Em acesso ao sítio da ONU (<http://www.un.org>), constatou-se que a mesma foi estabelecida em 24 de outubro de 1945 por 51 países, que se comprometeram a preservar a paz através de cooperação internacional e segurança coletiva. Atualmente, a organização conta como sócios um total de 191 estados soberanos. A ONU tem quatro finalidades básicas: manter a paz e a segurança internacionais, desenvolver relações amigáveis entre nações, cooperar em resolver problemas internacionais com a promoção do respeito para direitos humanos, e ser um centro para harmonizar as ações das nações. A ONU não é um governo do mundo e não faz leis, entretanto, fornece os meios para ajudar a resolver conflitos internacionais e formular políticas nas matérias que afetam todos nós. Aí, todos os estados- membros, sejam eles grandes ou pequenos, ricos ou pobres, com diferentes sistemas sociais e políticos, têm uma voz e um voto. O Sistema das Nações Unidas é composto por vários organismos, programas e fundos especializados que trabalham em áreas diversas como saúde, agricultura, aviação civil, meteorologia e trabalho – por exemplo: OMS (Organização Mundial da Saúde), OIT (Organização Internacional do Trabalho), Banco Mundial, UNESCO, UNICEF (United Nations Children’s Fund), entre outros.
A ONU utiliza um instrumento universal chamado “declaração”, que compartilha o ideal comum a ser atingido por todos os povos e nações, com o objetivo de que cada indivíduo e cada órgão da sociedade se esforcem através do ensino e da educação, promovendo o respeito a direitos e liberdades estabelecidos. A declaração é um texto solene proclamando princípios de grande importância e de valor duradouro. Embora não tenha força jurídica impositiva, ela pode exercer uma influência como fonte de direito unanimemente reconhecida. A cidadania é um processo consciente que se consolida num contexto de conhecimento e conquista dos direitos humanos. A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, considerada o verdadeiro decálogo de liberdade do homem moderno, estabeleceu as primeiras normas para assegurar a liberdade individual e a propriedade. Foi elaborada para servir de preâmbulo à Constituição da França. O texto definitivo foi apresentado em forma de dezessete artigos à Assembléia Nacional e aprovado no dia 26 de agosto de 1789. A aparência de decálogo, de “catecismo cívico” que a Declaração assumiu devia-se à vida escolar de cunho cristão da maioria dos parlamentares.
Em 1948 foi aprovada, na Assembléia das Nações Unidas, a Declaração Universal dos Direitos do Homem, referência mundial para as cartas magnas das nações do planeta.
Extraídas do sítio da ONU (<http://www.un.org>), informações referentes à Agenda 21 definem-na como um plano de ação conjunta que atua nos níveis local, nacional e global. Ela foi desenvolvida pelos organismos associados da ONU, pelos governos e sociedade civil, em todas as áreas relacionadas à sustentabilidade do planeta.
A Agenda 21, que contém 40 capítulos em sua forma global, foi concebida e aprovada no ano de 1992. Constituiu-se aí um processo que durou dois anos e culminou com a realização da CNUMAD62, no Rio de Janeiro, em 1992, também conhecida por Rio 92. O termo "Agenda" foi concebido no sentido de intenções, desígnio, desejo de mudanças para um modelo de civilização em que predominasse o equilíbrio ambiental e a justiça social entre as nações.
A Agenda 21 constitui-se na mais abrangente tentativa já realizada de orientar para um novo padrão de desenvolvimento para o século XXI, cujo alicerce é a sinergia da sustentabilidade ambiental, social e econômica, perpassando em todas as suas ações propostas. Pode ser vista
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também como um processo de planejamento participativo que resulta na análise da situação atual de um determinado país, estado, município, região e setor, planejando o futuro de forma sustentável. Este processo deve envolver toda a sociedade na discussão dos principais problemas e na formação de parcerias e compromissos para a sua solução em curto, médio e longo prazos. A análise do cenário atual e o encaminhamento das propostas para o futuro devem ser realizados dentro de uma abordagem integrada e sistêmica nas dimensões econômica, social, ambiental e político-institucional da localidade.
Muito difundido atualmente, o conceito de desenvolvimento sustentável surgiu a partir das necessidades geradas e satisfeitas num mundo de riqueza, mas com enormes desequilíbrios constatados pela miséria e pela degradação ambiental. Resumindo, o desenvolvimento sustentável busca assegurar o desenvolvimento econômico, a preservação ambiental e o fim da pobreza. A ONU e as sociedades civis organizadas buscam um consenso para alcançar metas que assegurem o desenvolvimento sustentável.
Em acesso ao sítio da UNESCO (<http://unesco.org>), verificou-se a existência de um modelo principal de cunho educativo, um projeto denominado DEDS - Década das Nações Unidas da Educação para o Desenvolvimento Sustentável. Seu principal objetivo é integrar valores inerentes ao desenvolvimento sustentável em todos os aspectos do ensino para encorajar mudanças no comportamento e permitir a formação de uma sociedade mais sustentável e mais justa. A visão básica da DEDS é um mundo onde todos possam ter oportunidades para se beneficiarem com a educação e aprender valores, comportamentos e estilos de vida necessários para um futuro sustentável e para uma transformação social positiva.
Em nível nacional, um retrospecto mostra que num primeiro momento, à época da ditadura militar dos anos 60, os movimentos sociais no Brasil eram em sua grande maioria clandestinos e tinham como fachadas escolas comunitárias. Alguns exilados dessa época também mantinham contato com organizações ligadas à igreja. Esses movimentos saíram da clandestinidade e ganharam força à época das Diretas Já (anos 80) contribuíram fundamentalmente para a disseminação de um perfil mais popular de cidadania. Pode-se reportar a mobilização das sociedades civis organizadas a partir da intensificação de ações
voluntárias, que possibilitaram entrar em cena as ONGs63. Uma sociedade que se organize, seja em associações de moradores, fundações, ONGs, conselhos comunitários, entre outras - aos poucos consegue se articular de tal forma a ganhar representação na sociedade, criando um espaço novo e apresentando um caráter institucional e pouco burocrático para resolver questões , principalmente sociais.
As sociedades civis organizadas têm grande poder de articulação em sistema de redes, onde traçam experiências e conhecimentos teóricos, possibilitando sua permanência na esfera pública. Estas se consolidam como grandes instrumentos para a transformação social. Em seus núcleos de atuação permitem a criação, aplicação e aperfeiçoamento das práticas educativas para mudar a realidade de um país com grande perfil empreendedor, dotado de indivíduos com grande potencial criativo, mas que carecem de ações sistematizadas para transformar o contexto de desigualdades social, econômica e política.