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Ambalaj Makineleri ve Endüstriyel Yıkama Kurutma Makineleri

2.3. TÜRK MAKİNE SANAYİ DIŞ TİCARETİNDE GENEL GÖRÜNÜM

2.3.1. Türk Makine Sektörünün Dış Ticaret Göstergeleri Açısından İncelenmesi 42

2.3.2.7. Ambalaj Makineleri ve Endüstriyel Yıkama Kurutma Makineleri

Campinas foi uma das primeiras cidades a celebrar um Termo de Cooperação Técnica entre o município e o INSS. Com o objetivo de estabelecer procedimentos mútuos em relação ao BPC, prestar serviço de melhor qualidade e agilidade às pessoas com deficiência e às pessoas idosas, e, sobretudo, ampliar o acesso ao benefício por meio da rede executora da política de assistência social, o Termo de Cooperação Técnica foi celebrado em dezembro de 2004 e a sua operacionalização permanece até os dias de hoje.

Desde então, seminários foram realizados com o objetivo de tornar pública esta parceria, qualificar a rede executora da assistência social para a inclusão de potenciais usuários no benefício, bem como reafirmar seu significado para a política de assistência social. Com o acesso descentralizado na rede socioassistencial, houve maior incorporação do BPC, em seu processo de concessão, ao exercício cotidiano dos profissionais de serviço social, principalmente daqueles que trabalham nas políticas de assistência social e de saúde.

Uma das ações integradas pela comissão do BPC foi a realização, em 2007, do seminário “Programas de Transferência de Renda: novas perspectivas para as políticas públicas”115

. Neste seminário, foram apresentadas pesquisas sobre programas de transferências de renda realizadas nas cidades de Campinas, São Paulo, Santos, Jundiaí e Santo André pela Prefeitura Municipal de Campinas/Secretaria Municipal de Cidadania, Trabalho, Assistência e Inclusão Social e pela Unicamp, por meio do Núcleo de Estudos em Políticas Públicas (NEPP) e Centro de Estudos de Opinião Pública (CESOP).

As conclusões do referido seminário não diferem dos apontamentos de estudos que demonstram que o BPC contribuiu em 9% para a queda da desigualdade de renda das famílias, e em 14% para a diminuição da razão entre a renda dos 20% mais ricos e os 20% mais pobres (PAES DE BARROS, MDS, 2005). Aproximadamente 72% da renda transferida pelo BPC concentram-se em domicílios abaixo da linha de pobreza e 50% da renda total vão para domicílios considerados extremamente pobres ou indigentes (SOARES et al, 2006).

115 O seminário contou com a presença da Profa. Dra. Ozanira da Silva e Silva, da Universidade Federal do Maranhão, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, que, ao lado do município de Campinas, apresentou dados em relação aos 10 anos de implantação do BPC.

O BPC, assim como outros programas de transferência de renda, deve ser analisado para além da transferência monetária e de seus impactos na redução da desigualdade, o que implica considerá-lo do ponto de vista da cidadania e da redistribuição de renda. Será que este direito não-contributivo revela um determinado patamar de alcance da construção de cidadania em nosso país?

No ano de 2007, tendo em vista a elaboração de um Plano Municipal de Acompanhamento dos Beneficiários do BPC, a Secretaria Municipal de Cidadania, Trabalho, Assistência e Inclusão Social iniciou o processo de identificação dos beneficiários para verificar a medida de sua inclusão na rede de programas, projetos, serviços e benefícios da política de assistência social e das políticas de saúde e educação. Estas políticas serão enfatizadas mais adiante.

No que se refere à política de assistência social, este público, historicamente, era (é) atendido por meio das organizações não governamentais (ONGs) que, fragmentadamente, desenvolviam (desenvolvem) programas específicos116. Por isso, incluí-los em

acompanhamento através dos CRASs tem se constituído em enorme desafio para os trabalhadores da política de assistência social. Considerando que a implantação do SUAS é bastante recente, dados de observação apontam uma baixa identificação dos CRASs pelos beneficiários do BPC. Se, por um lado, a separação entre beneficiário e benefício (uma vez que este é realizado por meio de repasse direto) diminui as possibilidades de desvios e clientelismo e garante a liberdade na aplicação do recurso, por outro, parece dificultar a inclusão dos beneficiários no SUAS.

Por essas razões, demonstrar em que medida o BPC é reconhecido como direito não- contributivo da política de assistência social e identificar quais são os caminhos para elevar sua visibilidade, sua legitimação e seu fortalecimento enquanto direito social de cidadania dos usuários do Sistema Único de Assistência Social constituem eixos norteadores das reflexões nesta pesquisa.

O SUAS é um sistema público não-contributivo, descentralizado e participativo, que tem por função a gestão da assistência social e está sendo implantado em todo o território nacional desde 2005. Estabelece a organização dos serviços com base no grau de complexidade da rede de atendimento, a partir dos níveis de proteção social básica e especial,

116

Estudo realizado pelo IPEA (2007:88) sobre análise das políticas sociais no período de 1995 a 2005 revela que os serviços de assistência social, ainda hoje no Brasil, são prestados majoritariamente por entidades privadas, especialmente quando dirigidos aos cuidados e ao abrigo de crianças, pessoas com deficiência e idosos.

sendo as ações de prevenção e fortalecimento de vínculos sociais, familiares e comunitários os eixos da proteção social básica.

O Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social integra o conjunto da cobertura do Sistema Único de Assistência Social/SUAS constituindo, como prestação de transferência de renda, as ofertas da proteção social básica.

A implantação do SUAS traz para o BPC um novo modelo de gestão e a possibilidade de integrar-se à política de assistência social como benefício deste campo, rompendo assim, com a desarticulação entre seus beneficiários e os serviços socioassistenciais.

A partir daí, o desafio que se impõe para a política de assistência social é que seus serviços, forma de operação, modo de organização de seus programas, projetos e benefícios dêem visibilidade ao direito dos seus usuários e a sua afirmação como política de responsabilidade pública.

Campinas apresenta, na organização da política de assistência social, um desenho próprio que, além dos serviços previstos no SUAS, inclui os Distritos de Assistência Social (DAS) em cada uma das cinco regiões administrativas do município. Esses distritos têm por objetivo gerenciar os programas, projetos, serviços e benefícios da política de assistência social em dada região, além de ofertar ações da proteção social básica e especial de média complexidade. De posse da listagem dos beneficiários do BPC disponibilizada via web pelo MDS, teve início o processo de divisão, pelos DASs e pelos CRASs, dos beneficiários entre as cinco regiões administrativas do município, conforme Quadro abaixo.

Tabela 4. Divisão dos beneficiários entre as regiões administrativas do município

REGIÕES DAS CRAS TOTAL

NORTE 1.125 315 1.440 SUL 1.328 644 1.972 LESTE 701 438 1.139 SUDOESTE 1.414 512 NOROESTE 149 122 271 TOTAL 4.717 2.031 6.748

Fonte: Prefeitura Municipal de Campinas. Secretaria Municipal de Cidadania, Trabalho, Assistência e Inclusão Social, 2008. Elaboração própria.

As regiões que reúnem os maiores números de beneficiários – sul e sudoeste – são indicadas pelo Mapa da Exclusão/Inclusão Social (2004) como regiões de alta vulnerabilidade no município, concentrando também o maior índice de responsáveis pelos domicílios com

renda de até meio salário mínimo (PMC/SEPLAMA, 2008). É sabido que essa mesma concentração ocorre com os beneficiários do Programa Bolsa Família do Governo Federal.

O fato de os beneficiários do BPC residirem em sua grande maioria nas áreas de abrangência dos DASs consiste em desafio para o seu acompanhamento, dado o número reduzido de profissionais que compõem a equipe técnica desses locais.

A massiva concentração de beneficiários na abrangência dos territórios do DAS requer análise aprimorada. Em relação às pessoas idosas, infere-se que as regiões que concentram os bairros mais antigos da cidade, e que coincidem com a região central, apresentam maior número de idosos, assim como os bairros que surgiram no período de desenvolvimento das malhas ferroviárias, dando início às chamadas vilas industriais. Em relação às pessoas com deficiência, a associação entre deficiência e pobreza, esta em função do acesso ao benefício exigir renda mensal per capta de ¼ do salário mínimo, parece indicar um caminho para explicar o maior adensamento dessa população nas regiões sul e sudoeste do município117.

Outra dificuldade encontrada para a identificação dos beneficiários do BPC tem sido a falta de atualização e o alto índice de endereços incompletos, o que indica a necessidade de aprimoramento nos sistemas informatizados, bem como na comunicação entre o beneficiário e o INSS.

Não são poucos os desafios postos para as políticas públicas direcionadas para esses dois expressivos grupos populacionais. Se considerarmos a tendência mundial do envelhecimento, o que significa menos crianças e mais pessoas nas idades avançadas, as políticas de assistência social, previdência social e saúde, ou seja, a seguridade social brasileira revela mais uma vez sua importância. Será necessária cada vez mais a ampliação da renda (assistencial e previdenciária) para compensar a perda da capacidade de trabalho, cuidados de longa duração que atendam as exigências de uma longevidade digna e que envolvam, além da saúde, a habitação, a infra-estrutura, a acessibilidade e a sociabilidade. Mas, sobretudo, são os serviços socioassistenciais continuados que, ao desenvolver ações preventivas, assumem lugar de destaque no enfrentamento dessas questões. Nesse sentido, no que se refere à política de assistência social, passos importantes em direção ao atendimento das necessidades das pessoas idosas e das pessoas com deficiência serão percorridos na

117 A pesquisa realizada em 1998, já referida anteriormente, apontou que a maioria das pessoas com deficiência situadas na faixa etária de 27 a 52 anos provinha da região oeste, hoje subdividida em duas regiões: sudoeste e noroeste. À época os dados estatísticos do município já apontavam elevado índice de bolsões de pobreza naquela região.

mesma medida do fortalecimento do Sistema Único de Assistência Social, por meio dos Centros de Referência de Assistência Social. E aí os desafios não são menores!

A necessária passagem de leituras individuais para análises coletivas, aliada ao princípio da territorialidade que supõe o reconhecimento dos múltiplos fatores sócio-culturais e econômicos presentes nos territórios, e que expõem indivíduos, grupos sociais e famílias a situações de vulnerabilidade social (NOB/SUAS, 2005), são requisitos fundamentais para a transmutação da assistência social como prática para a assistência social como política.

Os CRASs, constituindo-se como referência para criação de novas estratégias de ação, demandam dos profissionais o desenvolvimento de metodologias de intervenção social capazes de criar adesão das famílias e participação ativa na luta pelo reconhecimento dos direitos socioassistenciais.

Desta forma, o beneficiário do BPC, morador de um dado território, alcança prioridade no acompanhamento do CRAS, criando-se condições para a implantação de serviços socioassistenciais continuados que constituam, de fato, uma rede de proteção social a essa população, diversificada e qualificada para responder às suas necessidades e direitos.

CAPÍTULO 4. OS SUJEITOS DO BPC: PERCEPÇÃO E SIGNIFICADO NA VOZ