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SAVAŞIN SONU VE UÇAK/PİLOT KAYIPLARI

Econômica Federal, Instaladas no Período de 1964 a 1999

Fonte: Banco Central do Brasil (Bacen), 2014. Posição em 31.01.2014. Elaboração Cartográfica: José Erimar dos Santos, 2015.

As outras agências instaladas no estado alocaram-se em: uma em Mossoró, em 1973; uma em João Câmara instalada em 1978. Nesse mesmo ano foram instaladas mais 7: uma em Nova Cruz, Açu, Caicó, Pau dos Ferros, Macau, Currais Novos e Santa Cruz, respectivamente. Em 1981: uma em Goianinha e outra em Ceará-Mirim, ao passo que em 1982 apenas uma instalada, sendo a cidade de Natal o lócus. Em 1987, foi a vez de Parnamirim ter esse canal bancário e financeiro na constituição do seu sistema de objetos e ações bancárias.

Outro fator que contribuiu para esse aumento de agências bancárias da Caixa Econômica Federal entre 1964 e 1999, no Brasil, foi a supremacia da população urbana em relação à população rural, fato confirmado na década de 1970 pelo Censo Demográfico realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Aliás, o Brasil já começa a apresentar uma formação socioespacial com possibilidades favoráveis aos sistemas de ações mais ligados às instituições bancárias e financeiras nos idos dos anos de 1940, quando da sua progressão, nos anos subsequentes, da taxa de urbanização. Esse fato também foi verificado no Rio Grande do Norte, a partir da década de 1970.

Essas especificidades fizeram com que essa instituição bancária (a Caixa Econômica Federal) ganhasse um fortalecimento cada vez maior, a partir dos anos de 1970, já que, enquanto sociedade de crédito imobiliário e principal agente do Banco Nacional da Habitação (BNH), cabia-lhe promover mecanismos de aquisição da casa própria, por parte da população interessada e com condições financeiras para tal.

O BNH foi a principal instituição do Governo Federal em termos de

―desenvolvimento‖ urbano, no sentido do financiamento destinado à produção de

empreendimentos imobiliários. Em 1986, através do Decreto-Lei nº. 2.291, de 21 de novembro de 1986, foi extinto, passando o seu papel a ser assumido pela Caixa Econômica Federal.

Ainda na década de 1970, essa instituição financeira se restringia apenas à captação de depósitos de poupança, direcionando-a a crédito destinado à aquisição da casa própria (COSTA, 2012), já que um dos seus eixos de atuação estava ligado ao desenvolvimento urbano, além da transferência de benefícios e dos serviços financeiros. De acordo com Costa (2012, p. 87-88),

No desenvolvimento urbano, atua na implementação de programas nacionais

de habitação, saneamento e infraestrutura urbana. […] auxilia na execução

da política habitacional do Ministério das Cidades e constitui o principal agente financeiro dos recursos orçamentários da União e do FGTS. Na transferência de benefícios, a atuação compreende as áreas de pagamentos e arrecadação de programas sociais e a aplicação e acompanhamento de verbas

do Orçamento Geral da União. […]. Nos serviços financeiros, a Caixa opera

por meio de sua rede de pontos de venda na captação de recursos sob as formas de depósitos e fundos mútuos de investimentos e na aplicação, como empréstimos e financiamentos a pessoas físicas e jurídicas.

Nos anos 1990, frente às políticas neoliberais, a Caixa Econômica Federal foi concebida pelo Estado como custo (COSTA, 2012), estando aqui o que se considera a origem, de fato, dos milhares de correspondentes dessa instituição bancária espalhados pelo Brasil. De acordo com Costa (2012), no Governo Fernando Henrique Cardoso (janeiro de 1995 a janeiro de 2003), toda a lógica de decisões se tornou a de mercado, pois foram feitos cortes de custos ampliação de receitas, visando aumentar a margem de lucro. Encaravam-se como despesas o pessoal ocupado, sendo a solução implementada o corte de despesas com pessoal. Assim, essa instituição bancária chegou ao ano de 2001, com ―[...] 10.200 funcionários a menos do que o contingente de 65.111, no final de 1995‖ (COSTA, 2012, p. 109). Foi mediante essa ação

política que as autoridades monetárias autorizaram e/ou impuseram aos funcionários de loterias, correios, farmácias, padarias e supermercados cumprirem ―a função de bancário‖, através dos serviços bancários e financeiros antes apenas realizados em uma agência ou posto bancário dessa instituição bancária.

Apesar disso, a Caixa Econômica Federal amplia o total de suas agências no período de 2000 a 2014 em 1.614, 30%, isto é, 373 agências a mais em uma década do que nas três décadas e meia do período anterior (1964-1999). Sobressaiu-se nesse período, o estado de São Paulo, com 458 agências instaladas.

O Rio Grande do Norte teve o mesmo número do período anterior, 17 agências instaladas (Mapa 33) (BANCO CENTRAL DO BRASIL, 2014d), sendo Natal o lugar onde foram abertas o maior número desses fixos bancários: cinco agências, o que corresponde a 29% do total, localizadas nos bairros: Tirol, Lagoa Seca, Neópolis, Lagoa Nova e Potengi. As demais cidades foram: Alto do Rodrigues, Apodi, Areia Branca, Extremoz, Guamaré, Macaíba, Mossoró, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, São José de Mipibu, São Miguel e Touros, cada uma com uma agência instalada no referido período (2000-2014). Sendo as últimas cidades a ―receberem‖ esses fixos bancários Parnamirim, São Miguel e Extremoz, todas no ano de 2013.

Mapa 33 – Rio Grande do Norte: Configuração Espacial do Número de Agências Bancárias

da Caixa Econômica Federal, Instaladas no Período de 2000 a Janeiro de 2014

Fonte: Banco Central do Brasil (Bacen), 2014. Posição em 31.01.2014. Elaboração Cartográfica: José Erimar dos Santos, 2015.

Atualmente, tem-se a seguinte configuração espacial dessa instituição bancária em território nacional, no que tange ao número de agências bancárias (Mapa 34). De igual modo como ocorre com o Banco do Brasil, essa expressividade espacial mostra-se com mais intensidade em São Paulo, Rio de Janeiro e demais capitais estaduais do país como um todo e faixa litorânea, uma vez que é aí onde se encontra uma maior densidade técnica, populacional e econômica.