Ulusal Emeklilik Kasasınca (ONP) Türkiye’de ikamet eden kişilere yapılan sosyal güvenlik ödemeleri (vatandaşlık durumu
1.3.5. VATANDAŞLARIMIZ ARASINDA ÖRGÜTLENME
1.4.4.2. Türk Dili ve Kültürü Sınıflarına Devam Eden Çocukların Sayısı (2004-2005 Öğretim yılı)
0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%
Livres Escravos Forros
Mestiços Crioulos Africanos Pardos Brancos
Fonte: Lista Nominativa de 1838 (Cedeplar/UFMG)
No que se refere à composição por gênero, observamos proporção maior de mulheres no segmento dos livres. Enquanto os homens somam 1.235 habitantes, as mulheres são em 1.596, para um total de 2.831. O deficit de 361 homens equivale a 12,75% a mais de mulheres. Nesse sentido, o fato de ser centro burocrático e militar não foi suficiente para tornar a cidade pólo de recepção de elementos masculinos suficientes para o equilíbrio entre os sexos. Essa maior porcentagem de mulheres livres é observada, na capital das Minas, desde a segunda metade do século XVIII, período caracterizado pelo êxodo de jovens rapazes em busca de melhores oportunidades econômicas, devido à decadência da exploração aurífera na região. Entretanto, como já foi alertado no início deste trabalho, não podemos desconsiderar a possibilidade de homens (tropeiros, militares, fazendeiros) encontrarem-se ausentes de seus domicílios por ocasião do recenseamento.
A composição dos escravos por sexo se mostra muito peculiar. Homens somam 456 e as mulheres perfazem 403, para o total de 859, determinando, portanto, relativo
equilíbrio. Este equilíbrio é mais observado entre os crioulos. Entre os pretos nascidos no Brasil, 50,7% são homens, definindo alta equivalência entre os sexos.
Os africanos formavam a maior parte da escravaria em Ouro Preto, mas o perfil, por gênero, não segue o padrão de importação prioritária de homens, pois 275 são homens e 191 mulheres, ou seja, o gênero feminino constitui 41% dos cativos, porcentagem bem alta. Esse percentual nos faz imaginar que as escravas não vinham diretamente da África, mas foram compradas de outras localidades ou províncias, e para o trabalho requerido, não havia preferência pelo sexo masculino. O núcleo urbano se caracteriza por grande variedade de funções exercidas pelos cativos, sendo muitas delas do âmbito feminino, como aquelas específicas do trabalho doméstico. Podemos considerar também o preço inferior das mulheres cativas. Relativizamos, para esse período, a premissa de que grande número de cativos homens determina sua aquisição via comércio, enquanto o equilíbrio de sexos caracteriza o crescimento natural.
Ao consultarmos os registros de batismos da paróquia do Pilar, nos anos de 1837 e 1838, encontramos o batismo de 14 escravos adultos, que podem nos indicar serem boçais, ou seja, recém-chegados da África. Entre eles, somente dois eram homens, enquanto doze eram mulheres. Há desconfiança entre os historiadores que, mesmo os escravos tendo sido batizados precariamente nas costas africanas, antes de embarcar, o fossem novamente ao chegar no Rio de Janeiro ou em outro porto brasileiro, antes de seguir perigosa viagem até o interior do país. Chegando a seu destino final, pode ser que fossem batizados novamente. Este batismo deveria se dar sub conditione, pois desde os primórdios da Igreja cristã, havia a convicção de que o batismo não deveria se repetir. A discussão, portanto não versaria sobre batizar novamente, mas se o batismo anterior fora válido ou não. No entanto, o sacramento do batismo não se constituía somente num importante ritual religioso, mas a certidão daí gerada valia como comprovante da propriedade daquele cativo. Haja vista a preocupação dos registros em sempre assinalar o nome dos proprietários do batizando.
Grande parte dos africanos foi comprada poucos anos antes do recenseamento de 1838, pois, de um total de 466, pouco menos da metade (201) tem entre 21 e 30 anos, seguidos pelos jovens de 10 a 20 anos, que somam 118. Essas duas faixas etárias formam 68,5%. Temos 6 crianças cativas entre 0 e 9 anos, e outras 6 com a idade de 10 anos. Elas podem ter vindo acompanhando suas mães, apesar de ser comum a venda de
crianças em separado, principalmente quando eram frutos de relações não sancionadas pelo matrimônio católico. Mesmo entre os escravos casados, se, de alguma forma, os casais eram preservados, como orientava as Constituições primeiras do arcebispado da
Bahia, não havia restrição sobre a venda de seus filhos.
A análise por idade, entre os escravos crioulos, nos revela o seguinte perfil: 33% tem até 10 anos, seguidos pelos jovens de 11 a 20 anos. Há uma baixa considerável nos cativos de 21 a 30 anos, determinando, portanto, que os crioulos não eram conseguidos basicamente através da compra, que prioriza escravos no início da idade produtiva. Não podemos considerar essa baixa como decorrente da venda de cativos, pois, para a mesma faixa etária, temos acréscimo substancial de escravos africanos. Podemos pensar na possibilidade de os crioulos (crianças e jovens) referirem-se a filhos de africanos. Para tanto, analisemos o fogo de Nicolau Soares de Couto, apresentado adiante. Lá, estão presentes 19 escravos. Destes, 10 são homens e 9 mulheres, pois, como já observamos acima, para os afazeres urbanos não havia preferência substancial para o gênero masculino. A composição da escravaria por cor ou origem constituía-se por 14 africanos, 4 crioulos e 1 pardo. Este último, Rufino, de 30 anos, está listado em primeiro lugar, podendo tratar-se de algum cativo de confiança do chefe do domicílio. Entre os africanos, temos uma criança de 7 anos, que possivelmente acompanhou sua mãe quando esta foi comprada. Temos outro, de 52 anos, e os demais estão na faixa etária dos 20 anos. Já os crioulos têm idade abaixo de 12 anos. Apesar de o domicílio de Nicolau Soares não ser característico de Ouro Preto, como veremos adiante, referenda nossa análise e auxilia na interpretação do gráfico que nos apresenta o perfil dos escravos listados no recenseamento por faixa etária e por cor (origem).
Tanto entre os africanos como entre os crioulos, temos a presença de escravos de idade avançada. Temos 73 africanos acima de 40 anos, que perfazem 15,6% dessa categoria, e 44 crioulos com idade superior a 40 anos, ou 16,8% dos cativos nascidos no Brasil. Esses escravos mais velhos, possivelmente remanescentes de plantéis mais antigos, são prova de que a estagnação econômica não foi definidora da venda de toda mão-de-obra cativa.
Os escravos pardos e cabras (mestiços) são em menor número e sua composição por idade é bem específica. Há grande concentração de crianças e jovens cativos.
Observamos certa redução entre aqueles entre 21 e 30 anos, sendo que, a partir daí, a redução torna-se mais acentuada.