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2.1. KAVRAMSAL ÇERÇEVE

2.1.1. SENDİKA VE SENDİKACILIĞA İLİŞKİN KAVRAMLAR

2.1.1.2. Sendika, Sendikalaşma ve Sendika Özgürlüğü Kavramları

A pesquisa teve como instrumentos de investigação entrevistas coletivas e individuais semi-estruturadas (BAUER; GASKELL, 2004), contendo questões instigadoras que procurassem aportar o máximo de subsídios possível. Também coletei dados gerais sobre a

escola no que se refere ao seu histórico, dependências físicas, atual direção e sobre sua filosofia e proposta pedagógica, bem como seu Regimento.

As entrevistas coletivas foram duas, ocorridas em 06 de outubro de 2007 e 06 de dezembro de 20075 ao grupo das 21 alunas, junto à professora regente da turma. A primeira entrevista teve o caráter de suscitar questionamentos das alunas frente às situações que as mesmas estavam enfrentando em suas aulas, já ministradas uma vez por semana, em escolas de aplicação. A entrevista coletiva seguinte teve a intenção de mostrar a pesquisa, os pressupostos teóricos que a fundamentam e sensibilizá-las para que me auxiliassem a realizar meu intento.

No primeiro semestre de 2008, após um período em que as doze alunas já estavam engajadas em seus estágios, empreendi as entrevistas individuais6. Estas tinham como objetivo principal o aprofundamento de questões que viessem ao encontro do Ser Professor, do porquê escolher esta profissão, como o Instituto havia contribuído nesta formação e a relação com os alunos no estágio.

A entrevista individual foi realizada também com a professora regente da turma em que eu havia iniciado a pesquisa em 2007 e também coordenadora geral do estágio, com a supervisora geral do Ensino Médio, com o diretor do Instituto e com a professora que ministra a disciplina de Metodologia da Linguagem e Prática de Ensino7.

A escolha de realizar esta prática de entrevistas, tanto com as alunas, quanto com segmento pedagógico e diretivo do Instituto teve o intuito de poder ouvir e observar todos os segmentos envolvidos, a fim de qualificar a pesquisa, sabendo que a entrevista é um recurso recorrente, de grande valia, no paradigma qualitativo.

Além das entrevistas, realizei observações nas aulas de Prática de Ensino, nas quais as alunas confeccionam e planejam suas atividades práticas, aprendendo técnicas a serem utilizadas nos Planos de Aula e sendo ministrados em suas próprias aulas, realizadas uma vez por semana. Estive observando as aulas ministradas pelas alunas neste momento do Curso. Após, ao longo do primeiro semestre de 2008, observei orientação de estágio das alunas além de as ter visitado em suas respectivas aulas.

Registrei as observações em um Diário de Campo, sugestão dada por minha orientadora. Este instrumento foi valioso para a sistematização posterior de meu trabalho. Ele

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O roteiro das entrevistas coletivas encontra-se no Apêndice A.

6 O roteiro da entrevista individual realizada com as doze alunas encontra-se no Apêndice B. 7 Os roteiros destas entrevistas encontram-se nos Apêndices D, E, F e G, respectivamente.

contém as observações, as reflexões que fui fazendo ao longo do período e possui também uma cronologia já que, desde o início, até o término da investigação usei o mesmo procedimento; por conta disto pude perceber modificações inclusive no comportamento das alunas ao longo do tempo de dois semestres letivos. Registrava as observações sobre os eventos como aulas e encontros, bem como descrições do ambiente e do procedimento das pessoas envolvidas na pesquisa. Não obstante estes registros, ora ou outra, utilizei-o também para registrar até uma observação de algo que não estava diretamente envolvido na pesquisa, mas que por alguma relação que realizei naquele momento, considerei importante.

Os registros ocorriam concomitante ao fato nos momentos em que eu estava observando as aulas dadas pelas alunas, quando eu em geral ocupava o espaço do fundo da sala. Nestas ocasiões, a mim não parecia muito constrangedor realizar o registro. No entanto, quando eu estava observando as aulas de elaboração de técnicas e reflexões, pareceu-me muito constrangedor realizar o registro simultâneo. Procurava nestes episódios, fazer o registro tão logo me encontrasse sozinha, pois desejava ser o mais fiel possível à minha observação. Lüdke e André (2005) nos alertam para a importância de realizar os registros o mais aproximado dos eventos, pois isto garante maior acuidade.

Tive a idéia de realizar, concomitante a estas ações, um Seminário Reflexivo8 realizado em 13 de maio de 2008. Neste dia reuni todo o grupo inicial da pesquisa, que havia começado em 2007. Pude explicar as alunas o porquê não poderia terminar o processo da pesquisa com as vinte e uma que compunham o grupo inicial. O Seminário teve como tema a violência na escola, um dos grandes desafios apontados pelo grupo em suas aulas. O questionamento: como lidar com a violência das crianças e adolescentes que refletem na Escola? Seminário é uma prática pedagógica que tem como objetivo aprofundar um determinado tema ou assunto de interesse do grupo, servindo de prática reflexiva, como uma forma de participar com os demais, as reflexões próprias acerca do assunto escolhido.

Contei, neste dia, com a colaboração da Conselheira Tutelar da região9, senhora Nausa e com o Senhor Hamilton, Presidente da Corregedoria dos Conselhos Tutelares. No entanto, tal fato acarretou algumas dificuldades, porque não houve por parte dos convidados grandes elucidações das dúvidas trazidas pelo grupo, objetivo do encontro, o que levou a uma quebra de expectativa, mas, ao mesmo tempo, ressaltou que não há fórmulas prontas para tratar questões complexas ligadas, por exemplo, à violência escolar. De qualquer forma, esta prática

8 Roteiro do Seminário Reflexivo (APÊNDICE G). 9 Conselho Tutelar da 4ª Região de Viamão.

foi privilegiada tendo em vista as trocas de experiência que suscitou. Especificamente com relação ao assunto principal, este esteve centrado na reflexão como parte integrante do fazer pedagógico no constante construir-se professor em diálogo intersubjetivo, objeto de pesquisa. Assim sendo, o corpus da pesquisa, que resulta de uma seleção qualitativa em que se seleciona, analisa e se seleciona novamente, visando compreender diferentes ambientes sociais no espaço/tempo limitado, (BAUER; AARTS, 2004) foi estruturado a partir das observações registradas no Diário de Campo, entrevistas em grupo e individuais e anotações obtidas dos documentos oficiais da Escola, além das reflexões oriundas do Seminário Reflexivo.