KAVRASAL ÇERÇEVE VE İLGİLİ ARAŞTIRMALAR
2.2 Modayı Etkileyen Faktörler
2.3.3. Sürrealizm ve Moda
quadros clínicos de infecções uterinas As consequências das infecções uterinas podem variar de acordo com a gravidade do quadro, tempo de ocorrência após o parto e saúde geral do rebanho (Lewis, 1997). Os
principais efeitos da infecção uterina estão associados aos gastos com tratamento, à diminuição da ingestão de alimentos, à redução na produção de leite, ao atraso no processo de involução uterina, à interferência no RAOL e aos quadros secundários de subfertilidade ou infertilidade, que podem levar ao descarte involuntário dos animais (Lewis, 1997; Mateus et al., 2002; Sheldon e Dobson, 2004; Bell e Roberts, 2007; Sheldon, 2007; Sheldon et al., 2008; Martins et al., 2013). Para elaborar programas de prevenção e controle estratégicos, o desafio atual consiste em usar o conhecimento dos fatores de risco e dos mecanismos relacionados com o estabelecimento de doenças uterinas, que envolvem a resposta imunológica, a resposta inflamatória e a regulação endócrina do ambiente uterino (Sheldon e Dobson, 2004; Sheldon et al., 2006; Azawi, 2008). Com o objetivo de diminuir a incidência das infecções uterinas, recomenda-se controlar os fatores de risco para ocorrência de retenção de placenta. Algumas medidas importantes consistem em adotar o uso de sêmen sexado para fêmea ou selecionar touros específicos para a cobertura das novilhas visando diminuir o risco de distocias e a necessidade de intervenções ao parto. Recomenda-se também adotar dietas adequadas no pré e no pós-parto para diminuir a ocorrência de doenças metabólicas, ter cuidados com a sanidade do rebanho e com a higiene e o conforto das instalações (Lewis, 1997; Sheldon e Dobson, 2004; Hammon et al., 2006; Sheldon, 2007; Bell e Roberts, 2007). O monitoramento das vacas após o parto deve considerar as alterações fisiológicas ocorridas durante o processo de involução uterina normal, a adoção de tratamentos na presença de alterações patológicas e o tempo de recuperação dos animais antes de retornarem à reprodução. O objetivo do tratamento de doenças uterinas é reverter as
53 alterações inflamatórias que podem levar à
subfertilidade, reforçando os mecanismos de defesa e reparação do ambiente uterino. O problema é que todas as vacas no pós- parto apresentam algum grau de inflamação do endométrio relacionado com a involução uterina normal. No entanto, os veterinários devem ser capazes de identificar as vacas doentes e adotar tratamentos mais apropriados (Sheldon et al., 2006).
O diagnóstico precoce das infecções uterinas é importante para a adoção de tratamentos rápidos e apropriados, para predizer a gravidade do quadro e fornecer o prognóstico quanto à fertilidade subsequente. Infelizmente, não existe um método de diagnóstico ideal, geralmente, a sensibilidade e a especificidade de todos eles é bastante variável. Os métodos de diagnóstico mais comuns são a palpação transretal, a ultrassonografia e a vaginoscopia (Sheldon et al., 2006). A palpação transretal possibilita avaliar o tamanho, a simetria, a consistência dos cornos uterinos, a presença de conteúdo no útero e a espessura da cérvix (Azawi, 2008; Chapwanya et al., 2010; Fernandes et al., 2012). Apresenta a vantagem de diagnóstico imediato das alterações ocorridas no processo de involução uterina (Barlund et al., 2008), porém não é uma técnica muito confiável para detectar a presença de infecção, principalmente no pós-parto tardio. Diferenças entre raças, ordem de partos e outros fatores podem influenciar no processo de involução uterina, o que dificulta o estabelecimento de diferenças entre ocorrências fisiológicas e patológicas (Sheldon et al., 2006).
Por meio da ultrassonografia, é possível verificar a espessura da parede uterina, o diâmetro dos cornos, o diâmetro da cérvix, a presença, a localização e o aspecto do conteúdo uterino (Kasimanickam et al., 2004; Barlund et al., 2008). O acúmulo de conteúdo uterino pode estar relacionado
com a presença de bactérias e com atraso no processo de involução do útero (Mateus et al., 2002). A vaginoscopia fornece informações sobre a origem, volume, aspecto e odor da secreção cervicovaginal, presença de feridas na vagina e condição da cérvix (Sheldon e Dobson, 2004; Willians et al., 2005; Sheldon, 2007; Gautam et al., 2010; Barlund et al., 2008; Martins et al., 2013). A vaginoscopia pode ser utilizada na rotina dos exames puerperais, sendo que os achados devem levar em consideração o período no qual o exame é realizado, uma vez que todas as vacas apresentam algum grau de inflamação uterina após o parto decorrente do processo de involução (Sheldon et al., 2006; Barlund et al., 2008). A avaliação da secreção cervicovaginal também pode ser feita por meio de uma mão enluvada (Sheldon et al., 2002b) ou por meio de um dispositivo denominado Metricheck, que consiste em uma borracha com 40 mm de diâmetro adaptada à ponta de uma haste inoxidável com 50 cm de comprimento. É utilizado para coletar uma amostra do conteúdo presente na porção cranial da vagina. De maneira semelhante ao vaginoscópio, o Metricheck facilita o exame de pequenas quantidades de secreção cervicovaginal após o parto (Dubuc et al., 2010a). Porém, não é possível diferenciar o conteúdo proveniente de uma infecção uterina, do conteúdo proveniente de casos de vaginite, cervicite, cistite ou nefrite (Sheldon et al., 2006; Dubuc et al., 2010a). A visualização da secreção cervicovaginal pode ser influenciada pela gravidade do quadro de infecção uterina, pela capacidade de contração do miométrio, pela posição do útero em relação à pelve, pela conformação da região perineal, pela condição corporal e pela postura do animal no momento do exame. Vacas com presença de secreção cervicovaginal em quantidades muito pequenas podem ser ignoradas pelos exames com vaginoscópio ou Metricheck. Portanto, a combinação de técnicas de
54 diagnóstico e a repetição dos exames tem
efeito benéfico no diagnóstico das endometrites (Kasimanickam et al., 2004; Barlund et al., 2008; Gautam et al., 2010; Mc Dougall et al., 2011).
Para determinar a etiologia das infecções uterinas, o isolamento bacteriano a partir de culturas de amostras do conteúdo uterino coletado por meio de swabs é uma ferramenta essencial (Sheldon et al., 2002b; Willians et al., 2005). O estabelecimento de um processo infeccioso está relacionado inicialmente com a presença de E. coli, e posteriormente com a interação entre T. pyogenes, F. necrophorum e P. melaninogenica (Bondurant, 1999; Sheldon, 2007; Willians et al., 2007; Sheldon et al., 2008).
Os microrganismos presentes na secreção cervicovaginal podem refletir o grau de contaminação uterina nas primeiras semanas após o parto, devido à abertura da cérvix durante esse período. Os tipos de secreção cervicovaginal encontrados após o parto podem ser classificados em escores dependendo da quantidade de pus que apresentam (Rocha et al., 2004; Willians et al., 2005). O pus é resultado de infecções bacterianas, formado por tecido necrótico, fluidos liberados pelo tecido lesado, bactérias patogênicas, neutrófilos e outras células de defesa. Quanto maior o escore da secreção cervicovaginal, maior a quantidade de pus e de bactérias patogênicas presentes no ambiente uterino (Sheldon e Dobson, 2004; Willians et al., 2005). Esses autores classificaram a secreção encontrada na vagina aos 21 e/ou aos 28 dias após o parto em: escore 0 (muco cristalino), escore 1 (muco com estriações de pus), escore 2 (mucopurulenta, com menos de 50% de pus) ou escore 3 (purulenta, com mais de 50% de pus, e, ocasionalmente, com presença de sangue). Quanto maior o escore da secreção cervicovaginal, maior o intervalo do parto ao primeiro serviço.
O aspecto e o odor da secreção cervicovaginal apresentam alta correlação com resultados de culturas bacterianas realizadas a partir de amostras do conteúdo uterino (Sheldon e Dobson, 2004; Willians et al., 2005). Aos 21 e aos 28 dias após o parto, a secreção purulenta está relacionada com a presença de T. pyogenes e Proteus sp. no conteúdo uterino, a secreção mucopurulenta está relacionada com a presença de F. necrophorum, enquanto as secreções com odor fétido estão relacionadas com a presença de T. pyogenes, E. coli, Streptococcus não hemolítico e Manheimia haemolytica (Willians et al., 2005).
O diagnóstico rápido e o tratamento adequado são essenciais para minimizar os efeitos das doenças uterinas sobre a eficiência reprodutiva dos animais (Sheldon e Dobson, 2004). O sucesso do tratamento depende da eliminação do conteúdo uterino, da suscetibilidade dos agentes infecciosos aos medicamentos, da concentração, do número de vezes que o medicamento é utilizado e da exposição do endométrio ao medicamento (Bondurant, 1999; LeBlanc et al., 2002a; Azawi, 2008).
2.4.3.4. Ocorrências de quadros