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Türkiye’de Turizm Kümelenmesi Çalışmalarından Örnekler

1.7. Sektörel Kümelenme Bağlamında Turizm Kümelenmesi

1.7.3. Türkiye’de Turizm Kümelenmesi Çalışmalarından Örnekler

A literatura tanto acadêmica quanto gerencial apresenta a identificação de clusters em diferentes estágios de desenvolvimento e propõe diferentes abordagens para essas fases. A seguir apresentamos dois modelos que tentam apresentar essa realidade:

Segundo Casarotto Filho (2001), o ciclo de vida de um cluster inicia pela construção de suas primeiras relações comercias entre algumas empresas, seguido de um crescimento e processo de verticalização, até seu estágio estruturado com relações formalizadas entre as empresas (consórcios e redes com empresa mãe) e forte integração com instituições de suporte.

De acordo com Andersson et al. (2004) as fases do ciclo de vida de um cluster podem ser divididas em cinco: aglomeração, emergente, em desenvolvimento, maduro e em transformação (na figura a seguir da esquerda para direita).

• Aglomeração: uma região com um número de empresas e atores acima da média local, regional ou nacional;

• Cluster emergente: um cluster embrionário, aonde um número limitado de atores da aglomeração iniciam processo de cooperação em torno de uma atividade principal e realizam alguma oportunidade através dos laços de cooperação;

• Cluster em desenvolvimento: inclusão de novos atores da mesma atividade ou relacionadas, desenvolvimentos de novos laços entre todos os atores. Geralmente há o reconhecimento da região por algum título, sítios eletrônicos, entre outras formas de denominação comum da região-atividade emergente;

• Cluster maduro: alcançou nesse estágio uma massa crítica de atores, desenvolveu relações externas ao cluster com outros clusters, atividades e regiões. Há uma dinâmica de criação de novas empresas, joint-ventures, etc;

• Transformação: da mesma forma que a tecnologia muda os clusters também mudam, caso contrário a tendência é o declínio do mesmo. É possível que outros clusters surjam a partir de atividades relacionadas ao cluster original.

Figura 1 – Ciclo de Vida do Cluster em cinco fases Fonte: ANDERSSON et al., 2004, p. 29

Wolfe e Lucas (2005) através de estudos anteriores (WOLFE; GERTLER, 2004) desenvolveram um modelo de ciclo de vida para que os estudos sobre clusters e possíveis ações de intervenção levem em conta seu estágio de desenvolvimento. Ou seja, os diferentes estudos sobre clusters devem levar em consideração, a fase em que o objeto de estudo se encontra. Tal preocupação pode ser muito bem sugerida também para as diferentes propostas de metodologias de promoção de clusters. Tanto na proposta de Andersson et al. (2004), como na proposta de Wolfe e Lucas (2005), o elemento cooperação é central para a explicação e caracterização das diferentes fases do ciclo de vida.

Latente Em desenvolvimento Estabelecido Em transformação Infra-estrutura de

pesquisa e ensino Incubadoras ou instituições de pesquisa são formadas

Novas empresas surgem e

mercado em expansão Instabilidade – cluster muda em função do mercado, tecnologia e processos

Políticas de financiamento governamental

Novos atores da mesma atividade emergem na região

Há uma massa crítica de empresas e instituições de suporte

Margens diminuem Presença de empresas e

atores que iniciam algum tipo de cooperação em volta de alguma atividade e oportunidade em comum Associações e institutos com objetivo associativo e colaborativo emergem Investimento e P&D privado Mudanças de produtos e métodos são empregas evitando o declínio

Quadro 5 – Ciclo de Vida do Cluster Fonte: WOLFE; LUCAS, 2005, p. 7

Brenner (2004) afirma que a literatura repetidamente aponta a localização geográfica, existência de sistemas educacionais (principalmente universidades), pesquisas públicas, cultura, políticas regionais e nacionais, características específicas do mercado local e história

da região como determinantes da atratividade da região. Afirma também que para cada fator apontado há na mesma literatura estudos de caso que não apresenta nenhuma dessas condições. Nenhum fator é decisivo, porém o que importa é a soma dessas variáveis.

As condições usadas na literatura para identificar clusters industriais locais são desenvolvidas de acordo com as observações empíricas, o que significa que sua definição é recursivamente definida.

Karlsson, Johansson e Stough (2005) afirmam que a maioria das contribuições teóricas enfatiza que a interação é uma característica básica dos clusters, entretanto destaca que a interação não é um fenômeno apenas local ou regional. A interação também acontece entre as fronteiras internacionais e cada vez mais a interação entre os diferentes tipos de redes tem crescido.

2.3.1 Os Clusters e os Custos de Transação

Cappelin (2003 apud KARLSSON; JOHANSSON; STOUGH, 2005) relata que as redes e as relações entre redes possuem quatro importantes características:

• As relações entre as ligações são caracterizadas por uma direção precisa, o que identifica uma relação de controle ou dependência de uma ligação em relação à outra;

• Cada ligação tem uma função que não depende somente da sua relação com outras ligações, mas também de sua posição na rede geral;

• As relações de uma rede estão normalmente ligadas às relações de outras redes;

• As relações existentes dentro de uma rede são normalmente afetadas pelas relações existentes passadas (aprendizado cumulativo).

A interação entre agentes econômicos, mesmo informais, deve ser considerada como um contrato econômico. Geralmente não é econômico formular contratos completos, sendo que os contratos incompletos devem ser reforçados pelo comprometimento econômico mútuo, relações de propriedade, outros laços formais e confiança mútua. Sendo que as instituições formais e informais desempenham papel fundamental na coordenação das relações entre as ligações e dessa forma reduzindo custos. Os recursos necessários para estabelecer os acordos contratuais podem ser classificados como custos de transação. Diferentes tipos de atividades variam substancialmente em sua sensibilidade à distância (COASE, 1992; WILLIAMSON, 1996).

Um tópico comum às abordagens de Marshall (1920), Ohlin (1933) e Hoover e Giarratani (1948) é a questão da proximidade geográfica. A proximidade em si não significa que haverá a formação de redes locais, no entanto implica numa maior facilidade para realizar transações e promover cooperação.

Para Krugman (1991) o surgimento das economias de aglomeração é o resultado de uma interação ente economias de escala que geram retornos crescentes, custos de transporte ou custos de transação geográfica e potencial de mercado regional. O que diferencia a abordagem de Krugman dos demais é o senso de que o crescimento do potencial de mercado atrai mais empresas. Sendo então o resultado de um processo endógeno. Ou seja, os empresários continuarão os processos de clusterização sempre que for economicamente atrativo.

Karlsson, Johansson e Stough (2005) argumentam que existem basicamente dois tipos de riscos, sendo o primeiro relativo à mudança tecnológica e o segundo, a emergência de um novo cluster que compita diretamente.

A existência de retornos crescentes advindos da localização providencia uma base racional para a clusterização. Os fatores que criam esses retornos crescentes existem apenas em um espaço geográfico restrito, a razão disso reside principalmente nas limitações associadas aos custos de transação (transporte e comunicação). A consequente equação entre os ganhos crescentes advindos da localização e os custos de transação (relacionados à distância espacial) providencia uma explicação para o desenvolvimento de diferentes tipos de padrões de hierarquia espacial industrial (KRUGMAN, 1995).

De acordo com Gordon e McCann (2000), observações empíricas de aglomeração industrial podem ser interpretadas de diferentes maneiras, dependendo da perspectiva inicial do observador que muitas vezes tem pouca consciência de interpretações alternativas que podem ser realizadas.