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1.3. Joseph Nye’ın Ortaya Koyduğu Güç Çeşitleri

1.3.2. Akıllı Güç Kavramı

As variáveis econômicas contêm informações agregadas da economia de países e por isso são também conhecidas como macroeconômicas. São utilizadas para avaliar diversos aspectos como crescimento, produção, investimentos, endividamento interno e externo, capacidade de pagamento, taxas de juros e de câmbio, saldos em reservas internacionais e em conta corrente, exportações e importações, poupança e crédito, inflação, enfim, todos os parâmetros necessários à análise econômica de um país ou região (IMF, 1996)22.

Apesar de estarem interligadas e as mudanças em quaisquer delas serem prontamente refletidas nas demais, os estudos sobre crises financeiras mostram que algumas variáveis econômicas são mais freqüentes no processo de identificação de crises (KAMINSKY, LIZONDO e REINHART, 1998).

a) Produto Interno Bruto (PIB)

O PIB contém a informação do fluxo de riqueza gerado dentro de um país no período de um ano e sintetiza a capacidade produtiva.

Para fins de cálculo do PIB, a Economia utiliza três diferentes enfoques (ROSSETTI, 1982, p.523). Um baseado na produção, no qual são somados todos os bens e serviços produzidos, excetuando-se aqueles das fases intermediárias de produção. Nesse particular, a DVA (demonstração do valor adicionado)23 é fundamental ao cálculo do valor agregado, pois explicita a informação da contribuição de cada entidade ao produto.

Outra forma de cálculo consiste no somatório de todas as remunerações recebidas pelas pessoas físicas e jurídicas, públicas e privadas, no processo produtivo. Como o anterior, exclui os pagamentos relativos aos intermediários do processo produtivo. Apenas a remuneração paga ao produto agregado é considerada no cálculo.

22. Em 1996, o IMF estabeleceu orientações para a divulgação padronizada de informações econômicas e financeiras aos países participantes, ou com intenção de participar, do mercado financeiro internacional.

23. A demonstração do valor adicionado está prevista como obrigatória para determinadas empresas no Projeto de Lei n.3.471, que pretende modificar a Lei 6.404, de 15 de dezembro de 1976.

Finalmente, o terceiro método de cálculo do PIB é com base no dispêndio. Como o dispêndio divide-se em consumo e investimento, todos os valores consumidos e investidos pelas pessoas físicas e jurídicas, públicas e privadas, entram no cômputo do agregado.

Em termos de análise, a discrepância entre o saldo dessa variável e o valor contábil dos ativos do sistema financeiro pode ser motivo de desconfiança aos agentes quanto à capacidade de realização dos ativos financeiros em ativos reais.

A percepção da inferioridade no montante de PIB pode desencadear a transformação dos ativos financeiros em ativos reais ou em moedas estrangeiras emitidas por países com maior estabilidade econômica, provocando a queda no valor dos ativos e conseqüentes prejuízos.

Adicionalmente à relação direta com o PIB, nas datas de balancete e balanço, a volatilidade dos ativos financeiros contém valiosa informação sobre o risco, pois não basta a equivalência entre os montantes, mas também a estabilidade na proporção dos ativos financeiros e o PIB ao longo do tempo. Assim, o desvio-padrão dos ativos financeiros é considerado na relação com o PIB.

b) Taxa de juros

A taxa de juros é uma das principais variáveis econômicas a causar impacto sobre as demonstrações contábeis. Usualmente, é definida como o custo do dinheiro no tempo.

Para manter equilíbrio entre o volume de moeda e o nível de produção, a taxa de juros é administrada no contexto da política econômica pela autoridade monetária, geralmente um banco central.

As decisões de comprar ou vender moeda são influenciadas pela taxa de juros e afetam diretamente a liquidez do mercado. A redução ou o aumento da oferta de moeda em circulação provoca reflexos em toda economia.

O objetivo é mantê-la em patamar adequado aos objetivos traçados para a atividade econômica do país. A taxa de juros praticada pelo governo serve de parâmetro aos demais agentes econômicos no estabelecimento de estratégias e metas de crescimento.

Nas situações em que a taxa de juros administrada pelo governo não corresponde às expectativas dos agentes econômicos, a taxa de juros praticada pelo mercado serve de melhor instrumento à avaliação.

De acordo com o interesse de diminuir ou aumentar a quantidade de moeda em circulação, a taxa de juros é elevada ou reduzida, respectivamente. Nesse sentido, Keynes (1988, p.120) explica:

A taxa de juros não é o preço que equilibra a demanda de recursos para investir e a propensão de abster-se do consumo imediato. É o preço mediante o qual o desejo de manter a riqueza em forma líquida se concilia com a quantidade de moeda disponível. Isso implica que, se a taxa de juros fosse menor, isto é, se a renúncia à liquidez se reduzisse, o montante agregado de moeda que o público desejaria conservar excederia a oferta disponível e que, se a taxa de juros se elevasse, haveria um excedente de moeda que ninguém estaria disposto a reter.

Assim, a redução da taxa de juros no ciclo financeiro funciona como incentivo a maior produção de ativos reais e, inversamente, a elevação torna o custo de oportunidade elevado para esses ativos reais, induzindo os recursos para o ciclo financeiro.

A mensuração do impacto das variações é feita pelo cômputo da volatilidade da taxa de juros sobre as variáveis contábeis expostas à taxa de juros.

c) Taxa de câmbio

A taxa de câmbio é outra variável econômica com efeito significativo sobre as demonstrações contábeis quando há exposições em câmbio, na medida em que expressa o valor da moeda do país em relação à moeda estrangeira.

O nível das reservas internacionais, o saldo líquido da balança comercial, o saldo em conta- corrente, o endividamento externo, especialmente de curto prazo, e a própria taxa de inflação interna são os fatores determinantes da paridade da moeda do país com a moeda estrangeira.

Qualquer alteração nas variáveis econômicas relacionadas traz conseqüências ao equilíbrio monetário, que precisa ser restabelecido pela atuação sobre a taxa de juros ou mesmo sobre a taxa de câmbio.

Similarmente à taxa de juros, alterações na taxa de câmbio causam impacto sobre as variáveis contábeis expostas à variação cambial. Como é normal a manutenção de posições ativas e passivas em moeda estrangeira pelos bancos, uma desvalorização na moeda do país (valorização na taxa de câmbio), por exemplo, com vistas a criar incentivo às exportações e conseqüente aumento das reservas internacionais, pode repercutir em maior risco de crédito para as operações ativas indexadas em moeda estrangeira e, também, maior endividamento da instituição financeira, pelo aumento do passivo.

O regime de taxa de câmbio usualmente adotado pelos países é fixo, administrado em faixas ou flutuante (livre). Entretanto, assim como na taxa de juros, quando os agentes não reconhecem a taxa de câmbio fixada pelo governo como legítima, operam com uma taxa de câmbio referencial paralela.

A mensuração do impacto das variações é feita pelo cômputo da volatilidade da variação da taxa de câmbio sobre a posição contábil líquida em moeda estrangeira.

d) Reservas internacionais

O saldo de reservas internacionais constitui o valor disponível em moeda estrangeira mantido por determinado país. O valor é relevante por conter informação sobre a capacidade de geração de divisas e de pagamento. Representa também a garantia de conversibilidade da moeda do país para a moeda estrangeira, funcionando assim como um atrativo aos investimentos. A escassez de reservas pode significar maior risco às operações realizadas em moeda estrangeira.

A principal fonte de formação das reservas é a diferença entre as exportações e importações, embora contenha os valores correspondentes aos investimentos diretos, empréstimos, financiamentos e captações de recursos externos.

Em termos de análise, as reservas são habitualmente comparadas com o montante de importações, visto que servem como garantia de pagamento. Entretanto, outras comparações são igualmente densas em informações como as realizadas com os investimentos em títulos e valores mobiliários (mercado financeiro) ou com o crescimento do PIB.

No tocante ao relacionamento com as variáveis contábeis, as reservas estão limitadas aos saldos ativos e passivos em moeda estrangeira. Dado o impacto direto da taxa de câmbio sobre as mesmas variáveis contábeis, as reservas foram deixadas como fontes secundárias para calcular a variação cambial.

e) Conceito econômico do M2

O M2 é formado pelo conceito econômico do M1, papel moeda em poder do público mais depósitos à vista, adicionado pelos depósitos especiais remunerados, depósitos de poupança e títulos emitidos por instituições depositárias.

Alterações no volume dos meios de pagamento, pelo conceito M2, pode representar escassez ou abundância de moeda, com reflexos sobre o montante de ativos líquidos e depósitos, expondo o sistema bancário à instabilidade no curto prazo. Por esse motivo, as autoridades monetárias acompanham a evolução desse agregado monetário.

A adoção da premissa de que a probabilidade de ocorrer falta de ativos líquidos para cumprir as obrigações de curto prazo representa o risco de liquidez permite mensurar o impacto pelo cômputo da volatilidade do M2 sobre os ativos líquidos.

Entretanto, como o M2 contém o valor do papel moeda em poder do público e os depósitos representam melhor essa informação contabilmente, houve a preferência de calcular o risco de liquidez com base na razão entre a volatilidade dos depósitos e o volume de ativos líquidos.