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3.3. TÜRKİYE’DE EMLAK VERGİSİ MEVZUATI

3.3.9. Türkiye’de Uygulanan Emlak Vergisine İlişkin Sorunlar

3.3.9.13. Seçilmiş bazı iller arasında emlak vergisi için vergi gayretinin

As reorientações políticas que inclinaram o PCB à radicalização emergiram a partir do

documento conhecido como “Manifesto de janeiro de 1948”. No entanto, é no “Manifesto de Agosto de 1950”, escrito por Prestes, que se consagra oficialmente a esquerdização de sua

linha política. A partir da autocrítica e das consequentes reorientações apresentadas pela direção partidária nesses documentos, o partido passou a adotar uma postura à esquerda e sectária, reaproximando-se com as matrizes teóricas do leninismo e sua concepção revolucionária (MAZZEO, 1999, p.75-77).

Nessa direção, a cúpula central partidária defendeu uma revolução democrática e socialista simultânea por meio da luta de massas hegemonizada pelo proletariado. Foi proposta a formação de uma Frente Democrática de Libertação Nacional, uma espécie de exército popular que deveria se preparar para a guerra contra a burguesia nacional e internacional atuante no país e empreender uma revolução agrária e anti-imperialista. Apesar de ser explícito o não abandono do caminho democrático para o socialismo e também da visão etapista da revolução brasileira, a democracia defendida pelo partido passou a ser concebida de forma radicalizada, implantada pelo povo (SEGATTO, 1989).

Nessa direção, a partir de 1948, a autocrítica construída pelo CC reconheceu como um erro a crença exagerada na luta do partido nos quadros legais da institucionalidade instaurada pela Constituição de 1946, silenciando-se sobre seus objetivos revolucionários. A leitura era que, de 1946 a 1948, no Brasil viveu-se um governo submisso ao imperialismo americano, com sistema político formado por partidos antidemocráticos e reacionários representantes das classes dominantes (SANTANA, 2001, p.69).

Com essa visão, o PCB buscou romper as alianças com organizações não comunistas e passou a adotar posturas mais independentes no que tange às eleições e à sua relação com o movimento operário. Nas eleições presidenciais de 1950, por exemplo, a descrença nos candidatos e no sistema político vigente fez com que a direção do partido orientasse seus membros a votar em branco. Com a vitória e o retorno de Getúlio Vargas à presidência naquele pleito, o PCB assumiu a oposição ao governo, concebendo-o, em um primeiro momento, como representante dos interesses norte-americanos (CHICOLTE, 1982).

No movimento operário, diante dos limites impostos pela intervenção e repressão estatal nos sindicatos, o partido se viu deslocado desses espaços. Assim, o PCB também radicalizou sua

linha sindical, orientando sua militância operária a priorizar os interesses imediatos da classe trabalhadora e a combater os sindicatos oficiais liderados por pelegos e controlados pelo Ministério do Trabalho. Assim, as bases operárias pecebistas deveriam buscar a criação de entidades paralelas no interior das fábricas e tentar superar a imagem moderada construída nos anos anteriores, defendendo a realização de greves a qualquer custo (SANTANA, 2001, p.69).

No entanto, concordamos com Chilcote (1982, p.107) que, ao analisar o Manifesto de Agosto de 1950, ressalta que apesar da retórica sectária e radical de esquerda do PCB, a organização não previa a implantação do socialismo de imediato, e não afastava a possibilidade de apoio do capital nacional. A própria Frente Democrática de Libertação Nacional expressava a manutenção da tática frentista e se mostrava ambígua em torno dos setores nacionais que ela deveria abarcar.

Tanto no discurso quanto na prática, o partido também expressava as contradições e ambiguidades. A ilegalidade e a crítica à institucionalidade do regime democrático brasileiro não eliminou a luta eleitoral de seu repertório. Como observa Santana (2001, p.71), o PCB criticava sua atuação anterior e a prioridade da luta política formal e legal, mas não retirava esses objetivos de suas propostas quando defendia a legalidade da sigla e a devolução dos mandatos parlamentares.

Com isso, os pecebistas continuaram participando do “jogo eleitoral” atuando segundo as

regras institucionais vigentes. Para tanto, abrigou candidatos em outras siglas partidárias, apoiando políticos concebidos como progressistas. Assim, o PCB elegeu representantes mesmo que em postos de pouco expressão: em 1950, Roberto Morena elegeu-se para o Congresso pelo Partido Republicano Trabalhista (PRT) do Rio de Janeiro, tornando-se porta- voz do PCB; em Recife, Paulo Cavalcanti, pelo Partido Social Progressista (PSP), representou o PCB na Assembleia Legislativa de Pernambuco. Pelo PTB, quatro vereadores elegeram-se para a Câmara Municipal do Rio de Janeiro33 (CHICOLTE, 1982, p.105). No Espírito Santo, o partido elegeu Custódio Tristão como Deputado Estadual pela Coligação Democrática

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Segundo Chilcote (1982, p.108), o governo Vargas (1951-1954) buscou reprimir as atividades comunistas em seu início. Dessa forma, a inserção de representantes do PCB nos espaços parlamentares foi alvo da vigilância das autoridades políticas e policiais. Tentou-se eliminar os comunistas dos processos eleitorais, fazendo com que o partido perdesse diversas candidaturas abrigadas em outras legendas. A exceção ficou por conta do deputado federal do Partido Republicano Trabalhista (PRT) do Distrito Federal, Roberto Morena, que conseguiu se manter no cargo.

(CD)34 (ALVES; SIMÕES, 1996). Além disso, continuou contanto com a atuação dos vereadores Antônio Ribeiro Granja, pela UDN, na Câmara Municipal de Cariacica-ES, e Hermógenes Lima Fonseca, pelo PR, em Vitória-ES.

Considerando esses fatos acerca da militância do PCB nesse período, Santana (2001) faz interessante análise acerca da importância dada pelo partido aos espaços institucionais da política formal no contexto de radicalização de seu programa. Para o autor,

Apesar da crítica ao espaço de atuação institucional e da autocrítica por tê-lo priorizado no momento da legalidade, estas duas reivindicações [legalidade e retorno dos mandatos parlamentares] indicam uma certa valorização daqueles espaços pelo PCB e seu interesse de retornar a eles. [...] Como bem indicou Rodrigues (1981), o partido parecia se utilizar dos espaços institucionais como meros instrumentos de efetivação de sua política. Daí que, neste momento mais radicalizado, a instrumentalização fique bem mais explícita. Diante da cerrada repressão, pensava o partido, estes espaços poderiam servir para dar-lhe fôlego (SANTANA, 2001, p.71).

Santana (2001) destaca que, nos espaços sindicais, apesar de a linha política sindical pecebista defender posições sectárias nos movimentos de trabalhadores, na prática, por resistência a essa orientação – ou por necessidade de adequá-la à realidade –, as bases operárias do partido, por vezes, atuaram na contramão das orientações do novo programa. Assim, membros do partido mantiveram estreitas ligações com a estrutura oficial, e a criação de entidades paralelas nos locais de trabalho não foi utilizada para combater o sindicato enquanto instituição e, assim, não se visou à construção de uma nova e concorrente estrutura sindical. Associações e comissões de fábrica foram instrumentos de organização e combate às lideranças sindicais pelegas, a fim de criar canais de inserção e libertar esses espaços do

controle oficial, atuando “por dentro” dos sindicatos existentes. Isso também se refletiu no

Espírito Santo ao observarmos que, entre 1947 e 1956, os pecebistas capixabas continuaram atuando junto da estrutura sindical oficial, exercendo influência expressiva nos sindicatos dos portuários, estivadores, gráficos, da construção civil, da indústria de energia hidroelétrica e dos contabilistas (ALVES; SIMÕES, 1996, p.88).

Apesar da tentativa de plena aplicação da linha esquerdizante do PCB ter ocorrido no período de 1948 a 1954, já em finais de 1951, para além das posições ambíguas e divergentes na experiência da atuação política do partido nesse período, a militância e a cúpula do partido

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A Coligação Democrática se tratava de uma frente partidária formada pelo PR, pela UDN, pelo Partido Democrata Cristão (PDC) e pelo Partido de Representação Popular (PRP). Reunindo importantes lideranças políticas regionais, foi o principal polo opositor do PSD nas disputas político partidárias do Espírito Santo, a partir de 1945. Mais informações, ver a tese de doutorado do pesquisador José Ueber Oliveira (2013).

apontavam para ajustes na linha revolucionária presente. Inicialmente as reformas ocorrerão na política sindical e depois de modo geral.

Nesse sentido, a postura flexível e menos sectária que já se dava no cotidiano do movimento sindical, a partir de 1952, foi oficializada, abrindo o PCB a alianças heterogêneas e

consolidando o seu “retorno” aos sindicatos oficiais. Dessa forma, a Resolução Sindical do

CC daquele ano orientou a militância à constituição de alianças na base, lutando pela organização e unidade da classe operária contra a política sindical do governo, mas combatendo posturas sectárias. Os sindicatos são assumidos em linha oficial como espaços de disputa pela hegemonia (SANTANA, 2001, p.82-83).

Segundo Segatto (1989, p.78-80), essa nova postura fortaleceu as lideranças comunistas no campo sindical. A partir de 1952, membros do partido assumem a direção dos sindicatos mais representativos do país. A influência e a direção dos pecebistas se fizeram presentes em

movimentos como a de “greve dos 300 mil”, em 1953, em São Paulo. A política de unidade se

consolida com a participação do partido na formação de intersindicais. Assim, em 1954, os pecebistas lideraram a formação do Pacto de Unidade Intersindical (PUI), que nesse ano promoveu uma greve de 01 milhão de trabalhadores contra a carestia. O partido também atuou na organização dos trabalhadores rurais, contribuindo com a formação da União dos Lavradores e Trabalhadores Agrícolas do Brasil (ULTAB), a qual agia como sindicato e tinha como bandeiras a reforma agrária e a sindicalização dos camponeses.

Em descompasso com a linha política geral, que defendia o combate ao governo de Getúlio Vargas, o programa sindical do partido, em defesa da unidade dos trabalhadores, legitimava a reaproximação dos pecebistas com setores trabalhistas e getulistas nos sindicatos. Para além dos interesses específicos das alianças firmadas nas lutas operárias, elas também vislumbravam conquistas no campo político e eleitoral. Assim, segundo Chilcote (1982, p.111), membros da esquerda do PTB ligados à figura de João Goulart abriram negociações para uma aliança eleitoral com os comunistas a partir de 1953. Depois de atuar nas campanhas que permitiram a aprovação da lei que garantiu a criação da Petrobras e o monopólio estatal do petróleo nesse ano, já em 01 de maio de 1954, o partido recuava explicitamente em suas críticas ao governo de Getúlio Vargas (1951-1954).

Esse paulatino recuo no processo de radicalização da direção política do PCB, que se expressava no campo sindical a partir de 1954, alcançou também a sua direção política geral,

fenômeno que ficou mais explícito nas teses aprovadas em seu IV Congresso (entre dezembro de 1954 e janeiro de 1955).

2.4. O PCB ENTRE 1954 E 1964: A REAFIRMAÇÃO DA LINHA INSTITUCIONAL EM