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1.9. Yumuşak Güç ve Kamu Diplomasisi İlişkisi

2.1.1. SSCB Döneminde Yumuşak Güç

A confirmação da robustez estatística dos resultados, bem como a identificação das equações que maximizam a classificação, observada a prioridade de reduzir o erro tipo I, possibilitam a aplicação das equações nos países da amostra para fins de obtenção da classificação geral nos grupos suscetível e não-suscetível à crise.

Adicionalmente, com vistas à generalização das equações, independentemente do tempo ou do país, as equações devem ser aplicadas sobre dados não utilizados na regressão logística. Assim, a proposta é verificar o desempenho das equações sobre os países da amostra com dados disponíveis em períodos diferentes.

Os resultados devem ser analisados à luz da realidade, mediante à comparação das sinalizações do nível de risco sistêmico apresentados pelos IRS com as experiências reais observadas em cada país. O conhecimento das crises ocorridas nos diversos países, inclusive as relatadas no referencial teórico, constituem a fonte de informação necessária para realizar a análise comparativa dos IRS.

A coincidência entre as datas das crises e as tendências apresentadas pelos IRS evidenciam a capacidade do instrumento em mensurar o risco sistêmico. Naturalmente, a expectativa é que os IRS apresentem maior nível de risco nos momentos em torno das crises.

4 ANÁLISE DOS RESULTADOS

A validação quantitativa dos modelos e a identificação dos indicadores significativos possibilitam a interpretação qualitativa dos resultados para obtenção de respostas e conclusões ao estudo.

Faz-se importante reiterar que a elaboração dos indicadores buscou incorporar todos os principais aspectos observados em instituições bancárias pela estrutura de análise CAMELS. Os indicadores contábeis e de riscos, expostos no Apêndice 3, contemplam a adequação do capital frente ao volume de ativos (ATPL), a qualidade dos ativos (CAOC), o resultado (ROE), a liquidez (ALDT), a posição líquida em moeda estrangeira (NOPPL), os riscos de câmbio (IRFX), de taxa de juros (IRTJ), de crédito (IRCRE), de liquidez (IRLIQ), e, adicionalmente, a relação entre o volume de ativos financeiros e a produção interna bruta do país (ATPIB).

No entanto, os aspectos refletidos pelos indicadores não são necessariamente eqüitativos no processo de classificação dos países de acordo com a ocorrência ou não de crises. Enquanto alguns indicadores salientam-se e diferenciam as duas situações, outros são irrelevantes.

Nesse sentido, os testes prévios à análise de regressão propiciam indícios positivos ou negativos sobre a adequação de alguns indicadores, servindo de parâmetro ao entendimento dos motivos que os qualificam.

4.1 Estatística descritiva

O resultado da aplicação da estatística descritiva sobre os 30 indicadores (Anexo A), representativos da média, do desvio-padrão e do coeficiente de variação dos indicadores de quatro períodos anteriores às crises, para os países que compõem o grupo de crises, e de quatro anos de tranqüilidade, entre 1990 e 2002, para os países sem crises, contém informações sobre as medidas de tendência central, coeficientes de variação, máximos e mínimos dos indicadores.

Conforme descrito na metodologia, o motivo da preocupação com a média, o desvio-padrão e os valores máximos e mínimos é o nível de dispersão dos indicadores. Indicadores mais dispersos em relação às médias dos grupos de crise e não-crise, ou centrados em torno da média geral, não possibilitam a identificação de características diferenciadas a cada grupo.

Apesar do coeficiente de variação médio ser igual a 1,1556, denotando equilíbrio na distribuição dos indicadores em torno das respectivas médias, alguns destoaram e apresentaram coeficiente de variação superior a dois, como os índices de liquidez, que relacionam o risco de variação dos depósitos totais sobre os ativos líquidos (CIRLIQ, MIRLIQ e DIRLIQ).

A elevada variabilidade dos indicadores de liquidez é explicada pela natureza temporal e ambiental característica da situação líquida. Conforme mencionado, a liquidez é altamente sensível a mudanças no sistema bancário e as informações disponíveis em demonstrações contábeis trimestrais não retratam plenamente o comportamento entre as datas. Dessa forma, alterações acentuadas a cada trimeste são absolutamente normais.

Em lugar da volatilidade inerente, o acompanhamento da liquidez deve ser concentrado na tendência ao longo do tempo, especialmente quando são observadas quedas sucessivas.

Além disso, a descrição das situações que antecedem as crises de alguns países da amostra expõe injeções de recursos no sistema pela autoridade monetária, tanto em espécie como em títulos públicos. Como esse procedimento não é homogêneo em todos os países e existem diferenças nos valores, há indícios de que os indicadores de liquidez possam ser ambíguos e não servir como discriminadores eficazes.

Com coeficientes de variação menores, mas também significativos, entre um e meio e dois, encontram-se os indicadores relativos aos créditos anormais sobre as operações de crédito (CCAOC, MCAOC e DCAOC), bem como os coeficientes de variação da rentabilidade (CROE), da posição líquida em moeda estrangeira (CNOPPL) e de risco da taxa de câmbio (CIRFX).

56. Demonstrado no anexo A.

A variabilidade dos créditos anormais é devida às alterações na qualidade do crédito nos momentos que antecedem as crises e aos diferentes critérios usados para reconhecer e mensurar o valor do crédito anormal. A suposição é que os países com crise apresentem valores díspares e crescentes, em contraposição aos países sem crise, que devem apresentar regularidade no volume de créditos anormais.

Da mesma forma, a variabilidade dos coeficientes de variação da rentabilidade, da posição em moeda estrangeira e do risco de câmbio pode ser justificada tanto pela alternância de resultados e posições em câmbio, nos momentos que antecedem as crises, quanto por mudanças estratégicas e adaptações ao ambiente.

Novamente, o pressuposto é que os países sem crise apresentem resultados e posições em câmbio regulares, diferentemente dos países com crise que devem apresentar resultados irregulares, inclusive prejuízos, e posições instáveis em câmbio.

No lado oposto, com coeficiente de variação inferior ou próximo a um, estão os indicadores relacionados ao ativo sobre o patrimônio líquido (CATPL, MATPL e DATPL), ao risco de taxa de juros (CIRTJ, MIRTJ e DIRTJ) e ao risco da variação do ativo total em relação ao produto interno bruto (CIRATPIB, MIRATPIB e DIRATPIB).

Pela natureza desses indicadores, a variabilidade esperada não poderia ser elevada. Os indicadores de alavancagem do patrimônio líquido e da relação dos ativos financeiros em relação ao PIB não ultrapassam determinados limites mínimos e máximos para todo sistema bancário, assim como a taxa de juros praticada em cenários normais (sem hiperinflação).

A questão remanescente à análise dos aspectos apurados pela estatística descritiva é verificar se os indicadores, apesar do nível de dispersão, são ou não estatisticamente significativos para classificar os países.

Como a significância dos indicadores somente é obtida na análise de regressão logística, todas as suposições sobre os motivos da variabilidade são objeto de confirmação. Ou seja, não é possível saber previamente se o indicador com maior ou menor dispersão é capaz de discriminar os grupos de países com e sem crise.

Quanto à delimitação mínima e máxima, o objetivo é verificar a existência de valores fora do intervalo correspondente a três desvios-padrão, denominados outliers57 (HAIR et al., 1998, p.65). Os indicadores que apresentaram valores abaixo ou acima dos intervalos mínimos e máximos previstos foram investigados e considerados corretos.