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Rusya Federasyonu Yumuşak Güç Anlayışının Kavramsal Yönü ve Yasal

Os resultados da análise de regressão logística demonstram que os indicadores relacionados ao crédito (MIRCRE e DCAOC), à rentabilidade (CROE, MROE e DROE) e à taxa de juros (CIRTJ, MIRTJ, e DIRTJ) são os que apresentam melhor significância estatística para

classificar, com o maior percentual de acerto, os países como suscetíveis ou não a crises bancárias sistêmicas.

Embora todos apresentem significância estatística e elevada capacidade de classificar corretamente os grupos, os representativos dos desvios-padrão mostram, no conjunto, maior eficácia.

O percentual de acerto na classificação utilizando indicadores representativos dos desvios- padrão (DCAOC, isoladamente, e DROE e DIRTJ, juntos) é superior a 90%, enquanto com os indicadores representativos dos coeficientes e das médias varia de 84,4% (CROE, CIRTJ, e MROE e MIRTJ, juntos) a 90% (MROE e MIRCRE, juntos).

Individualmente, os coeficientes dos indicadores representativos dos desvios-padrão dos créditos anormais e da rentabilidade, e das médias da rentabilidade e do risco de crédito são os mais relevantes no cálculo dos valores utilizados na classificação dos países.

Por outro lado, os coeficientes dos indicadores da taxa de juros são muito baixos, quase nulos, não sendo expressivos no cálculo.

A evidência da volatilidade, como informação importante na identificação de situações de crise, deve ser considerada na análise dos indicadores utilizados na avaliação do risco sistêmico de cada período.

Costumeiramente, as análises são restritas aos indicadores calculados em datas-base específicas, sem a preocupação com as alternâncias precedentes. De forma contrária, o resultado do estudo ressalta o valor da informação contida na variância do comportamento do indicador nos períodos anteriores.

A constatação de diferentes níveis de periculosidade atribuídos a cada indicador nos diversos países, reforça a inserção do uso da volatilidade para quantificar e definir os padrões de cada um. Enquanto a alteração de um ponto percentual na taxa de juros em países industrializados é motivo de preocupação e, talvez, de adoção de medidas corretivas, o mesmo fato em países emergentes pode ser visto como corriqueiro e sem conseqüências.

Assim, a principal vantagem analítica no uso da volatilidade está justamente em relevar as especificidades intrínsecas de cada sistema bancário e proporcionar padrões compatíveis com a realidade econômica no qual está inserido. A adoção de valores absolutos como padrões de comparação pode levar a conclusões indevidas no processo de avaliação da situação econômico-financeira dos diversos países.

Quanto aos aspectos contábeis identificados como relevantes, destaca-se o desvio-padrão dos créditos anormais em relação às operações de crédito, que, isoladamente, é capaz de classificar corretamente 93,8% dos países da amostra.

Notoriamente, esse indicador não apresenta resultados significativos quando testado junto com outros indicadores, em virtude da elevada correlação existente. A significativa dispersão apontada pela estatística descritiva é justificada pela diferenciação do valor do indicador em cada um dos dois grupos de países. Ou seja, os valores díspares estão concentrados em cada um dos grupos, diferenciando-os eficazmente.

Em termos qualitativos, o recrudescimento dos créditos anormais em momentos que antecedem as crises é uma característica diferenciadora esperada. O aumento nas taxas de juros, com vistas a proteger o valor da moeda do país, tem o efeito colateral de tornar o custo do crédito maior e dificultar o recebimento dos valores concedidos. Adicionalmente, a incerteza generalizada sobre a atividade econômica leva à contenção dos gastos e à diminuição da produção e da renda, limitando a capacidade de pagamento dos agentes.

Além do crédito, os indicadores representativos dos coeficientes de variação, das médias e dos desvios-padrão da rentabilidade e da taxa de juros aparecem como os mais eficazes na discriminação, quando utilizados conjuntamente, sendo que os desvios-padrão proporcionam o segundo melhor percentual de acerto na classificação (90,6%).

A identificação do resultado como variável relevante é igualmente esperada, visto que representa a medida do desempenho e contém as conseqüências das decisões operacionais postas em prática pelas instituições.

Diversos itens não significativos estatisticamente neste estudo, como os volumes e os riscos de liquidez e de câmbio, ou não incluídos nos testes pela limitação das informações contábeis, estão contidos no resultado.

A capacidade de discriminação do indicador de rentabilidade, tanto da média como do desvio- padrão, ressalta a sensibilidade da variável resultado para diferenciar as situações que antecedem as crises e classificar os países.

A taxa de juros, por sua vez, caracteriza-se como o principal instrumento utilizado para proteger a moeda do país nos momentos que antecedem as crises. A finalidade é evitar a desvalorização da moeda mediante a elevação da taxa de juros.

Na amostra, esse fato ganha importância em face do regime de câmbio fixo observado na maior parte dos países nos períodos que antecedem as crises. Nesse cenário, a proteção da moeda nacional e, por conseguinte, do regime de câmbio fixo, somente pode ser feita pelo aumento da taxa de juros e/ou pela utilização das reservas internacionais.

Por esse motivo, a taxa de juros apresenta bruscas alterações nos momentos que antecedem a mudança do regime cambial, consistindo em relevante variável a ser monitorada na identificação de situações de estresse.

A elevada correlação negativa entre a taxa de juros e a taxa de câmbio é motivada pelo incremento das posições líquidas passivas concomitantemente ao aumento das taxas de juros. Mesmo em situações normais, a elevação das taxas de juros em determinado país atrai os investimentos internacionais, aumentando o volume de passivos em moeda estrangeira.

Nesse contexto, uma ou outra taxa apareceria como discriminante da situação prévia à crise. Contudo, haja vista que alguns países sem crise da amostra apresentam elevada posição líquida passiva em moeda estrangeira, como a Nova Zelândia e a Noruega, os indicadores elaborados com base na taxa de juros mostraram-se mais eficazes na diferenciação.

Finalmente, o último conjunto de indicadores relevantes na classificação é formado pelas médias do índice de risco de crédito e da rentabilidade (MIRCRE e MROE), com percentual de acerto igual a 90,6%. Como a média e o desvio-padrão do índice de risco de crédito tem

correlação com os respectivos valores contábeis dos créditos anormais e, dada a capacidade de classificação do indicador DCAOC isoladamente, torna-se natural que os demais indicadores, formulados com base no crédito e menos correlacionados, sejam significativos junto com outros indicadores.