ARAŞTIRMANIN KURAMSAL ÇERÇEVESİ VE İLGİLİ ARAŞTIRMALAR
2.3 SOSYAL BİLGİLER ÖĞRETİMİ VE OTANTİK ÖĞRENME
Os Tipos diferem entre si, fundamentalmente, no que concerne aos interesses, valores e necessidades. Eles aprendem de modos distintos, nutrem ambições diferentes e reagem cada qual à sua maneira. As preferências ou orientações são inatas e se houver alguma tentativa de alterá-las, seu desenvolvimento será bloqueado.
Van der Hoop’s (apud MYERS e MYERS, 1995) discute os estágios de desenvolvimento do Tipo, embora não mencione a idade em que eles devam ocorrer:
Em todo estágio existe uma forma simples, no qual a diferenciação da função predominante apenas acaba de se iniciar e seus modos de adaptação ainda estão sendo experimentalmente testados, embora uma preferência clara por formas típicas de adaptação já possa ser observada. Em um estágio posterior a função dominante encontra suas formas, regulando-as com muita firmeza. Qualquer coisa que não esteja de acordo, neste estágio, é eliminada. Com algumas pessoas ainda ocorre um estágio adicional, no qual as outras funções podem se desenvolver mais para compensar qualquer unilateralidade, e a típica forma marcante é novamente modificada até certo ponto pelo desdobramento de uma expressão mais plena e mais rica da natureza humana.22 (MYERS; MYERS, 1995, p. 168) – Tradução nossa.
Provavelmente, a dimensão com raízes mais profundas e que aparece mais cedo é a da Extroversão – Introversão. Até mesmo uma criança nos seus primeiros anos de vida é capaz de demonstrar inclinação para uma vida mais sociável ou contemplativa. Myers e Myers (1995, p. 168) citam como exemplo o caso de duas irmãs gêmeas de três anos de idade que, embora vivam no mesmo ambiente, sob condições idênticas, já demonstram diferenças claras em seu modo de agir, de conversar, de se relacionar com as pessoas, já que uma é extrovertida e a outra é introvertida.
3.4.1 Obstáculos para o desenvolvimento do Tipo
As condições complexas do meio, assim como as condições ainda mais complexas de nossa disposição psíquica individual, raramente permitem o fluxo normal de nossa atividade psíquica. Circunstâncias externas e a disposição interna de nossa atividade psíquica favorecem o encobrimento de um mecanismo e a predominância natural de outro.
Não se sabe exatamente até que ponto a personalidade é determinada por fatores genéticos e hereditários, comparados aos efeitos da educação familiar, da cultura, do ambiente e das experiências vividas. Embora se acredite que tudo possa influenciar um pouco em proporções muito semelhantes, isso pode variar de pessoa para pessoa.
É provável que a infância seja altamente influenciável na formação da personalidade. Alguns traumas, em qualquer época de nossa vida, também podem mudar a personalidade
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In every stage there is a simple form, in which the differentiation of the prevailing function has only just begun, and its modes of adaptation are still being tentatively tried out, although a clear preference for typical forms of adaptation can already be observed. At a later stage the dominating function has found its forms, controlling these with great assurance. Anything that is not in accord is, at this stage, suppressed. With a few people there follows a still further stage, in which the other functions are permitted more development, to compensate for any one-sidedness, and the pronounced typical figure is again modified to some extent by the unfolding of a fuller and richer expression of human nature.
essencialmente. Com o passar do tempo, as pessoas tendem a amadurecer, entretanto, é difícil precisar como e quando – e se – a personalidade muda.
Myers e Myers (1995) afirmam que o meio no qual o indivíduo vive pode, muitas vezes, contribuir para o bom desenvolvimento do Tipo, estimulando suas capacidades natas. Outras vezes, porém, fatores do meio forçam o adulto ou a criança, cujo Tipo ainda está se desenvolvendo, a agir de modo diverso de suas atitudes naturais, gerando um Tipo “falsificado”, que priva o indivíduo de seu verdadeiro Self e o torna frustrado ou inferiorizado, cópia de outras pessoas.
Alguns dos obstáculos que interferem no desenvolvimento do Tipo são: 1) Pressão do ambiente;
2) Falta de credibilidade no próprio Tipo; 3) Falta de aceitação em casa;
4) Falta de oportunidade; 5) Falta de incentivo.
O primeiro obstáculo está relacionado à cultura de um povo. A civilização ocidental, por exemplo, demonstra propensão por homens do Tipo Pensamento e mulheres do Tipo Sentimento; o ambiente escolar ou de trabalho geralmente prioriza uma determinada preferência como Extroversão ou Julgamento. Assim, para não se sentirem reprimidos, alguns indivíduos mudam suas atitudes e, suas preferências, com o passar do tempo, recebem uma nova orientação. Conforme estudos realizados por Huang e Huang (1992) e Broer e McCarley (1999) na China, país representante potencial da cultural oriental, os estudantes são mais propensos à Introversão e à Sensação. A Sensação deve prevalecer porque está relacionada às estratégias de memorização (principalmente de fatos e detalhes) necessárias para se obter aprovação em exames de ingresso às universidades. Quanto à Introversão, os estudos sugerem que ela é uma característica predominante não apenas nos Chineses que residem em seu próprio país, mas também naqueles que emigraram, pois o modo como eles foram educados influenciou severamente sua personalidade.
O segundo e o terceiro obstáculos citados são consequências do primeiro, pois quando o meio dá preferência por determinado Tipo, seja na sociedade ou na própria casa do indivíduo, ele tende a se assemelhar ao outro para ser menos discriminado. Conforme citam Myers e Myers (1995), os Tipos menos convictos, justamente por não serem em grande número, são os introvertidos e os intuitivos.
O obstáculo mais óbvio é a simples falta de oportunidade para exercitar os processos ou atitudes preferidas. Ingenuamente, os pais tolhem de seus filhos as condições necessárias para o bom desenvolvimento do Tipo: crianças introvertidas, frequentemente, não têm a privacidade ou a tranquilidade necessárias; os Tipos extrovertidos são resguardados de pessoas ou atividades coletivas; os intuitivos são confinados a uma rotina trivial; crianças que se orientam pela Sensação, em um ambiente escolar, muitas vezes, são forçadas a aprender de modo abstrato, apenas por meio de palavras; aquelas que se orientam pelo Pensamento, podem não ter a chance de argumentar ou dar explicações; crianças do Tipo Sentimento, muitas vezes, convivem com uma família que não prioriza a harmonia; crianças do Tipo Julgamento, têm suas decisões extremamente depreciadas por pais excessivamente resolutos; crianças do Tipo Percepção são impedidas de buscar novas descobertas.
Finalmente, a falta de incentivo também pode prejudicar o desenvolvimento do Tipo. As crianças apenas conseguirão expandir seu julgamento (ligado ao Pensamento e ao Sentimento) ou percepção (relacionada à Sensação e Intuição) quando se sentirem motivadas a fazer algo da melhor forma possível, ou seja, analisando fatos ou ideias (percepção), lógica ou valores pessoais (julgamento) para atingirem um bom resultado.