ULUSALÜSTÜ HUKUK VE TÜRKĠYE’DE SENDĠKAL HAKLAR
II. NEDEN “ULUSLARARASI” DEĞĠL DE “ULUSALÜSTÜ”?
Ettlie, Bridges e O'Keefe (1984) mencionam a relação entre o tamanho da organização e o tamanho do impacto da inovação. Citam a perspectiva das pequenas
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organizações que, na média, desenvolvem inovações de impacto proporcionalmente ao seu tamanho quando comparada às grandes.
Principalmente aqui, para se ter mais precisão na configuração de um framework de métricas de inovação, é sim necessário ter a menção dos principais e mais evidentes tipos de inovação.
Partindo dessa consideração, Duchesneau et. al. (1979) declaram uma grande relevância na incorporação tecnológica no grau e tipologia de inovação. Se a tecnologia é nova para quem adere e nova para um agrupamento organizacional ou se esta requer processos para “desova” de produtos ou serviços com vistas à mudança, talvez a magnitude ou o custo de mudança requerido pela organização seja suficiente para varrer a designação de raro e radical, como oposto para a inovação incremental (Daft e Becker, 1978).
Ettlie, Bridges e O'Keefe (1984) em seu artigo, apresentam um framework conceitual em que a organização influencia a tecnologia e a política de mercado e que então influencia adoção de inovação e introdução de novos produtos. Delinearam, também, aspectos como a adoção da inovação radical, especialmente em se tratando de processos tecnológicos para ser influenciado pelo tamanho da organização e estratégia de mercado.
No framework de Ettlie, Bridges e O'Keefe (1984), foram desconsiderados o efeito do tempo. Em contrapartida, foi considerada uma grande valorização na diversidade de estratégias organizacionais como tipos de estruturas que influenciam certamente condições pré-inovação na organização e que por sua vez conduz à incrementabilidade ou radicalidade além de extensões na introdução de novos produtos. Por eles, existe sim uma grande diferença entre essas duas inovações e os elementos que mais reforçam dissociações são: Estratégia e Estrutura.
A representação das quatro categorias de variáveis para o processo de inovação incremental e radical está sumarizada na Tabela 9.
Tabela 9: Modelo Conceitual de Inovação Radical versus Incremental nas Organizações.
Fonte: Ettlie, Bridges e O'Keefe, 1984.
Ettlie, Bridges e O'Keefe (1984) lançam algumas proposições:
Estratégia – Estrutura: Para adoção de inovação radical é proposto que exista forte conexão
entre ordenação de estrutura especial e uma agressiva política tecnológica. Define-se por política tecnológica agressiva nuance como estratégia de amplo alcance para inovação tecnológica. Uma política tecnológica agressiva tem sido utilizada para aumentar a taxa de adoção do processo radical e promover a concentração de especialistas técnicos, que no entorno, aumenta a adoção do processo de inovação. (Duchesneau et. al., 1979; Ettlie e Bridges, 1982). Sugere-se, então, que a concentração de especialistas técnicos tende a promover a inovação incremental em contraponto à inibição de inovação radical, especialmente durante crises na organização. Isto, pois o tipo de esforço inovativo tende a ser institucionalizado num esquema de organização “orgânica”, mas não é permitido que experts guie via política agressiva.
Tamanho: Alguns estudos captaram o seguinte comportamento: pequenas firmas são mais
inovadoras (Globerman, 1975; Rothwell et. al., 1976), enquanto que outros (Moch e Morse, 1977; Kimberly e Evanisko, 1981) perceberam que tamanho da organização estará diretamente relacionado à inovação. É possível que o grau de “radicalidade” da inovação possa moderar esse relacionamento. Rothwell et. al. (1976) qualifica seus resultados por dizer que quando um investimento de grande capital é requerido para ser inovador, não é a pequena e média empresa que são inovadoras. Por outro lado, o aumento aparente faz causar adaptação da estrutura que poderia ter conseqüências inovadoras (Moch e Morse, 1977; Zaltman et.al. 1973). Aqui, cabe um parecer de Klein (1998) em que atesta que freqüentemente empresas
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menores conseguem obter fatias de mercado das empresas maiores por meio da inovação, pois é o capital intelectual destas empresas, (conhecimento, experiência, nível de especialização e gestão dos intangíveis), que determina sempre mais suas posições competitivas. Conseqüentemente, a necessidade de estabelecer e consolidar parcerias para obter recursos, (capital humano e estrutural), é um elemento estratégico para a capacidade de inovar das pequenas e médias empresas. Outros fatores restritivos à capacidade de inovação nas pequenas e medias empresas referem-se à dificuldade de seleção e retenção de talentos que tenham conhecimentos estratégicos ao negócio, sendo que o capital humano, de fato, é um ativo para o negócio (Stewart, 1997) que se encontra, em muitos casos, concentrado nos gestores da alta administração ou fundadores da empresa, caracterizando assim, uma necessidade premente de disseminar este conhecimento aos outros colaboradores para a sustentação do negócio. Carvalho et. al. (2000, apud Piovezan, In: Gestão do Conhecimento em Pequenas e Médias Empresas, 2003) citam que as principais dificuldades das pequenas e médias empresas de base tecnológica estão nos quesitos financiamento, comercialização e na necessidade de treinamento em ferramentas gerenciais.
Outro grande constructo sobre a relação entre tamanho de empresa e inovação é descrito na seguinte perspectiva: A relação entre tamanho da firma, estrutura de mercado e inovação é objeto de contínua controvérsia na literatura econômica. Em sua resenha sobre esta questão, Williamson (1983) contrapõe a posição de Galbraith, (que formula explicitamente a hipótese de que a grande firma é mais inovadora), à posição de Arrow, (para o qual a pequena firma em concorrência perfeita teria maiores incentivos para inovar). Sua conclusão é que, em termos de atividade inovadora, há virtudes e problemas relacionados tanto às pequenas firmas como às grandes firmas. Mais recentemente, Rothwell e Dodgson (1994) discutem e sublinham as vantagens das pequenas firmas quanto à capacidade de assumir riscos, rapidez de aprendizado, potencial de crescimento por meio da ocupação de nichos, etc, e as grandes firmas quanto a economias de escala e escopo em P&D, potencial para distribuir riscos, capacidade de financiamento, experiência no controle de processos complexos, etc, na tarefa de empreenderem atividades inovadoras. Já a abrangente resenha de Cohen e Levin (1989, p.1069) assinala como inconclusiva a relação entre tamanho da firma e inovação. Cohen e Levin (1989) explicam que para tal disparidade estaria a importância de características específicas de setores industriais e das próprias firmas.
Estratégia de Crescimento e Inovação: Esta nuance entorna num link entre estratégia de
crescimento de mercado dominado e inovação incremental. A literatura sugere que a inovação estimulada pelo mercado tende a ser incremental (Tauber, 1974). Em organizações bem coordenadas, existirão pressões para “capitalizar” desenvolvimentos tecnológicos no ambiente de mercado; assim a diversificação se apronta para ser a ferramenta enquanto modo de manter e justificar alta pesquisa e desenvolvimento (Ettlie et. al., 1984).
Condições Pré-inovação: A primeira condição pré-inovação fundamentada de uma política
tecnológica agressiva e concentração de especialistas é a presença de um campeão de inovação. A segunda variável selecionada como condição pré - inovação é o grau de adequação entre a inovação particular e a inovação baseada na organização. Esta variável é chamada congruência tecnologia – organização. Alguns números de atributos são candidatos para ser empiricamente agrupados por esta variável (Zaltman et. al. 1973). Em se tratando de inovação radical, Hage (1980, p.190) elaborou uma argumentação teórica para inclusão de dois atributos (compatibilidade e vantagem percebida relativa) consistentemente promovida com relação à adoção de inovação.