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Sulukule kentsel dönüĢüm projesi

4. TÜRKĠYE’DE KENTSEL DÖNÜġÜM UYGULAMALARI

4.1 Türkiye‟de KentleĢmenin Tarihsel Süreci ve GecekondulaĢma

4.1.3 Ġstanbul özelinde kentsel dönüĢüm örnekleri

4.1.3.2 Sulukule kentsel dönüĢüm projesi

No ambiente empresarial as empresas podem-se categorizar de forma a traduzir a sua postura socioambiental, podendo ser “reativa” ou “proativa”.

As estratégias reativas possuem foco econômico na redução de riscos e minimização de perdas para a empresa e geralmente são aplicadas devido a pressões externas de legislação e consumidores, e já as proativas, buscam maximizar os resultados de longo prazo e ampliar o escopo de responsabilidade socioambiental da organização.

Presume-se que as estratégias do setor energético predominam-se como reativas, por ser um segmento altamente regulado, pois as suas atividades causam altos impactos sociais e ambientais ao meio ambiente. Com isso, o outro objetivo específico deste trabalho consiste em identificar se as empresas pesquisadas apresentam também estratégias de manutenção proativas.

O Quadro 11 mostra como as empresas estudadas foram categorizadas em relação as suas estratégias. Ressalta-se que, quando foi questionado à companhia se adota ou não estratégias proativas e, a resposta tenha sido “Sim”, pediu-se para a usina de geração de energia citar exemplos de suas ações.

Quadro 11: Estratégias de Manutenção Reativas e Proativas

Com base nos dados mencionados no Quadro 11, percebe-se que a empresa A tem perfil reativo, e não apresenta estratégias de manutenção proativas. Segundo o atual gestor do departamento de meio ambiente na companhia A:

[...] A companhia já investiu de forma proativa antes da sua atual presidência e esses investimentos equivaliam em média a R$ 200.000,00 (duzentos mil reais) ao ano. Mas em decorrência da troca do CEO (Chief Executive Officer), este que é indicado por órgão público, controlador das ações da companhia, foi alegado que para redução de custos, esses investimentos deveriam ser cortados e hoje apenas os investimentos requeridos pela legislação são realizados.

A companhia B tem perfil reativo e proativo. A abordagem proativa da companhia tem foco nas ações sociais, e não nas ambientais. A entidade criou um instituto dedicado ao desenvolvimento de ações sociais na sociedade, com o intuito de promover o desenvolvimento humano e social: por meio à cidadania, à cultura, ao esporte e à educação, incentivando cidadãos a repensarem suas atitudes de consumo e engajamento social.

O entrevistado na empresa B informou também que:

[...] Como exemplos de ações sociais apresentadas pela entidade, podem-se mencionar também o programa dentistas do bem, o teatro para a comunidade e o voluntariado. Esses programas são voltados para a comunidade local instalada ao redor das usinas de geração de energia elétrica da empresa.

A empresa C tem perfil reativo e possui abordagens proativas. Como exemplo de abordagem proativa apresentada pela companhia, conforme informado pelo entrevistado, foi:

[...] A criação do programa Energia Social para a prática da sustentabilidade na comunidade local onde estão instaladas as usinas. Esse projeto tem como foco a promoção do desenvolvimento sustentado nas regiões, por meio de ações e investimentos que envolvem as comunidades e o governo local, com o objetivo de contribuir para a melhoria da qualidade de vida.

A companhia também faz recuperação das áreas ao entorno das usinas por meio de reflorestamentos. A legislação ambiental exige esse tipo de ação das usinas, mas a empresa vai além do que é requerido pelas leis em medidas de reflorestamentos.

A companhia D tem perfil reativo e possui abordagens proativas. Como exemplo de abordagem proativa apresentada pela companhia, se pode mencionar a limpeza de cana a seco. Na empresa existe um sistema de limpeza de cana a seco, sem a utilização de água. Tal sistema opera por meio de exaustores de grande potência, os quais retiram a palha e impurezas vindas do campo. Durante a realização da entrevista, a tecnóloga em meio ambiente na empresa D, mencionou que:

[...] Os ganhos ambientais deste sistema referem-se principalmente à economia de água no processo industrial, reduzindo o consumo hídrico e consequentemente a vazão de captação do empreendimento.

Entre as ações sociais praticadas pela usina, podemos citar as doações por meio de cestas básicas e material escolar aos órgãos não governamentais, entidades carentes e comunidade local. Além de também apoiar o desenvolvimento de uma fundação localizada em Minas Gerais, criada pelo próprio grupo da empresa.

E com base nas informações obtidas pode-se perceber que as usinas de geração de energia elétrica têm atendido a legislação ambiental, pois todas informaram que apresentam estratégias reativas.

Entretanto, quando foi questionado se as organizações investem além do que é requerido pelas leis em ações socioambientais, uma entidade informou que não possui abordagens proativas (empresa A) e, tal companhia é pertencente à iniciativa pública. Essa situação mostrou que as empresas do setor público nem sempre servem de fato, em relação a esse assunto, como “modelos” para as demais no mercado, pois na amostra deste estudo foi a única a não abordar essas estratégias, e todas as outras entidades pesquisadas, as quais são privadas, evidenciaram estratégias proativas.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este estudo tratou de investigar o controle dos projetos socioambientais em usinas de geração de energia elétrica no Brasil, à luz de duas abordagens: a maneira como se encontra estruturado o arcabouço teórico relativo ao tema e a forma como as companhias estudadas organizam as diversas atividades e funções para o controle dos projetos que envolvem o meio ambiente.

Dessa forma, questões e objetivos de pesquisa foram estabelecidos com o intuito de nortear o estudo. Neste espaço reservado às considerações finais, esses itens são retomados de forma a esclarecer as conclusões a que se chegou a respeito de cada um deles.

Foi levantado na literatura acadêmica qual seria o modelo ideal, que as companhias devem possuir, para que os controles dos projetos socioambientais obtenham sucesso, alcançando os resultados desejados. Ressalta-se que, conforme apontado no arcabouço teórico, o trabalho com projetos, planejamento e controle não são funções discretas e separadas, pois eles devem se interagir, num ciclo em que o planejamento produz informações necessárias ao controle, ao mesmo tempo em que o controle realimenta o planejamento.

Nota-se que todo o projeto é afetado pela tripla restrição de escopo, custo e tempo, e não se pode mudar nenhum desses parâmetros sem afetar os outros dois, a qualidade, que é definida como conformidade aos requisitos, é mais bem compreendida se considerarmos que a qualidade do produto é determinada pelo equilíbrio dos três fatores.

Ao analisar as empresas pesquisadas, percebe-se que todas atenderam os padrões definidos, de acordo com o arcabouço teórico levantado, para o controle de seus projetos socioambientais, e apenas uma usina de biomassa não apresentou somente um item em relação ao tratamento das “Contingências”, pois não adota a figura de um consultor externo em relação aos projetos elaborados pela área de meio ambiente. Como a companhia tem pouco tempo desde o início das suas atividades na região onde está localizada, conforme informado pelo entrevistado da entidade, esse procedimento poderá ser implantado no futuro. E para tentar identificar se as companhias estudadas possuem estratégias socioambientais nas etapas em que os seus projetos são compostos, foi utilizado como base o Modelo de

Sustentabilidade Empresarial, pois contempla o conceito do Triple Bottom Line: econômica, ambiental e social. Portanto, com as informações coletadas, percebeu-se que todas as empresas apresentaram práticas em seu cotidiano que levam em consideração as três vertentes da sustentabilidade.

Sendo que esses três pilares refletem sobre a necessidade das companhias em ponderar suas decisões estratégicas, mantendo a sustentabilidade econômica ao gerenciar organizações lucrativas e geradoras de valor; a social ao estimular a educação, cultura, lazer e justiça social à comunidade; e a ambiental ao manter os ecossistemas vivos e com diversidade.

Foi ressaltado neste trabalho também que todas as organizações podem ser categorizadas de forma a traduzir a sua postura socioambiental, podendo ser “reativa” ou “proativa”. Sendo que as estratégias reativas são aplicadas devido a pressões externas de legislação e consumidores, e já as proativas, buscam maximizar os resultados em longo prazo e ampliar o escopo de responsabilidade social.

E durante a pesquisa realizada neste trabalho foi abordado este tópico para analisar como as usinas de geração de energia estudadas são categorizadas. Com base nos resultados levantados, as usinas têm postura reativa e proativa, com a exceção de uma empresa de iniciativa pública, que somente possui estratégias reativas, e não proativas, pois a alta gerência da companhia alega a necessidade de redução dos custos e decidiram por extinguir esses gastos de seu orçamento anual.

Depois de analisar todas as informações apresentadas neste trabalho, chegou-se a conclusão que o setor energético é altamente regulado em relação as suas práticas socioambientais, por suas atividades estarem ligadas à externalidades negativas e, dessa forma, pode-se perceber que as companhias deste segmento demonstram bastante preocupação no controle dos seus projetos sociais e ambientais, para que não infrinjam as leis pertinentes ao setor.

Nas últimas décadas, o mundo tem passado por profundas e aceleradas transformações sociais e econômicas, influenciadas principalmente pelas consequências da globalização. E a facilidade de adaptação torna-se vantagem competitiva importante para a sobrevivência das empresas aptas a navegar na complexidade do ambiente de negócios e da natureza de projetos.

Com isso, alguns defensores da atuação do governo como órgão regulador do mercado, acreditam que a legislação mais severa força as organizações a inovar seus processos produtivos, desenvolvendo novas tecnologias para solucionar seus problemas, sendo assim, a legislação poderá atuar como incentivador da inovação social por processos e produtos mais limpos e na melhoria da qualidade ambiental dos processos produtivos.

Para futuras pesquisas, sugere-se explorar outros setores de atuação no ambiente empresarial, para buscar identificar se as entidades de outros segmentos possuem projetos voltados para o meio ambiente e, em caso positivo, analisar também se as práticas existentes, para o controle desses projetos socioambientais, atendem o modelo proposto neste estudo.

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