3.2. BULGULAR VE YORUM
3.2.3. SAĞLIK AMAÇLI BĠTKĠSEL ÜRÜN KULLANIMINA ETKĠ EDEN
Este item abordará a importância da medição de desempenho, esclarecerá os conceitos de eficiência, eficácia e efetividade, bem como abordará a medição na Construção civil e os demais sistema de indicadores importantes para este projeto.
2.2.1. Importância da Medição de Desempenho
“O desempenho do trabalhador, em termos de segurança, depende do seu nível de motivação e da sua capacidade”. A capacidade, segundo Tavares (2007), é “função da seleção e do grau de formação”, ambos de responsabilidade da empresa.
A motivação é mais complexa, pois depende de fatores como: ambiente da organização na perspectiva do trabalhador, a personalidade do trabalhador, a realização pessoal no trabalho, a motivação no próprio trabalho, o grupo de trabalho e o sindicato.
Após esses fatores segue-se a recompensa, que pode ser positiva ou negativa, influenciando o seu grau de satisfação em relação à sua tarefa (TAVARES, 2007). No trabalho se estabelece “a comparação entre a recompensa e aquilo que espera receber, daí resultando um determinado grau de satisfação ou insatisfação, que influencia o seu nível de motivação para o desempenho com segurança de uma nova tarefa” (TAVARES, 2007).
Sharman (1995) sugere seis passos para o desenvolvimento de um sistema de mensuração de desempenho:
Passo 1: Análise Estratégica; Passo 2: Definição dos Processos; Passo 3: Desenvolvimento de Medidas; Passo 4: Mensuração do Desempenho; Passo 5: Análise de Lacunas;
Passo 6: Implementação.
Sink e Tuttle (1993) (apud ROSA; PAMPLONA; ALMEIDA, 1996) estabelecem “que o desempenho de um sistema organizacional é composto por um complexo inter-relacionamento de vários parâmetros ou critérios de desempenho, assim denominados: eficácia, eficiência, produtividade, qualidade, inovação e lucratividade, para os centros de lucro, ou orçamentalidade para os centros de custo e organizações sem fins lucrativos”.
A era da informação, que se iniciou nas últimas décadas do século XX, tornou obsoletas muitas das premissas fundamentais da concorrência industrial (KAPLAN e NORTON, 1997). Os autores advertem às organizações que “se quiserem sobreviver e prosperar na era da informação, as empresas devem utilizar sistemas de gestão e medição de desempenho derivados de suas estratégias e capacidades” (KAPLAN e NORTON, 1997).
Nas empresas, de acordo com Miranda e Silva (2002) apud Holanda e Cavalcante (2002), as ações a serem adotadas precisam de um acompanhamento. Os autores destacam as seguintes razões para as empresas investirem em um sistema de medição de desempenho:
a) Controlar as atividades operacionais da empresa; b) Alimentar os sistemas de incentivo de funcionários; c) Controlar o planejamento; d) Criar, implantar e conduzir estratégias competitivas; e) Identificar problemas que necessitem intervenção dos gestores; e f) Verificar se a missão da empresa está sendo atingida.
Zilber e Fischaman (2002) indicam a importância, para uma organização, de medir seu desempenho através de instrumentos, bem como de gerar um conjunto informações que “avaliem a sua posição no mercado e diante dela mesma”. Os autores acima acrescentam ainda que os indicadores de desempenho são poderosos instrumentos para uma avaliação consciente sobre as condições da empresa.
Segundo Ohashi e Melhado (2004), as principais razões para a medição são:
Assegurar que os requisitos do consumidor sejam atendidos; Ser capaz de estabelecer objetivos e respeitá-los;
Proporcionar padrões para estabelecer comparações;
Proporcionar visibilidade e um “quadro de resultados” para que as pessoas possam monitorar seus próprios níveis de desempenho;
Destacar problemas de qualidade e determinar áreas prioritárias; Proporcionar uma retroalimentação para direcionar os esforços de melhoria”.
2.2.2. Eficiência, Eficácia e Efetividade
Os conceitos de eficiência, eficácia e efetividade são bastante importantes para avaliarmos os resultados das ações implantadas em uma organização.
Silva (2011, p. 9) afirma que a eficiência se refere “à relação entre os resultados obtidos e os recursos empregados, representando uma medida segundo a qual os recursos são convertidos em resultados de forma mais econômica”. Para este autor a eficiência “significa fazer um trabalho correto, sem erros, e de boa qualidade” (SILVA, 2011, p. 10).
Já a eficácia “mede a relação entre os resultados obtidos e os objetivos pretendidos, ou seja, ser eficaz é conseguir atingir um dado objetivo”, afirma Silva (2011, p. 9). Eficácia é, portanto, fazer um trabalho que atinja totalmente um resultado esperado (SILVA, 2011, p. 10).
No dicionário Aurélio (2012), encontra-se que a eficiência “é a qualidade do que é eficiente; a capacidade para produzir realmente um efeito; e a qualidade de algo ou alguém que produz com o mínimo de erros ou de meios”.
No mesmo dicionário, a eficácia é a “força latente que têm as substâncias para produzir determinados efeitos; a virtude de tornar efetivo ou real; força (de produzir efeitos)”.
O dicionário on line Dicio (2012) afirma que efetivo é aquilo que existe realmente; o real, verdadeiro, positivo, permanente. E a efetividade é, portanto, a qualidade ou estado daquilo que é efetivo; a realidade.
Chiavenato (1994, p. 70) diferencia a eficiência da eficácia afirmando que a “eficácia é uma medida normativa do alcance dos resultados, enquanto eficiência é uma medida normativa da utilização dos recursos nesse processo”. Para este autor, a eficiência:
É uma relação entre custos e benefícios. Assim, a eficiência está voltada para a melhor maneira pela qual as coisas devem ser feitas ou executadas (métodos), a fim de que os recursos sejam aplicados da forma mais racional possível.
Segundo, Castro (2006, p. 03):
A eficiência não se preocupa com os fins, mas apenas com os meios, ela se insere nas operações, com vista voltada para os aspectos internos da organização. Logo, quem se preocupa com os fins, em atingir os objetivos é a eficácia, que se insere no êxito do alcance dos objetivos, com foco nos aspectos externos da organização.
Castro (2006, p. 05) afirma que a literatura especializada moderna “achou por bem incorporar um terceiro conceito, mais complexo que eficiência e eficácia”. Assim, foi desenvolvido o conceito de efetividade, “especialmente válida para a administração pública”. O autor afirma também que:
(...) a efetividade, na área pública, afere em que medida os resultados de uma ação trazem benefício à população. Ou seja, ela é mais abrangente que a eficácia, na medida em que esta indica se o objetivo foi atingido, enquanto a efetividade mostra se aquele objetivo trouxe melhorias para a população visada.
2.2.3. Medição na Construção civil
Em meados da década de 1980 iniciou-se “na indústria da construção um crescente interesse pela gestão da qualidade e, como consequência, a implementação de sistemas de medição". Esta valorização da qualidade vem em decorrência principalmente de mudanças ocorridas no setor. Dentre as mudanças, destacam-se: “a globalização da economia, a escassez de recursos para construção, uma maior exigência dos clientes quanto à qualidade e ao padrão das edificações e, também, um maior grau de organização e reivindicação da mão-de-obra” (COSTA, 2003).
Nos últimos anos, apesar dos esforços de alguns grupos de pesquisa – dentre eles o Núcleo Orientado para a Inovação da Edificação (NORIE) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) – e do interesse de entidades setoriais, o uso dos indicadores não é uma prática sistemática para muitas empresas da Construção (COSTA, 2003). E uma das maiores dificuldades na avaliação de desempenho e inclusive na elevação do nível de competitividade do setor, é a ausência de medidas adequadas (COSTA, 2003).
Costa (2003) menciona, convenientemente para que sendo uma vez estabelecida uma medida, pode-se induzir o comportamento das pessoas a uma determinada direção. Desta forma, as empresas utilizam-se deste potencial para tentar introduzir mudanças a partir da definição de seus objetivos em termos de metas mensuráveis. As empresas também podem utilizar as medidas para o compartilhamento de uma visão e alinhamento das ações nos diferentes níveis e processos gerenciais.
Pode-se, então, constatar que, através do processo da busca de dados e informações para alimentar cada indicador, é possível estimular e instruir os funcionário da empresa a implementar eficientemente os fundamentos da Ergonomia, estabelecendo mudanças fundamentais em todo o processo produtivo.
Outros autores apontam também que as medições podem ser utilizadas como facilitadores do processo de aprendizagem nas organizações, auxiliando as pessoas a analisarem seu desempenho e a fazer melhorias neles. No entanto, a utilização das medidas para melhoria e aprendizagem ainda é pouco explorada pelas empresas de uma maneira geral (COSTA, 2003).