ULUSALÜSTÜ HUKUK VE TÜRKĠYE’DE SENDĠKAL HAKLAR
I. GĠRĠġ: 1919’DAN 100.YILINA UÇÖ…
2. Sendikal Haklarda Evrensel ve Bölgesel Ölçekli Uluslararası Hukuksal Çerçeve
Higgins (1995) especifica três níveis de inovações, podendo ser melhorias contínuas e de ordem incremental, melhorias significativas, onde se desenvolvem novos produtos a partir daqueles já existentes e inovações radicais (big bang innovations); inovações estas que transformam fundamentalmente a forma como os produtos ou serviços são percebidos e ou apropriados no consumo.
Tidd et al. (1997) complementam esta definição descrevendo as inovações radicais enquanto àquelas que modificam, inteiramente, as tecnologias já existentes no mercado para prover produtos e serviços ao consumidor e as regras básicas de consumo. Os autores alertam, no entanto, que o grau de inovação está intimamente relacionado à percepção de seu usuário final, podendo, conseqüentemente, sofrer variadas interpretações à luz da ótica do cliente.
Uma classificação muito conhecido é a que enfatiza o grau de novidade envolvido nas inovações, a qual localiza numa das extremidades de uma linha contínua, as inovações do tipo radical, consideradas aquelas que criam novas indústrias, e no outro extremo, as inovações incrementais ou melhorias, que são as “pequenas” novidades acrescentadas em produtos ou processos já conhecidos. As inovações incrementais decorrem de atividades rotineiras de produção e comercialização, para as quais não são alocados recursos específicos (Barbieri e Álvares, 2003; Longo, 2004). Gundling (2000, apud Barbieri, 2003), subdivide as inovações em:
- Inovações do tipo A, são as radicais ao extremo que extrapolam as necessidades do consumidor, dando origem à criação de uma nova empresa;
- Inovações do tipo B são as radicais que mudam a base da competição na indústria existente; originam-se em pesquisas de laboratório, antes de analisar a necessidade do consumidor;
- Inovações do tipo C são as inovações estritamente alinhadas com as necessidades do consumidor, em geral são extensões de linhas de produtos existentes, ampliando a linha de produtos para os atuais consumidores, por meio de alterações na tecnologia e no processo. Ainda segundo Gundling, (2000, apud Barbieri, 2003), um processo de inovação radical que traz importantes novidades tecnológicas, normalmente requer outras inovações que são desenvolvidas durante o seu processo de implementação.
Garcia e Calantone (2002) trazem as perspectivas das inovações radicais como àquelas que reformulam o comportamento e a estrutura vigente de um dado mercado, associadas a produtos e ou processos originais em seu estágio inicial de adoção e difusão, e as inovações incrementais como pequenas melhorias de processo e/ou produto sobre uma base já existente.
Convém comentar que embora estas inovações incrementais não alterem a estrutura e o comportamento vigente no mercado, muitas vezes, constituem inovações radicais do ponto de vista da empresa, ao constituírem a incorporação de uma nova base tecnológica.
Neste trecho, por fim, o Manual de Oslo conceitua graus de inovação sob a perspectiva da introdução no mercado de um produto, (bem ou serviço), novo ou significatimentamente melhorado, ou à introdução, por parte da empresa, de processos novos ou significativamente melhorados. A inovação pode ser baseada em novos desenvolvimentos tecnológicos, em novas combinações de tecnologias existentes, ou na utilização de outro tipo de conhecimento adquirido pela empresa. A metodologia Manual de Oslo faz uma distinção entre inovação de produto e de processo.
A inovação de produto corresponde à introdução no mercado de um produto, (bem ou serviço), novo ou significativamente melhorado relativamente às suas características fundamentais, às suas especificações técnicas, ao software ou outros componentes imateriais incorporados, às utilizações para que fosse concebido, ou à facilidade de utilização. A inovação tem que ser nova para a empresa, mas não necessariamente nova para o mercado servido pela empresa. A inovação pode ter sido desenvolvida tanto pela empresa como fora dela.
A inovação em processo corresponde à adoção de métodos de produção novos ou significativamente melhorados, assim como de meios novos ou significativamente melhorados de fornecimento de serviços e de distribuição de produtos. O resultado da inovação de processo terá que ter um impacto significativo na produção, na qualidade dos produtos (bens ou serviços) ou nos custos de produção e de distribuição. A inovação tem que ser nova para a empresa, mas não necessariamente nova para o mercado servido pela empresa. O Manual cita inúmeros exemplos de inovação tecnológica associada à produto, à processo e o mais interessante, o que não é inovação tecnológica a saber: melhorias em produtos com o propósito de torná-los mais atrativos aos consumidores sem mudança em suas características tecnológicas, como as inovações estéticas ou de estilo (como mudança de cor, alterações
superficiais, um novo corte de tecido, etc), muito comuns nas indústrias têxteis ou de vestuário e calçados, entre outras - nestes segmentos, deve ser considerada inovação tecnológica a aplicação ou desenvolvimento de um novo tecido (fibra), que implique pesquisa e desenvolvimento de um novo material; pequenas mudanças tecnológicas (melhorias não substanciais) de produtos e processos, modificações que não apresentam grande novidade, mudanças puramente organizacionais; modificações de produtos e processos cuja novidade não diz respeito às características objetivas de uso ou desempenho dos produtos, ou da maneira pela qual eles são produzidos ou distribuídos, mas antes às suas qualidades estéticas ou subjetivas. A implementação das normas ISO 9000 só deve ser considerada uma inovação tecnológica se a sua introdução implicou o desenvolvimento de uma nova tecnologia ou gerou um avanço tecnológico significativo em produto ou processo.
Todo esse entorno descritivo está sumarizado na Tabela 8.
Tabela 8: Tipos e Graus de Novidade.
Fonte: Manual de Oslo (1997).
(1) Pode ser geograficamente nova para o país ou região.