2.3. TÜRK MAKİNE SANAYİ DIŞ TİCARETİNDE GENEL GÖRÜNÜM
2.3.1. Türk Makine Sektörünün Dış Ticaret Göstergeleri Açısından İncelenmesi 42
2.3.2.11. Türbin, Turbo Jet ve Hidrolik Silindir
No capítulo anterior, foi demonstrado o esforço empreendido pelos profissionais na identificação dos beneficiários do BPC visando sua inclusão nos serviços socioassistenciais, principalmente nas atividades desenvolvidas pelos Centros de Referência de Assistência Social. A implantação dos 11 CRASs do município, iniciada em 2005 e consolidada em 2006, enfrenta múltiplos desafios: desde a insuficiência e instabilidade dos recursos humanos até a apreensão do novo papel profissional, diante de exigências e habilidades que a oferta de atividades individuais e coletivas exige, além do domínio do território, da rede de serviços socioassistenciais existentes e da capacidade de articulação intersetorial para atuação em rede.
Acho que é um processo a implantação do SUAS. Assim como demorou em chegar ao que nós temos de conhecimento da LOAS hoje, vamos precisar de um tempo para nos apropriarmos do SUAS. Assim como foi com o ECA. É um processo ... (Assistente social 2 da Cooperativa).
Trata-se, pois, de um processo que exige “sair detrás das mesas” e conhecer os usuários, suas famílias, o território e as relações sociais nas quais se insere. Considerar o território como espaço de relações sociais – ao mesmo tempo, acolhedor quando se configura como lugar de pertencimento e ameaçador porque revela o aprofundamento das desigualdades.
O profissional também vai mudando, vai aprendendo a ouvir mais. No CRAS que trabalho tem grupo, mas ainda tem o trabalho individual. Lá tem um grupo de beneficiários do BPC, pessoas com deficiência, tem crianças e tem mais idosos. Depois da busca ativa que fizemos, formamos o grupo, mas o grupo está aberto a todos. Num primeiro momento vieram mais com medo do corte do benefício. Daí
quando viram que não era isso, agora já estão vindo por interesse mesmo. Eles [os idosos] são diferentes dos jovens, eles têm muita necessidade de falar. Eles estavam sem atividade nenhuma. Nós não tínhamos noção do número de pessoas com deficiência lá. (Assistente social 2 do CRAS)
O desafio de aproximar-se de um público atendido historicamente pelas ONGs, vencer a fragmentação da política de assistência social para alcançar a centralidade da família e dar visibilidade para outras políticas sociais também se faz presente.
Como estamos fazendo busca ativa dos beneficiários, estamos vendo as necessidades reais deles, então estamos levando essas situações para as reuniões intersetoriais, várias áreas estão conversando sobre essas pessoas.(Assistente social 1 do CRAS)
Um dos beneficiários entrevistados que participa de atividades desenvolvidas pelo CRAS assim se expressou:
As moças me convidaram para vir aqui. Gosto porque a gente fica à vontade, uma hora fala umas coisinhas, umas palestrinhas. Ela [a esposa] não veio, ela não tem diálogo, ela é nervosa. Eu até que estou gostando do grupo. (Beneficiário idoso)
Conhecer de perto o público do BPC tem possibilitado, ainda que inicialmente, reconhecer melhor tanto suas necessidades quanto as demandas de ampliação dos serviços públicos nos territórios de vida.
Em determinada região, por exemplo, os idosos não têm nenhuma opção de lazer, não tem nada para eles, isso está sendo percebido nas visitas, na busca ativa, muitos estão em casa, por exemplo. Está se pensando em descentralizar uma oficina para lá, estamos discutindo na intersetorial. (Assistente social1 do CRAS)
São ações como essas que poderão contribuir para elevar o potencial do benefício e do beneficiário.
O fato de a assistência social estar lá no bairro, já é muito bom. Quando você precisa de médico vai primeiro no centro de saúde, não vai direto para o hospital. Então acho que é a mesma coisa, o serviço tem que estar perto. Antes nós ficávamos ligando, falando o dia do grupo. Agora não precisamos ligar mais, eles já acompanham a agenda mensal que divulga as atividades do CRAS. Tem um grupo que trabalha a prevenção de violência de gênero, também não precisamos mais avisar ninguém, a
comunidade já vem. (Assistente social 1 do CRAS)
Agora com os serviços mais próximos é melhor, porque quando envolve distância é muito complicado, não tem dinheiro, mesmo que tenha acesso à gratuidade no transporte, sair de casa sempre envolve gasto. Tem regiões muito grandes, então o deslocamento para um lugar longe não dava, os serviços eram muitos distantes.
(Assistente social 1 da cooperativa)
A política de assistência social da Prefeitura de Campinas, por meio da Secretaria de Cidadania, Trabalho, Assistência e Inclusão Social, oferta para o público idoso, na proteção social básica, além dos Centros de Referência de Assistência Social, programas e serviços denominados Centros de Convivência Inclusivos e Intergeracionais. Oferece acolhimento e convivência destinados a pessoas, em seus diferentes ciclos de vida, e tem por objetivo fortalecer a construção de redes de apoio, solidariedade e convivência, ampliando o suporte social desse público.
Na proteção social especial de média complexidade, desenvolve o programa de enfrentamento à violência contra a pessoa idosa e, na proteção social especial de alta complexidade, conta com instituições de longa permanência, sendo uma do poder público municipal, três organizações não governamentais co-financiadas pela política de assistência social e 76 instituições particulares com fins lucrativos, fiscalizadas pela Coordenadoria de Vigilância Sanitária (COVISA) e pelo Conselho Municipal do Idoso.
Dados da COVISA revelam que menos de 1% da população acima de 60 anos encontra-se institucionalizada no município. As políticas setoriais de saúde, cultura e esporte também oferecem serviços destinados aos idosos. Mas é grande o número de idosos que se encontram isolados do convívio social, conforme demonstrado no capítulo anterior.
Além do que já foi assinalado sobre proteção social básica para as pessoas idosas, as pessoas com deficiência estão incluídas na oferta dos serviços socioeducativos para crianças e adolescentes de seis a 14 anos. Em relação à inclusão dos beneficiários do BPC nos CRASs, a baixa incidência desse público, conforme quadro a seguir, revela o tamanho do desafio para a inclusão dos beneficiários nos serviços oferecidos.
Quadro 5. Número de Famílias beneficiárias do BPC acompanhadas pelos CRASs
REGIÃO CRASs Nº DE FAMÍLIAS
ACOMPANHADAS Vila Réggio 08 NORTE Espaço Esperança 06 Campo Belo 02 SUL Bandeiras 03 Nilópolis 02 LESTE Flamboyant 12 Campos Elíseos 01 Profilurb 53 SUDOESTE Vida Nova 29 Satélite Íris 02 NOROESTE São Luís 05 TOTAL 11 123
Fonte: Prefeitura Municipal de Campinas/Secretaria Municipal de Cidadania, Trabalho, Assistência e Inclusão Social, 2008. Elaboração própria.
Os serviços de habilitação e reabilitação, da proteção social especial de média complexidade, são ofertados, no âmbito da política de assistência social, pela rede de ONGs co-financiada pelo município. Os casos relativos à violência doméstica praticada contra a pessoa com deficiência serão organizados no âmbito do segundo CREAS a ser instalado na cidade. Atualmente, essas vítimas são atendidas pelas equipes técnicas dos Distritos de Assistência Social, já mencionados anteriormente.
Não existem serviços de proteção social especial de alta complexidade específicos para as pessoas com deficiência. Contudo, na perspectiva da inclusão social, todos os serviços devem estar abertos também para esse público.
No que se refere à política de saúde, o programa municipal envolve ações preventivas, de habilitação/reabilitação para os cinco tipos de deficiência. Registra-se no campo do esporte o GADECAMP123 – Grupo de Amigos Deficientes e Esportistas de Campinas, equipe de basquete sobre rodas que participa efetivamente de campeonatos estaduais e nacionais e já representou o município de Campinas nos Jogos Abertos do Interior.
No âmbito da política de educação, o índice de inclusão dos beneficiários do BPC com
123
O GADECAMP teve origem em 1988, a partir do Projeto de Atividade Motora Adaptada (PAMA) da Faculdade de Educação Física da Unicamp, com o propósito de integrar e estimular o convívio social da pessoa com deficiência à sociedade, utilizando esportes adaptados.
deficiência precisa melhorar muito. Dados do MDS de 2008, que se referem ao Programa BPC na Escola, revelam que dos 1058 beneficiários com deficiência entre 0 e 18 anos, apenas 57 estão nas escolas.
Por essa pequena amostra é possível constatar o quanto é longo o caminho para a inclusão das pessoas com deficiência. Na verdade, nenhum processo pode ser visto em si mesmo, dissociado de outros processos sociais, afinal não são somente as pessoas com deficiência que enfrentam o desafio da inclusão. É certo que elas enfrentam múltiplas exclusões (pela deficiência e pela pobreza). Essa vivência experimentada por tantas pessoas traz à tona os mecanismos excludentes da sociedade, que segregam e estigmatizam todos aqueles que não se revelaram capazes de “vencer na vida com seus próprios recursos”.
4.4. O BPC E O CONTROLE SOCIAL – O DISCURSO DOS CONSELHEIROS