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STANDARTLARININ KOBİ’LERDE UYGULANMAS

2.2. Türkiye’de Muhasebe Mesleği ve Meslek Mensupları

Vários modelos de verificação da realização do valor a partir de investimentos em TI foram propostos desde a década de 70. Desde então, pesquisas vêm sendo empreendidas com o intuito de compreender eventuais relações de causa e efeito entre o investimento em tecnologia e os resultados organizacionais. Tais modelos buscam explicar como a TI afeta, em última instância, o desempenho organizacional das empresas, cada qual apresentando diferentes variáveis com impactos em diferentes medidas de desempenho organizacional.

McKeen, Smith e Parent (1999, p. 7-11) fazem um resumo desses modelos, evidenciando as contribuições de cada um e suas inter-relações. Eles iniciam por um modelo básico e vão até um modelo sintetizado a partir dos anteriores.

O modelo básico, ilustrado a seguir na figura 7, relaciona diretamente o investimento em TI ao desempenho organizacional da empresa. Ele retrata a tentativa dos pesquisadores da época de estabelecer diretamente tal

relacionamento, utilizando diferentes variáveis (financeiras, medidas de satisfação, etc.), teorias (econômicas, financeiras, etc.) e disciplinas (economia, finanças, ciências comportamentais, etc.).

Investimento em TI Desempenho

Organizacional

Figura 7 - Modelo básico de realização de valor Fonte: MCKEEN; SMITH; PARENT (1999, p. 7)

O modelo básico foi estudado e ampliado por vários pesquisadores. Tanto foram adicionadas novas variáveis independentes, com o objetivo de aumentar o poder explicativo do modelo, como foram definidas outras variáveis dependentes com o objetivo de refletir o desempenho organizacional de forma mais ampla.

Entre outros pesquisadores, foi sugerida a adição de três variáveis ao modelo básico: projeto de tecnologia, uso apropriado da TI e outras variáveis circunstanciais. O valor da TI é realizado em decorrência da concepção de um projeto para atender os objetivos específicos de melhorar o desempenho organizacional e se o seu uso for apropriado. Outras variáveis, inclusive não diretamente relacionadas à tecnologia em si, podem influenciar as medidas de desempenho estabelecidas.

Tecnologia de

Informação Uso Apropriado

Projeto de Tecnologia

Desempenho Organizacional Outras Variáveis

Figura 8 - Modelo de realização de valor de Lucas Fonte: MCKEEN; SMITH; PARENT (1999, p. 8)

Para Trice e Treacy (1986), a relação entre desempenho organizacional e investimento em TI é mediada pela efetiva utilização da tecnologia. Em outras

palavras, o investimento deve preceder a adoção da tecnologia, que, por sua vez, somente pode gerar valor se for utilizada de fato.

Investimento em TI Uso de TI

Outras Variáveis

Desempenho Organizacional Outras Variáveis

Figura 9 - Modelo de realização de valor de Trice e Treacy Fonte: MCKEEN; SMITH; PARENT (1999, p. 10)

Em 1988, Weill desenvolveu o conceito de efetividade de conversão, que refere-se à habilidade de converter os investimentos em ativos que proporcionem efetivamente valor à organização. Esse conceito deve ser considerado para que o desempenho organizacional seja afetado pelo investimento realizado, conforme figura a seguir. Segundo o autor, esse conceito explica porque não basta executar investimentos em TI, e sim verificar o quão bem esse capital é empregado de forma a oferecer um retorno em termos de desempenho organizacional.

Tecnologia de Informação Efetividade de Conversão Desempenho Organizacional

Figura 10 - Modelo de realização de valor de Weill Fonte: MCKEEN; SMITH; PARENT (1999, p. 9)

O modelo de Markus e Soh (1993) sugeriu a incorporação de dois fatores intermediários para a efetividade de conversão de TI, de acordo com a figura a seguir. O primeiro é dado pelas características estruturais da organização, tais como: tamanho, posição competitiva, tipo de setor, etc., que interferem na capacidade de realizar o valor a partir do investimento.

O segundo fator é composto pelos processos de gerenciamento internos, tais como a formulação da estratégia de TI; a seleção de estruturas organizacionais e a gestão de projetos de TI. O último fator é controlado pela empresa, e o primeiro, nem tanto. Os autores consideram que esses dois fatores, juntamente com a efetividade de conversão, impactam tanto o nível de investimento em TI como os resultados em termos de desempenho.

Tecnologia de Informação Desempenho Organizacional Efetividade de Conversão de TI Fatores Estruturais

Processo de Gerenciamento Interno

Figura 11 - Modelo de realização de valor de Markus e Soh Fonte: MCKEEN; SMITH; PARENT (1999, p. 9)

McKeen e Smith (1999) observaram que as análises, até então realizadas, ocupavam-se predominantemente com medidas do nível de informatização das organizações, mas negligenciavam um fator muito importante: pessoas. Segundo eles, a organização ou a preparação para a TI deve levar em conta o papel das pessoas no uso da tecnologia, a fim de que os impactos sejam percebidos no desempenho organizacional. Somente a conjunção adequada da TI com as pessoas permitirá a realização do valor da TI, conforme a figura 12.

Tecnologia de

Informação Organização de TI

Desempenho Organizacional

Figura 12 - Modelo de realização de valor de McKeen e Smith Fonte: MCKEEN; SMITH; PARENT (1999, p. 10)

Apresentados os modelos, McKenn, Smith e Parent (1999, p. 11-14) sugerem um que os sintetiza, conforme a figura 13:

Governança de TI Investimento em TI Organização de TI Utilização de TI Desempenho

Organizacional Efetividade de

Conversão de TI

Figura 13 - Modelo de realização de valor sintetizado Fonte: MCKEEN; SMITH; PARENT (1999, p. 13)

Os autores argumentam que os modelos prévios podem funcionar de maneira complementar para explicar a realização de valor da TI. “O modelo

e formas organizacionais” (MCKEEN; SMITH; PARENT, 1999, p. 13, tradução

nossa). Além dos fatores intermediários entre investimento e desempenho organizacional (organização, utilização e efetividade de conversão de TI), há um precedente do investimento que é a governança de TI. Isto significa que os investimentos avaliados e realizados devem estar inseridos em um planejamento mais amplo, definido pela governança de TI.

Outro modelo de realização de TI, usando os conceitos de valor potencial e realizado, foi proposto por Davern e Kauffman (2000, p. 123) e ilustrado a seguir na figura 14. Segundo eles, a avaliação inicia com o valor potencial oferecido pelo projeto, que antecede o investimento de capital. Contingências de conversão, bem como fatores moderadores do valor da TI controláveis ou não pela organização, influenciam os impactos da TI na organização, que, por sua vez, influenciam o valor realizado e o retorno do projeto. Os autores reconhecem a importância da complementaridade de outros investimentos em adição ao investimento em TI, para que o valor realizado seja maior.

Gerenciamento de TI Contingências de Conversão Impactos da TI Valor Realizado do Projeto de TI Retorno sobre o Investimento em TI Valor Potencial do Projeto de TI Investimento no Projeto de TI

Figura 14 - Modelo de Criação de Valor de Davern e Kauffman Fonte: DAVERN; KAUFFMAN (2000, p. 123)

Segundo Smith e McKeen (2003, p. 439, tradução nossa), “com o advento

do uso estratégico da TI nos negócios, tornou-se mais difícil isolar e verificar a proposição de valor da TI”. A própria quantidade de modelos propostos, bem como

as várias definições de valor de TI adotadas por diferentes autores ilustram tal dificuldade. Para tanto, eles sugerem cinco princípios centrais para desenvolver e verificar a realização de valor nas organizações (SMITH; MCKEEN, 2003, p. 447- 448).

O primeiro princípio é usar um processo de gerenciamento do valor dos investimentos em TI claramente definido e padronizado ao longo da organização. O

objetivo é priorizar as oportunidades de TI pelo valor potencial em relação às demais, otimizando a carteira de projetos. Esse processo, além de garantir o acompanhamento dos projetos após sua implantação, deve incluir medidas contínuas de monitoramento da realização do valor.

O segundo princípio consiste em manter o foco em projetos menores, em poucas áreas, e escolhê-los de forma sinérgica. O conceito é realizar valor através de uma série de pequenos projetos focados que, conjuntamente, resultem em impactos de curto e longo prazos, melhor gerenciados em comparação com uma quantidade maior de projetos grandes.

O próximo princípio é adotar uma orientação holística para o valor da tecnologia. Deve-se considerar a interação entre pessoal, informação e tecnologia, a fim de alcançar a realização completa do valor.

O quarto princípio abrange o envolvimento de um executivo que encampe todos os projetos, além dos demais envolvidos perceberem sua parcela de contribuição para os resultados finais.

O último princípio proposto, decorrente da complexidade crescente da tecnologia, da variedade de opções disponíveis e da incerteza no ambiente, sugere uma abordagem para reduzir riscos através da aceitação de projetos experimentais antes de assumir projetos maiores e definitivos. Esse princípio permite que os investimentos sejam divididos em partes menores e que possam ser reavaliados de maneira mais fácil. Ressalta-se que este último princípio sugerido contém características e conceitos próprios da teoria das opções, objeto de detalhamento mais adiante.

Para Harris, Herron e Iwanicki (2008, p. 140-142), a contribuição de valor da TI pode ser mensurada com base no valor entregue e na eficiência de desenvolvimento. O valor entregue refere-se aos resultados observados em termos financeiros e a eficiência do desenvolvimento refere-se aos custos necessários para sua execução. Os autores representam esta contribuição de valor com o esquema gráfico a seguir na figura 15.

Tecnologia de Informação Valor para os shareholders Melhoria contínua dos processos Aumento de margens Valor para o consumidor Aumento de receitas Aumento de produtividade

Redução do tempo para o mercado Aumento de qualidade

Redução de custos

Satisfação do consumidor Melhoria da posição competitiva

Aumento da participação de mercado

Figura 15 - Modelo de Contribuição de Valor da TI de Harris, Herron e Iwanicki Fonte: HARRIS; HERRON; IWANICKI (2008, p. 141)

No modelo descrito anteriormente, há duas perspectivas. No lado esquerdo, a melhoria contínua dos processos pela TI leva a um aumento nas margens de lucro do negócio, através do aumento de produtividade e da qualidade, bem como da redução do tempo para o mercado (time to market). No lado direito, a TI que oferece valor para o consumidor resulta em aumento de receitas, através do aumento da satisfação do consumidor e da melhoria da posição competitiva. Uma vantagem desse modelo é que ambas as perspectivas são mensuráveis.

Em relação à medição do desempenho da TI, Harris, Herron e Iwanicki (2008, p. 142-144) sugerem quatro medidas chave: custo, qualidade, duração e qualidade do consumidor.

Custos referem-se a todos os desembolsos operacionais associados à TI, devendo ser coletados e analisados dados referentes aos desembolsos de desenvolvimento e manutenção da carteira de aplicações na organização. Qualidade, como medida de desempenho da TI, refere-se à quantidade de defeitos encontrados em uma aplicação ou produto. A medida de duração é o tempo observado para definir, projetar, desenvolver, homologar e colocar em produção uma solução de TI. Alterações neste prazo podem comprometer o desempenho da TI. A última medida refere-se à satisfação do consumidor com a solução apresentada,

podendo ser coletada através de pesquisas conduzidas diretamente com o consumidor ou usuário da TI.

Os autores sugerem ainda uma quinta medida de desempenho de TI (HARRIS; HERRON; IWANICKI, 2008, p. 144-146). Segundo eles, as quatro medidas anteriores são insuficientes para fazer comparações efetivas. A escala (tamanho) dos projetos é uma importante variável que deve ser levada em conta na análise do desempenho, uma vez que projetos com diferentes escalas passam a ser melhor comparados com a inclusão da escala na avaliação. Uma boa medida de escala deve ser significativa para os gestores e usuários, seguir o padrão da indústria, ser fácil de entender e aplicar e ser baseada em estatísticas objetivas.

3.3 CLASSIFICAÇÕES DOS MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS