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Elephant&Castle kentsel dönüĢüm projesi

3. DÜNYA’DA KENTSEL DÖNÜġÜM UYGULAMALARI

3.1 Ġngiltere‟de Kentsel DönüĢüm Uygulamaları

3.1.3 Ġngiltere‟de güncel kentsel dönüĢüm uygulamaları

3.1.3.3 Elephant&Castle kentsel dönüĢüm projesi

Uma das variáveis a serem analisadas neste trabalho serão as usinas de geração de energia elétrica, pois além de ser um segmento de extrema importância para a economia do país, suas atividades estão ligadas à externalidades negativas por causarem impactos socioambientais. A importância da energia elétrica é cada vez mais evidente na forma de organização da vida das nações e dos indivíduos, em um processo de valorização crescente dessa fonte de energia que vem desde o começo da sua exploração comercial nos EUA e na Europa no final do século XIX (GOMES; VIEIRA, 2009).

A eletricidade está inserida na sociedade moderna como uma de suas principais fontes de energia, além disso, a demanda por energia elétrica continua crescendo e a expansão do sistema de geração implica em alto custo financeiro e social e quando considerados os danos causados ao meio ambiente, conclui-se ser extremamente necessário o estudo de metodologias de planejamento da operação de sistemas de energia elétrica que retirem o máximo de benefícios das unidades geradoras existentes (CICOGNA, 2003).

Desde a Revolução Industrial, a competitividade econômica dos países e a qualidade de vida de seus cidadãos são intensamente influenciadas pela energia, por exemplo, no mercado global e em face das crescentes preocupações com o meio ambiente, essa influência se mostra cada vez mais decisiva, e as economias que melhor se posicionarem quanto ao acesso aos recursos energéticos de baixo custo e de baixo impacto ambiental obtêm importantes vantagens comparativas (GORINI; GUERREIRO; TOLMASQUIM, 2007).

Um fato bastante marcante no Brasil do setor foi o racionamento de energia elétrica que ocorreu em 2001, quando veio a público a sua crise e fez crescer em todo o país o sentimento de economia desta fonte e a necessidade de um sistema elétrico confiável, o aumento nas perdas de energia e as pressões ambientais intensificaram as ações de eficiência energética e, medidas como as privatizações de parte das empresas do setor, imprimindo um caráter mais competitivo, mudaram o perfil do mercado (KOVALESKI; SOLA, 2004).

Os padrões atuais de produção e consumo de energia em níveis mundiais são baseados em fontes fósseis, o que gera emissões de poluentes locais, gases de efeito estufa e põem em risco o suprimento de longo prazo no planeta, dessa maneira, é preciso mudar esses padrões estimulando as energias renováveis e, nesse sentido, o Brasil apresenta uma condição bastante favorável em relação ao resto do mundo (GOLDEMBERG; LUCON, 2007).

Pode-se dizer que, um dos fundamentos da sustentabilidade econômica de um país é a sua capacidade de prover logística e energia para o desenvolvimento de sua produção, com segurança e em condições competitivas e ambientalmente sustentáveis e, a identificação do Brasil como potência energética e ambiental mundial nos dias de hoje, não é um exagero, o país, de fato, é rico em alternativas de produção das mais variadas fontes (TOLMASQUIM, 2012).

Segundo Santos (2012), no Brasil as possibilidades são diversas quanto aos recursos para geração de energia elétrica, sendo as principais: hídrica; nuclear; térmica através dos combustíveis derivados de petróleo; gás natural; carvão mineral e outros; térmica com fontes renováveis (biomassa da cana no processo de cogeração e outras biomassas como as agrícolas, industriais e urbanas); eólica; e outras fontes (por exemplo, a energia solar e energia do mar).

A oferta de energia de fontes não renováveis pode ser por meio de usinas térmicas, que empregam derivados de petróleo, gás natural e carvão mineral ou usinas nucleares, sendo que a oferta desses combustíveis é limitada e suas reservas são finitas, já as usinas eólicas e solares, embora trabalhem com fontes renováveis e sejam bastante difundidas atualmente, têm limitações operacionais (FARIA; KNIESS; MACCARI, 2012). Portanto, não se pode contar somente com esses tipos de geração para fornecimento comercial de energia elétrica (BORGES; FALCÃO; LEITE, 2006).

A vocação do Brasil está nas hidrelétricas e há grandes potenciais ainda não explorados, segundo Faria et al. (2012), as usinas hidrelétricas são extremamente versáteis, podem operar continuamente e são capazes de armazenar seu insumo principal, a água, quando há abundância, para utilizá-la nas épocas de escassez, outro ponto importante é que os reservatórios das usinas, além de possibilitar flexibilidade de operação, acabam também por auxiliar no controle de inundações.

Vale ressaltar que o sistema elétrico brasileiro caracteriza-se pela existência de grandes usinas hidrelétricas, localizadas em diferentes bacias hidrológicas, em geral interligadas por extensas linhas de transmissão e, a possibilidade de interligação de bacias localizadas em diferentes regiões, assegura ao sistema um importante ganho energético, que consiste em tirar proveito das diferentes sazonalidades, garantindo a complementaridade entre os diversos regimes hidrológicos (OLIVEIRA; SANTANA, 1999).

A divisão no país por fonte de geração de energia elétrica dos 127 mil em MW de potência instalada, até março de 2014, foi 68% de hidrelétricas, 29% de térmicas, 2% de eólicas e 1% de nuclear (ANEEL, 2014). O Brasil possui significante notoriedade internacional por ser considerado um dos países geradores de energia elétrica mais limpa do mundo, mais da metade da matriz energética provém de fontes renováveis (GOLDEMBERG, 2012).

Contudo, segundo notícia divulgada pelo jornal O GLOBO (2014), o Brasil que sempre se orgulhou de ter uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, tem agora pelo menos dois motivos para se envergonhar. Sendo que o setor de energia está cada vez mais "sujo" com toneladas de emissões de gás carbônico (CO2) e outros gases de efeito estufa, que vêm sendo emitidos ao meio ambiente, principalmente na geração térmica. Com a intensa estiagem, houve a necessidade de despacho das Usinas Termoelétricas (UTE) para auxilio no abastecimento de energia. O segundo motivo desabonador é o desperdício de energia que geralmente acontece durante os processos de transmissão e distribuição, o que ainda acaba dificultando o acesso à energia para muitas pessoas.

E apesar dos pontos negativos levantados em relação ao setor energético, a energia é essencial para o desenvolvimento, que é uma das aspirações fundamentais dos povos de todos os países (BARROS, 2007). E ao considerar os determinantes da vantagem nacional, o setor energético é importante para garantir as condições dos fatores de produção e por constituir-se numa

indústria de apoio a inúmeros outros setores industriais em todas as economias nacionais (PORTER, 1990).

2.4.1 Impactos Sociais e Ambientais no Setor Energético

Os impactos socioambientais gerados durante a obtenção de energia vêm sendo discutidos mundialmente, mediante a conscientização da gravidade da questão. Esses impactos interferem enormemente no desenvolvimento sustentável, e o entendimento deles se faz primordial para a análise da implementação de projetos e planejamentos energéticos, com isso, a busca pela sustentabilidade requer planejamento e inserção de novas fontes de energia, que sejam renováveis e impacte o mínimo possível o meio ambiente (INATOMI; UDAETA, 2007).

Não existia no Brasil antes dos anos 80, movimento expressivo voltado à preservação do meio ambiente e assim as construções, por exemplo, de usinas hidrelétricas eram propostas a luz de uma “ideologia da modernização” sem que os setores responsáveis se preocupassem com as alterações que viessem a ocorrer no ambiente natural e, diante desse quadro, os grandes empreendimentos foram sendo impostos por decisão tão somente do Estado e em comum acordo com os diversos segmentos interessados no capital a ser gerado (WARREN, 1993). As agressões antropogênicas ao meio ambiente se tornaram significantes após a Revolução Industrial, e particularmente no século XX, devido ao aumento populacional e ao grande aumento no consumo per capita, principalmente nos países industrializados (GOLDEMBERG; VILLANUEVA, 2003). Depois desse período, iniciou-se uma exploração desenfreada dos recursos naturais, utilizando-se tecnologias em larga escala para obtenção de energia, sem preocupações ou conhecimento das consequências disso, a maior preocupação nessa época era alcançar o crescimento econômico e tecnológico (INATOMI; UDAETA, 2007).

A enorme dependência em nível mundial de fontes não renováveis de energia tem acarretado, conforme Camargo et al. (2003), além da preocupação permanente com o esgotamento destas fontes, como a emissão de grandes quantidades de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, em consequência, o teor de dióxido de carbono na atmosfera tem aumentado progressivamente levando muitos especialistas a acreditarem que o aumento da temperatura

média da biosfera terrestre, que vem sendo observado há algumas décadas, seja devido a um “Efeito Estufa” provocado por este acréscimo de CO2 e de outros gases na atmosfera.

Aspirações para um mundo sustentável têm emergido valores que abraçam interesses entre as empresas e a sociedade, pois as questões ambientais, como alterações climáticas, consumo excessivo de recursos naturais, são temas emergente que têm aumentado à consciência pública e gerado novas expectativas por parte dos consumidores (FLORIANO; GAVRONSKI, 2013). Segundo Carvalho e Silva (2002):

Os valores que sustentam o padrão de desenvolvimento ainda vigente em nossa sociedade dão exagerada ênfase ao aspecto do crescimento econômico, sem considerar que a exploração descontrolada dos recursos naturais implica grandes prejuízos ambientais e humano. [...] Neste sentido, podemos questionar a grande voracidade de energia que as sociedades urbanas modernas requerem para sua sobrevivência. (CARVALHO; SILVA, 2002, p. 345)

Em relação aos diferentes impactos provocados pela produção de energia elétrica em larga escala, observa-se que, de uma forma ou de outra, todas as modalidades de produção desta energia provocam alterações na natureza (REIS; SILVEIRA, 2000).

E no que se refere aos debates sobre matrizes energéticas e sobre seus impactos ambientais, podem-se destacar dois aspectos: em primeiro lugar, este setor foi responsável por vários desastres ecológicos e sociais ocorridos nos últimos anos e em segundo lugar, o suprimento eficiente de energia é uma condição básica para o desenvolvimento socioeconômico do país (CARVALHO; SILVA, 2002).