İŞYERİ DEVRİNİN HÜKÜM VE SONUÇLARI I. İŞYERİ DEVRİNİN İŞ İLİŞKİLERİNE ETKİSİ
C. DEVREDİLEN İŞ SÖZLEŞMELERİ 1. Genel Olarak
Esta pesquisa contou com vinte e cinco participantes que a partir de um convite se dispuseram a participar deste estudo por meio de entrevista gravada em áudio, que constituem os corpora de pesquisa conforme detalhamento em 2.3.
A pesquisa iniciou-se com uma lista de dez professores de inglês da rede municipal de ensino que, convidados durante um encontro de formação continuada, colocaram-se à disposição para as entrevistas. Porém, apenas cinco entrevistas foram de fato concretizadas. Foram feitas outras tentativas de se ter um maior número de professores informantes da rede municipal, mas a insistência mostrou-se improdutiva. Por essa razão, tomei o número cinco como referência para replicar a mesma quantidade de entrevistas com os professores de inglês da rede estadual e para os alunos das diferentes fases de ensino: Fundamental 1 (EF1), 2 (EF2) e Ensino Médio (EM).
Os professores e alunos entrevistados são de diferentes escolas, o que garante que não haja relação professor-aluno entre a maioria dos entrevistados. Há apenas um caso em que pude identificar a relação entre uma aluna da rede municipal e uma das professoras entrevistadas.
2.2.1. Os Professores
Os professores compartilham semelhanças no que diz respeito à formação inicial e tempo de trabalho como professor na rede pública. Oito dos dez professores foram alunos da rede pública durante a educação básica, aspecto que considero importante no perfil desses professores e que nos mostra que a maioria conhecia o contexto socioeducacional onde atuavam, por meio da experiência que tiveram como aluno.
No que tange à formação inicial dos professores, todos fizeram curso de Letras que os habilitou para o ensino de língua portuguesa e inglesa. Observou-se
que seis deles estudaram em uma Instituição de Ensino Superior (IES) particular situada no município em questão, cujo curso de Letras tem duração de três anos e meio (sete semestres), tempo este que difere do tempo de formação inicial dos outros professores que estudaram em IES particulares de prestígio e pública no município de São Paulo e no interior de São Paulo, onde programas mais extensos são, geralmente, oferecidos.
As professoras da rede municipal que atuam no EF1, quando entrevistadas, haviam iniciado um programa de formação continuada voltado à Educação Inclusiva, em outubro de 2009 e continuado em 2010, oferecido pelo Centro de Formação dos Professores do Município. Uma das professoras da rede municipal concluiu sua pós- graduação em Psicopedagogia em Instituição de Ensino Superior (IES) local. Na rede estadual, todos os professores que atuam no EF2 e EM participaram de diferentes programas de formação continuada para os professores de inglês oferecidos pela CENP e um dos professores também é formado em Pedagogia.
Como parte de sua formação linguística, todos os professores estudaram inglês em escolas de línguas. Uma delas fez curso no exterior e outra, até o momento da entrevista, fazia curso de inglês em uma universidade privada de prestígio no município de São Paulo.
Todos os professores são concursados e efetivos em suas funções. Todas as professoras da rede municipal desempenham seu trabalho há seis anos, desde que houve o primeiro concurso para professores de inglês para o EF1. O tempo de atuação dos professores da rede estadual varia. Há professores com seis, doze, vinte (dois professores) e vinte e dois anos de trabalho.
Vários professores trabalharam em empresas privadas sem ligação com o ensino de línguas (bancos, escritórios), desempenhando outras funções antes de se tornarem professores. Três professores trabalharam em escolas particulares anteriormente e paralelamente à sua atuação na rede pública. Dois professores atuam paralelamente em escolas de idiomas, outros dois atuam também na rede particular de ensino.
É importante delinear o perfil desses professores para, então, melhor entendermos a relação de alguns traços desse perfil na representação das práticas pedagógicas e da formação desses professores.
2.2.2. Os Alunos
A maioria dos alunos sempre estudou em escola pública, desde a educação infantil inclusive, e os quinze alunos vivenciaram a experiência de aprender inglês na rede municipal, incluindo, portanto, os alunos do EF2 e EM da rede estadual. As exceções são: (a) apenas duas crianças do EF1 tiveram educação infantil na rede particular; (b) apenas uma criança do EF1 fez o primeiro ciclo (1º e 2º anos) na rede particular; e (c) apenas um aluno do EF2 estuda em escola livre de idiomas.
A faixa etária (Quadro 2.1) dos alunos, em geral, corresponde ao período escolar, sendo que um aluno do EF1 estava refazendo a quarta-série quando entrevistado:
Faixa Etária
Alunos da Rede Municipal EF1 8 - 10 Alunos da Rede Estadual EF2 12 - 14
EM 14 – 17 Quadro 2.1 – Faixa Etária dos Alunos
Embora não tenha coletado formalmente tais informações, é do meu conhecimento que as crianças e adolescentes vêm de famílias da classe trabalhadora cujas mães são donas de casa, professoras de matemática e educação básica na rede pública, trabalhadoras de áreas administrativas e cabeleireira. Os pais são trabalhadores do ramo metalúrgico ou da construção civil, de áreas administrativas, taxistas, funcionário público da área da saúde, professor de matemática da rede pública; e um é falecido. Uma das crianças vive sob a guarda da avó. A maioria dos pais e mães também estudou na escola pública e, exceto os que são professores, poucos têm formação superior.
Foi coletado o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) de cada participante. No caso das crianças e adolescentes menores de idade, o TCLE foi devidamente assinado por seu responsável legal, obedecendo às exigências do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da PUCSP e da Resolução 196 de 10 de outubro de 1996 do Conselho Nacional de Saúde. Todos os documentos e procedimentos exigidos são do nosso conhecimento e o Protocolo de Pesquisa