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2.5. Rusya Federasyonu’nun Yumuşak Güç Politikası

2.5.2. Kamu Diplomasisinde Kullanılan Araçlar

Explicitado o cálculo dos percentuais de classificação com a utilização as equações, bem como as interpretações possíveis aos coeficientes dos indicadores, a Tabela 37 apresenta a classificação geral dos países em ordem decrescente de risco (maior risco acima), de acordo com o percentual de probabilidade obtido pelas três equações.

63. De acordo com Gujarati (2000, p.560) “[...] pode-se mostrar que dP/dX = β2P(1-P), que mostra a taxa de variação na probabilidade relativa a X envolve não somente β2, mas também o nível de probabilidade a partir do qual é medida a variação. A propósito, note que o efeito da variaçao de uma unidade em X sobre P é máximo quando P=0,5, e, mínimo, quando P é próximo de zero (0) ou um (1)”.

Tabela 37 - Classificação dos países

Equação 2 Classificação Equação 4 Classificação Equação 5 Classificação PAÍS MROE-MIRCRE Início Fim PAÍS DROE-DIRTJ Início Fim PAÍS DCAOC Início Fim

BRA99 100,0% 1 1 VEN88 100,0% 1 1 INDO 100,0% 1 1

INDO 100,0% 1 1 TUR 100,0% 1 1 RUS 100,0% 1 1

BRA95 100,0% 1 1 URU 100,0% 1 1 CROA 100,0% 1 1

FIN 100,0% 1 1 INDO 100,0% 1 1 BRA99 100,0% 1 1

EQU 100,0% 1 1 FIN 100,0% 1 1 VEN88 100,0% 1 1

VEN88 99,9% 1 1 EQU 99,9% 1 1 ARG2 100,0% 1 1

KOR 99,8% 1 1 TAI 99,8% 1 1 BRA95 100,0% 1 1

URU 99,1% 1 1 BRA95 99,6% 1 1 ARG1 99,9% 1 1

CROA 95,1% 1 1 RUS 99,1% 1 1 FIN 99,9% 1 1

TUR 94,1% 1 1 MEX 97,9% 1 1 EQU 99,9% 1 1

ISLAN 91,0% 0 1 KOR 97,8% 1 1 KOR 99,1% 1 1

ARG2 86,4% 1 1 ARG2 96,9% 1 1 MEX 97,9% 1 1

ARG1 74,0% 1 1 ISLAN 94,7% 0 1 TUR 96,8% 1 1

RUS 66,4% 1 1 BRA99 79,5% 1 1 ISLAN 85,9% 0 1

MEX 42,6% 1 0 ITA 37,3% 0 0 URU 78,1% 1 1

FRA 40,8% 0 0 FIN97 36,3% 0 0 TAI 26,6% 1 0

ESPA 23,7% 0 0 NZEL 35,1% 0 0 ESPA 10,4% 0 0

TAI 22,7% 1 0 CROA 34,0% 1 0 FIN97 8,4% 0 0

ITA 19,1% 0 0 UK 29,0% 0 0 FRA 5,7% 0 0

PORT 10,7% 0 0 NOR95 27,3% 0 0 PORT 2,1% 0 0

GERM 9,0% 0 0 CAN 18,5% 0 0 CAN 0,5% 0 0

AULIA 6,8% 0 0 ARG1 11,9% 1 0 GERM 0,4% 0 0

CAN 5,3% 0 0 FRA 11,9% 0 0 AULIA 0,3% 0 0

SUE97 3,6% 0 0 SUE97 8,4% 0 0 NOR95 0,3% 0 0

AUST 3,3% 0 0 AUST 8,4% 0 0 SUE97 0,2% 0 0

UK 1,9% 0 0 PORT 6,8% 0 0 UK 0,1% 0 0

NZEL 1,5% 0 0 USA 5,3% 0 0 ITA 0,1% 0 0

FIN97 1,0% 0 0 DIN95 5,1% 0 0 AUST 0,1% 0 0

DIN95 0,7% 0 0 ESPA 5,1% 0 0 NZEL 0,1% 0 0

USA 0,6% 0 0 HOLA 5,1% 0 0 DIN95 0,1% 0 0

HOLA 0,5% 0 0 AULIA 5,0% 0 0 USA 0,1% 0 0

NOR95 0,5% 0 0 GERM 3,6% 0 0 HOLA 0,0% 0 0

FONTE: Próprio autor com base na saída do SPSS v.10.0

Pelo exposto, a diferença entre as probabilidades dos países suscetíveis e não-suscetíveis à crise é significativa, principalmente na classificação resultante da aplicação da equação 5, que utiliza o indicador DCAOC, visto que as probabilidades dos últimos classificados como suscetíveis e não suscetíveis à crise é de 78,1% e 26,6%, respectivamente, evidenciando uma diferença de 51,5 pontos percentuais entre os grupos.

A diferença de probabilidade entre os últimos classificados pela equação 4, Itália e Brasil, com dados de 1999, é de 42,2 pontos percentuais. A equação 2, também significativa, apresenta a menor diferença entre os grupos, de 23,8 pontos percentuais.

A distribuição das probabilidades entre os países pertencentes ao grupo suscetível ou não- suscetível revela a capacidade dos indicadores em discriminar as situações. Notoriamente, a maior parte dos países suscetíveis à crise apresenta probabilidades próximas ou igual a 100%, enquanto a probabilidade dos países não-suscetíveis aproxima-se de zero.

Nesse sentido, salienta-se também a coerência entre as classificações. Com exceção de poucos países, as probabilidades indicadas pelas três equações para pertencer a um dos grupos encontram-se na mesma faixa, sem discrepâncias significativas.

A conclusão é que as três equações, utilizando os indicadores MROE, MIRCRE, DROE, DIRTJ e DCAOC, classificam mais de 90% dos países corretamente nos grupos suscetível e não-suscetível à crise.

O percentual de erro deve-se à classificação de alguns países pela técnica no grupo diferente do estabelecido inicialmente. Geralmente, a classificação errada do país acontece pela ausência de valores compatíveis nos indicadores usados à classificação, com aqueles esperados para o respectivo grupo.

Pode ser originada tanto pela classificação inicial errada, quando o país é incluído no outro grupo, como pela falta de informações contábeis. A recomendação para essas situações é proceder a uma análise pormenorizada das características do país classificado errado para encontrar os motivos causadores.

Os países classificados indevidamente são a Islândia, pelas três equações, a Tailândia, pelas equações 2 e 5, o México, pela equação 2, e a Croácia e a Argentina, com dados de 1995, pela equação 4.

A elevada probabilidade da Islândia em pertencer ao grupo dos países suscetíveis à crise não deixa dúvidas de que os indicadores apresentam valores próximos aos países pertencentes a esse grupo e que houve engano na classificação inicial. O estudo mais detalhado esclarece que

a Islândia incorreu em problemas no sistema bancário contemporaneamente à Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suécia, entre os anos de 1991 e 1994. Dessa forma, somente com indicadores calculados com dados a partir de 199564, como foi feito para os demais países nórdicos, a probabilidade da Islândia em pertencer ao grupo sem crises seria superior a 50%.

Por outro motivo, o México e a Tailândia foram igualmente classificados indevidamente no grupo dos países sem crise pelas equações que utilizam os indicadores MROE, MIRCRE e DCAOC.

Os dados do México mostram que o percentual de créditos anormais permaneceu constante, em torno de 9,5%, no período entre dezembro de 1993 e dezembro de 1994. Assim, o índice de risco de crédito, com a média em 17%, não é significativo em relação ao patrimônio líquido. Além disso, a elevada rentabilidade do período, atingindo 31,9% em dezembro de 1993, impossibilitou a correta classificação do país no grupo suscetível à crise. Apesar disso, o México é o pior país classificado como não-suscetível e a probabilidade de crise é de 42,6%, nada desprezível.

A análise da Tailândia, por sua vez, expõe que o baixo valor dos créditos anormais nos períodos que antecederam a crise, com média de 2,6% do total de créditos, foi a causa da alteração. Os dados das demonstrações contábeis de junho, setembro e dezembro de 1998, relativos ao período pós-crise, apresentam créditos anormais correspondentes a 9,0%, 10,4% e 13,7%, respectivamente. A conclusão é que a baixa probabilidade de suscetibilidade à crise foi motivada pela falta de reconhecimento contábil dos créditos anormais em nível adequado no período pré-crise.

Outros dois países incluídos no grupo alterno à classificação inicial, pela equação formulada com os indicadores DROE e DIRTJ, foram a Croácia e a Argentina na crise de 199565. A análise dos indicadores dos países mostra que a baixa volatilidade na taxa de juros e no resultado coaduna-se com o grupo sem crises.

Na Argentina, a alteração significativa na taxa de juros, de 5,7% para 9,9%, ocorreu em março de 1995, data da crise não computada no cálculo do indicador. Assim, o desvio-padrão

64. A aplicação da equação no período de 1991 a 2001 permite verificar essa afirmação. 65. A Argentina sofreu duas crises, em março de 1995 e dezembro de 2001.

dos quatro períodos anteriores à crise permaneceu praticamente estável. Em adição, os lucros e prejuízos nos quatro períodos que antecederam a crise são próximos a zero, resultando em um desvio-padrão insignificante.

A Croácia, apesar da taxa de juros elevada, com média igual a 9,1%, não apresentou alterações significativas entre os meses de dezembro de 1997 e de 1998, com variação de 8,8% para 11%. Em termos de resultado, repete-se o fato constatado na Argentina em março de 1995, ou seja, são inexpressivos e giram em torno de zero.

Mesmo assim, a Croácia apresenta 34% de chances de suscetibilidade à crise. Essa razoável probabilidade conduziu a checagem dos dados. Os cálculos dos indicadores DROE e DIRTJ utilizando mais um trimestre anterior, referente a setembro de 1997, resultaria em uma probabilidade superior a 50% e classificaria a Croácia como suscetível à crise.

Em resumo, o indicador do desvio-padrão dos créditos anormais classificou corretamente todos os países, inclusive aqueles com classificação inicial errada, como a Islândia e a Tailândia, demonstrando muita precisão. Nessa linha, a média da rentabilidade do patrimônio líquido e a média do índice de risco de crédito também apresentaram elevado percentual de acerto na classificação, falhando apenas no México. Os indicadores dos desvios-padrão da rentabilidade e da taxa de juros, todavia, não conseguiram captar as diferenças dos grupos suscetíveis e não-suscetíveis para a Croácia e Argentina, em 1995.