nedenleri ve Türkiye’de Durum

2.3.1 Okulun İnsan Kaynakları

2.3.1.1 Öğrenci Özellikleri

2.3.1.1.1 Öğrencinin Sosyoekonomik Düzeyi

Ocorre, com certa frequência, que as cooperativas estabelecem objetivos estritamente econômicos, desconhecendo os valores e princípios pelos quais pauta a atividade cooperativista. As cooperativas integram, organizam e administram pessoas associadas que, em última instância, as justificam, pois elas existem para solucionar os problemas socioeconômicos dos seus membros e melhorar a qualidade de vida deles, além de produzir bens e serviços que satisfaçam suas necessidades comuns baseando-se no esforço próprio e na ajuda mútua.

Se o prérrequisito da verdadeira cooperativa é traduzir os valores do cooperativismo em ações e atitudes, poder-se-ia, por pressuposto, que ela deve envolver pessoas conscientes dos seus interesses e da forma organizativa para atingi-los. Isso implica ter a compreensão do que é cooperativa no marco jurídico/conceitual e doutrinário, e exercer seu potencial. No entanto, muitas cooperativas alcançam objetivos econômicos (viabilidade econômica e financeira), mas não se diferenciam das empresas convencionais por não conseguir transpor para a prática a doutrina do cooperativismo. Inúmeras vezes, as dificuldades decorrentes do desconhecimento dos preceitos doutrinários constituem o primeiro obstáculo, pois conhecer e compreender somente não são requisitos suficientes para ultrapassar os aspectos formais da constituição de uma cooperativa; é preciso traduzir esses valores e princípios em ações e atitudes, praticar as regras estabelecidas democraticamente entre os cooperados no estatuto e no regimento. O cooperativismo, em tese, pressupõe e promove o ser humano completo, ativo, participante, consciente e capaz do exercício dos direitos e deveres. Esses princípios vêm ao encontro das aspirações humanas. Na prática, as cooperativas indicam a remuneração equitativa dos trabalhadores -donos dos meios de produção- e a participação democrática deles na tomada de decisões, propiciando novas formas de relacionamento de trabalho e remunerações mais equitativas.

Em resumo, para garantir as bases mais genuínas do cooperativismo, é preciso pautar-se pelos princípios difundidos pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI), (1998) consagrados no mundo praticamente sem alterações, nos últimos dois séculos, tais como: livre acesso e adesão voluntária; controle, organização e gestão democrática; participação econômica dos seus membros; autonomia e independência; educação, formação e informação; cooperação entre cooperativas;

e, compromisso com a comunidade. Assim, os juros são limitados ao capital; a distribuição dos excedentes é vinculada ao desenvolvimento da cooperativa; os serviços comuns ou entre sócios, distribuídos na proporção de suas operações; a criação de fundos para viabilizar a educação permanente de seus sócios; a colaboração prática e rigorosa entre cooperativas para reforçar suas potencialidades; a autonomia da cooperativa preservada em suas relações externas para assegurar o controle democrático por parte dos seus membros; e, por meio de políticas aceitas internamente, comprometer-se com a continuidade do desenvolvimento da sua comunidade. Por isso, não podem ser permitidas, quer à luz da sua doutrina, quer nos marcos legais, como ocorre nas pseudocooperativas, a precarização do trabalho e/ou a evasão fiscal. A Declaração de Identidade Cooperativa (ACI, 1998) destaca os seguintes valores fundamentais das cooperativas: a ajuda mútua, a responsabilidade, a democracia, a igualdade, a equidade e a solidariedade. Vê-se, portanto, a crença de seus membros nos valores éticos de honestidade, transparência, responsabilidade social e preocupação com os outros.

Assim, a autenticidade do empreendimento cooperativo vai além dos requisitos legais. Requer o exercício do direito, da validação dos valores e princípios cooperativos no seu dia a dia. Considera-se do exposto, portanto, que uma verdadeira cooperativa não é uma empresa convencional que busca a valorização do seu capital, acima de outros valores, embora deva compatibilizar o padrão de comportamento diferente com a viabilidade econômica em termos de produtividade, competitividade e inserção no mercado. Como já dito em outras linhas, numa verdadeira cooperativa seus participantes devem ser capazes de traduzir os seus valores em ações e atitudes. Para que isso ocorra, as pessoas que a compõem devem ser conscientes do seu interesse bem como da forma organizativa possível e necessária para atingi-lo, além de compreender seu marco jurídico/conceitual e doutrinário.

No sentido estrito do termo, a concepção de cooperativismo tem o ser humano, no coletivo, como seu objetivo e, portanto, sua lógica não é guiada pelo lucro, mas pelo benefício que pode proporcionar aos seus cooperados. Desse modo, os avanços tecnológicos incorporados ao processo traduzem-se em benefícios a todos os participantes. Todos não só passam pelo crivo do mercado, mas também praticam a intercooperação e o respeito à comunidade e preocupam-se com o

futuro. Tal princípio inclui a sustentabilidade ao preservar o meio ambiente, a natureza e o homem do presente. Vale ressaltar que essa concepção tem resistido a quase duas centenas de anos e, mesmo nos dias de hoje, ainda enfrentam os lobbies que buscam até mesmo dentro do cooperativismo, incorporar a ideia do lucro. Isso, nessa proposta, pode ser o sinal verde para a contratação de empregados, já que o lucro seria a apropriação de excedente gerado no processo produtivo, ou, no dizer marxista, a apropriação do trabalho não pago.

Mais uma vez, vale repetir aqui, é comum confundirem-se cooperativas com empresas, talvez porque embora estabeleçam internamente relações de igualdade entre seus membros, externamente se obrigam a atuar concorrencialmente, conforme as regras do mercado para viabilizar também seu objetivo econômico. Sobre esse tema encontram-se diferentes propostas de Projeto de Lei para a regulamentação do setor cooperativo em pauta no Congresso Nacional. Um dos aspectos a considerar, segundo o princípio da dupla qualidade discutida por Irion (1997), é que os sócios, na entidade cooperativa, são os mesmos sujeitos usuários dos benefícios que ela produz. Trata-se do também chamado princípio da identidade porque, na instituição cooperativa, seus associados precisam atender à condição de donos e, pelo menos, a mais uma das seguintes condições: ser usuário, ser fornecedor ou ser trabalhador.

Outra distinção entre cooperativa e empresa é que a cooperativa é uma sociedade civil que não se submete à falência, mas à liquidação judicial e extrajudicial, com características contidas na própria Lei 5764/71, que a distingue das demais, conforme descrito às páginas anteriores deste trabalho. Todavia, alguns pontos da referida lei merecem, ainda, ser destacados, como: a limitação das quotas-partes para cada associado evita a concentração do capital e demasiado poder dado a poucos associados; o acesso às quotas é restrito somente aos sócios que preencham os requisitos de um cooperado, inclusive, para alcançar os objetivos sociais da cooperativa; independentemente da quantidade de quotas que o associado detenha, cada um tem direito a apenas um voto, o que valoriza a participação de todos; o quorum para deliberação em assembleia baseia-se no número de pessoas associadas e não no de capital; a distribuição das sobras proporcionais às operações realizadas por cada sócio é um estimulo para a obtenção desse benefício; a indivisibilidade dos Fundos de Reserva e para educação e demais atividades sociais busca preservar a integridade da cooperativa;

a liberdade política e religiosa reforça posturas contra discriminação e preconceitos; há estimulo de assistência aos seus membros, e; possibilita local aos cooperados para participação nos atos praticados pela sociedade.

As vantagens da cooperativa para os trabalhadores também podem ser percebidas pela legislação brasileira. Assim, seu maior objetivo é proporcionar benefícios aos associados, econômicos e sociais. Dessa forma, os gastos podem ser racionalizados e o desempenho no mercado pode ser melhorado. Também a redução de custos na aquisição de produtos pode ser obtida pela inexistência de intermediários, ao lado de maior controle de qualidade do que é produzido. Enfim, facilitar a atividade dos cooperados é um dos pontos mais destacados nos preceitos legais brasileiros.