1. BÖLÜM
2.5. Performans Esasl Bütçenin A amalar
2.5.1. Stratejik Planlama A amas
2.5.1.3. Stratejik Tasar m A amas
Ele afirma que o espaço é concebido tomando-se como referência o corpo do bailarino, assim como as “linhas” que delimitam o entorno do seu corpo, independente de como se locomova.
Na figura 6 notamos que no plano superior é mostrada uma sequência de gestos realizados com o braço direito (vale também para o esquerdo); para cada gesto, Laban associa um símbolo que se encontra localizado à esquerda de cada boneco. Ao descrever a sequência de movimentos, Laban o faz atribuindo o posicionamento do braço38: no lugar abaixo; lado abaixo; lado no meio; lado alto; no lugar alto; à frente alto; à frente no meio e à frente abaixo. De um ponto de vista geométrico, percebe-se que os gestos dos braços seguem um sentido anti-horário de movimento até 180º e retorna no sentido horário, passando por ângulos que podem ser muito bem definidos ao observamos as figuras. Tomando-se como referencial o tronco, inicia-se o movimento do braço direito desenhando uma trajetória com as posições angulares a seguir: 0º; ângulo agudo, 90º, ângulo obtuso, 180º, ângulo obtuso, 90º, ângulo agudo.
O mesmo acontece no plano inferior da figura 6, no qual o tronco também servirá de referência para o deslocamento da perna que se realizará no sentido anti- horário e voltando pelo sentido horário. Laban também associa a cada movimento um símbolo e descreve, explicando39: “Na posição da perna para baixo, normalmente só é possível realizar saltos – caso contrário, o piso é uma possibilidade (desde que
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Tradução feita pela autora (2009).
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Tradução feita pela autora (2009).
figura 6: Um exemplo da notação desenvolvida por Laban. Acima são apresentados os movimentos dos braços (Arm gestures and the direction symbols) associados aos símbolos que indicam a direção de deslocamento. A seguir, são apresentados os movimentos das pernas associados aos símbolos que indicam a direção de cada movimentação.
a perna não esteja contraída). Todos os outros símbolos são semelhantemente usados como nos gestos de braço. Se optássemos por uma descrição geométrica, quanto aos ângulos formados pela perna e tronco, esta se assemelharia à feita para o braço”.
Como vimos, os estudos desenvolvidos por Dalcroze, Delsarte e Laban possibilitaram um repensar acerca do movimento humano e, consequentemente, sobre a forma de conceber aquele que dança e a dança que realiza. No que diz respeito à DECR, os estudos contribuíram para despertar do senso rítmico do par dançante, explorando e valorizando o gestual, sem perder de vista a análise do movimento, em específico os movimentos isométricos praticados no ChaChaCha, que consistiu numa fonte enriquecedora do trabalho coreográfico dos atletas dançarinos e coreógrafa.
Trazer esses precursores da análise do movimento para este estudo possibilitou também o entendimento dos pontos trazidos pela professora Bettina Ried. São termos que aparecem com frequência na dança esportiva, seja para andantes ou cadeirantes, tais como, pose, passo, figura, variação e movimento, que, como havíamos constatado, causam confusões e distorções por não haver uma terminologia técnica. E, assim, a professora constatou que a dança de salão/esportiva carece, e muito, de pesquisa e fundamentação teórica.
Em vista dessas informações, proponho uma pergunta: Como aplicar esses conhecimentos no ambiente da DECR, em especial no ChaChaCha?
Para isso, considerei como exemplo o “Spot Turn” ou “Giro no Lugar”. É uma figura característica do ChaChaCha que, segundo Ried (2003), pode ser dançada a partir da Postura Básica Aberta ou Fechada e finalizada na Postura Básica ou Postura de Passeio Aberta. No spot turn não há deslocamento pelo salão e apresenta uma sequência de passos os quais definirão o desenho da figura como é apresentado na figura 7.
Nota-se que o spot turn (ver fig 7) é caracterizado como uma figura. Segundo a definição proposta pela professora Bettina Ried, figura é uma sequência, com início e fim definidos, de movimentos coordenados das e entre as diversas partes do corpo, típica de uma ou mais danças, descrita nos respectivos conjuntos de regras ou consagrada pela prática, que na sua configuração expressa o caráter da dança e, com isso, da respectiva música, cujo objetivo é facilitar a coordenação das ações entre os parceiros.
No presente caso, se observarmos o diagrama dos pés, aparece uma numeração de 1 a 5 que indica uma sequência, com início (nº 1) e fim (nº 5) definidos. Por outro lado, o diagrama não nos fornece informações que descrevam as possibilidades de movimentos coordenados das e entre as diversas partes do corpo, mas mostra o percurso de deslocamento dos pés, indicado pelas setas, o que nos infere a suscitar uma geometria do movimento que delineia curvas que originam linhas indicativas de um percurso a ser executado pelo bailarino. Ressalto também que essa figura é executada em outra dança denominada Rumba.
A foto 31 representa três posturas encontradas, seja no início ou na finalização da execução do spot turn. Segundo Kraemer (2000, p. 206), poderíamos denominá-las de poses, que são "dependendo do caráter da dança, representações (imagens) estáticas ou dinâmicas criadas através de variações e/ou ampliações parciais dinâmicas das linhas básicas da postura do tronco e das pernas".
figura 7: No diagrama dos pés, representação adotada por Ried (2003), é apresentado o spot turn to left (ou Giro no lugar para a esquerda). Em cinza temos o pé direito e, em preto, o pé esquerdo. A dama é representada pelo par menor de pés.
Percebe-se então que as contribuições das pesquisas realizadas pela professora Bettina Ried, assim como os elementos destacados no estudo de Laban, Dalcroze e Delsarte, tais como a kinesfera, o sentido rítmico como base do movimento, a possibilidade de explorar no corpo sensações dicotômicas e a valorização do gesto como fonte de expressão, habitam o universo da DECR e no vestígio 2 serão abordados com maior destaque e exemplos.
A técnica do andar do ChaChaCha é bem peculiar. O chassé é caracterizado por uma ligeira aproximação e afastamento dos pés, enquanto que na rumba a pressão exercida pelo metatarso na frente, assim como a extensão dos joelhos, é expressiva e caracteriza a dança. No ChaChaCha essas características são menos acentuadas.
Como compreender, de fato, cada etapa do percurso para realizar uma figura no ChaChaCha e perceber como se efetiva a passagem, de um movimento para o outro, na dança, em especial na DECR? Que informações os atletas dançarinos devem ter sobre giros, espaços, características das figuras realizadas com o seu par, para que logrem uma ótima execução da figura? Nesse contexto, encontramos vários indícios matemáticos, que acreditamos poder contribuir para a ampliação e a aquisição do nosso conhecimento e compreensão dos modos de execução da DECR.
(1) (2) (3)
foto 31: As imagens (1) e (2) representam a posição na qual poderemos dar início ao spot turn,