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KentleĢmenin mekânsal süreci

4. TÜRKĠYE’DE KENTSEL DÖNÜġÜM UYGULAMALARI

4.1 Türkiye‟de KentleĢmenin Tarihsel Süreci ve GecekondulaĢma

4.1.1 KentleĢmenin mekânsal süreci

As principais mudanças no ambiente empresarial e iniciativas para gerar vantagens competitivas têm sido executadas, em sua maior parte, por meio de projetos. E considerando o dinamismo e a complexidade dos negócios no ambiente empresarial, cada vez mais as empresas buscam estratégias para aperfeiçoar o seu desempenho e eficiência competitiva e, assim, aumentar as possibilidades de sucesso nos projetos.

Na última década, os projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação aumentaram significativamente no Brasil. Um dos motores desse crescimento, segundo Krause (2014), é a obrigatoriedade das empresas do setor elétrico em investirem uma fração de seu faturamento nesses tipos de projetos. De acordo com a lei n. 9.991/00, entidades autorizadas à produção independente de energia elétrica são obrigadas a realizar investimentos mínimos em pesquisa, desenvolvimento tecnológico e eficiência energética.

De acordo com Keelling (2002), todos os projetos apresentam as seguintes características comuns:

 são empreendimentos independentes;  possuem propósito e objetivos distintos; e  são de duração limitada.

A maioria dos projetos também tem:

 datas determinadas para início e conclusão;

 recursos próprios (incluindo financeiros e humanos); e  administração e estrutura administrativa próprias.

O trabalho em um projeto permanece separado das operações rotineiras embora seu resultado possa ser uma contribuição direta aos planos de longo prazo da companhia. Um projeto é planejado, financiado e administrado como uma atividade distinta dentro da empresa e, ainda, segundo Keelling (2002), conforme demonstrado no Quadro 6 e no capítulo 3.6, os projetos devem possuir algumas características fundamentais para que possam atender o plano de

negócio de uma organização, que são: a Simplicidade de Propósito, a Clareza de Propósito e Escopo e, o Controle Independente.

Quadro 6: Características para Atender o Plano de Negócio

Nota-se que, conforme o Quadro 6, as empresas pesquisadas atenderam os requisitos definidos pelo autor. O gerente do departamento de meio ambiente, na companhia A, informou:

[...] Essas características são levadas em consideração e definidas, principalmente, no momento em que é feito o planejamento do projeto socioambiental, para que em momento posterior, seja avaliado se será aprovado ou não pelo Conselho de Administração da organização.

Salienta-se que, o entrevistado na entidade B, mencionou referente ao item “Controle Independente”:

[...] Toda a empresa está vulnerável, não tem como estar blindado, como, quando acontece alguma crise no mercado financeiro ou algum fornecedor não consegui atender a demanda. E a organização na qual trabalho tenta sempre estar preparada com esses tipos de situações.

Foi identificado durante a realização das entrevistas que todas as companhias pesquisadas consideram as características apresentadas, principalmente, quando do planejamento desses projetos, definindo as suas metas, objetivos, escopo, limitações, recursos, administração e pontos críticos relacionados ao mercado financeiro.

No Quadro 7 e capítulo 3.6 foi demonstrado as possíveis formas, de acordo com Menezes (2003), que as empresas podem adotar para padronizar o controle de seus projetos, sendo: na

Monitoração Periódica, no Controle das Atividades Críticas, no Controle das Atividades não Críticas e no Controle do Resultado da Atividade.

Quadro 7: Formas para Padronizar o Controle de Projetos Socioambientais

Estabelecer padrões para o controle do projeto permite criar referências muito importantes em ambientes dinâmicos e, a criação de padrões para o sistema de controle, facilita a comunicação necessária ao acompanhamento do projeto.

Percebe-se com base no Quadro 7, que as empresas pesquisadas atenderam as formas mencionadas pelo autor para o controle dos projetos socioambientais.

O entrevistado da empresa B, no momento em que foi abordado o item “Controle do Resultado da Atividade”, informou:

[...] Existem, dentro da companhia, normas internas, pois durante as obras são realizados procedimentos internos, mas em relação às externas, quando os projetos estão em construção, elas não são aplicadas.

É difícil certificar uma obra em construção, porém existem casos, e o que a empresa geralmente faz é tentar certificar a obra depois que ela foi construída, por exemplo, com ISO (International Organization for Standardization), OHSAS (Occupational Health and Safety Assessment Services), entre outras.

As companhias estudadas estabelecem, em relação aos seus projetos socioambientais, parâmetros para identificar a duração das atividades previstas e realizadas, previsões de gastos dos recursos materiais e humanos para o futuro e, estimativas de resultados. Também criam indicadores internos a cada atividade que permita medir a evolução de seus projetos, gerando

Destaca-se, conforme as informações obtidas, em se tratando de um setor altamente regulado, pois suas atividades agridem o meio ambiente, as usinas de geração de energia elétrica têm demonstrado bastante preocupação na composição e controle de seus projetos socioambientais para que, dessa forma, não infrinjam as leis ambientais que regulem o setor energético. Com isso, buscando atender aos objetivos da função de controle, várias ações devem ser iniciadas. Essas ações acontecem cada qual ao seu tempo e muitas delas sequenciam-se para que o projeto possa atingir os resultados pretendidos (MENEZES, 2003). E as informações representadas no Quadro 8, que também foram descritas no capítulo 3.6, de acordo com Menezes (2003), estabeleceu um fluxo das ações dentro de um sistema de controle entre os diversos agentes e seus papéis no controle do projeto.

Quadro 8: Sistema de Controle em Projetos e suas Funções

Conforme os dados mencionados no Quadro 8, apenas a empresa D não apresentou um item, em relação às “Contingências”. E ao serem entrevistadas as companhias, foram identificadas algumas informações importantes e que serão destacadas a seguir.

Conforme informado durante a entrevista pelo gerente do departamento de meio ambiente na empresa A:

[...] A companhia adotou o Balanced Scorecard (BSC) para fazer a gestão de sua estratégia e o monitoramento dos seus resultados, que abrangem objetivos, indicadores, metas e macroprojetos de todas as áreas da organização, inclusive do Departamento de Meio Ambiente, com o BS3-Dimensão Ambiental, compreendidos no seu mapa estratégico.

Quando se abordou o item que se refere às “Contingências”, o gerente na companhia A, esclareceu que:

[...] Hoje existe na empresa a figura de um consultor externo ao projeto no momento em que os projetos socioambientais são compostos e, trata-se de uma equipe de auditoria interna. A companhia já teve uma auditoria externa no momento da implantação do BS3-Dimensão Ambiental, que trata dos assuntos relacionados às metas e desempenho dos projetos sociais e ambientais, entretanto, depois de sua implantação a figura da auditoria externa deixou de existir.

Apesar de nos dias atuais não haver mais uma equipe de auditoria externa avaliando os processos da área de meio ambiente, o gerente do departamento na empresa A, acredita que seja essencial e mais para frente pode ser que a empresa volte a contratá-la, mas isso depende de certa burocracia existente dentro da organização, devido ser uma empresa controlada por órgão público e não privado.

O entrevistado da empresa B citou referente ao item “Comunicações”:

[...] A unidade organizacional responsável pelos projetos sociais e ambientais da empresa realiza reuniões mensalmente, semanalmente e quando há a necessidade de fazer algum ajuste para o acompanhamento das obras e, elas acontecem de forma bem dinâmica.

Ressalta-se que todas as usinas pesquisadas fazem as comunicações com periodicidade que permite a correção de eventuais desvios, antes que eles transformem-se em desvios muito acentuados no projeto. Dependendo do porte e da fase do projeto, reuniões diárias, semanais ou mensais são os fóruns mais adequados para esses diálogos.

A empresa B também informou na parte referente ao tratamento de “Contingências”, pelo gerente de meio ambiente:

[...] A companhia possui tanto uma auditoria interna, que analisa tudo em relação às áreas da empresa, e com foco no financeiro, como uma auditoria externa, que acompanha tudo o que está sendo feito pela companhia.

Durante a realização da entrevista na empresa C, foi mencionado pelo Superintendente da área de meio ambiente, referente às “Contingências” que:

[...] A organização possui uma auditoria interna e externa para acompanhar os projetos desenvolvidos pela área de Meio Ambiente. Mas a entidade também contrata esporadicamente consultores externos quando acredita que falta capacidade técnica da equipe que atua na companhia para o desenvolvimento de um novo projeto socioambiental.

E um exemplo recente foi o da contratação de uma empresa terceirizada para atuar como uma consultoria externa, quando foi dado início ao programa denominado Energia Social, que é uma proposta de ação da empresa junto às comunidades locais visando promover o desenvolvimento sustentado das regiões.

A tecnóloga em meio ambiente na companhia D, afirmou:

[...] A empresa possui um sistema de controle parecido do que foi demonstrado no fluxograma, com a exceção da figura de um consultor externo aos projetos socioambientais.

É muito importante a presença de uma equipe de auditoria externa ou interna nos processos, entretanto, no momento a companhia não possui e pode ser que mais para frente a organização venha a adotar.

Nas companhias pesquisadas os responsáveis pelo acompanhamento do desempenho de projetos socioambientais elaboram gráficos e relatórios de controle, que servem, como, instrumentos e sínteses para resumir o trabalho que está sendo desenvolvido na execução do projeto e compará-los com o que tinha sido previsto originalmente.

É importante saber que montar uma sistemática para o controle de projetos seria o mesmo que criar um sistema inteligente que funcione como sensor nos pontos vitais do projeto, de modo a permitir seu monitoramento, corrigir o que for relevante e atingir os objetivos do projeto. O controle de projeto funciona como se fosse o controle de um organismo e, deve ser desenvolvido um processo que permita não só identificar o que acontece, mas também agir sobre os fatos (MENEZES, 2003).

4.4 Sustentabilidade nas Empresas Pesquisadas