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TÜRK HUKUKUNDA BİRLİKTE SORUMLULUĞUN UYGULANMAYACAĞI HALLER

İŞYERİ DEVRİNİN HÜKÜM VE SONUÇLARI I. İŞYERİ DEVRİNİN İŞ İLİŞKİLERİNE ETKİSİ

D. TÜRK HUKUKUNDA BİRLİKTE SORUMLULUĞUN UYGULANMAYACAĞI HALLER

Embora tenham sido identificadas poucas ocorrências da representação da avaliação no discurso dos professores, entendo que este seja um constituinte da prática pedagógica a ser considerado, tendo como base teórica as regras criteriais,

no âmbito das regras instrucionais ou discursivas, propostas por Bernstein (1990, p. 102-103). Entre os dez professores entrevistados, seis fazem referência a algum tipo de procedimento ou instrumento que avalia a competência ou desempenho do aprendiz.

3.4.3.1. No Discurso dos Professores de Inglês do EF1 na Rede Municipal

Duas professoras da rede municipal mencionam procedimentos usados para verificar a produção das crianças. No excerto abaixo, a professora menciona a verificação que ela faz da produção de cada criança:

“Eu vejo um por um, eles falam pra mim o que a gente aprendeu. Criança por criança.” Miriam Eu vejo um por um

Ator Pr: Material Meta

No próximo excerto a professora descreve um momento de verificação da produção escrita de uma aluna considerada com NEE, tendo em vista suas dificuldades de aprendizagem em língua materna:

“Aí ela: “Posso ler pra senhora? Primeiro a senhora vê se tá bom.” E aí eu olhava no caderno dela tava assim mono mono mono, sabe? Um monte de vogal junta, o nome da irmã dela, mas outro mono mono pink, escrito DIREITINHO, mono mono mono red, BONITINHO, as cores que ela colocou na historinha. E na hora de ler a historinha, ela ia certinho, na hora que aparecia cor ela falava, na hora que aparecia outra cor ela falava. E aí ela contou a historinha dela depois pra sala BONITINHO, do jeito que ela contou pra mim. E aí você percebia que em português ela não escrevia, mas em inglês ela tinha treinado tanto que ela fazia bonitinho. Então, você percebe que o ALUNO, ele É capaz de fazer.” Maitê

A aluna reconhece na professora a autoridade para verificar sua produção antes de ler em voz alta para o grupo. Na avaliação da professora ela usou o vocabulário das cores como era esperado, conforme apresentado no item 3.1.2.1 –

“Então eles contam toda a historinha em português, mas aquela palavrinha que eles aprenderam em inglês, então eles colocam em inglês.” Apesar de não produzir o restante do texto escrito na língua materna, como era esperado, a avaliação da professora foi positiva, pois ao produzir seu texto oral ela mesclou a língua materna com o vocabulário alvo, considerado pela professora “direitinho” e “bonitinho”. O contar histórias é um procedimento utilizado por esta professora que espera verificar o uso do vocabulário apresentado na história contada em português.

As crianças da rede municipal também mencionam esse procedimento de verificação como podemos observar em dois excertos a seguir:

Pesquisadora: (...) que mais que ele faz?

Mateus: Ah, aí quando nós tá indo assim, ele passa, assim, o caderno, né, pra vê ...

Meire: ... e aí ela vista o caderno, porque a outra professora, da terceira série, também, não vistava.

Pesquisadora: E você acha bom isso?

Meire: Vistá eu gosto, mas só que deixá assim sem os alunos – deixá incompleto sem corrigí, aí não.

Essa verificação sugere um procedimento que, embora não esteja prescrito em nenhum documento, compõe as regras criteriais que verificam o desempenho dos alunos, é explícito e reconhecido pelos alunos e integra as características de uma Pedagogia Visível (BERNSTEIN, 1990 p.103) que se encontra no quadrante das pedagogias interpretadas como conservadoras mais voltadas para o desempenho do uso da língua em detrimento da aquisição de uma competência linguística na língua alvo. Vivendo o ensinar-aprender inglês em um contexto da rede pública, observo a grande importância que é dada à verificação da produção ou do registro da criança no caderno ou livro. O visto é, de fato, um mecanismo de controle utilizado pelo professor, mas que também serve de parâmetro para pais e para a coordenação e direção da escola. Para a criança talvez seja uma das únicas chances que o professor tem de se aproximar dela em salas numerosas e tentar oferecer um atenção individualizada, embora algumas vezes possa ser mecânica.

Se considerarmos a possível abrangência que tal prática possa ter na educação holística da criança, certamente o contar histórias mesclando língua materna com vocabulário em língua inglesa pode estimular o desenvolvimento da competência de contar histórias em língua materna, o que poderia ser considerado um ganho positivo, embora essa competência ainda não seja possível de ser desenvolvida em língua inglesa nesse ciclo escolar.

3.4.3.2. No Discurso dos Professores de Inglês do EF2 e EM na Rede Estadual Na esfera das representações no discurso dos professores de inglês da rede estadual, quatro dos cinco professores entrevistados mencionam diferentes formas de avaliar os alunos: (a) uma avaliação contínua em aula; (b) uma prova; (c) uma tarefa final de produção escrita proposta pelo Caderno do Aluno; e (d) o SARESP -

Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo – que avalia a Educação Básica, um instrumento externo utilizado pelo estado. O Quadro 3.7 traz excertos que ilustram cada uma das formas:

Formas de

Avaliação Excertos

Avaliação Contínua “E a avaliação era durante as aulas, né, uma avaliação contínua. Era isso. Sempre muito precário.” Estefânia

Prova Mas ele também, às vezes, falava: “Ah, eu não vou precisar fazer prova, né?” Falei: “Não, você faz a prova oralmente.” Erika

Produção Escrita A sexta série, o assunto é voltado pra atividades de lazer, entretenimento. Então nós fizemos um folder no começo do ano. Erika SARESP “De que forma, assim, a... diretoria de ensino orienta os diretores a orientar os coordenadores a cobrar a aplicação da apostila, não importa de que forma. Tem de trabalhar... a apostila; pra depois responder por isso. Então essa apostila, enquanto nós tivermos aí... E depois, a prova do SARESP, que é a avaliação do Estado de São Paulo, é baseada no caderno.” Evandro

“Não. Eu lembro que assim, foi informado no final do ano retrasado que no próximo ano nós iríamos receber cadernos do aluno e cadernos do professor pra poder trabalhar em sala de aula. Voltados para o SARESP, tudo voltado com a intenção do que que vai ser cobrado depois.” Erika

“Por que o aluno ele faz o SARESP e você TEM - o SARESP desse ano, nessa semana, foi o caderno.” Eduarda

Quadro 3.7 – Formas de Avaliação

A referência à Avaliação Contínua é bastante geral, sem especificar o que isso significa ou o que compõe esse tipo de avaliação. As provas escritas podem fazer parte de uma Avaliação Contínua, podendo ser aplicada na versão oral para alunos com necessidades especiais, como ilustra o excerto do discurso da professora Erika, acima, no qual ela se refere à fala de um aluno com deficiência visual que deseja confirmar a necessidade dele fazer prova. A produção escrita proposta pelo Caderno do Aluno é um elemento novo que permite consolidar os conteúdos temáticos e sistêmicos da língua. Há a recorrente referência ao SARESP como avaliação, porém de forma equivocada, pois essa avaliação não diz respeito à língua estrangeira, pelo menos por enquanto. Tal referência sinaliza a representação de uma regra hierárquica que indica o poder do Estado em medir o rendimento escolar e a interpretação do professor de que haverá cobrança do conteúdo por meio desse recurso.